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sexta-feira, 11 de março de 2011
domingo, 11 de outubro de 2009
Os Descobrimentos em ritmo RAP

DESCOBRIMENTOS PORTUGUESES (SÉCULO XV)
Lá para os fins do século XIV
A Europa andava metida em confusões
Guerras, guerras e tropeções
Que duraram mais de 100 anos.
Mas aqui, no extremo ocidental
Desta Europa maluca
Havia um pequeno povo
Que sonhava com grandes feitos.
Os Tugas sabem navegar yo!
Os Tugas sabem sonhar, yo!
Os Tugas estavam em paz
Procuraram novas aventuras
Primeiro foi o rei João I
Que em 1415 conquistou Ceuta.
Os Mouros bem que a queriam,
Mas os Tugas foram mais fortes
Apesar da conquista
Os lucros não apareceram
Porque os Tugas ficaram com Ceuta
Mas os Mouros com os arredores.
O rei tinha filhos que estudaram e viajaram,
Filhos, que sabiam sonhar.
Um deles, um tal Henrique
Organizou as descobertas
E assim Portugal iniciou a aventura.
Tinham de lutar contra lendas e monstros
Mas o tal Henrique convenceu os seus homens.
Os Tugas sabem navegar yo!
Os Tugas sabem sonhar, yo!
Em 1419 descobriram a Madeira
Em 1425 chegaram aos Açores
Para onde mandaram gente
Povoar e colonizar
Conquistando os mares
Começaram a obter lucros
Mas agora o grande desafio
Era passar o cabo Bojador
Todos os barcos que lá chegavam
Não conseguiam regressar
Mas um homem de coragem
A mando do Infante
Um tal Gil Eanes
Conseguiu ultrapassar o Cabo em 1434
Os Tugas sabem navegar yo!
Os Tugas sabem sonhar, yo!
Para lá do Bojador ficava um imenso continente
Os Tugas começaram a navegar mais para Sul,
Chegaram a Cabo Verde
E também à Serra Leoa,
Mesmo à entrada do Golfo da Guiné.
E em Arguim uma feitoria fundaram
Daqui veio o primeiro ouro.
Mas em 1460 morreu o Infante.
O seu tio Afonso V
Era amigo da Nobreza
Optou por mais conquistas
Alugando a exploração
Da costa africana a um comerciante,
Um tal Fernão Gomes.
O Golfo da Guiné explorou
Foi até S. Tomé e Príncipe.
Na Mina construíram uma nova feitoria,
E os lucros dos Tugas começaram a aumentar.
Afonso V conquistou
Tânger, Arzila e Alcácer-Ceguer.
Os Tugas sabem navegar yo!
Os Tugas sabem sonhar, yo!
No reinado seguinte, um tal João II
Decidiu que os Tugas deviam chegar à Índia
Nem todos concordavam
Sobretudo os Espanhóis.
Mas o rei português é que liderava o pelotão
Mandou Diogo Cão procurar a passagem do Índico,
Mas este só chegou a Angola e à Namíbia.
Em 1487 o bravo Bartolomeu Dias
Conseguiu passar as Tormentas e descobriu o Índico.
Mas o esperto João II mudou o nome do cabo
Chamou-lhe da Boa Esperança
Porque abria as portas da Índia.
Os Tugas sabem navegar yo!
Os Tugas sabem sonhar, yo!
Foi aqui que apareceu
Um tal Cristóvão Colombo
O Colombo disse ao rei…
Se navegasse para ocidente
Chegaria até à Índia.
O rei recusou
E o Colombo foi pedir
Ajuda aos Espanhóis.
Estes coitados
Deram-lhe uns barquitos
Para neles navegar
Em 1492 o Colombo chegou a umas ilhas
Pensou que tinha chegado à tão desejada Índia,
Mas na verdade tinha acabado
De descobrir um novo continente.
Os Tugas sabem navegar yo!
Os Tugas sabem sonhar, yo!
João II sabia que Colombo estava enganado,
Mas para garantir a posse da Índia
Negociou com os Espanhóis.
Em 1494 assinou um tratado em Tordesilhas.
Que dividiu o Mundo entre os dois países.
As terras a oriente eram dos Tugas
E a ocidente dos Espanhóis.
O rei morreu antes de preparar a viagem.
Foi o seu sucessor, Manuel I, que conquistou essa honra.
Em 1498, o valente Gama chegou à Índia.
Em 1500 o bravo Cabral achou o Brasil
Mais tarde o grande Magalhães,
Tuga ao serviço de Espanha,
Provou que a terra era redonda.
Os Tugas sabem navegar yo!
Os Tugas sabem sonhar, yo!
Depois é que vieram os problemas.
Havia que consolidar a aventura.
Os Tugas eram poucos,
Mas tentaram impor aos outros a sua vontade.
A sua cultura e a sua fé.
Combateram e mataram,
Roubaram e escravizaram.
Tudo em nome de Deus…
Hoje os tempos são outros.
Sabemos que a nossa liberdade
É maior quanto maior for a dos outros,
Mas ainda há por aí,
Muita gente com falinhas mansas,
Que contraria a nossa esperança.
Os Tugas sabem navegar yo!
Os Tugas sabem sonhar, yo!
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Este texto surgiu de um só jorro depois de na semana anterior, numa das minhas aulas, a propósito de já não sei quê ter brincado com os alunos inventando uma música de Rap , de acordo com a matéria que estava a leccionar. A partir daqui amadureci a ideia de dar uma aula sobre os descobrimentos portugueses motivando-os através de uma música Rap.
O texto é o que acabaram de ler, a música será aquela que me sair quando "cantar" esta aula na próxima semana, mas deixo aqui um pequeno desafio: será que alguém quer musicar esta letra, sei que provavelmente terei de fazer uma ou outra alteração, por causa do ritmo e do tempo, mas a ideia manter-se-á a mesma.
Alguém está interessado?
sábado, 14 de março de 2009
terça-feira, 8 de julho de 2008
Arouca - Uma Recriação Histórica
Nos passados dias 4, 5 e 6 de Julho realizou-se em Arouca, pelo quinto ano consecutivo uma recriação histórica alusiva aos inícios do século XIX (cerca de 1830).
Esta iniciativa nasceu há cinco anos por proposta dos Drs. Afonso Veiga e António Vilar e a partir do terceiro ano passou a contar com o apoio da Câmara Municipal de Arouca (sinceramente não sei se este apoio acontece desde início, mas talvez sim). Desde há três anos que a dramaturgia, encenação e pesquisa histórica têm estado a cargo do meu grande amigo José Carretas.

José Carretas e Margarida Wellenkamp, dois
dos principais responsáveis pelo êxito deste evento
Este ano fui pela primeira vez a Arouca para assistir a um dos dias desta recriação, mais precisamente o segundo, e fiquei com vontade de, no próximo ano, assistir ao pleno desta magnífica recriação histórica.
Esta recriação histórica tem, a meu ver duas vertentes: os usos e costumes da época e o seu dia-a-dia; uma história político-amorosa com fundamento real.
A recriação desenrola-se no terreiro em frente ao Mosteiro de Arouca dividido por um casario. É sobretudo no terreiro contíguo ao Mosteiro e no interior do próprio Mosteiro que se desenrolam as cenas dramáticas. Neste espaço podemos ver em plena laboração oficinas artesanais de acordo com os métodos de produção da época. No terreno atrás do casario fronteiro ao Mosteiro desenrola-se uma feira e existem barracas de comes e bebes à semelhança do que aconteceria na época recriada.
É neste espaço que se desenrola a história político-amorosa. Aqui é feito prisioneiro e posteriormente enviado para Lamego e mais tarde para Viseu, onde será executado, Frei Simão de Vasconcelos, o frade guerrilheiro que luta pelos valores do liberalismo contra o absolutismo monárquico miguelista.
A vertente amorosa tem a ver com o recolhimento da jovem fidalga, Dona Briolanja, que após a morte dos pais pretende tomar votos e para tal se refugia no Mosteiro de Arouca. Surgem, vindos de Lisboa um jovem fidalgo seu primo que pretende demover Briolanja deste fim triste para moça tão bela. Como ele próprio diz, se a prima se refugiar no Mosteiro será como uma flor sem Sol, murchará. Entretanto, surge também um tio de Briolanja, o conde Vasconcelos e sua esposa Francisca, que pretendem apoiar a sobrinha na sua decisão de se dedicar à vida monástica e simultaneamente obter uma procuração da sobrinha que lhe permita tratar das suas terras.
Toda a dramaturgia gira em volta desta história, misturando-se algumas cenas picarescas como a do jogo da vermelhinha e o dia-a-dia de Arouca daquela época. As picardias entre o conde Vasconcelos e as entidades civis da região.
Muito mais haveria para contar, mas infelizmente não existe um folheto que conte a história que se passa à nossa frente. Sugere-se que no próximo ano seja distribuído aos visitantes um folheto com o essencial da história.
Tudo o que aqui se relata está, com certeza, cheio de lacunas, pois foi fruto da observação directa de um dos dias da recriação e das conversas fugazes tidas com o Zé Carretas, que andava atarefado de um lado para o outro para que nada do programado falhasse.
De assinalar que a maioria dos actores são populares de Arouca que interiorizam magnificamente os papéis que lhes estão destinados, de tal forma que o forasteiro ou visitante se sente como que um fantasma que viajou no tempo e vagueia pela história sem ser visto, apenas observa no papel de voyeur. Curiosamente numa das cenas mais fortes a que assisti, a entrada de Frei Simão em Arouca a caminho de Lamego, a população local e visitante da recriação deixa-se envolver e toma partido, o partido da liberdade.
Foto-reportagem (possível)
O recinto, o ambiente, o almocreve, o artesanato e a feira.



























Os cantadores e cantadeiras, a vermelhinha, os robertos e o escrivão.











Abrem-se as portas, dá-se início à recriação.


A cozinha do Mosteiro.



A botica do Mosteiro.


A sala de jantar do Mosteiro.

Nos claustros eis que surge, entre as monjas, Dona Briolanja.

Monjas, noviças, criadas e enferma.




A história: jovem fidalgo, conde Vasconcelos, Briolanja e outros personagens.







Passagem por Arouca do frade guerrilheiro, combatente da liberdade, Frei Simão de Vasconcelos.




E mais não foi possível registar porque, amador como sou (o que ama não pensa nas consequências), acabou-se a bateria da máquina fotográfica. Fica a promessa de que para o ano tentarei fazer uma reportagem completa de toda esta extraordinária recriação histórica.
Esta iniciativa nasceu há cinco anos por proposta dos Drs. Afonso Veiga e António Vilar e a partir do terceiro ano passou a contar com o apoio da Câmara Municipal de Arouca (sinceramente não sei se este apoio acontece desde início, mas talvez sim). Desde há três anos que a dramaturgia, encenação e pesquisa histórica têm estado a cargo do meu grande amigo José Carretas.

José Carretas e Margarida Wellenkamp, dois
dos principais responsáveis pelo êxito deste evento
Este ano fui pela primeira vez a Arouca para assistir a um dos dias desta recriação, mais precisamente o segundo, e fiquei com vontade de, no próximo ano, assistir ao pleno desta magnífica recriação histórica.
Esta recriação histórica tem, a meu ver duas vertentes: os usos e costumes da época e o seu dia-a-dia; uma história político-amorosa com fundamento real.
A recriação desenrola-se no terreiro em frente ao Mosteiro de Arouca dividido por um casario. É sobretudo no terreiro contíguo ao Mosteiro e no interior do próprio Mosteiro que se desenrolam as cenas dramáticas. Neste espaço podemos ver em plena laboração oficinas artesanais de acordo com os métodos de produção da época. No terreno atrás do casario fronteiro ao Mosteiro desenrola-se uma feira e existem barracas de comes e bebes à semelhança do que aconteceria na época recriada.
É neste espaço que se desenrola a história político-amorosa. Aqui é feito prisioneiro e posteriormente enviado para Lamego e mais tarde para Viseu, onde será executado, Frei Simão de Vasconcelos, o frade guerrilheiro que luta pelos valores do liberalismo contra o absolutismo monárquico miguelista.
A vertente amorosa tem a ver com o recolhimento da jovem fidalga, Dona Briolanja, que após a morte dos pais pretende tomar votos e para tal se refugia no Mosteiro de Arouca. Surgem, vindos de Lisboa um jovem fidalgo seu primo que pretende demover Briolanja deste fim triste para moça tão bela. Como ele próprio diz, se a prima se refugiar no Mosteiro será como uma flor sem Sol, murchará. Entretanto, surge também um tio de Briolanja, o conde Vasconcelos e sua esposa Francisca, que pretendem apoiar a sobrinha na sua decisão de se dedicar à vida monástica e simultaneamente obter uma procuração da sobrinha que lhe permita tratar das suas terras.
Toda a dramaturgia gira em volta desta história, misturando-se algumas cenas picarescas como a do jogo da vermelhinha e o dia-a-dia de Arouca daquela época. As picardias entre o conde Vasconcelos e as entidades civis da região.
Muito mais haveria para contar, mas infelizmente não existe um folheto que conte a história que se passa à nossa frente. Sugere-se que no próximo ano seja distribuído aos visitantes um folheto com o essencial da história.
Tudo o que aqui se relata está, com certeza, cheio de lacunas, pois foi fruto da observação directa de um dos dias da recriação e das conversas fugazes tidas com o Zé Carretas, que andava atarefado de um lado para o outro para que nada do programado falhasse.
De assinalar que a maioria dos actores são populares de Arouca que interiorizam magnificamente os papéis que lhes estão destinados, de tal forma que o forasteiro ou visitante se sente como que um fantasma que viajou no tempo e vagueia pela história sem ser visto, apenas observa no papel de voyeur. Curiosamente numa das cenas mais fortes a que assisti, a entrada de Frei Simão em Arouca a caminho de Lamego, a população local e visitante da recriação deixa-se envolver e toma partido, o partido da liberdade.
Foto-reportagem (possível)
O recinto, o ambiente, o almocreve, o artesanato e a feira.



























Os cantadores e cantadeiras, a vermelhinha, os robertos e o escrivão.











Abrem-se as portas, dá-se início à recriação.


A cozinha do Mosteiro.



A botica do Mosteiro.


A sala de jantar do Mosteiro.

Nos claustros eis que surge, entre as monjas, Dona Briolanja.

Monjas, noviças, criadas e enferma.




A história: jovem fidalgo, conde Vasconcelos, Briolanja e outros personagens.







Passagem por Arouca do frade guerrilheiro, combatente da liberdade, Frei Simão de Vasconcelos.




E mais não foi possível registar porque, amador como sou (o que ama não pensa nas consequências), acabou-se a bateria da máquina fotográfica. Fica a promessa de que para o ano tentarei fazer uma reportagem completa de toda esta extraordinária recriação histórica.
Publicado por
Mário Monteiro
à(s)
7/08/2008 03:04:00 da tarde
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