Há hora e meia atrás ia sentar-me no computador para escrever um post. Tocou o telefone... Era o Zetó. Mas é sempre agradável falar com ele. Antes tinha conversado com o Luar e o Roclas.
Está-se bem!
O Zetó queria saber umas coisas a propósito de perfis de alunos de Matemática. Fogo... Eu sou de História.
Pronto... eu sei... estou a ser injusto. Só queria saber o que se passava na minha escola. Não sabia. Não era a minha área, mas fiquei de me informar.
Nunca se deixa só um amigo e o Zetó é um bom e grande amigo, tal como o Luar e o Roclas e mais alguns amigos e amigas. Sim, porque nisto de amizades sou muito selectivo.
A minha imaginação ardia de ideias, mas tudo vai por água abaixo quando se está a falar com um amigo. A nossa divagação intelectual bloqueia. Não, não por causa dos amigos (estes até são bastante motivadores), mas a nossa atitude foca-se num pequeno ou grande pormenor e nada mais passa a ter sentido.
Nada perdi, pois nem sei bem o que ia dizer. Mas de certeza que não seria mais importante do que louvar a amizade.
Obrigado meus amigos!
Mostrar mensagens com a etiqueta Pessoal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Pessoal. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, 27 de maio de 2008
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Um Ano Depois
O teu silêncio é, foi, mais ensurdecedor do que o meu grito.
Faz hoje precisamente um ano que, depois de 3/4 anos de ilusão e de 6/7 anos de angústia, iniciei o processo doloroso da minha verdadeira separação. Tudo isto depois de cerca de três anos de profunda depressão (da qual não tinha consciência, nem sabia que existia) causada por uma paixão/amor que tinha, mas que sentia que já não ser correspondida, mesmo que as tuas palavras dissessem o contrário a verdade é que se confirmou tudo o que eu sentia.
Há um ano atrás, num dos picos da minha depressão precisei da tua ajuda, pela primeira vez na vida precisei da tua ajuda. A tua resposta veio de acordo com aquilo que eu já devia saber, isto é, viraste-me as costas. Foi o teu primeiro momento de sinceridade.
Neste dia tentei uma saída definitiva para a minha vida, entendeste tudo ao contrário, mas por outro lado mostrou-me a verdadeira pessoa a que tinha estado ligado nos últimos 10 anos. Foi o primeiro e decisivo passo para a minha libertação.
Insensibilidade e frieza é a melhor forma de, quando estamos mais fragilizados, nos ajudar a abrir os olhos e compreender o logro em que vivemos. Eu percebi a mensagem.
Obrigado por te teres assumido, tiveste um momento de sinceridade. Obrigado por me teres permitido encontrar um verdadeiro e desinteressado amor.
Hoje é dia de festa, estou feliz, enterrei a falsidade.
Não se ama alguém que não ouve a mesma canção.
Faz hoje precisamente um ano que, depois de 3/4 anos de ilusão e de 6/7 anos de angústia, iniciei o processo doloroso da minha verdadeira separação. Tudo isto depois de cerca de três anos de profunda depressão (da qual não tinha consciência, nem sabia que existia) causada por uma paixão/amor que tinha, mas que sentia que já não ser correspondida, mesmo que as tuas palavras dissessem o contrário a verdade é que se confirmou tudo o que eu sentia.
Há um ano atrás, num dos picos da minha depressão precisei da tua ajuda, pela primeira vez na vida precisei da tua ajuda. A tua resposta veio de acordo com aquilo que eu já devia saber, isto é, viraste-me as costas. Foi o teu primeiro momento de sinceridade.
Neste dia tentei uma saída definitiva para a minha vida, entendeste tudo ao contrário, mas por outro lado mostrou-me a verdadeira pessoa a que tinha estado ligado nos últimos 10 anos. Foi o primeiro e decisivo passo para a minha libertação.
Insensibilidade e frieza é a melhor forma de, quando estamos mais fragilizados, nos ajudar a abrir os olhos e compreender o logro em que vivemos. Eu percebi a mensagem.
Obrigado por te teres assumido, tiveste um momento de sinceridade. Obrigado por me teres permitido encontrar um verdadeiro e desinteressado amor.
Hoje é dia de festa, estou feliz, enterrei a falsidade.
Não se ama alguém que não ouve a mesma canção.
Publicado por
Mário Monteiro
à(s)
5/09/2008 01:24:00 da manhã
Etiqueta:
Pessoal
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Visitas
Olha, olha, será que hoje tive visitas ilustres?
8 May 18:34 ASSEMBLEIA DA REP.BLICA PORTUGUESA, Lisbon, Lisboa, Portugal
8 May 18:37 ASSEMBLEIA DA REP.BLICA PORTUGUESA, Lisbon, Lisboa, Portugal
8 May 18:34 ASSEMBLEIA DA REP.BLICA PORTUGUESA, Lisbon, Lisboa, Portugal
8 May 18:37 ASSEMBLEIA DA REP.BLICA PORTUGUESA, Lisbon, Lisboa, Portugal
Publicado por
Mário Monteiro
à(s)
5/08/2008 08:10:00 da tarde
Etiqueta:
Pessoal
terça-feira, 22 de abril de 2008
Despertar
Despertar para um novo dia.
Despertar para uma nova vida.
Mesmo que te sintas em baixo
Um novo dia é sempre um novo dia.
Faz dele o que te tornar mais feliz,
Pois este é o primeiro do resto da tua vida.
Vive-o como se fosse o último.
Esquece o passado que te azedou.
Deita para trás a pretensa luz que o iluminou.
Esta vida é a tua, faz dela o que quiseres.
Vive-a intensamente, não a percas no horizonte vago,
Porque esta sim, é a tua última vida.
Publicado por
Mário Monteiro
à(s)
4/22/2008 10:24:00 da manhã
Etiqueta:
Pessoal
quarta-feira, 2 de abril de 2008
sexta-feira, 21 de março de 2008
Dia do Pai (19 de Março de 2008)
Um ano depois quem diria que ia encontrar de novo a felicidade e a alegria de viver.
Mas cá estou eu, pronto para novas descobertas e aventuras, junto dos que mais amo: companheira, filhos e neto.
Não esqueço nunca os amigos/amigas, mas eles/elas que me desculpem porque este dia, embora lhe chamem do pai, é para os filhos.
Publicado por
Mário Monteiro
à(s)
3/21/2008 11:37:00 da manhã
Etiqueta:
Pessoal
segunda-feira, 17 de março de 2008
Parque Nacional da Peneda/Gerês
PessoalOs lobos querem-se em terras de lobos.











Para quem vive no bulício da cidade nada melhor do que um retemperador fim-de-semana no Parque Nacional da Peneda/Gerês.
Aqui vive-se o contacto directo com a Natureza no seu estado mais puro, ao qual ninguém pode ficar indiferente. Daqui regressamos com mais energia para enfrentar a mesquinhez do dia-a-dia.
Na terra dos sonhos só tu podes ser quem tu és, ninguém te leva a mal (Jorge Palma).
Fotos tiradas no Santuário da Senhora da Peneda, Castro Laboreiro e algures no Parque Nacional da Peneda/Gerês.
Para quem vive no bulício da cidade nada melhor do que um retemperador fim-de-semana no Parque Nacional da Peneda/Gerês.
Aqui vive-se o contacto directo com a Natureza no seu estado mais puro, ao qual ninguém pode ficar indiferente. Daqui regressamos com mais energia para enfrentar a mesquinhez do dia-a-dia.
Na terra dos sonhos só tu podes ser quem tu és, ninguém te leva a mal (Jorge Palma).
Fotos tiradas no Santuário da Senhora da Peneda, Castro Laboreiro e algures no Parque Nacional da Peneda/Gerês.
Publicado por
Mário Monteiro
à(s)
3/17/2008 12:13:00 da tarde
segunda-feira, 10 de março de 2008
10 de Março
Faz hoje um ano que, em resultado de um grave acidente de viação (choque frontal), estive em risco de vida.

Com força de vontade e com a ajuda dos meus filhos e dos verdadeiros amigos, fui ultrapassando as dificuldades e hoje estou recuperado fisica e mentalmente a praticamente 100%. Há ainda algumas pequenas mazelas que vão sendo solucionadas com o tempo e sobretudo com muita paciência.

É certo que assumo a responsabilidade total deste acidente. No entanto, não posso esquecer que, na altura, me encontrava muito fragilizado por causa de uma forte depressão e da qual resultou, primeiro a separação e posteriormente o divórcio da mulher que eu amava e pela qual julgava ser amado.
Não houve traições a não ser a de a minha ex-mulher insistir em dizer que me amava quando eu já sentia, pelo menos desde os últimos três anos, que as palavras dela não correspondiam ao que eu sentia.
Passei um período difícil, sobretudo porque mesmo após a separação e até mesmo após o divórcio continuou a não assumir claramente que se separava de mim porque tinha deixado de me amar. Esta tortura, consciente e/ou inconsciente, só terminou em Setembro quando, pela primeira vez admitiu, sem equívocos, que se tinha separado de mim porque tinha deixado de gostar de mim. Ora, isso já eu sabia há mais de 3 anos e, por isso, nunca mais voltei a questionar o assunto. Foi sempre isso que desejei que me dissesse para que eu pudesse ter paz.
Claro que toda esta situação me levou a cometer muitos erros, mas para quem não ama os erros são sempre entendido como ataques pessoais.
Finalmente entre Novembro e Janeiro consegui resolver tudo o que ainda me apoquentava em relação à pessoa em causa. Hoje dou-me bem com ela, mas não sou seu amigo, apenas a respeito como mãe da minha filha.
Quando se resolve um problema encontram-se facilmente outras saídas e em Fevereiro reencontrei uma antiga amiga.
Com o problema de fundo resolvido voltei a estar disponível para amar, sem angústias nem sentimentos de culpa. Bastava encontrar a pessoa que me aceitasse como sou, sem querer fazer de mim um simples pau-mandado ou transformar-me num clone de uma mentalidade pequeno-burguesa na qual me era impossível integrar, até porque há muito que deixara de ser amado. Eu já o sabia e disse-o muitas vezes, mas a mentalidade pequeno-burguesa prefere defender as aparências do que assumir a realidade.
Essa dificuldade em assumir a realidade prolongou a agonia de uma relação que há muito tinha terminado, porque o amor era unilateral.
Com a cabeça limpa voltei a ser a pessoa que sempre fui. Deixei de estar condicionado, de ter de me enquandrar em padrões de vida que não eram os meus e os quais abomino, porque a opção daquela que dizia amar-me nunca foi o de construir uma vida comigo, mas sim que eu me enquadrasse na vida dela e que tinha imaginado para nós. Eu era descartável: e/ou aceitava o seu modelo ou seria reduzido a cinzas. Não o fui, porque reagi e porque contei com o amor dos meus filhos e dos meus verdadeiros amigos.
É facil dizer que se ama. O difícil é demonstrá-lo.

Esta madrugada fui até ao local do acidente, não para relembrar o passado, mas para festejar o presente e celebrar o futuro.
Com um grupo de amigos e com a minha actual companheira deslocamo-nos até ao local do acidente.
A minha companheira, esta sim uma verdadeira companheira, porque está ao meu lado sem me impor condições nem me julgar e muito menos condenar antes ouvir a minhas razões, fomos até ao local do acidente.
Amar e ser verdadeiramente amado, sem subterfúgios nem falsas aparências, é assim que agora sinto e estou feliz com o rumo da minha vida. A meu lado está uma mulher completa que me preenche totalmente.

Fomos até ao local do acidente, abrimos uma garrafa de espumante (bruto como deve ser, porque o doce é um espumante falseado), onde brindámos ao presente e ao futuro. No final, simbolicamente, parti a garrafa contra o local onde o meu carro, há um ano, tinha ficado imobilizado, enterrando assim, definitivamente, o passado.


O passado ficou definitivamente arrumado. Viva a Vida.
Viver um dia de cada vez como se fosse o último é o meu lema e dele não vou fugir até que a morte me agarre e me desprenda da vida.
FIM! Ou será PRINCÍPIO?

Com força de vontade e com a ajuda dos meus filhos e dos verdadeiros amigos, fui ultrapassando as dificuldades e hoje estou recuperado fisica e mentalmente a praticamente 100%. Há ainda algumas pequenas mazelas que vão sendo solucionadas com o tempo e sobretudo com muita paciência.

É certo que assumo a responsabilidade total deste acidente. No entanto, não posso esquecer que, na altura, me encontrava muito fragilizado por causa de uma forte depressão e da qual resultou, primeiro a separação e posteriormente o divórcio da mulher que eu amava e pela qual julgava ser amado.
Não houve traições a não ser a de a minha ex-mulher insistir em dizer que me amava quando eu já sentia, pelo menos desde os últimos três anos, que as palavras dela não correspondiam ao que eu sentia.
Passei um período difícil, sobretudo porque mesmo após a separação e até mesmo após o divórcio continuou a não assumir claramente que se separava de mim porque tinha deixado de me amar. Esta tortura, consciente e/ou inconsciente, só terminou em Setembro quando, pela primeira vez admitiu, sem equívocos, que se tinha separado de mim porque tinha deixado de gostar de mim. Ora, isso já eu sabia há mais de 3 anos e, por isso, nunca mais voltei a questionar o assunto. Foi sempre isso que desejei que me dissesse para que eu pudesse ter paz.
Claro que toda esta situação me levou a cometer muitos erros, mas para quem não ama os erros são sempre entendido como ataques pessoais.
Finalmente entre Novembro e Janeiro consegui resolver tudo o que ainda me apoquentava em relação à pessoa em causa. Hoje dou-me bem com ela, mas não sou seu amigo, apenas a respeito como mãe da minha filha.
Quando se resolve um problema encontram-se facilmente outras saídas e em Fevereiro reencontrei uma antiga amiga.
Com o problema de fundo resolvido voltei a estar disponível para amar, sem angústias nem sentimentos de culpa. Bastava encontrar a pessoa que me aceitasse como sou, sem querer fazer de mim um simples pau-mandado ou transformar-me num clone de uma mentalidade pequeno-burguesa na qual me era impossível integrar, até porque há muito que deixara de ser amado. Eu já o sabia e disse-o muitas vezes, mas a mentalidade pequeno-burguesa prefere defender as aparências do que assumir a realidade.
Essa dificuldade em assumir a realidade prolongou a agonia de uma relação que há muito tinha terminado, porque o amor era unilateral.
Com a cabeça limpa voltei a ser a pessoa que sempre fui. Deixei de estar condicionado, de ter de me enquandrar em padrões de vida que não eram os meus e os quais abomino, porque a opção daquela que dizia amar-me nunca foi o de construir uma vida comigo, mas sim que eu me enquadrasse na vida dela e que tinha imaginado para nós. Eu era descartável: e/ou aceitava o seu modelo ou seria reduzido a cinzas. Não o fui, porque reagi e porque contei com o amor dos meus filhos e dos meus verdadeiros amigos.
É facil dizer que se ama. O difícil é demonstrá-lo.
Esta madrugada fui até ao local do acidente, não para relembrar o passado, mas para festejar o presente e celebrar o futuro.
Com um grupo de amigos e com a minha actual companheira deslocamo-nos até ao local do acidente.
A minha companheira, esta sim uma verdadeira companheira, porque está ao meu lado sem me impor condições nem me julgar e muito menos condenar antes ouvir a minhas razões, fomos até ao local do acidente.
Amar e ser verdadeiramente amado, sem subterfúgios nem falsas aparências, é assim que agora sinto e estou feliz com o rumo da minha vida. A meu lado está uma mulher completa que me preenche totalmente.
Fomos até ao local do acidente, abrimos uma garrafa de espumante (bruto como deve ser, porque o doce é um espumante falseado), onde brindámos ao presente e ao futuro. No final, simbolicamente, parti a garrafa contra o local onde o meu carro, há um ano, tinha ficado imobilizado, enterrando assim, definitivamente, o passado.
O passado ficou definitivamente arrumado. Viva a Vida.
Viver um dia de cada vez como se fosse o último é o meu lema e dele não vou fugir até que a morte me agarre e me desprenda da vida.
FIM! Ou será PRINCÍPIO?
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
sábado, 9 de fevereiro de 2008
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Enterrar o Passado
História Clínica:
Homem, internado para reparação de hérnia ventral da parede abdominal por laparoscopia.
Antecedentes médicos:
Homem, internado para reparação de hérnia ventral da parede abdominal por laparoscopia.
Antecedentes médicos:
- HTA
- Sindrome depressivo
- Acidente de viação (10 de Março de 2007) com as seguintes consequências médicas: fractura de C1 e luxação de C1-C2. Traumatismo abdominal - laparotomia exploradora e esplenectomia, contusão hepática e rafia do delgado em dois pontos. Traumatismo toráxico - derrame pelural associado a contusão LIE.
- Fractura do tornozelo esquerdo.
---------------------------------------
E pronto com este post o passado fica enterrado e bem enterrado, a vida é bela e há que vivê-la.
Vamos lá a ver se o meu amigo Seven traduz isto tudo por miúdos nos seus comentários.
Publicado por
Mário Monteiro
à(s)
1/24/2008 01:41:00 da tarde
Etiqueta:
Pessoal
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Dilema da Vida, ou Encruzilhadas da Vida

Amar e ser amado por quem amamos.
Tudo parece fácil no princípio,
Mas depois as vontades mudam
E amar já não é suficiente.
Não era isto que eu tinha em mente
Porque do amor não nos alimentamos.
Temos de construir uma família,
Tal como os meus pais construíram.
Diz-me onde está essa família idílica?
Por acaso são eles felizes? Amam-se?
Não estávamos mais certos no princípio?
Viver um para o outro sem limites?
Eis o grande dilema da vida.
Uma mentalidade burguesa
Que se encantou pela novidade,
Pensando que a podia moldar.
Tirar o melhor de dois mundos
É tarefa impossível,
Porque eles são diferentes.
Podemos construir o nosso,
Diferente de todos os outros.
Ter asas e aprender a voar.
Saber cortar as amarras
Que nos prendem ao preconceito.
Ser livre para amar,
Ser livre para ser amado.
Amar e ser amado,
Viver com autenticidade,
Fazer de cada dia um novo amanhã.
O dilema da vida é que as
Autenticidades mudam
E as ilusões também.
Publicado por
Mário Monteiro
à(s)
1/21/2008 12:17:00 da manhã
Etiqueta:
Pessoal
sábado, 19 de janeiro de 2008
Resposta a uma Amiga

De uma querida amiga recebi esta imagem e poema.
Nunca é pelos outros que nos devemos libertar das correntes em que nos deixamos enlear, mas sim por nós próprios, quando o fazemos pelos outros estamos a criar expectativas que podem ser goradas e colocarmo-nos numa fossa ainda maior do que aquela em que estávamos anteriormente.
Se sentes necessidade de te libertar de correntes fá-lo primeiro por ti, de resto lembra-te das palavras de Saramago: “(...) é preciso esperar, dar tempo ao tempo, o tempo é que manda, o tempo é o parceiro que está a jogar do outro lado da mesa, e tem na mão todas as cartas do baralho, a nós compete-nos inventar os encartes com a vida, a nossa, (...)”.
Dentro de um mês completa-se exactamente um ano em que, sem o saber, se iniciou o meu processo de libertação. Muitas vezes somos acorrentados e acorrentamos os outros sem consciência do que estamos a fazer, mas outras não, temos tudo premeditado na nossa cabeça, queremos fazer do outro um clone de nós próprios, estas últimas são as características das pessoas falsas e fracas que não conseguem conviver com opiniões diferentes das suas. Nem sempre é fácil compreender perceber a realidade, sobretudo quando se ama, mas quando deixa de haver diálogo, algo está mesmo mal.
O meu processo foi longo (9 meses exactamente), doloroso e angustiante, mas saí dele pronto a enfrentar o futuro, a viver um dia de cada vez, não da boca para fora, mas na realidade. Nada me liga ao passado desperdiçado, porque o que ficou faz parte do presente: a minha filha.
Tu vais encontrar também o teu caminho, eu sei que não é fácil, mas o que tiveres de fazer, fá-lo por ti.
Fiquei muito sensibilizado com o poema que me mandaste. É certo que nunca te prometi nada, mas um dia resolvi que ia embora e fui, embora leal, não fui muito correcto contigo, mas a nossa amizade é bem mais profunda e não se deixou abalar por isso, não é, nunca foi, uma amizade de conveniência ou de fachada, mas sim uma amizade autêntica.
Beijinhos querida AP.
Nunca é pelos outros que nos devemos libertar das correntes em que nos deixamos enlear, mas sim por nós próprios, quando o fazemos pelos outros estamos a criar expectativas que podem ser goradas e colocarmo-nos numa fossa ainda maior do que aquela em que estávamos anteriormente.
Se sentes necessidade de te libertar de correntes fá-lo primeiro por ti, de resto lembra-te das palavras de Saramago: “(...) é preciso esperar, dar tempo ao tempo, o tempo é que manda, o tempo é o parceiro que está a jogar do outro lado da mesa, e tem na mão todas as cartas do baralho, a nós compete-nos inventar os encartes com a vida, a nossa, (...)”.
Dentro de um mês completa-se exactamente um ano em que, sem o saber, se iniciou o meu processo de libertação. Muitas vezes somos acorrentados e acorrentamos os outros sem consciência do que estamos a fazer, mas outras não, temos tudo premeditado na nossa cabeça, queremos fazer do outro um clone de nós próprios, estas últimas são as características das pessoas falsas e fracas que não conseguem conviver com opiniões diferentes das suas. Nem sempre é fácil compreender perceber a realidade, sobretudo quando se ama, mas quando deixa de haver diálogo, algo está mesmo mal.
O meu processo foi longo (9 meses exactamente), doloroso e angustiante, mas saí dele pronto a enfrentar o futuro, a viver um dia de cada vez, não da boca para fora, mas na realidade. Nada me liga ao passado desperdiçado, porque o que ficou faz parte do presente: a minha filha.
Tu vais encontrar também o teu caminho, eu sei que não é fácil, mas o que tiveres de fazer, fá-lo por ti.
Fiquei muito sensibilizado com o poema que me mandaste. É certo que nunca te prometi nada, mas um dia resolvi que ia embora e fui, embora leal, não fui muito correcto contigo, mas a nossa amizade é bem mais profunda e não se deixou abalar por isso, não é, nunca foi, uma amizade de conveniência ou de fachada, mas sim uma amizade autêntica.
Beijinhos querida AP.
Publicado por
Mário Monteiro
à(s)
1/19/2008 11:00:00 da manhã
Etiqueta:
Pessoal
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
E Depois?...
Bem, meus amigos, e depois?...Falando um pouco mais a sério do que no post anterior o problema que eu apresentava era uma hérnia semelhante à que está identificada na figura como "incisional", mas de muito maior extensão (desde o local onde aquela começa alongando-se para a esquerda até às costas, já próximo da coluna),
A técnica utilizada foi a laparoscopia, onde um micro-câmara permite ver o interior do corpo e através de laser e de uma rede apropriada, recolocar os órgãos (intestino delgado) no sítio apropriado.
Este tipo de operação causa menos estragos do que a de barriga aberta e permite uma mais rápida recuperação, sobretudo no que diz respeito a abandonar as instalações hospitalares, porque os cuidados de que necessitamos podem ser tidos em casa com a ajuda de um familiar ou amigo.
Fui internado na passada segunda-feira, operado na terça, durante a operação surgiu um pequeno problema com a diminuição dos batimentos cardíacos, por isso tive de ficar o resto do dia e noite nos cuidados intensivos, no entanto passadas 24 horas da operação já andava a pé.
Tive alta hospitalar hoje, mas ainda tenho muito trabalho de recuperação pela frente: as dores ainda são fortes e o abdomén, e não apenas a zona da hérnia, está ainda muito inchado, mais até do que estava antes, mas isto é normal nestas situações em cerca de duas semanas penso que estarei praticamente recuperado.
É só preciso um pouco mais de paciência para acabar com este ciclo negro que em breve completará um ano, para de novo entrar no deslumbramento do arco-íris deste mundo multifacetado em que vivemos.
E pronto, para todas as minhas amigas e os meus amigos, que andavam à espera de ter notícias mais concretas, optei por aqui deixar toda a informação, assim não terei de escrever a mesma coisa dúzias de vezes. :-))) ^_^ (((-:
Publicado por
Mário Monteiro
à(s)
1/18/2008 06:23:00 da tarde
Etiqueta:
Pessoal
domingo, 13 de janeiro de 2008
Amanhã vou ao Carniceiro
Pois é meus amigos amanhã de manhã lá vou de malas aviadas para o talho-mor cá do burgo, o Hospital de S. João.Espero que destas vez não haja mais nenhum atraso e incompetência, porque um problema que podia ter sido resolvido logo em Março, na altura do meu acidente, tem-se prolongado e agravado ao longo dos meses.
Mas pronto, desta vez é que é, não estou preocupado, apenas ansioso para ver este problema resolvido. É o último, é o único que falta resolver de um longo processo iniciado a 19 de Fevereiro do ano passado, o dia 1 da libertação.
Tirando o próprio dia da operação, 15 de Janeiro, devo estar online várias vezes, pois levo comigo o portátil e espero não ter dores que me impeçam de comunicar.
Abraços e beijos a todos os que, sabendo do que se passa, têm demonstrado sincera preocupação, estão até mais preocupados do que eu próprio. Isto é só um problema de tripas e o meu prato favorito é tripas à moda do Porto.
Publicado por
Mário Monteiro
à(s)
1/13/2008 08:25:00 da tarde
Etiqueta:
Pessoal
sábado, 15 de dezembro de 2007
Pai

Eras um "velho" e austero republicano. Faz hoje precisamente 21 anos que morreste, tinhas 86 anos.
Quando nasci já ias a meio caminho dos 60 anos, nunca tivemos uma relação fácil. Não me lembro de um carinho, não me lembro de uma palavra, recordo muitas críticas.
Eras um homem bom, com príncipios muito válidos e um carácter muito forte, mas paraste no tempo, ao contrário da mãe, que se manteve sempre jovem e actual, tu ficaste amarrado aos teus princípios. Rígidos princípios.
Não percebeste que, à tua volta o mundo mudava e que a minha geração nada tinha a ver com a tua, nem com a dos meus irmãos. Fui um filho tardio de um pai que não conseguiu acompanhar a evolução do tempo.
Sei que me amavas, penso que me amavas, eu amei-te e amo-te. Discordei muitas vezes de ti, tentei aproximar-me, sem êxito. Havia um muro intransponível.
No entanto, tal como tu não sabias demonstrar o amor que me tinhas, eu também não soube mostrar-te o quanto te amava e, fica a saber, hoje a minha matriz tem muito a ver contigo. Tenho ainda alguma dificuldade em demonstrar quanto amo as pessoas, mas luto contra esse fantasma e hoje, a vida e as minhas vivências, ensinaram-me, que nunca devemos esconder o que sentimos pelos outros: os filhos, uma companheira, os amigos e amigas. Neste aspecto sou agora, para minha felicidade, muito diferente de ti.
Mas devo-te muito mais do que a vida que ajudaste a dar-me. Muitos dos teus prinicípios, são os meus princípios, mesmo que nunca o tenhas percebido.
Tento ser tão recto quanto tu, mas não tenho medo de cometer erros, não me sinto detentor da verdade, há muitas verdades. Tento fazer o bem, sabendo que muitas vezes faço mal, mesmo que não o queira fazer. Tento ser verdadeiro, mas tenho consciência que nem sempre o consigo ser totalmente. Tento ser autêntico, mesmo que essa autenticidade me prejudique, porque eu sou uma pessoa, não um ser infalível.
Pai, nunca é tarde para reconhecer que erramos, como nunca será tarde para dizer que te amei e que te amo.
A tolerância? Bem essa, desculpa, mas foi da mãe que a bebi.
Amo-te Pai.
Amor e Outros Desatres

Esta noite fui ver, com uma grande amiga, uma comédia romântica: "Amor e Outros Desastres".
Foi uma surpresa, rimo-nos e reflectimos sobre o que vimos. Um filme aparentemente ligeiro, mas cujo conteúdo deve ser analisado com mais profundidade.
Não vou resumir aqui a história do filme para não estragar a surpresa que, acreditem, é agradável.
Ficaram-me a bater na cabeça uma ou outra afirmação, das quais destaco, mais ou menos literalmente a seguinte: "o verdadeiro amor é algo que se vai construindo e não um acontecimento".
O Amor não é uma coisa que bate num momento, não é um flash, isso não passa de impulsos físicos. O amor não é estabelecer metas em relação ao futuro, o amor vive-se no dia-a-dia, ou simplesmente não se vive, porque não existe.
O amor é aquilo que se constrói ou destrói ao longo de um conhecimento mais profundo do outro e de si próprio, muitas vezes o impulso, a atracção física, mascara o verdadeiro amor, outras vezes pelo contrário.
Para mim não há amor sem paixão, mesmo que ele comece por um impulso a paixão deve estar sempre acesa, quando ela se extingue, pelo menos de um dos lados, a relação já não passa de uma farsa, porque amar não é unilateral.
Viver apaixonadamente, entre ambos, é o alimento fundamental para a consolidação de uma relação amorosa, doutra forma as sucessivas desilusões com um relação ideal que se pré-estabeleceu ou pré-concebeu, só tem um fim possível: o aniquilamento da relação, mais ou menos dolorosa, mais ou menos demorada, tudo depende dos sentimentos de cada um, mas não tem outra saída a não ser o seu fim.
Quando essa paixão foi ou teve momentos de grande intensidade, mas chega ao fim, nunca mais existirá qualquer tipo de relação entre os antigos amantes apaixonados. É impossível conviver com alguém por quem fomos apaixonados, o sentimento de desilusão em relação a essa pessoa é tão grande que o tudo passou a significar nada.
Vejam o filme, não vão perder o vosso tempo.
Publicado por
Mário Monteiro
à(s)
12/15/2007 03:44:00 da manhã
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Aprender

Perdoar?
Devemos perdoar,
O mal que nos fizeram.
Reconhecer?
Devemos reconhecer,
O mal que nós fizemos.
Esquecer?
Devemos esquecer,
Mas é impossível esquecer.
Aprender?
Devemos aprender,
Com os erros cometidos.
Mas...
Como perdoar?
Como reconhecer?
Como esquecer?
O que está feito,
Está feito.
Não tem mais solução.
Podemos
Manipular o presente,
Influenciar o futuro.
Nunca refazer o passado.
Apenas aprender!
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Parabéns!
Subscrever:
Mensagens (Atom)



