Mostrar mensagens com a etiqueta Pessoal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Pessoal. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 22 de julho de 2008

sexta-feira, 4 de julho de 2008

S. João do Porto e Bugiadas de Sobrado

A festa de S. João, como sabem, tem longas tradições no Porto.

O S. João, ou melhor o Solstício de Verão, começou por ser uma festa pagã. Celebrava-se então a fertilidade e a fecundidade. Com o advento do cristianismo, e seguindo o princípio de que se não os consegues vencer junta-te a eles, foi associado à festa um santo. Aos poucos, a festa foi perdendo o seu cariz libertário e foi-se transformando numa festa religiosa. Da junção entre paganismo e cristianismo surgiu uma amálgama, um "caldo" que assume, de forma sincrética, os dois conceitos.

A partir de meados do século XX, o S. João do Porto assume também um carácter político. Vivia-se em regime de ditadura e, consciente ou inconscientemente, era a única forma do povo descer à rua sem ser perseguido pela polícia. Era também uma festividade democrática, pois não havia distinções classes sociais e cada um dava asas às suas ansiedades.

No pós 25 de Abril, o S. João foi-se descaracterizando, pois muito do que movia as pessoas a descer às ruas foi perdendo importância. Agora o povo já podia manifestar-se livremente.

Hoje não existe um S. João, mas muitos.

As ruas continuam a ser ocupadas, mas de uma forma diferente. Hoje é a festa do plástico, de uma liberdade que já existe, de um "santo pagão" ou de um "pagão beatificado", do negócio, dos políticos e dos seus aproveitamentos.

Por isso, eu prefiro passar este dia na companhia dos meus amigos e dar a esta festa um carácter laico e libertário, aquele que para mim sempre teve esta festa.

Vejam lá se gostam.

-----------------------------------------------------

As primeiras honras são para o anfitrião.
S. João 2008

A alcateia começa a reunir. Mmmmm, apetitosa esta mesa.
S. João 2008
S. João 2008

Barriguinha cheia, é hora de iniciar a brincadeira.
S. João 2008
S. João 2008
S. João 2008
Photobucket
S. João 2008
S. João 2008
S. João 2008

Ouvem-se os primeiros uivos.
S. João 2008

Nesta alcateia há muitas lobas e lobos, mas nenhum é dominante.
S. João 2008
S. João 2008
S. João 2008
S. João 2008
S. João 2008

Faltou a fogueira, mas o balão não foi esquecido.
S. João 2008
S. João 2008
S. João 2008
S. João 2008
S. João 2008
S. João 2008

Ó patego, olha o balão.
S. João 2008

O balão já vai alto no céu, mas aqui na terra as coisas começam também a subir.
S. João 2008
S. João 2008

O anfitrião resolve fazer um discurso.
S. João 2008

Está na hora da nossa princesa nos deixar.
S. João 2008

E agora? O que é que vamos fazer?
S. João 2008

Talvez... dançar?...
S. João 2008
S. João 2008
S. João 2008
S. João 2008
S. Joao 2008

A minha lobinha pequenina vem desafiar-me.
S. João 2008

Às vezes é necessário meter na ordem um lobito mais irrequieto.
S. João 2008

Retemperar forças.
S. João 2008

Para que a noite acabe num abraço.
S. João 2008
S. João 2008

-----------------------------------------------------

A poucos quilómetros do Porto, mais concretamente em Sobrado (Valongo), o S. João tem outras cores e outra história. São as Bugiadas.

Em Sobrado, todos os anos, no dia 24 de Junho, realizam-se as Bugiadas. A história é fácil de contar. No tempo em que a Ibéria era dominada pelos mouros (Mourisqueiros) os cristão (Bugios) tentavam recuperar a terra perdida. Na batalha final os Bugios derrotam os Mourisqueiros graças à ajuda preciosa da serpente Cucamacuca.

S. João 2008
S. João 2008
S. João 2008
S. João 2008
S. João 2008

Claro que sentados a uma mesa a beber umas "bjecas" e a "morfar" umas farturas não se está nada mal.
S. João 2008
S. João 2008

Este ano, numa das inevitáveis rotundas de Sobrado, foi inaugurada, com pompa e circunstância, uma polémica e ridícula estátua que pretenderia homenagear e perpetuar as bugiadas para a posteridade. Bem, esta estátua mais parece a da aparição da virgem aos três pastorinhos, mas todos mascarados de bugios ou mourisqueiros. Meus amigos, para perpetuar as Bugiadas, basta que não deixem morrer a tradição, deixem-se de estatuetas!
S. João 2008

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Felizmente!

Felizmente há luar!
Felizmente estou aqui.
Felizmente sobrevivi.

Parabéns! Obrigado!

Felizmente sobrevivi.
Felizmente estou aqui.
Felizmente há luar!

Felizmente!!!

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Uma Noite de Lufatu

Lufatu

O Sol vai descendo no horizonte, lânguido anunciando a noite que se aproxima. Deixa-se cair docemente até se afogar no Mar que o acolhe num imenso abraço. Aconchegando-o, leva-o para a Terra dos Sonhos.

Photobucket

O Sol deixa-se encantar pelos braços do Mar. Esquece que durante o dia, apesar de quente, foi frio e calculista: obrigou todos na Terra a correr de um lado para o outro, atarefados, perdidos, esfomeados, sedentos, hipócritas, vingativos, grotescos, animalescos.

O Sol naqueles breves instantes esquece o frenesim a que os obrigou, retirando-lhes a Humanidade, durante o dia.

Predadores e prisioneiros de si próprios, pensam serem únicos e absolutos, dominadores alguns. Estes sentem-se o centro do Mundo, os donos da vida e os criadores da morte; enquanto aqueles, a maioria, sente-se esmagada e oprimida, mas dominada e manipulada, perdeu a consciência, não reage. Nestes breves instantes o Sol implora, em vão, que a Noite lhe devolva um pouco de Humanidade. Sim, Humanidade, não a fabricou para os Homens, mas aquela que trás Paz, Amor, Tolerância...

Enquanto o Sol se afoga atormentado pelas suas reflexões, os primeiros raios de prata surgem no seu oposto. Sorridente espreita a Lua, pronta a partilhar a sua alegria e a mostrar que a vida tem outro lado, o da Harmonia, da Partilha e do Amor, muito diferente daquilo que o Sol, no seu esplendor ofuscante, hipnotizando-os, fez os Homens acreditar, que era a força que os esmagava, que os oprimia e recalcava, que devia ser seguida, no rumo dos obedientes, dos que aceitam as respostas que lhes dão porque custa muito levantar novas questões.

A Lua, provocadora, lança os seus raios de prata, que mostram só parte do caminho e obriga os Homens a ver em vez de olhar, a procurar em vez de aceitar.

Lufatu

No seio da Noite um grupo de amigos estava já à espera da Lua. Recusavam-se a aceitar a ditadura do Sol para viver a democracia da Lua.

Lufatu

Lufatu

As grades do Dia estão prestes a ceder. A Bruma ajuda à libertação.

Lufatu

Lufatu

Combinam-se estratégias...

Lufatu

Lufatu

Rompem as amarras, não sem luta, mas a Liberdade e o Amor estão já do outro lado.

Lufatu

Lufatu

Celebram a vitória. Agora sim, sentiam-se muito mais Humanos.

Lufatu

Lufatu

Lufatu

Lufatu

Lufatu

Correm para abraçar a sensação de serem livres e de viver.

Lufatu

Gozam os primeiros momentos da sensação de Amor e Liberdade. Brincam, riem... Sentem-se verdadeiramente Humanos.

Lufatu

Lufatu

Quando alguém perde ou se perde todos o ajudam a ganhar ou a encontra-se.

Lufatu

Lufatu

Satisfeitos, por partilharem a Amizade e o Amor que os une, saltam, brincam, olham-se nos olhos e sentem o prazer da Partilha.

Lufatu

Lufatu

Lufatu

Lufatu

Lufatu

Exaustos, mas felizes por terem ganho forças para sobreviver, mais uma vez, à mesquinhez do dia.

Lufatu

Lufatu

Há que regressar! O Sol começa a ameaçar, mas sentem-se agora mais fortes para enfrentar o Dia. Brindam!

Lufatu

Lufatu

Surgem as primeiras setas do Dia e o Sol regressa com a inevitabilidade da sua angústia. Mas em breve, narcísico, ofuscado com o seu esplendor, irá de novo exercer a sua força opressora da qual só voltará a arrepender-se no ocaso, para de novo regressar esmagador. Reflecte, mas não muda, porque a sua força, beleza e narcisismo impelem-no a ser dominador e intolerante. Mas agora, mais fortes, os Homens sabem que nada têm a temer, pois estão sempre a tempo de virar o rumo aos acontecimentos.

Lufatu

A Verdade venceu a Mentira!