Música: Nóbrega e Sousa Letra: Jerónimo Bragança Banda: Donna Maria
Somos dois caminhos paralelos Vamos pela vida lado a lado Doidos que nós somos Loucos que nós fomos Nem sei qual é de nós mais desgraçado
Lado a lado meu amor mas tão longe Como é grande a distância entre nós O que foi que se passou entre nós dois que nos separou Porque foi que os meus ideais morreram assim dentro de mim
Ombro a ombro tanta vez mas tão longe Indiferença entre nós quem diria Custa a crer que tanto amor tão profundo amor tenha acabado E nós ambos sem amor lado a lado
Fomos no passado um só destino Somos um amor desencontrado Doidos que nós somos Loucos que nós fomos Não sei qual é de nós mais desgraçado
A princípio é simples anda-se sozinho passa-se nas ruas bem devagarinho está-se no silêncio e no borborinho bebe-se as certezas num copo de vinho e vem-nos à memória uma frase batida hoje é o primeiro dia do resto da tua vida hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Pouco a pouco o passo faz-se vagabundo dá-se a volta ao medo dá-se a volta ao mundo diz-se do passado que está moribundo bebe-se o alento num copo sem fundo e vem-nos à memória uma frase batida hoje é o primeiro dia do resto da tua vida hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
E é então que amigos nos oferecem leito entra-se cansado e sai-se refeito luta-se por tudo o que leva a peito bebe-se come-se e alguém nos diz bom proveito e vem-nos à memória uma frase batida hoje é o primeiro dia do resto da tua vida hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Depois vem cansaços e o corpo frequeja olha-se para dentro e já pouco sobeja pede-se o descanso por curto que seja apagam-se duvidas num mar de cerveja e vem-nos à memória uma frase batida hoje é o primeiro dia do resto da tua vida hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Enfim duma escolha faz-se um desafio enfrenta-se a vida de fio a pavio navega-se sem mar sem vela ou navio bebe-se a coragem até dum copo vazio e vem-nos à memória uma frase batida hoje é o primeiro dia do resto da tua vida hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
E entretanto o tempo fez cinza da brasa e outra maré cheia virá da maré vaza nasce um novo dia e no braço outra asa brinda-se aos amores com o vinho da casa e vem-nos à memória uma frase batida hoje é o primeiro dia do resto da tua vida hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Sabe bem ter-te por perto Sabe bem tudo tão certo Sabe bem quando te espero Sabe bem beber quem quero
Quase que não chegava A tempo de me deliciar Quase que não chegava A horas de te abraçar Quase que não recebia A prenda prometida Quase que não devia Existir tal companhia
Não me lembras o céu Nem nada que se pareça Não me lembras a lua Nem nada que se escureça Se um dia me sinto nua Tomara que a terra estremeça Que a minha boca na tua Eu confesso não sai da cabeça
Se um beijo é quase perfeito Perdidos num rio sem leito Que dirá se o tempo nos der O tempo a que temos direito
Se um dia um anjo fizer A seta bater-te no peito Se um dia o diabo quiser Faremos o crime perfeito
Letra: Miguel A. Majer Música: Miguel Rebelo Banda: Donna Maria
Na maior parte do tempo andamos nós a tentar encontrar explicações complexas para o que afinal é tão simples. Amar e ser ser amado é um sentimento simultaneamente tão puro e filosófico, como físico. Evidentemente que no amor não se pode, não deve. priveligiar qualquer dos sentimentos em relação aos outros, a não ser que os amantes assim o entendam. As regras do amor não são estáticas, por isso o amor tem altos e baixos, vai e vem. Uma vezes parece tão forte, eterno e indestrutível, para no momento seguinte se desfazer no vento.
Para sorte nossa aparece por vezes uma voz abalizada como a de Caetano Veloso que recoloca as nossas tensões e emoções no seu devido lugar. Leiam, ouçam e reflictam sobre a sua mensagem.
Ninguém precisa, nem deve, seguir as ideias dos outros, sejam eles quem forem, mas precisamos de conhecer para reflectir e encontrar as nossas próprias soluções e caminhos.
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HOMEM
não tenho inveja da maternidade nem da lactação não tenho inveja da adiposidade nem da menstruação
só tenho inveja da longevidade e dos orgasmos múltiplo se dos orgasmos múltiplos eu sou homem pele solta sobre o músculo eu sou homem pêlo grosso no nariz
não tenho inveja da sagacidade nem da intuição não tenho inveja da fidelidade nem da dissimulação
só tenho inveja da longevidade e dos orgasmos múltiplo se dos orgasmos múltiplos eu sou homem pele solta sobre o músculo eu sou homem pêlo grosso no nariz
PORQUÊ?
estou me a vir e tu como é que te tens por dentro? porquê não te vens também?
às vezes o nosso amor adora morrer p´ra voltar e voltar a correr às vezes o nosso amor evapora, ora parece que o ar do lar o devora às vezes o nosso amor tropeça só para que o chão lhe peça – “levanta-te depressa”
às vezes o nosso amor adora sangrar p´ra esvair e voltar a estancar às vezes o nosso amor adora lamber a cicatriz que insiste em conceber às vezes o nosso amor desflora só para que o céu lhe peça – “Benze-te depressa”
às vezes o nosso amor acalora para que a água estale a pele a ferver às vezes o nosso amor decora, ora parece que o ar do lar o estupora às vezes o nosso amor descola só para que peça a peça se junte numa peça
o nosso amor adora suster o ar que inspira e sorve só p’ra verter às vezes o nosso amor demora a crescer parece que tem medo de não caber, de não caber...
Andas aí a partir corações como quem parte um baralho de cartas cartas de amor escrevi-te eu tantas às tantas, aos poucos às tantas, aos poucos eu fui percebendo às tantas eu lá fui tacteando às cegas eu lá fui conseguindo às cegas eu lá fui abrindo os olhos
E nos teus olhos como espelhos partidos quis inventar uma outra narrativa até que um ai me chegou aos ouvidos e era só eu a vogar à deriva e um animal sempre foge do fogo e eu mal gritei: fogo! mal eu gritei: água! que morro de sede achei-me encostado à parede gritando: Livrai-me da sede! e o mar inteiro entrou na minha casa
E nos teus olhos inundados do mar eu naveguei contra minha vontade mas deixa lá, que este barco a viajar há-de chegar à gare da sua cidade e ao desembarque a terra será mais firme há quem afirme há quem assegure que é depois da vida que a gente encontra a paz prometida por mim marquei-lhe encontro na vida marquei-lhe encontro ao fim da tempestade
Da tempestade, o que se teve em comum é aquilo que nos separa depois e os barcos passam a ser um e um onde uma vez quiseram quase ser dois e a tempestade deixa o mar encrespado por isso cuidado mesmo muito cuidado que é frágil o pano que veste as velas do desengano que nos empurra em novo oceano frágil e resistente ao mesmo tempo
Mas isto é um canto e não um lamento já disse o que sinto agora façamos o ponto e mudemos de assunto sim?
Andas aí a partir corações como quem parte um baralho de cartas cartas de amor escrevi-te eu tantas às tantas, aos poucos às tantas, aos poucos eu fui percebendo às tantas eu lá fui tacteando às cegas eu lá fui conseguindo às cegas eu lá fui abrindo os olhos
E nos teus olhos como espelhos partidos quis inventar uma outra narrativa até que um ai me chegou aos ouvidos e era só eu a vogar à deriva e um animal sempre foge do fogo e eu mal gritei: fogo! mal eu gritei: água! que morro de sede achei-me encostado à parede gritando: Livrai-me da sede! e o mar inteiro entrou na minha casa
E nos teus olhos inundados do mar eu naveguei contra minha vontade mas deixa lá, que este barco a viajar há-de chegar à gare da sua cidade e ao desembarque a terra será mais firme há quem afirme há quem assegure que é depois da vida que a gente encontra a paz prometida por mim marquei-lhe encontro na vida marquei-lhe encontro ao fim da tempestade
Da tempestade, o que se teve em comum é aquilo que nos separa depois e os barcos passam a ser um e um onde uma vez quiseram quase ser dois e a tempestade deixa o mar encrespado por isso cuidado mesmo muito cuidado que é frágil o pano que veste as velas do desengano que nos empurra em novo oceano frágil e resistente ao mesmo tempo
Mas isto é um canto e não um lamento já disse o que sinto agora façamos o ponto e mudemos de assunto sim?
Corpo, Como um mapa sagrado, Em ti desenho o pecado. Escrevo o mundo no meu Corpo, Com um toque divino, Faço da pele o destino. Sente nas mãos este meu Corpo, Uma estátua ardente, E a cada toque teu,
Até a passerelle devagar Se vai abrir por ti, E toda a música que ouvires Irá ser por existires Sempre que digo:
Uhuuu, tenho o Diabo no Corpo, Uhuuu, tenho o Diabo no Corpo.
Leva o meu Corpo, Por um momento eterno, Fazes-me a vida um inferno. Escondo um louco no meu Corpo, Um infinito prazer, Por isso: "Qu'est-ce qu'on va faire?". Só tenho tempo para o meu Corpo, Como uma sombra inquieta, E nessa voz discreta,
Até a passerelle devagar Se vai abrir por ti, E toda a música que ouvires Irá ser por existires Sempre que digo:
Uhuuu, tenho o Diabo no Corpo, Uhuuu, tenho o Diabo no Corpo.
Letra: Pedro Abrunhosa Intérpretes: Pedro Abrunhosa e Lenine
Agora que pousas a cabeça na almofada e respiras satisfeito quero o teu amor sem sentido nem proveito
Agora que repousas lentamente sigo a curva do teu peito procuro o segredo do teu cheiro
Juntos fomos correndo lado a lado Juntos fomos sofrendo ter amado Amas a vida e eu amo-te a ti
Conta-me histórias daquilo que eu não vi... Conta-me histórias daquilo que eu não vi... Conta-me histórias daquilo que eu não vi... Conta-me histórias daquilo que eu não vi...
Logo acordas e pedes-me um cigarro que eu não fumo sonho planos do futuro
Logo juntas a tua roupa e dizes que a vida está lá fora passou a minha hora... passou a minha hora...
Juntos fomos correndo lado a lado Juntos fomos sofrendo ter amado Amas a vida e eu amo-te a ti
Conta-me histórias daquilo que eu não vi... Conta-me histórias daquilo que eu não vi... Conta-me histórias daquilo que eu não vi... Conta-me histórias daquilo que eu não vi…
Ouvi dizer que o nosso amor acabou... Pois eu não tive a noção do seu fim! Pelo que eu já tentei, eu não vou vê-lo em mim: se eu não tive a noção de ver nascer um homem.
E ao que vejo, tudo foi para ti uma estúpida canção que so eu ouvi! E eu fiquei com tanto para dar! Agora não vais achar nada bem que eu pague a conta em raiva!
E pudesse eu pagar de outra forma... E pudesse eu pagar de outra forma... E pudesse eu pagar de outra forma...
Ouvi dizer que o mundo acaba amanhã, e eu tinha tantos planos p'ra depois! Fui eu quem virou as páginas na pressa de chegar até nós, sem tirar das palavras seu cruel sentido...
Sobre a razão estar certa, resta-me apenas uma razão: e um dia vais ser tu e um homem como tu como eu não fui um dia vou-te ouvir dizer:
E pudesse eu pagar de outra forma... E pudesse eu pagar de outra forma... E pudesse eu pagar de outra forma...
Sei que um dia vais dizer: E pudesse eu pagar de outra forma... E pudesse eu pagar de outra forma... E pudesse eu pagar de outra forma...
A cidade está deserta e alguém escreveu o teu nome em toda a parte: nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas. Em todo o lado essa palavra, repetida ao expoente da loucura! Ora amarga, ora doce... Para nos lembrar que o amor é uma doença, quando nele julgamos ver a nossa cura...
Eu sei que eu tenho um jeito Meio estúpido de ser E de dizer coisas que podem magoar e te ofender Mas cada um tem o seu jeito Todo próprio de amar e de se defender Você me acusa e só me preocupa Agrava mais e mais a minha culpa Eu faço, e desfaço, contrafeito O meu defeito é te amar demais Palavras são palavras E a gente nem percebe o que disse sem querer E o que deixou pra depois Mas o importante é perceber Que a nossa vida em comum Depende só e unicamente de nós dois Eu tento achar um jeito de explicar Você bem que podia me aceitar Eu sei que eu tenho um jeito meio estúpido de ser Mas é assim que eu sei te amar
Só pra dizer que te Amo, Nem sempre encontro o melhor termo, Nem sempre escolho o melhor modo. Devia ser como no cinema, A língua inglesa fica sempre bem E nunca atraiçoa ninguém. O teu mundo está tão perto do meu E o que digo está tão longe, Como o mar está do céu. Só pra dizer que te Amo Não sei porquê este embaraço Que mais parece que só te estimo.
E até nos momentos em que digo que não quero E o que sinto por ti são coisas confusas E até parece que estou a mentir, As palavras custam a sair, Não digo o que estou a sentir, Digo o contrário do que estou a sentir.
O teu mundo está tão perto do meu E o que digo está tão longe, Como o mar está do céu.
E é tão difícil dizer amor, É bem melhor dizê-lo a cantar. Por isso esta noite, fiz esta canção, Para resolver o meu problema de expressão, Pra ficar mais perto, bem mais de perto. Ficar mais perto, bem mais de perto.
Poema: Carlos Tê Canção interpretada por Manuela Azevedo (Clã)
Só por existir Só por duvidar Tenho duas almas em guerra E sei que nenhuma vai ganhar Só por ter dois sóis Só por hesitar Fiz a cama na encruzilhada E chamei casa a esse lugar
E anda sempre alguém por lá Junto à tempestade Onde os pés não têm chão E as mãos perdem a razão
Só por inventar Só por destruir Tenho as chaves do céu e do inferno E deixo o tempo decidir
E anda sempre alguém por lá Junto à tempestade Onde os pés não têm chão E as mãos perdem a razão
Só por existir Só por duvidar Tenho duas almas em guerra E sei que nenhuma vai ganhar Eu sei que nenhuma vai ganhar
Mesmo quando o Mundo desaba e me sinto perdido, Mesmo quando faço tudo ao contrário do que sinto, Lembro-me que se a chama existe Poderei sempre reencontrar o caminho de regresso.
Basta a força de vontade para me encher de coragem E assumir a mudança do que mal em mim está.
Quando for o homem novo poderei reencontrar Aquilo que agora me parece perdido E se for esse homem melhor, então Encontrarei o meu verdadeiro amor.