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sábado, 21 de março de 2015

Grécia: A Última Esperança?

grecia3A Grécia é talvez a última oportunidade para a dita Civilização Ocidental resolver a situação económica em que se encontra dentro de uma alternativa democrática.

A luta de classes existe e negá-lo é cavar um fosso do qual será impossível sair.

A Grécia é a oportunidade daqueles que dizem que é preciso encontrar um novo caminho, mas que nada têm feito para abrir portas que nos permitam respirar esperança.

Manter a Grécia isolada, ignorar as possíveis alternativas que os dirigentes gregos têm vindo a propor, sem lhes dar o benefício da dúvida, é o perigo maior para a Humanidade e, sobretudo, para a tão apregoada Civilização Ocidental.

Encarar a solução deste problema de forma conjuntural é prolongar a agonia do sistema e, se o sistema não compreende esta situação e não tenta encontrar soluções fora de si próprio, cavará a sua própria sepultura.

Não estou a defender que a Grécia, e os gregos, tenham a solução, mas sim que merecem ser olhados com respeito e despidos de preconceitos ideológicos, disso tenho a certeza.

O problema grego, não é exclusivo dos gregos, mas de todos nós, por isso as soluções têm de ser encontradas procurando alternativas viáveis e globais, nunca assobiando para o lado ou, mais grave ainda, combatendo as tentativas de soluções apresentadas pelos gregos e não só.

Se a Grécia falhar, falhamos todos nós, e se contribuirmos activamente para o falhanço da Grécia, então estaremos a abrir as portas para que os sem esperança usem a revolta e a demagogia como arma, abrindo portas para um conflito mundial de consequências devastadoras para a Humanidade.

Ninguém parece querer sair da sua zona de conforto e, ignorando a realidade, estamos a condenar o nosso futuro a um beco sem saída, e os becos sem saída conduzem a alternativas desesperadas.

A III Guerra Mundial já está em marcha, mas ninguém parece querer ver, como não quiseram ver nos anos 30 do século passado, que a II Guerra Mundial vinha a caminho.

quinta-feira, 5 de março de 2015

EU TENHO VERGONHA DO MEU PAÍS!

Eu tenho vergonha do meu país, quando vejo a falta de carácter e de verticalidade dos políticos do chamado arco do poder.

Eu tenho vergonha do meu país, quando vejo, e ouço, os milhares e milhares que sofrem em silêncio.

Eu tenho vergonha do meu país, quando vejo que ainda são os velhos que levantam a voz contra os ladrões.

Eu tenho vergonha do meu país, quando centenas de pessoas foram incentivadas a aplicar as poupanças da suas vidas em investimentos que os levaram à ruína.

Eu tenho vergonha do meu país, quando vejo que o próprio Presidente da República incentivou portugueses a investir no BES elogiando a sua gestão e idoneidade financeira.

Eu tenho vergonha do meu país, quando o BPN e os malfeitores que o governaram levaram o país à ruína e continuam a viver à tripa forra.

Eu tenho vergonha do meu país, quando vejo os políticos que deviam estar nas primeiras filas nas ruas, se entretêm com jogos políticos sobre o poder.

Eu tenho vergonha do meus país, quando vejo que cada vez há mais ricos à custa de mais pobres.

Eu tenho vergonha do meu país, quando vejo a falta de capacidade crítica dos Portugueses e a sua vontade de viverem da ilusão. Cada qual olhando para o seu umbigo em vez de olhar para o mundo sem se sentirem repugnados.

Eu tenho vergonha do meu país, quando vejo milhões que, no seu egoísmo, olham para o lado para não sentirem vergonha porque são cobardes.

EU TENHO VERGONHA DO MEU PAÍS!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

CONTRA O PIOLHO SUGADOR DO SANGUE DOS POBRES…

Um artigo de Camilo Mortagua


Siry-tox já. (um novo pó contra o piolho)

A “Cavalaria da Troya”, a moderna, sem desprimor para a antiga, anda ESPANTADA!
De repente, sentiram a necessidade de tocar a reunir, e partiram para o combate, com as armas e métodos de sempre. Os seus amplificadores sociais de voz e opinião e a repetição exaustiva da mentira, dizendo-nos - é bom empobrecer!

Como é sabido, é nos ambientes mais pobres, que proliferam muito mais facilmente os piolhos e outras pragas de parasitas sugadores do sangue dos povos.
Sempre bem infiltrados por entre as dobras e costuras dos FORROS mais íntimos dos poderes das sociedades.

Em cada País existe um corpo de velhos e novos combatentes pelo poder dos ”PIOLHOS” pelo poder de chupar o sangue do próximo, o poder dado pela concentração do capital, verdadeiro ácido corrosivo da convivência da Humanidade “cavaleiros de Troya”, (de “troya” porque disfarçados de amigos, e infiltrados ao serviço de patrões inconfessos) como os piolhos, alimentam-se da miséria, penetram em todos os interstícios das sociedades, escondem-se da luz, da claridade transparente, e atacam a coberto da escuridão e do anonimato.

Corruptos, corruptores, especuladores de todas as naturezas, aspirantes a deuses subjugadores de homens, obesos de ambições, sem escrúpulos, exímios manipuladores de enganos, tudo, menos cidadãos duma qualquer sociedade honrada, roubam e matam sem castigo. Quase sempre, “a bem da nação ou do povo”-

A SAFRA de gente desta, nestas últimas décadas, tem sido farta e bem disseminada por esta Europa.
Finalmente, nestes jardins do Sul Europeu à Beira-Mar plantados, alguém se deu conta de estarmos gravemente infestados, tanto ou tão pouco, que tomamos finalmente consciência de serem eles, os que têm estado e estão desgovernando as nossas vidas, que, em benefício próprio, roubam pela calada da noite as “nossas flores”, os “cravos e rosas” da nossa alegria de viver.

E nós…todos nós, ou quase todos, gregos ou não, a deixar-nos enganar com a mesma cantiga de sempre! Dizem-nos... votem em nós porque somos da vossa cor e desta vez é que vai ser…e, uma vez atrás da outra, só nos saem PIOLHOS! Bem-falantes, bem vestidos, mas… PIOLHOS:
Fingem perder as suas batalhas, quando, por vezes, os de outra cor levam a melhor, mas, na verdade nada temem porque fica tudo entre piolhos.

Desta vez, parece que alguém conseguiu um pó contra piolhos, os seus… e os dos outros, e aí… assustaram-se. Ai Jesus que isso não era sério, não era responsável, que não se deve usar O SIRY-TOX porque isso é contra a Europa, é contra o Progresso, é contra a democracia, é O perigo da banca rota, é o caos, é o fim do mundo! MENTIRA! MENTIRA! MENTIRA!

O SYRY-TOX, SÓ AMEAÇA OS PIOLHOS,SUGADORES DO SANGUE DOS POVOS, INDIVIDUALMENTE, OU ORGANIZADOS em partidos de piolhos. Os verdadeiros e únicos inimigos do SIRIZA, são os piolhos: da sociedade grega, da Europa e do Mundo, que nos têm desgovernado.

Camilo Tavares Mortágua, Alvito, Fev. 2015

sábado, 7 de dezembro de 2013

MADIBA


A GRANDE RESSACA


Desde que a propriedade privada foi inventada que a Humanidade tem sido obrigada a aceitar como inevitável o poder.

Desde os primórdios que os senhores do poder, sejam eles poder político ou económico, ou melhor, chamando os bois pelos nomes, os traficantes, têm dado doses cada vez mais eficazes de droga, capaz de criar ilusões de bem-estar, controlando assim uma multidão de massa amorfa e acrítica, que lhes tem permitido perpetuarem-se no poder.

A eficácia das drogas que os grandes traficantes têm introduzido na Humanidade aumentou ao longo do século XX. Agora, em pleno século XXI, estamos a viver a grande ressaca mas, como qualquer drogado, em vez de combatermos os traficantes, aceitamos qualquer droga, por mais marada que seja, e por mais insignificante que seja o traficante, porque nos recusamos a ver a realidade e não conseguimos deixar de viver a ilusão que nos criaram.

O pior cego é aquele que não quer ver. O pior cidadão é aquele que se recusa a agir.

O século XXI só poderá ser o século da viragem, o século dos que, finalmente, tomando consciência da sua própria manipulação, se revoltarão contra os traficantes.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

ANDANÇAS PARA A LIBERDADE (II Volume)

Camilo Mortágua

“Andava no Brasil despreocupado e, muitas vezes, até esquecido das razões porque por lá andava, julgando-me demasiado insignificante para que perdessem tempo comigo.

Por pensar que a História não se repete, mas os homens sim; por constatar que os Homens de poder têm uma trágica tendência para recorrer a desumanas práticas repressivas sobre os seus governados, sempre que (com razão ou sem ela) sentem ameaçados os seus poderes; não estou convencido da impossibilidade do Povo Português voltar a perder a sua Liberdade e da sua juventude voltar a ter necessidade de lutar por essa Liberdade roubada.

Esta é uma das razões para escrever estas “andanças”. Para que, por pouco que seja, através delas, as juventudes do meu país, se tal voltar a acontecer, estejam melhor preparados do que eu e os meus companheiros estivemos.”

CAMILO MORTÁGUA, “Andanças para a Liberdade”, volume II (1961-1974)

 

Andanças para a Liberdade - II Volume

sábado, 19 de outubro de 2013

A SANGUESSUGA DO PODER

A SANGUESSUGA DO PODER
























O COMBATE CONTRA O DUO PESADELO E O PODER DA SANGUESSUGA, numa rua (ou ponte) perto de si.

Sinopse:
O Sócrates (Deadsoc) à beira do Duo Pesadelo (Nightmare Duo) não passa de um menino do coro, quanto ao Seguro (Safejoker), é demasiado inseguro para combater esta dupla.

Hoje, 19 de Outubro, podemos e devemos tomar nas nossas mãos aquilo que mais ninguém pode fazer por nós.

Quem tiver medo da chuva e não for manifestar-se então que fique em casa no sofá e dê ordem para descontar 50% do seu salário para que o governo possa dar aumentos de 65% aos administradores das PPP.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

HASTA SIEMPRE COMANDANTE!

A 9 de Outubro de 1967, o político, jornalista, escritor e médico argentino-cubano, Ernesto Che Guevara (Rosário, 14 de Junho de 1928 — La Higuera, 9 de Outubro de 1967), símbolo da rebeldia, da luta contra a injustiça social e do espírito incorruptível, é assassinado pelo exército boliviano em colaboração com a CIA.

“Guerilheiro Heróico” – Foto de Ernesto Che Guevara
da autoria do fotógrafo cubano Alberto Korda (1928-2001)

LIBERDADE OU MORTE!
HASTA SIEMPRE COMANDANTE!

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

NÃO DESISTO!

Sei que as eleições autárquicas têm um cariz especial, algumas vezes as pessoas contam mais do que a demagogia dos partidos políticos, por isso esperava uma forte penalização dos partidos que estão no poder, mas também dos que lá têm estado, pois não estando agora de forma directa o fazem de forma camuflada, com jogos de poder e alianças mais ou menos encapotadas.

Sou ingénuo, a democracia está armadilhada, mas não é por isso que vou desistir e se for necessário armadilhar esta farsa manipuladora, contem comigo.

Apesar de tudo há gente que resiste, mas não sabe ainda para onde orientar a sua resistência, como a organizar...

É certo que os partidos da situação, os que estão no poder e os que estão à espreita, foram de uma forma mais ou menos evidente penalizados e, por isso, não podem vir mais uma vez mascarar os resultados eleitorais e muito menos cantar vitória, mas esperava mais, muito mais destas eleições.

Não estou desiludido, desiludido fiquei aos 20 anos quando percebi o quão mesquinho e ausente de valores, e até de ética, É o mundo da política politiqueira, mas esperava mais.

Uma coisa é certa: EU NÃO DESISTO!

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

OS CULPADOS


Estes são alguns dos principais culpados da situação de crise que se vive em Portugal e também no Mundo.

Estes e o poder económico e financeiro que arrasam o Estado Social, que dividem os Povos com a especulação dos ditos, e "anónimos" mercados, na ânsia da obtenção do lucro, usando palavras mansas e chantageando com a "inevitabilidade" das medidas que preconizam e defendem.

Este e alguns países, como os EUA, a Alemanha, a China, a Rússia e a União Europeia, com a sua política neoliberal, anti-social e expansionista, seguidos de perto por alguns dos seus lacaios que se colocam em bicos de pés na ilusão efémera de obterem uma parte do saque.

Em Portugal estamos a viver um período eleitoral. Não importa que estas eleições sejam autárquicas, legislativas ou para a Presidência da República. Sabemos quem são os culpados da situação a que chegamos e temos a obrigação de os penalizar.

É falta de carácter e coragem criticar quem nos tem "governado" e, quando chega a hora de tomarmos decisões, ir votar naqueles que criticamos, mesmo que as caras sejam outras, mas as políticas não o são.

Votar nos representantes dos mesmos partidos que nos arrastaram para esta situação, abster-se ou votar nulo ou branco, é entregar o ouro ao bandido. Quem o faz deve abster-se de criticar e aceitar docilmente a política que lhes é imposta.

QUEM NÃO QUER SER CORDEIRO, NÃO LHE VESTE A PELE.

Existem alternativas dentro deste sistema, só precisam que lhes dêem a possibilidade de se afirmar, de mostrar que são diferentes e, se não o forem, deverão ser também impiedosamente penalizados. Existem alternativas quer no sistema actual, quer na cidadania, por isto está na hora de sairmos da nossa zona de conforto e dizer: BASTA!

Quem o não fizer será cúmplice desta política e carrasco das legítimas aspirações dos Povos a alcançar uma vida mais justa e solidária.

Como cidadão português e do mundo estou convicto que, mesmo dentro deste sistema, existem alternativas, todas à esquerda, na esquerda real, não naquela que se diz esquerda e, quando no poder, se comporta como se direita se tratasse, subjugada pelos grandes interesses económico-financeiros e pessoais.

Acredito que, na minha óptica, a alternativa a um poder corrupto e desgastado está no Bloco de Esquerda, mas também noutras forças políticas de esquerda, da verdadeira esquerda, mas sobretudo numa forma participativa de viver a democracia, por isso nas próximas eleições irei votar BE.

O MAIS IMPORTANTE É QUE NO PRÓXIMO DIA 29 DE SETEMBRO OS PORTUGUESES VOTEM CONTRA OS PARTIDOS DO CHAMADO ARCO DO PODER, POIS FORAM ESSES QUE NOS ARRASTARAM PARA ESTA SITUAÇÃO DE CRISE QUE VIVEMOS ACTUALMENTE.

NÃO À ABSTENÇÃO, NEM AOS VOTOS EM BRANCO OU NULOS!

Virar à Esquerda


domingo, 2 de dezembro de 2012

METRALHAS E MADAME MIM

Em tempos houve uma tal Maga Patalógica (Ferreira Leite) que afirmou que este país só podia ser governável se se suspendesse a democracia pelo menos por seis meses. Estupefactos, os portugueses não quiseram acreditar. Daí para cá a Maga Patalógica tem andado um pouco acabrunhada, mas de vez em quando lá aparece a dar soluções, como se fosse uma virgem impoluta.

Entretanto o Mancha Negra (os mercados) descobriram uns bandiditos de meia tigela,os Irmãos Metralha (Passos, Portas e Gaspar - não sei muito bem se a ordem é esta, ou outra qualquer).

No meio desta barafunda que é Patopólis, os Tios Patinhas e os Patacôncios proliferam e aumentam ainda mais os seus chorudos lucros, à custa dos Patos Donald cá da praça que andam a leste de tudo, dos Gastões que acreditam na sorte, dos Peninhas que só andam a curtir, dos Coronéis Cintra que protegem os Metralhas, dos Gansolinos que só pensam em dormir e continuam à espera que as coisas venham ter com eles sem esforço. Temos ainda os Joões Bafo de Onça, que se fazem amigos dos Metralhas, mas roubam em proveito próprio.

Para além destes, existe o resto da bicharada, que já não sabem qual é a sua história, mas que também não acreditam nesta. Andam meio perdidos.

Mas pelo meio temos os que nada fazem, além de fazerem número: as Margaridas, as Clarabelas, os Horácios, os Patetas, os Zés Carioca, etc.

Por cima disto tudo está quem verdadeiramente mexe os cordelinhos a partir do seu castelo altaneiro, lá para as margens do Reno: a Madame Mim (Angela Merkel).

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

A Sedução das Marionetas


Num dos recentes programas da "Quadratura do Círculo", António Costa afirmou:

“A situação a que chegámos não foi uma situação do acaso. A União Europeia financiou durante muitos anos Portugal para Portugal deixar de produzir; não foi só naspescas, não foi só na agricultura, foi também na indústria, por ex. no têxtil. Nós fomos financiados para desmantelar o têxtil porque a Alemanha queria (a Alemanha e os outros países como a Alemanha) queriam que abríssemos os nossos mercados ao têxtil chinês basicamente porque ao abrir os mercados ao têxtil chinês eles exportavam os teares que produziam, para os chineses produzirem o têxtil que nós deixávamos de produzir. E portanto, esta ideia de que em Portugal houve aqui um conjunto de pessoas que resolveram viver dos subsídios e de não trabalhar e que viveram acima das suas possibilidades é uma mentira inaceitável. Nós orientámos os nossos investimentos públicos e privados em função das opções da União Europeia: em função dos fundos comunitários, em função dos subsídios que foram dados e em função do crédito que foi proporcionado. E portanto, houve um comportamento racional dos agentes económicos em função de uma política induzida pela União Europeia. Portanto não é aceitável agora dizer… podemos todos concluir e acho que devemos concluir que errámos, agora eu não aceito que esse erro seja um erro unilateral dos portugueses. Não, esse foi um erro do conjunto da União Europeia e a União Europeia fez essa opção porque a União Europeia entendeu que era altura de acabar com a sua própria indústria e ser simplesmente uma praça financeira. E é isso que estamos a pagar!”

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Eu e muitos outros andamos a dizer o mesmo há décadas, mas é preciso ser o Sr. António Costa, que participou no regabofe, vir dizê-lo para que se comece a dar crédito ao que toda a gente sabe.

Este regabofe é de todos, desde os governos de Mário Soares, potenciado e explorado pelos de Cavaco Silva e continuado pelas treinadas juventudes carreiristas e partidárias que entretanto foram chegando ao poder, das quais os exemplos mais recentes são Sócrates e Passos Coelho, mas que já têm um sucessor na calha: António José Seguro.

Não devemos esquecer que os que estiveram antes deram um empurrãozito, ninguém tem o conta-quilómetros a zero. Admiro a coragem do António Costa nesta denúncia, mas não deixo de admirá-la de forma crítica. Todos sabem que o que disse António Costa é verdade, mas todos fecharam os olhos ou assobiaram para o lado, incluindo o próprio António Costa, pois a conjuntura não era favorável... E, para mim, isto sendo útil, também é falta de carácter.

Verdade é que temos sido governados por um partido que se mascara de dois para criar a ilusão de que há diferenças, quando na realidade é o obscuro que manipula os cordelinhos dos pseudo dois lobos com pele de cordeiro.

30 de Novembro de 2012
 
A SEDUÇÃO DAS MARIONETAS
Um dia prometeram-nos leite e mel.
O nosso país, e outros, em termos de desenvolvimento económico, viviam a anos-luz das três grandes potências da Europa: a Alemanha, a França e a Inglaterra. A Inglaterra, isolada na sua ilha, não deixou de estar atenta, mas não embarcou de imediato nesta proposta, tinha a Commonwealth.

Mas o crescimento económico não dura sempre, por isso aqueles países inventaram um modelo. Um modelo de desenvolvimento, de partilha e solidariedade, diziam. Tornaram-no atractivo: olhem para nós,
para o nosso desenvolvimento, para a nossa riqueza, nós queremos que vocês sejam como nós.

Criaram a CECA e depois a CEE, mais tarde a UE. Primeiro foi permitido que aderissem os parceiros mais próximos, aqueles que não exigiam investimento, mas que se mostraram igualmente "solidários" com esta ideia. Havia que alargar o grupo, dar-lhe homogeneidade, para assim convencer melhor os outros, aqueles que realmente interessavam. O trabalho é lento, mas profícuo.

Em cada um dos restantes países europeus, os ricos tinham os seus emissários, os
seus bons alunos. Alguns desses emissários até percebiam perfeitamente o que estava para além da ponta do iceberg, mas sentiram-se seduzidos pela ideia. Era a forma de chegarem ao poder e, pelo menos no seu quintal, serem donos e senhores, controlarem as suas próprias marionetas, mesmo sabendo que não deixavam de ser marionetas de outros. A ideia seduziu-os.

Vieram as ajudas. Primeiros para os comissários políticos da Europa da fartura, os quais tiveram os meios necessários para criar nos outros a inevitabilidade da adesão à nova ordem económica, a tal que nos traria riqueza e desenvolvimento. A pouco e
pouco, os povos europeus foram aderindo à ideia: Irlanda, Grécia, Portugal, Espanha, etc..

O dinheiro veio a rodos. Gastem, gastem, diziam, nós queremos que vocês fiquem rapidamente ao nosso nível, nós somos a Europa solidária, a Europa da fartura.

Os fundos chegaram. Construíram-se estradas, promoveram-se formações, aumentou-se o poder de compra dos neófitos, construíram-se algumas obras emblemáticas e
megalómanas. Era um maná vindo do céu.

No entanto aqueles que até percebiam onde se queria chegar deixaram-se seduzir, era melhor, bem melhor, do que a maçã-de-adão.

Para que nada falhasse fechou-se os olhos a oportunistas, pois quem tinha poder económico enriquecia rápida e facilmente, ajudava a criar a ilusão que a riqueza afinal era fácil, bastava esticar a mão de pedinte para que ela ficasse cheia de moedas. É a síndrome do novo-rico: se o dinheiro afinal é fácil para quê lutar por ele, basta abrir a boca. Cada vez mais gente via nesta ideia peregrina a solução de todas as suas frustrações, todos os seus males.

Quem tem um pouco mais de dinheiro tem sempre mais poder sobre os que têm menos. Acham.

A partir de certa altura começaram a mandar dinheiro para destruirmos a nossa agricultura, as nossas pescas. Era preciso escoar os seus produtos, por isso passavam a fornecer os novos países. Era mais barato e os produtos tinham uma aparência de melhor qualidade. Tudo muito bem apresentado, tudo muito bem embalado, tudo muito bem uniformizado.

As marionetas sentiram-se seduzidas.

Se há muito dinheiro há que gastar. Este princípio era alimentado incessantemente pelos que puxavam os cordelinhos.

Com o tempo o mercado voltou a saturar-se, até porque a economia não pode crescer indefinidamente e, lá para oriente, surgiram novos rivais e novas hipóteses de mercado. Os outros continuaram a gastar, mas ninguém se preocupou, porque quanto mais gastavam mais ficavam a dever e, se não pagassem, ficariam de novo na miséria, enquanto os países ricos continuavam a enriquecer, porque passaram a ver novos e maiores mercados nas economias emergentes: China, Índia, Brasil, etc..

Está na hora das marionetas seduzidas acordarem do seu torpor e perceberem que têm de cortar os fios que os controlam, por mais dourados que sejam.Está na hora de pensarmos em alternativas realmente sustentáveis e solidárias. Está na hora de pensarmos numa economia de recursos.

14 de Outubro de 2012

A Casa do Desgoverno

Na Casa do Desgoverno existem três famílias, ou melhor, três clubes. Um é azul, outro laranja e o terceiro rosa.

Estes clubes têm os jogadores e treinadores mais caros e exercem grande influência sobre a arbitragem. Contam ainda com a complacência do presidente da federação. São os que conseguem alienar a maioria dos adeptos.

O clube azul, joga duplo, tanto apoia o clube laranja, como o clube rosa, tudo depende daquele que lhe dá mais garantias de disputar as competições europeias.

Um deles gosta de criar a ilusão de que tanto está no jogo, como critica os árbitros, os treinadores e jogadores dos outros e até, numa ou outra ocasião, consegue o apoio do presidente da federação, mas continua a disputar o mesmo jogo. Assim é o clube rosa.

Os do clube rosa gostam de se intitular o principal clube da oposição e, com este argumento, conseguem confundir os adeptos que, mais preguiçosos ou melhor manipulados, acreditam que estes ainda podem ser alternativa àqueles.

Fora da Casa do Desgoverno existem outros clubes, os da segunda divisão, um é vermelho e o outro vermelho também, mas às vezes usa uns calções pretos. Dizem estes, e com alguma razão, que essa história de principal clube da oposição não passa de uma falácia, pois não é o número de adeptos que dita esse princípio, mas sim a coerência de jogo.

Moral da história: o que está mal neste campeonato é o sistema de jogo.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

O Sistema de Jogo


Na Casa do Desgoverno existem três famílias, ou melhor, três clubes. Um é azul, outro laranja e o terceiro rosa.

Estes clubes têm os jogadores e treinadores mais caros e exercem grande influência sobre a arbitragem. Contam ainda com a complacência do presidente da federação. São os que conseguem alienar a maioria dos adeptos.

Um deles gosta de criar a ilusão de que tanto está no jogo, como critica os árbitros, os treinadores e jogadores dos outros e até, numa ou oura ocasião, consegue o apoio do presidente da federação, mas continua a disputar o mesmo jogo. Assim é o clube rosa.


Os do clube rosa gostam de se intitular o principal clube da oposição e, com este argumento, conseguem confundir os adeptos que, mais preguiçosos ou melhor manipulados, acreditam que estes ainda podem ser alternativa àqueles.

O clube azul, tanto apoia o clube laranja como o clube rosa, apoia aquele que lhe permite ir às competições europeias.

Fora da Casa do Desgoverno existem outros clubes, os da segunda divisão, um é vermelho e o outro vermelho também, mas às vezes usa uns calções pretos. Dizem estes, os da segunda divisão, e com alguma razão, que essa história de principal clube da oposição não passa de uma falácia, pois não é o número de adeptos que dita esse princípio, mas sim a coerência de jogo.

Moral da história: o que está mal neste campeonato é o sistema de jogo.

domingo, 21 de outubro de 2012

Agir Localmente, mas Pensar Globalmente


O problema das sociedade actuais é global, mas isso não deve evitar que não está nas nossas mãos fazermos algo para mudar o rumo da história. Se o problema é global, e é, então temos de agir localmente, para que esta acção se propague a todos os cantos do globo e assim estender a revolução, não podemos esperar que todas as condições estejam reunidas para avançar.

Quando uma situação não tem a sua expressão global, acontece o mesmo que aconteceu em Cuba. Cuba teve condições e homens capazes de avançar, mas o resto do mundo fechou-lhe as portas e por isso a revolução cubana ficou isolada e hoje, graças ao bloqueio económico dos EUA e ao fechar de olhos do resto do mundo, Cuba está de facto isolada e o seu desenvolvimento económico está comprometido, daí a necessidade também de pensar globalmente e não acusar Fidel ou Che de erros, que os houve e há, sem dúvida, mas de combater os que globalmente têm o desplante de usar os povos do mundo como se fossem donos e senhores do mundo e os restantes povos fossem apenas uns animalzinhos que vivem na sua quinta.

Não temos um Che, pois não, mas muitos que hoje defendem o Che, combateram-no enquanto vivo. Sou grande admirador do Che, do seu pensamento e da sua acção, mas como ateu que sou não endeuso ninguém, não presto culto da personalidade a ninguém, mas não nego que a minha admiração pelo Che vai para além do racional, assim como por Gandhi, mas todos os "ídolos" têm pés de barro, felizmente uns menos do que outros e é destes que devemos beber e aprender a agir, não nos podemos ficar pelas intenções, há mesmo que agir, essa foi a grande lição de homens como Che e Gandhi. Não podemos estar à espera dos "Ches", eles aparecem quando a dinâmica do povo vai no sentido de dar voz aos seus legítimos anseios.

Os povos, os oprimidos, os que lutam e trabalham arduamente dia a dia, sem que o seu trabalho seja reconhecido pelos falsos patriotas que tudo sugam, os capitalistas. Já Lenine dizia: Proletários de todo o Mundo uni-vos! O capital tem sido bem mais inteligente, infelizmente, do que o trabalho. O capital age localmente (condiciona, manipula, etc) mas pensa globalmente, por isso é que se tem mantido no poder. Quanto ao trabalho, mesmo que perceba o que se passa, deixa-se cair em ilusórias acções, muita palavra e pouca acção, anda mais preocupado com a cor da camisola que cada um usa, se é verde, preta, vermelha ou outra, se anda de fato e gravata, de calças de ganga, esfarrapado ou de sotaina, enfim o trabalho anda preocupado com as aparências em vez de se preocupar com a essência. Quem é que se aproveita desta divisão? Claro que sabem a resposta.

O meu patriotismo é a solidariedade com todos os trabalhadores, sobretudo os que ousam lutar contra a arrogância do poder e do capital, não é o patriotismo daqueles que aceitam que as suas quintas (países) sejam a essência, isso foi mais uma falácia que os donos das quintas inventaram, acho que todos conhecem a frase: dividir para reinar.

Eu sou um cidadão do mundo, mas talvez alguns ainda se lembrem de uma outra frase tão cara a Lenine e com a qual concordo totalmente: internacionalismo proletário. Ser cidadão do mundo é defender o internacionalismo proletário. Gostar do local onde nascemos é amor, são as nossas raízes, mas tal como a criança se liberta dos pais, nós temos de nos libertar das nossas raízes, por mais que as amemos, se queremos ir mais além.

    

domingo, 14 de outubro de 2012

A SEDUÇÃO DAS MARIONETAS


Um dia prometeram-nos leite e mel.

O nosso país, e outros, em termos de desenvolvimento económico, viviam a anos-luz das três grandes potências da Europa: a Alemanha, a França e a Inglaterra. A Inglaterra, isolada na sua ilha, não deixou de estar atenta, mas não embarcou de imediato nesta proposta, tinha a Commonwealth.

Mas o crescimento económico não dura sempre, por isso aqueles países inventaram um modelo. Um modelo de desenvolvimento, de partilha e solidariedade, diziam. Tornaram-no atrativo: olhem para nós, para o nosso desenvolvimento, para a nossa riqueza, nós queremos que vocês sejam como nós.

Criaram a CECA e depois a CEE, mais tarde a UE. Primeiro foi permitido que aderissem os parceiros mais próximos, aqueles que não exigiam investimento, mas que se mostraram igualmente "solidários" com esta ideia. Havia que alargar o grupo, dar-lhe homogeneidade, para assim convencer melhor os outros, aqueles que realmente interessavam. O trabalho é lento, mas profícuo.

Em cada um dos restantes países europeus, os ricos tinham os seus emissários, os seus bons alunos. Alguns desses emissários até percebiam perfeitamente o que estava para além da ponta do iceberg, mas sentiram-se seduzidos pela ideia. Era a forma de chegarem ao poder e, pelo menos no seu quintal, serem donos e senhores, controlarem as suas próprias marionetas, mesmo sabendo que não deixavam de ser marionetas de outros. A ideia seduziu-os.

Vieram as ajudas. Primeiros para os comissários políticos da Europa da fartura, os quais tiveram os meios necessários para criar nos outros a inevitabilidade da adesão à nova ordem económica, a tal que nos traria riqueza e desenvolvimento. A pouco e pouco, os povos europeus foram aderindo à ideia: Irlanda, Grécia, Portugal, Espanha, etc..

O dinheiro veio a rodos. Gastem, gastem, diziam, nós queremos que vocês fiquem rapidamente ao nosso nível, nós somos a Europa solidária, a Europa da fartura.

Os fundos chegaram. Construíram-se estradas, promoveram-se formações, aumentou-se o poder de compra dos neófitos, construíram-se algumas obras emblemáticas e megalómanas. Era um maná vindo do céu.

No entanto aqueles que até percebiam onde se queria chegar deixaram-se seduzir, era melhor, bem melhor, do que a maçã-de-adão.

Para que nada falhasse fechou-se os olhos a oportunistas, pois quem tinha poder económico enriquecia rápida e facilmente, ajudava a criar a ilusão que a riqueza afinal era fácil, bastava esticar a mão de pedinte para que ela ficasse cheia de moedas. É a síndrome do novo-rico: se o dinheiro afinal é fácil para quê lutar por ele, basta abrir a boca. Cada vez mais gente via nesta ideia peregrina a solução de todas as suas frustrações, todos os seus males.

Quem tem um pouco mais de dinheiro tem sempre mais poder sobre os que têm menos. Acham.

A partir de certa altura começaram a mandar dinheiro para destruirmos a nossa agricultura, as nossas pescas. Era preciso escoar os seus produtos, por isso passavam a fornecer os novos países. Era mais barato e os produtos tinham uma aparência de melhor qualidade. Tudo muito bem apresentado, tudo muito bem embalado, tudo muito bem uniformizado.

As marionetas sentiram-se seduzidas.

Se há muito dinheiro há que gastar. Este princípio era alimentado incessantemente pelos que puxavam os cordelinhos.

Com o tempo o mercado voltou a saturar-se, até porque a economia não pode crescer indefinidamente e, lá para oriente, surgiram novos rivais e novas hipóteses de mercado. Os outros continuaram a gastar, mas ninguém se preocupou, porque quanto mais gastavam mais ficavam a dever e, se não pagassem, ficariam de novo na miséria, enquanto os países ricos continuavam a enriquecer, porque passaram a ver novos e maiores mercados nas economias emergentes: China, Índia, Brasil, etc..

Está na hora das marionetas seduzidas acordarem do seu torpor e perceberem que têm de cortar os fios que os controlam, por mais dourados que sejam.

Está na hora de pensarmos em alternativas realmente sustentáveis e solidárias, está na hora de pensarmos numa economia de recursos.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

O Manifesto dos Indignados

Deixa de ser macaco e pára de disparar à sorte, assume-te como humano e escolhe bem o teu alvo


AVISO MUITO SÉRIO AOS POLÍTICOS: OS QUE (DES)GOVERNAM ESTE PAÍS, OS QUE NOS TENTAM ENQUADRAR E PACIFICAR (OPOSIÇÃO E SINDICATOS). NÓS ESTAMOS A ATINGIR O LIMITE, MAS NÃO VAMOS FAZER COMO O CIDADÃO GREGO QUE SE SUICIDOU EM FRENTE AO PARLAMENTO, NÓS ESTAMOS A ATINGIR O LIMITE E É PRECISO QUE TODOS CLARIFIQUEM DE QUE LADO É QUE ESTÃO: DO LADO DO GOVERNO (DO GRANDE CAPITAL) OU DO NOSSO LADO.

NÓS ESTAMOS A ATINGIR O LIMITE E OS ALVOS SERÃO VOCÊS.

Dedico a todos os que nos têm (des)governado, em particular nos últimos anos, o poema de Alberto Pimenta, os "Filhos da Puta", apelando a todos os indignados, que estão fartos deste sistema, desta política, que o publiquem nas respectivas redes sociais ou blogs, com uma dedicatória alusiva aos que deviam estar atrás das grades, mas continuam arrogantemente a "mandar" em nós.

BASTA!

Segue-se o Manifesto dos Indignados:

De Alberto Pimenta, "Filho da Puta"

I
O pequeno filho-da-puta
é sempre
um pequeno filho-da-puta;
mas não há filho-da-puta,
por pequeno que seja,
que não tenha
a sua própria
grandeza,
diz o pequeno filho-da-puta.

no entanto, há
filhos-da-puta que nascem
grandes e filhos-da-puta
que nascem pequenos,
diz o pequeno filho-da-puta.
de resto,
os filhos-da-puta
não se medem aos
palmos,diz ainda
o pequeno filho-da-puta.

o pequeno
filho-da-puta
tem uma pequena
visão das coisas
e mostra em
tudo quanto faz
e diz
que é mesmo
o pequeno
filho-da-puta.

no entanto,
o pequeno filho-da-puta
tem orgulho
em ser
o pequeno filho-da-puta.
todos os grandes
filhos-da-puta
são reproduções em
ponto grande
do pequeno
filho-da-puta,
diz o pequeno filho-da-puta.

dentro do
pequeno filho-da-puta
estão em ideia
todos os grandes filhos-da-puta,
diz o
pequeno filho-da-puta.
tudo o que é mau
para o pequeno
é mau
para o grande filho-da-puta,
diz o pequeno filho-da-puta.

o pequeno filho-da-puta
foi concebido
pelo pequeno senhor
à sua imagem
e semelhança,
diz o pequeno filho-da-puta.

é o pequeno filho-da-puta
que dá ao grande
tudo aquilo de que
ele precisa
para ser o grande filho-da-puta,
diz o
pequeno filho-da-puta.
de resto,
o pequeno filho-da-puta vê
com bons olhos
o engrandecimento
do grande filho-da-puta:
o pequeno filho-da-puta
o pequeno senhor
Sujeito Serviçal
Simples Sobejo
ou seja,
o pequeno filho-da-puta.

II
o grande filho-da-puta
também em certos casos começa
por ser
um pequeno filho-da-puta,
e não há filho-da-puta,
por pequeno que seja,
que não possa
vir a ser
um grande filho-da-puta,
diz o grande filho-da-puta.

no entanto,
há filhos-da-puta
que já nascem grandes
e filhos-da-puta
que nascem pequenos,
diz o grande filho-da-puta.

de resto,
os filhos-da-puta
não se medem aos
palmos, diz ainda
o grande filho-da-puta.

o grande filho-da-puta
tem uma grande
visão das coisas
e mostra em
tudo quanto faz
e diz
que é mesmo
o grande filho-da-puta.

por isso
o grande filho-da-puta
tem orgulho em ser
o grande filho-da-puta.

todos
os pequenos filhos-da-puta
são reproduções em
ponto pequeno
do grande filho-da-puta,
diz o grande filho-da-puta.
dentro do
grande filho-da-puta
estão em ideia
todos os
pequenos filhos-da-puta,
diz o
grande filho-da-puta.

tudo o que é bom
para o grande
não pode
deixar de ser igualmente bom
para os pequenos filhos-da-puta,
diz
o grande filho-da-puta.

o grande filho-da-puta
foi concebido
pelo grande senhor
à sua imagem e
semelhança,
diz o grande filho-da-puta.

é o grande filho-da-puta
que dá ao pequeno
tudo aquilo de que ele
precisa para ser
o pequeno filho-da-puta,
diz o
grande filho-da-puta.
de resto,
o grande filho-da-puta
vê com bons olhos
a multiplicação
do pequeno filho-da-puta:
o grande filho-da-puta
o grande senhor
Santo e Senha
Símbolo Supremo
ou seja,
o grande filho-da-puta.

sábado, 31 de março de 2012

As Novas Leis do Trabalho

Recentemente foram aprovadas novas Leis do Trabalho na Assembleia da República, por proposta do Governo e respectivos partidos da maioria, e por imposição da Troika.

A votação não me surpreendeu. O actual Governo legitimado pelo Governo de Sócrates e pelo esbanjamento da economia nacional desde, pelo menos, o Governo de Cavaco Silva, permitiu à maioria aprovar a lei sem qualquer dificuldade.

Apesar de não ter ficado surpreso com os resultados, só um inocente teria alguma surpresa, há alguns factos curiosos: o PS deu mais um tiro no pé e, pelo seguro, resolveu abster-se em nítida subserviência à Troika; uma deputada do PS, Isabel Teixeira, assume o seu dever de deputada e vota contra a disciplina de voto do PS; curiosa também foi o voto do deputado Ribeiro e Castro do CDS, que votou contra a disciplina de voto imposta pela maioria e o pelo Governo.

Surpreso com a votação de Ribeiro e Castro? Não! Quando a notícia foi parcialmente transmitida achei que havia alguma coerência no sentido de voto daquele deputado, pois como o seu partido, o CDS, e o PSD, sempre pretenderam alterar profundamente as leis do trabalho ainda mais do que a lei agora aprovada, poderia ser uma atitude coerente mas, para espanto dos incautos, afinal o Sr. Deputado até não tinha nenhuma objecção a fazer à "macieza" das leis aprovadas, o Sr. Deputado marcava posição em defesa da não abolição do feriado do 1º de Dezembro.

Isto é, os trabalhadores foram, mais uma vez, fortemente penalizados, mas o Sr Deputado Ribeiro e castro só se preocupou com a abolição do 1º de Dezembro. Olhe Sr. Deputado, deixe-me dizer-lhe, em linguagem que o senhor percebe perfeitamente, pois faz parte dos chavões que os senhores deputados usam regularmente, sobretudo quando não sabem o que  querem dizer e para ganhar tempo até que alguma coisa sia, dizia, deixe-me dizer-lhe com toda a clareza e solicitando que ninguém me interrompa, por enquanto os outros falavam eu não interrompi ninguém, sim, deixe-me dizer-lhe com toda a clareza que a vontade de comemorar o 1º de Dezembro está plasmada na alma do Povo Português, não porque esta data ainda digo algo aos Portugueses, mas porque os Portugueses sintam, cada vez como mais urgente,  um novo 1ª de Dezembro capaz de derrotar os traidores que mais uma vez colocam, a troco de uns tostões, o país na dependência do estrangeiro.

Para rematar ente imbróglio sublinho a notícia que acabei de ler:


Salários nas empresas públicas alemãs vão subir 6,3% nos próximos dois anos


Continuem a preocupar-se com o supérfluo e deixem o essencial, quando acordarem já vão ver a "duquesa de Mântua" deitada na cama do "Miguel de Vasconcelos" a comer-lhe as papas na cabeça e o Zé Povinho a pagar a vilanagem.