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segunda-feira, 21 de março de 2011

O Paradoxo da Ilusão



Ao olhar para a actual crise nacional e internacional vem-me à memória a polícia judaica do gueto de Varsóvia e dos campos de concentração nazis.

No meio da humilhação e do desespero, uns quantos sem escrúpulos, reprimiam e abusavam dos seus irmãos, simplesmente para agradar aos senhores da guerra, os nazis, e tiravam, oportunisticamente, proveito próprio com a desgraça dos seus irmãos.

Hoje a Humanidade continua de olhos fechados para a realidade, não compreendendo o embuste que os donos do mundo lhe arma.

A ilusão de democracia, a sofisticação da ilusão de democracia, enche de remela os olhos das pessoas. O Povo deixa-se adormecer e acredita que os sacrifícios que lhe impõem são um mal necessário para ultrapassar a situação presente.

O Povo não vê que não são os políticos, que julga escolher como seus governantes, que ditam as leis, mas sim um poder obscuro, que não é julgado nem responsabilizado por ninguém e a que, eufemisticamente chamam de mercado, que controla o Mundo.

É este poder anti-democrático e ditatorial que está a mexer os cordelinhos dos fantoches a que chamam políticos, os quais não são mais do que testas-de-ferro daqueles, mesmo que algumas vezes nem tenham consciência disso mesmo.

Até quando?

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

12 de Março


O próximo dia 12 de Março pode ser aquele em os Portugueses poderão vislumbrar uma luz ao fundo do túnel, para tanto basta que sejam cidadãos, pois é altura de deixar o comodismo, não ter medo de assumir posições e dizer:

B A S T A !

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

terça-feira, 26 de outubro de 2010

BASTA!


Estamos fartos de aturar políticos corruptos!
Estamos fartos de aturar o nepotismos dos governantes!
Estamos fartos dos cozinhados dos partidos do Governo!
Estamos fartos de pagar os erros dos outros!
estamos fartos!!!

Recentemente, e em época de crise, cuja responsabilidade cabe aos políticos que têm desgovernado este país, os trabalhadores e entidade patronal da Autoeuropa negociaram e aprovaram um plano de viabilização da empresa em que ficou garantido, para os próximos dois anos, um aumento salarial de 3,9%, a manutenção dos postos de trabalho e a contratação de mais trabalhadores. em contrapartida os operários da Autoeuropa acordaram em flexibilizar os seus horários de trabalho.

Quando as pessoas se sentam para negociar as soluções acontecem. Agora digam-me lá para que precisamos nós de governos?

Nós, os cidadãos, temos meios legais e pacíficos para combater o desgoverno da partidocracia. Basta que surja um movimento que dê significado ao voto em branco ou, em alternativa, que nos recusemos a votar nos partidos que têm desgovernado Portugal nas últimas décadas.

Está nas nossas mão usar a nossa revolta para afastar de vez este bando de oportunistas que se governam a eles e desgovernam o país.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Greve Geral - 24 de Novembro de 2010


Para quê uma Greve Geral marcada para 24 de Novembro?

Porquê marcar uma Greve um mês depois do Orçamento aprovado e dois meses depois de cozinhado pelo PS e pelo PSD?

Estão a brincar connosco!

Claro que no dia 24 de Novembro estarei em greve, mas não compreendo os timings dos sindicatos. De que adiantam as trancas à porta depois da casa roubada?

Ponham os olhos em França.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Aos políticos politiqueiros

Só há uma caminho a seguir: DESOBEDIÊNCIA CIVIL!

Está na hora de mostrarmos a nossa indignação, não adianta lutar contra muros, mas também não podemos esperar que eles caiam, por isso o caminho é um único: DESOBEDIÊNCIA CIVIL!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

A "Lucidez" de MÁRIO SOARES


"Tudo o que aqui relato é verdade. Se quiserem, podem processar-me.

Eis parte do enigma. Mário Soares, num dos momentos de lucidez que ainda vai tendo, veio chamar a atenção do Governo, na última semana, para a voz da rua.

A lucidez, uma das suas maiores qualidades durante uma longa carreira politica. A lucidez que lhe permitiu escapar à PIDE e passar um bom par de anos, num exílio dourado, em hotéis de luxo de Paris.

A lucidez que lhe permitiu conduzir da forma "brilhante" que se viu o processo de descolonização.

A lucidez que lhe permitiu conseguir que os Estados Unidos financiassem o PS durante os primeiros anos da Democracia.

A lucidez que o fez meter o socialismo na gaveta durante a sua experiência governativa.

A lucidez que lhe permitiu tratar da forma despudorada amigos como Jaime Serra, Salgado Zenha, Manuel Alegre e tantos outros.

A lucidez que lhe permitiu governar sem ler os "dossiers"...

A lucidez que lhe permitiu não voltar a ser primeiro-ministro depois de tão fantástico desempenho no cargo.

A lucidez que lhe permitiu pôr-se a jeito para ser agredido na Marinha Grande e, dessa forma, vitimizar-se aos olhos da opinião pública e vencer as eleições presidenciais.

A lucidez que lhe permitiu, após a vitória nessas eleições, fundar um grupo empresarial, a Emaudio, com "testas de ferro" no comando e um conjunto de negócios obscuros que envolveram grandes magnatas internacionais.

A lucidez que lhe permitiu utilizar a Emaudio para financiar a sua segunda campanha presidencial.

A lucidez que lhe permitiu nomear para Governador de Macau Carlos Melancia, um dos homens da Emaudio.

A lucidez que lhe permitiu passar incólume ao caso Emaudio e ao caso Aeroporto de Macau e, ao mesmo tempo, dar os primeiros passos para uma Fundação na sua fase pós-presidencial.

A lucidez que lhe permitiu ler o livro de Rui Mateus, "Contos Proibidos", que contava tudo sobre a Emaudio, e ter a sorte de esse mesmo livro, depois de esgotado, jamais voltar a ser publicado.

A lucidez que lhe permitiu passar incólume as "ligações perigosas" com Angola, ligações essas que quase lhe roubaram o filho no célebre acidente de avião na Jamba (avião esse transportando de diamantes, no dizer do então Ministro da Comunicação Social de Angola).

A lucidez que lhe permitiu, durante a sua passagem por Belém, visitar 57 países ("record" absoluto para a Espanha - 24 vezes - e França - 21), num total equivalente a 22 voltas ao mundo (mais de 992 mil quilómetros).

A lucidez que lhe permitiu visitar as Seychelles, esse território de grande importância estratégica para Portugal, aproveitando para dar uma voltinha de tartaruga.

A lucidez que lhe permitiu, no final destas viagens, levar para a Casa-Museu João Soares uma grande parte dos valiosos presentes oferecidos oficialmente ao Presidente da Republica Portuguesa.

A lucidez que lhe permitiu guardar esses presentes numa caixa-forte blindada daquela Casa, em vez de os guardar no Museu da Presidência da República.

A lucidez que lhe permite, ainda hoje, ter 24 horas por dia de vigilância paga pelo Estado nas suas casas de Nafarros, Vau e Campo Grande.

A lucidez que lhe permitiu, abandonada a Presidência da Republica, constituir a Fundação Mário Soares. Uma fundação de Direito privado, que, vivendo à custa de subsídios do Estado, tem apenas como única função visível ser depósito de documentos valiosos de Mário Soares. Os
mesmos que, se são valiosos, deviam estar na Torre do Tombo.

A lucidez que lhe permitiu construir o edifício-sede da Fundação violando o PDM de Lisboa, segundo um relatório do IGAT, que decretou a nulidade da licença de obras.

A lucidez que lhe permitiu conseguir que o processo das velhas construções que ali existiam e que se encontrava no Arquivo Municipal fosse requisitado pelo filho e que acabasse por desaparecer
convenientemente num incêndio dos Paços do Concelho.

A lucidez que lhe permitiu receber do Estado, ao longo dos últimos anos, donativos e subsídios superiores a um milhão de contos.

A lucidez que lhe permitiu receber, entre os vários subsídios, um de quinhentos mil contos, do Governo Guterres, para a criação de um auditório, uma biblioteca e um arquivo num edifico cedido pela Câmara de Lisboa.

A lucidez que lhe permitiu receber, entre 1995 e 2005, uma subvenção anual da Câmara Municipal de Lisboa, na qual o seu filho era Vereador e Presidente.

A lucidez que lhe permitiu que o Estado lhe arrendasse e lhe pagasse um gabinete, a que tinha direito como ex-presidente da República, na.... Fundação Mário Soares.

A lucidez que lhe permite que, ainda hoje, a Fundação Mário Soares receba quase 4 mil euros mensais da Câmara Municipal de Leiria.

A lucidez que lhe permitiu fazer obras no Colégio Moderno, propriedade da família, sem licença municipal, numa altura em que o Presidente era... João Soares.

A lucidez que lhe permitiu silenciar, através de pressões sobre o director do "Público", José Manuel Fernandes, a investigação jornalística que José António Cerejo começara a publicar sobre o tema.

A lucidez que lhe permitiu candidatar-se a Presidente do Parlamento Europeu e chamar dona de casa, durante a campanha, à vencedora Nicole Fontaine.

A lucidez que lhe permitiu considerar José Sócrates "o pior do guterrismo" e ignorar hoje em dia tal frase como se nada fosse.

A lucidez que lhe permitiu passar por cima de um amigo, Manuel Alegre, para concorrer às eleições presidenciais mais uma vez.

A lucidez que lhe permitiu, então, fazer mais um frete ao Partido Socialista.

A lucidez que lhe permitiu ler os artigos "O Polvo" de Joaquim Vieira na "Grande Reportagem", baseados no livro de Rui Mateus, e assistir, logo a seguir, ao despedimento do jornalista e ao fim da revista.

A lucidez que lhe permitiu passar incólume depois de apelar ao voto no filho, em pleno dia de eleições, nas últimas Autárquicas.

No final de uma vida de lucidez, o que resta a Mário Soares? Resta um punhado de momentos em que a lucidez vem e vai. Vem e vai. Vem e vai.

Vai.... e não volta mais."

terça-feira, 29 de junho de 2010

Pobrezinhos, mas Felizes


A imprensa escrita e falada portuguesa tem dado notícia de estudos recentes sobre o nível de vida dos Portugueses. Estes estudos concluem que os Portugueses estão cada vez mais pobres, sendo que uma percentagem elevada de portugueses está abaixo do limiar de pobreza mas, apesar do dramatismo da situação, acham-se felizes.

Mais do que ser pobre o que ressalta deste estudo é a indignidade da pobreza de espírito dos Portugueses.

É caso para dizer que esta é uma óptima notícia para... os ricos.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

SARAMAGO vs CAVACO



Vergonha!

A vergonha é um sentimento nobre, é o sentimento dos homens com H grande. Vergonha é o sentimento que os sem vergonha não podem, evidentemente, ter.

Cavaco mostrou mais uma vez a sua pequenez, quer como pessoa, quer sobretudo como homem de Estado.

Ainda todos nos lembramos da arrogância intelectual quando, há anos atrás, afirmou que nunca se engana e raramente tem dúvidas. Como homem pode afirmar todas as idiotices que lhe vierem à cabeça, mas como homem de Estado deve pensar duas vezes antes de fazer tais comentários.

Cavaco é um tecnocrata inculto, mas como Presidente da República Portuguesa, como Presidente de todos os Portugueses e com a idade que tem, já devia ter percebido que um Presidente da República não pode colocar as suas convicções pessoais à frente do seu dever como homem de Estado.

Cavaco, o homem, podia não gostar de Saramago, é algo de pessoal, mas como Presidente da República ele não representa o cidadão Cavaco Silva, mas o Estado Português, isto é, todos os Portugueses.

Como mais alto representante do Estado Português, Cavaco não podia ignorar a grandeza, nem as fraquezas, desse vulto da cultura Nacional e Internacional que foi, é, José Saramago.

Saramago foi uma personagem polémica, até na hora da sua morte, pois até na morte soube trazer à tona toda a mediocridade dos homens medíocres, Cavaco e não só.

Cavaco, tal como o seu ex-ministro Lara, mostraram bem a pequenez dos politiqueiros portugueses, tal como no passado um tal Dantas, glosado e ridicularizado por Almada Negreiros.

Pegando no Manifesto anti-Dantas, apenas posso afirmar:


Morra o Cavaco! Morra! Pim!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Ao Futuro, em jeito de homenagem a José Saramago



O capitalismo usa a economia para nos subjugar, usa a economia para para nos fazer crer que não há outra saída.

O capitalismo usa a educação para nos formatar e nos transformar em homens e mulheres obedientes ou sem opinião.

O capitalismo usa a mentira para nos fazer crer da sua inevitabilidade.

O capitalismo usa os políticos, os seus rostos as suas imagens para nos convencer de uma Humanidade que não têm.

O capitalismo chantagea-nos com um modelo de democracia que cria a ilusão de liberdade, mas a liberdade que esta democracia nos dá é unicamente a que dará lucros ao capitalismo.

Levantemo-nos do chão e, sem Deus, nem Pátria, nem Estado, gritemos a nossa revolta.

Não acredito quando Marx dizia que o capitalismo se destruiria a si próprio, isso é como esperar sentado, pois está nas nossas mãos, e só nas nossas mão, quebrar a corrente da ditadura capitalista mascarada de pseudo-democracia.

O futuro não está no capitalismo, o futuro está em mim, em ti, no amor, na tolerância e na Natureza.

E só o Norte é que paga as SCUT's

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Continuem a dar-lhe nas vuvuzelas, continuem a dar-lhe no pop chula, continuem a dar-lhe no papa, continuem a dar-lhe no mundial de futebol, continuem a pagar 800 euros por dia a uns gajos que dão uns chutos na bola, continuem, meus lind@s, continuem entretid@s, que eles pensam em tudo.

Quando acordarem já será tarde!

sábado, 1 de maio de 2010

1º DE MAIO

Anarquismo
O 1º de Maio não é uma festa, nem uma romaria, mas também já não é um dia dedicado a uma manifestação institucional, um protesto ou uma exibição.

O 1º de Maio não pode continuar a ser a outra face da mesma moeda.

O 1º de Maio tem de ser uma jornada de luta que se deverá prolongar por todos os outros dias, uma tomada de consciência e, cada vez mais, um dia de acção, quer a nível nacional, quer a nível internacional.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Fernando Nobre



O anúncio de Fernando Nobre, fundador e presidente da AMI, em candidatar-se à Presidência da República colheu-me de surpresa, mas ao mesmo tempo de satisfação, isto porque não é um político de carreira, mas sim um homem de acção.

Fernando Nobre relaciona-se com as pessoas e não com os esquemas político-partidários ou os número, sabe o que é o sofrimento, pois lidou com ele ao longo dos anos.

Para já deixo aqui ficar a minha simpatia por esta candidatura que, pela primeira vez, parece fugir à lógica político-partidária, por isso vou aguardar pelo desenvolvimento desta candidatura, mas deixo desde já o meu voto de solidariedade se os acontecimentos futuros não me desiludirem.

COMENTÁRIO DE CAMILO MORTÁGUA

A vida é assim mesmo, por estar cheia de surpresas inesperadas, torna-se interessante!

Concordo contigo em relação à apreciação do personagem, mas sou obrigado a discordar frontalmente da sua decisão, não porque não tenha o pleno direito a candidatar-se, mas porque o contexto em que o faz afecta irremediavelmente a dimensão ética da sua imagem.

Prestar-se a ser muleta dos falcões do PS. para potenciar a eleição do Cavaco em detrimento de um candidato que no plano ético, moral e cívico, e como defensor dos valores fundamentais duma esquerda de princípios e não de negócios, é exemplar, como é o caso do Manuel Alegre, é, em minha opinião, uma atitude eticamente condenável.

Não basta vir dizer que a sua candidatura não tem nada a ver com partidos, mas que é uma simples questão de cidadania; dizia Salazar, que "em política o que parece é" e já antes do anúncio da candidatura, era público quem estava a pressionar o Homem para que se candidatasse... e, mesmo que assim não fosse, o Dr. Fernando Nobre pela sua experiência de vida, não pode alegar ingenuidade em sua defesa... sabe muito bem medir os efeitos da sua candidatura face ao panorama da próxima eleição à presidência da República!

Razão tinha quem sempre me disse para não acreditar na existência de grandes homens, mas sim, no facto de existirem grandes oportunidades em que os homens pelas opções que tomam sabem elevar-se ou não a cima da mediania.

Para mim... e receio que para muitos portugueses, (o que é pena) a partir de hoje, o Dr. Fernando Nobre, passou a chamar-se apenas... Fernando.

Camilo Mortágua

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Cinema, Guerra e Capitalismo



Estou farto de ver filmes de guerra, com um fundo real ou imaginário que, a propósito de mostrarem os horrores da guerra, são de facto apologistas da guerra e da pseudo-heroicidade.

Herói não é o belicista, é o pacifista.

Não é o cinema que vai mudar, porque na sociedade capitalista só se faz o que se vende, por isso nós é que temos de mudar a nossa mentalidade se queremos que a sociedade mude.

Não podemos ficar sentados à espera da revolução, a revolução tem de começar dentro de nós próprios. Não podemos esperar milagres, mas podemos fazer um pequeno milagre todos os dias. Não podemos mudar os outros, mas podemos mudar-nos a nós próprios.

Se o fizermos, serão os filmes que apelam à não violência e à tolerância que ganharão o mercado.

Quando isto acontecer, quando formos capazes de interiorizar a mudança, até a sociedade capitalista será uma boa sociedade, porque já não terá razão de existir.