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sexta-feira, 12 de junho de 2009

La Fregeneda - Barca D'Alva ou Porto-Paris

Troço da antiga linha de comboio entre o Porto e Paris: 17Km, 13 pontes, 20 túneis

Um mundo maravilhoso que urge recuperar, nem que seja somente para fins turísticos.

Discute-se muito a obra megalómana do TGV, quando se mantém há vários anos interrompida a ligação ferroviária do Porto a Paris.

Actualmente o Porto tem apenas activa uma ligação directa ao estrangeiro, a ligação a Vigo (Galiza).

Fruto do centralismo e de interesses mesquinhos, Portugal e Espanha estão dispostos a gastar milhões no TGV, quando podem, por custos muito mais baixos, reactivar e modernizar antigas linhas de comboio que estão encerradas total ou parcialmente há vários anos.

Relativamente à linha Porto-Paris, talvez fosse necessário introduzir algumas alterações de percurso, por exemplo uma passagem por Madrid, de forma a rentabilizar a linha.

Para o Governo Espanhol pode não ser muito importante a reactivação desta linha, mas para nós Portugueses e sobretudo Portuenses e habitantes da Região Norte, é absolutamente fundamental, mas os sucessivos Governos, desde o encerramento desta ligação, têm ignorado completamente este assunto.

Como sempre, os "governantes" fecham os olhos à Região Norte e focam-se na Região da Grande Lisboa a qual, para eles, é o único ponto de estratégico de Portugal, ignorando tudo o resto, com a sua política de terra queimada.

Além do parolismo e do novo-riquismo dos nosso políticos, também existem outros interesses ocultos, como o das companhias de aviação e de camionagem.

Mais do que recuperar um pequeno troço de caminho-de-ferro entre La Fregeneda e Barca D'Alva, o que está verdadeiramente em causa é a ligação da Região Norte de Portugal à Europa por um meio de transporte moderno e alternativo.

É hora das pessoas começarem a despertar para o que é importante e esquecerem a transferência multi-milionária do CR7 para o Real Madrid, a qual, sendo escandalosa, nada acrescenta à felicidade e bem-estar das pessoas.

É hora de deixarem de viver do sonho e das falsas ilusões, das aparências e do supérfluo e começarem a preocupar-se com o que de facto é importante.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

domingo, 28 de setembro de 2008

Casa do Infante

Mais um mail recebido com uma notícia interessante, esta sobre a Casa do Infante, no Porto, este mail fala-nos de uma visita à casa do Infante feita ontem, 27 de Setembro de 2008. Obrigado Guilherme.

Passo a transcrever:

A visita à Casa do Infante vale a pena e é bastante interessante. Vais descobrir que afinal a cara que pensamos todos ser do D. Henrique, pode muito bem ser a do seu irmão D. Pedro, e vais descobrir muito sobre o passado do Porto, também. Se tiveres mais sorte do que nós relativamente às restantes pessoas que acompanham a visita, puxa pelo guia turístico quando chegares à maquete do Porto medieval e ele vai estar ali a explicar-te quase tudo sobre o Porto daquele tempo.

Nós tivemos o azar de apanhar gente esfomeada e que pensava que por ser a Casa do Infante iam visitar o quarto onde ele dormia, a sala onde via televisão ;-), etc... O que fez com que o guia, começasse a abreviar. Puxa por ele, que ele não só sabe do que fala, como gosta de o fazer.

As visitas são (esta foi excepcional por hoje ser o Dia Mundial do Turismo) às 3ªs feiras, às 15h e são gratuitas. Basta que envies um email para casadoinfante-serveducativo@cm-porto.pt a fazer a pré-inscrição.

A Casa do Infante dispõe ainda de uma biblioteca livre, disponível de 2ª a 6ª feira das 8h30 às 17h, com tudo o que há sobre o Porto (até sobre o FCP! ;-), se a Chama do Dragão ganhar o concurso da Super Blog Awards também poderá ir para os favoritos dos computadores de lá! ;-)).

No dia 16 de Outubro é que se vai proceder a algo, que eu só lamento que seja à semana, pois adorava ir ver. Se poderes aproveita! Todos os meses é mostrado um documento histórica guardado na Casa do Infante a quem fizer uma pré-inscrição. Em Outubro será até a 16, às 15h30. O documento deste mês é o arquivo de uma família do Porto: os Sás, Marqueses de Abrantes, por Paula Cunha e Madalena Peixoto. A participação é gratuita com pré-inscrição para dmarquivos@cm-porto.pt

Aproveita! Vale bem a pena!

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Red Bull Air Race 2008

Realizou-se neste fim-de-semana a edição portuense do Red Bull Air Race com êxito total.

No conjunto dos dois dias assistiram em directo ao espectáculo cerca de um milhão de pessoas.






Consta que há algumas intenções de levar este evento para Lisboa. Porquê? Porque é que o Porto não pode ter um evento que arrasta multidões? Penso que estas bocas não devem passar de boatos de alguns invejosos que querem estar sempre a dominar os acontecimentos e pretendem aproveitar as iniciativas de outros.

Festival Internacional de Marionetas (Porto)

Obrigado Guilherme pela informação que enviaste, vou publicá-la imediatamente aqui na Cova do Lobisomem.


Festival Internacional de Marionetas, na Praça D. João I
12 a 20 de Setembro de 2008
Entrada Livre

Teremos uma parede de mentira porque tem portas de verdade
que sabem mais abrir do que fechar – e porque uma parede sozinha não fecha, enquadra.

O FIMP vai ter um Hino. Composto por Hélder Gonçalves dos Clã, será executado na Praça D. João I por uma Fanfarra, na primeira convocatória deste FIMP 2008. A Fanfarra levar-nos-á depois pelas ruas da baixa do Porto até ao TeCA. Aí será o espectáculo de abertura: pelo Teatro de Marionetas do Porto. Associamo-nos assim ao Teatro Nacional de S. João na celebração dos vinte anos de criações e actividade desta companhia. As primeiras palmas desta edição são para eles.

Sem bilheteiras, de portas abertas.
Vamos viver na Praça. Venha lá morar connosco.

Mais informações em: http://www.fim.com.pt

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E agora pergunto eu. Será que a exemplo dos aviões, que já há por aí notícias de que querem levar para Lisboa, também vão roubar-nos este evento?! Não... Primeiro, porque é cultura, depois porque é feito por gente do Porto. Só podia!!!

Guilherme

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sexta-feira, 4 de julho de 2008

S. João do Porto e Bugiadas de Sobrado

A festa de S. João, como sabem, tem longas tradições no Porto.

O S. João, ou melhor o Solstício de Verão, começou por ser uma festa pagã. Celebrava-se então a fertilidade e a fecundidade. Com o advento do cristianismo, e seguindo o princípio de que se não os consegues vencer junta-te a eles, foi associado à festa um santo. Aos poucos, a festa foi perdendo o seu cariz libertário e foi-se transformando numa festa religiosa. Da junção entre paganismo e cristianismo surgiu uma amálgama, um "caldo" que assume, de forma sincrética, os dois conceitos.

A partir de meados do século XX, o S. João do Porto assume também um carácter político. Vivia-se em regime de ditadura e, consciente ou inconscientemente, era a única forma do povo descer à rua sem ser perseguido pela polícia. Era também uma festividade democrática, pois não havia distinções classes sociais e cada um dava asas às suas ansiedades.

No pós 25 de Abril, o S. João foi-se descaracterizando, pois muito do que movia as pessoas a descer às ruas foi perdendo importância. Agora o povo já podia manifestar-se livremente.

Hoje não existe um S. João, mas muitos.

As ruas continuam a ser ocupadas, mas de uma forma diferente. Hoje é a festa do plástico, de uma liberdade que já existe, de um "santo pagão" ou de um "pagão beatificado", do negócio, dos políticos e dos seus aproveitamentos.

Por isso, eu prefiro passar este dia na companhia dos meus amigos e dar a esta festa um carácter laico e libertário, aquele que para mim sempre teve esta festa.

Vejam lá se gostam.

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As primeiras honras são para o anfitrião.
S. João 2008

A alcateia começa a reunir. Mmmmm, apetitosa esta mesa.
S. João 2008
S. João 2008

Barriguinha cheia, é hora de iniciar a brincadeira.
S. João 2008
S. João 2008
S. João 2008
Photobucket
S. João 2008
S. João 2008
S. João 2008

Ouvem-se os primeiros uivos.
S. João 2008

Nesta alcateia há muitas lobas e lobos, mas nenhum é dominante.
S. João 2008
S. João 2008
S. João 2008
S. João 2008
S. João 2008

Faltou a fogueira, mas o balão não foi esquecido.
S. João 2008
S. João 2008
S. João 2008
S. João 2008
S. João 2008
S. João 2008

Ó patego, olha o balão.
S. João 2008

O balão já vai alto no céu, mas aqui na terra as coisas começam também a subir.
S. João 2008
S. João 2008

O anfitrião resolve fazer um discurso.
S. João 2008

Está na hora da nossa princesa nos deixar.
S. João 2008

E agora? O que é que vamos fazer?
S. João 2008

Talvez... dançar?...
S. João 2008
S. João 2008
S. João 2008
S. João 2008
S. Joao 2008

A minha lobinha pequenina vem desafiar-me.
S. João 2008

Às vezes é necessário meter na ordem um lobito mais irrequieto.
S. João 2008

Retemperar forças.
S. João 2008

Para que a noite acabe num abraço.
S. João 2008
S. João 2008

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A poucos quilómetros do Porto, mais concretamente em Sobrado (Valongo), o S. João tem outras cores e outra história. São as Bugiadas.

Em Sobrado, todos os anos, no dia 24 de Junho, realizam-se as Bugiadas. A história é fácil de contar. No tempo em que a Ibéria era dominada pelos mouros (Mourisqueiros) os cristão (Bugios) tentavam recuperar a terra perdida. Na batalha final os Bugios derrotam os Mourisqueiros graças à ajuda preciosa da serpente Cucamacuca.

S. João 2008
S. João 2008
S. João 2008
S. João 2008
S. João 2008

Claro que sentados a uma mesa a beber umas "bjecas" e a "morfar" umas farturas não se está nada mal.
S. João 2008
S. João 2008

Este ano, numa das inevitáveis rotundas de Sobrado, foi inaugurada, com pompa e circunstância, uma polémica e ridícula estátua que pretenderia homenagear e perpetuar as bugiadas para a posteridade. Bem, esta estátua mais parece a da aparição da virgem aos três pastorinhos, mas todos mascarados de bugios ou mourisqueiros. Meus amigos, para perpetuar as Bugiadas, basta que não deixem morrer a tradição, deixem-se de estatuetas!
S. João 2008