Mostrar mensagens com a etiqueta Reflexão. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Reflexão. Mostrar todas as mensagens
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
LIBERDADE
Quando uma relação não nos liberta, libertemos a relação.
Livre da culpa, livre da angústia, livre da incompreensão.
Enfim LIVRES!
domingo, 2 de outubro de 2011
Arbeit Macht Frei
Não há um único homem, ou mulher, decente que não deva reservar um momento da sua vida para mergulhar em Auschwitz.
Arbeit Macht Frei. "O Trabalho Liberta", era esta a frase que todos os deportados liam ao chegar a Auschwitz, era uma frase que abria ilusões, que fazia as pessoas pensar que estavam à porta de um mundo melhor, uma frase que criava ilusões e que abria as portas do sonho. estavam longe de perceber, os deportados para Auschwitz, ou para outro qualquer campo de concentração da Alemanha Nazi, que o trabalho, em vez de libertar, escravizava.
A ilusão, a santa ilusão, de que nós, simples humanos, de vida tão curta, nos iludimos que somos donos do nosso destino, que construímos a nossa vida, os nossos caminhos. Somos tão pequeninos e pensamos ser tão grandes.
Arbeit Macht Frei. "O Trabalho Liberta", era esta a frase que todos os deportados liam ao chegar a Auschwitz, era uma frase que abria ilusões, que fazia as pessoas pensar que estavam à porta de um mundo melhor, uma frase que criava ilusões e que abria as portas do sonho. estavam longe de perceber, os deportados para Auschwitz, ou para outro qualquer campo de concentração da Alemanha Nazi, que o trabalho, em vez de libertar, escravizava.
A ilusão, a santa ilusão, de que nós, simples humanos, de vida tão curta, nos iludimos que somos donos do nosso destino, que construímos a nossa vida, os nossos caminhos. Somos tão pequeninos e pensamos ser tão grandes.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
domingo, 1 de maio de 2011
Carregador de Pianos
Hoje tive uma conversa com pessoas na casa dos 80 anos. Conforme ia decorrendo a conversa e as pessoas avivavam as suas memórias, também as minhas passavam em frente a mim como um filme, como uma visão do mundo em que vivemos.
De repente as palavras de um grande amigo de longa data, Camilo Mortágua, bateram a rebate no meu cérebro.
Dizia, diz, Camilo Mortágua, que a História é madrasta com os carregadores de piano. A História fala e exalta os autores e os solistas, mas nunca nos fala dos carregadores de piano. Sem estes, sem aqueles que se sacrificam para colocar os instrumentos no local certo, onde depois outros vão tirar os acordes que deslumbram as massas e dos quais recolhem dividendos em proveito próprio, não haveria música.
A História é a história dos poderosos, e os poderosos não reconhecem que o local que ocupam se deve ao sacrifício e exploração de outros seres humanos, os tais de que não reza a História, porque isso seria desmerecer as vitórias e o êxitos dos poderosos.
Um dia os carregadores de piano vão compreender que são sistematicamente usados e desprezados pelos outros, e não hesitarão em descarregar a sua carga em cima dos oportunistas que os exploram diariamente, de uma forma mais ou menos subliminar.
Essa família de ex-operários octogenários contou-me algumas situações que viveram no passado: a sua vida, o seu dia-a-dia, a sua família. Deram-me uma lição de vida e de dignidade.
Esta família, que não nasceu em berço de ouro, teve três filhos, a todos transmitiu valores e princípios, a todos deu uma formação, a todos preparou para a vida, com sacrifício, mas simultaneamente com orgulho. Já dizia Camões, tudo vale a pena se a alma não é pequena. O que fez desta família o que ela é agora foram os laços de solidariedade, que os uniu, que fez deles uma força, que resulta de uma vida de luta contra a opressão e o obscurantismo em que pretenderam colocá-los, mesmo que nem sempre se apercebessem exactamente disso. Uma luta altruísta porque se pretenderam dar algo melhor aos seu filhos contribuíram para que os filhos dos outros também lá chegassem. A isto os filhos responderam com carinho e amor.
Não, esta família não se fundou atrás de chavões abstractos, nem em princípios retóricos, nem de filosofias baratas, mas sim na luta diária pela sobrevivência.
Se há heróis, estes são os heróis.
Hoje vivemos todos fechados num mundo egoísta e egocêntrico, imaginado que o bem-estar está ao alcance de todos, que todos podem ser como nós, se não são é porque não querem, porque as oportunidades são iguais para todos.
Há conceitos que aqueles acusam de retrógrados, como por exemplo o de mentalidade burguesa. É que esse apagar de evidências tranquiliza-os, aquilo de que não se fala é como se não existisse, e o que não existe sossega as suas consciências, não os perturba. A consciência não se apaga, apenas pode estar adormecida.
Esta viagem levou-me à minha infância, filho de pequeno-burgueses, tive a sorte de os meus pais não mascararem a realidade, para eles nunca os valores materiais foram o fundamental, muito menos obtê-los à custa da exploração de outros, para além de perceberem que todos temos direitos a viver em condições dignas, nunca colocaram rótulos nas pessoas e sempre incentivaram os filhos a perceber e a conviver com a realidade, que estava para lá dos muros que construímos à nossa volta.
A cada palavra proferida eu via as imagens da minha infância, dos meus amigos de escola, dos seus pais, das suas famílias, do modo como viviam, das casas suburbanas, das ilhas do Porto ou das casas dos camponeses. Por cada palavra proferida eu mergulhava na realidade que era este País, da miséria que eu vi desde tenra idade, quer em sectores operários, quer nas zonas rurais. Foram estas múltiplas vivências que ajudaram a moldar a minha personalidade.
Estou grato ao convívio que tive hoje ao almoço, pois que melhor maneira poderá haver para comemorar o 1º de Maio, que coincide com o Dia Mãe, senão o da tomada, ou reforço, de consciência, para os valores fundamentais da Humanidade, e da luta que ainda temos de travar, e das alterações que ainda temos de fazer, para que todos tenham de facto direito a uma vida digna e verdadeiramente Humana.
A lição é que temos de agir e reagir, individual ou colectivamente, contra aquilo que querem fazer de nós, amorfos seguidores de princípios que não são os nossos.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Arquitecto de Sonhos

O sonho é uma luz que se abre no breu da nossa existência quando nos sentimos perdidos nas malhas que tecemos e nas armadilhas que nos montam, quando já não acreditamos que é possível sonhar, mas sonhamos.
O sonha busca-se, constrói-se, não acontece por acaso. Somos nós e a nossa existência, as nossas circunstâncias, que fornece a matéria-prima para a construção do sonho, o sonho de ser feliz.
O sonho não se explica, vive-se e, passo a passo, vamos colocando-o mais longe e mais alto e procuramos sempre alcançá-lo, colocando aqui um pouco mais de amor, um pouco mais de liberdade, mas sempre com o duplo objectivo de o procurar e, ao mesmo tempo, dificultar que se transforme em realidade, porque, paradoxo dos paradoxos, contradição das contradições, quanto mais o vivemos mais ele parece real sem nunca o deixarmos ser.
O sonho é o grande desafio da vida.
O sonho vive-se sem medos nem angústias, o sonho fica sempre ali, naquele lugar que buscamos.
O sonho é o nosso porto de abrigo, é o mundo que construímos dia-a-dia.
O sonho é viver um amor com paixão, agarrá-lo sem o agarrar, sentir a atracção que nos levará sempre para um sonho ainda maior.
O sonho é a liberdade de saber que podemos lá chegar sem nunca chegar, porque queremos sempre mais, porque acreditamos que também podemos dar sempre mais.
QUANDO NOS SENTIMOS FELIZES, A FELICIDADE ACONTECE!
domingo, 2 de maio de 2010
domingo, 11 de abril de 2010
INVERSÃO DE VALORES - CARTA DE UMA MÃE PARA OUTRA MÃE (ASSUNTO VERÍDICO)
*Carta enviada de uma mãe para outra mãe no Porto, após um telejornal da RTP1:
De mãe para mãe...
Cara Senhora, vi o seu enérgico protesto diante das câmaras de televisão contra a transferência do seu filho, presidiário, das dependências da prisão de Custóias para outra dependência prisional em Lisboa.
Vi-a a queixar-se da distância que agora a separa do seu filho, das dificuldades e das despesas que vai passar a ter para o visitar, bem como de outros inconvenientes decorrentes dessa mesma transferência.
Vi também toda a cobertura que os jornalistas e repórteres deram a este facto, assim como vi que não só você, mas também outras mães na mesma situação, contam com o apoio de Comissões, Órgãos e Entidades de Defesa de Direitos Humanos, etc...
Eu também sou mãe e posso compreender o seu protesto. Quero com ele fazer coro, porque, como verá, também é enorme a distância que me separa do meu filho.
A trabalhar e a ganhar pouco, tenho as mesmas dificuldades e despesas para o visitar.
Com muito sacrifício, só o posso fazer aos domingos porque trabalho (inclusivé aos sábados) para auxiliar no sustento e educação do resto da família.
Se você ainda não percebeu, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou cruelmente num assalto a uma bomba de combustível, onde ele, meu filho, trabalhava durante a noite para pagar os estudos e ajudar a família.
No próximo domingo, enquanto você estiver a abraçar e beijar o seu filho, eu estarei a visitar o meu e a depositar algumas flores na sua humilde campa, num cemitério dos arredores...
Ah! Já me ia esquecendo: Pode ficar tranquila, que o Estado se encarregará de tirar parte do meu magro salário para custear o sustento do seu filho e, de novo, o colchão que ele queimou, pela segunda vez, na cadeia onde se encontrava a cumprir pena, por ser um criminoso.
No cemitério, ou na minha casa, NUNCA apareceu nenhum representante dessas "Entidades" que tanto a confortam, para me dar uma só palavra de conforto ou indicar-me quais "os meus direitos".
Para terminar, ainda como mãe, peço por favor:
Façam circular este manifesto! Talvez se consiga acabar com esta (falta de vergonha) inversão de valores que assola Portugal e não só...
Direitos humanos só deveriam ser para "humanos direitos"!!!
De mãe para mãe...
Cara Senhora, vi o seu enérgico protesto diante das câmaras de televisão contra a transferência do seu filho, presidiário, das dependências da prisão de Custóias para outra dependência prisional em Lisboa.
Vi-a a queixar-se da distância que agora a separa do seu filho, das dificuldades e das despesas que vai passar a ter para o visitar, bem como de outros inconvenientes decorrentes dessa mesma transferência.
Vi também toda a cobertura que os jornalistas e repórteres deram a este facto, assim como vi que não só você, mas também outras mães na mesma situação, contam com o apoio de Comissões, Órgãos e Entidades de Defesa de Direitos Humanos, etc...
Eu também sou mãe e posso compreender o seu protesto. Quero com ele fazer coro, porque, como verá, também é enorme a distância que me separa do meu filho.
A trabalhar e a ganhar pouco, tenho as mesmas dificuldades e despesas para o visitar.
Com muito sacrifício, só o posso fazer aos domingos porque trabalho (inclusivé aos sábados) para auxiliar no sustento e educação do resto da família.
Se você ainda não percebeu, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou cruelmente num assalto a uma bomba de combustível, onde ele, meu filho, trabalhava durante a noite para pagar os estudos e ajudar a família.
No próximo domingo, enquanto você estiver a abraçar e beijar o seu filho, eu estarei a visitar o meu e a depositar algumas flores na sua humilde campa, num cemitério dos arredores...
Ah! Já me ia esquecendo: Pode ficar tranquila, que o Estado se encarregará de tirar parte do meu magro salário para custear o sustento do seu filho e, de novo, o colchão que ele queimou, pela segunda vez, na cadeia onde se encontrava a cumprir pena, por ser um criminoso.
No cemitério, ou na minha casa, NUNCA apareceu nenhum representante dessas "Entidades" que tanto a confortam, para me dar uma só palavra de conforto ou indicar-me quais "os meus direitos".
Para terminar, ainda como mãe, peço por favor:
Façam circular este manifesto! Talvez se consiga acabar com esta (falta de vergonha) inversão de valores que assola Portugal e não só...
Direitos humanos só deveriam ser para "humanos direitos"!!!
domingo, 24 de janeiro de 2010
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Casamento Homossexual

Antes de mais quero afirmar que sou heterossexual, mas não tenho qualquer tipo de preconceito contra ou a favor dos homossexuais.
A diferença que existe entre um homossexual e um heterossexual é a mesma que existe entre uma pessoa que escreve com a mão esquerda ou com a direita, que gosta mais de carne ou mais de peixe, etc.
Está para aprovação na Assembleia da República Portuguesa uma lei que permite o casamento entre homossexuais. Entretanto criou-se um movimento que pretende um referendo sobre este tema e recolheu uma petição com cerca de 90.000 assinaturas, isto é, acima dos 75.000 exigidos por lei.
Cada cidadão está no seu direito de pedir seja o que for, mas não tem o direito de proibir os que são diferentes, não são melhores ou piores, são diferentes, de optarem pelo caminho que muito bem entendem.
O casamento homossexual, como muitos outros assuntos, não é uma questão de justiça ou de lei, é uma questão de ética e tolerância. A homossexualidade não é crime, não é pecado! A homossexualidade existe e tem de ser respeitada.
Nenhum cidadão tem o direito de negar a outro cidadão os seus direitos só porque é diferente da maioria. Diferente não significa superior ou inferior, significa simplesmente diferente.
Nenhum cidadão tem o direito de negar a outro a sua felicidade, de escolher o seu caminho.
As religiões que cuidem do seu rebanho, mas não têm o direito de impor aos outros uma moralidade que só pode ser exigida aos seus.
Sou a favor do casamento homossexual por completo, incluindo o direito a ter filhos, seja por adopção, seja por inseminação artificial.
Os medos, sempre os medos das mentalidades retrógradas, conservadoras e castradoras. Porque é que filhos de homossexuais deverão ser obrigatoriamente homossexuais? E se forem? Qual é o problema?
O que eu sei é que muitas filhas e filhos de casais heterossexuais são homossexuais.
Pensava que a sanha persecutória contra os que são diferentes ou que pensam de maneira diferente, que a caça às bruxas, a inquisição e os fogos crematórios nazis, já tinham acabado.
Melhor fora que usassem as suas energias para denunciar os políticos corruptos e os corruptos em geral, mas não, que esses são senhores doutores, pessoas muito importantes, digo, porque os cobardes temem sempre aquele que acham mais forte até ao ponto de os bajularem e votarem neles, por isso são cobardes.
O direito ao amor é uma máxima universal, ninguém pode ousar por isso em causa, e ai daqueles que nunca souberam amar.
O amor não se cala, vive-se!
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
domingo, 27 de dezembro de 2009
Para Refectir
Não adianta chorar, porque não se pode remediar. Quem sofre são sempre os que ficam, se amam os que partem ou os que ficaram maltratados. Tudo o mais são lágrimas de crocodilo, e também não é necessário passar por isto (com culpas ou sem culpas) para ter a certeza de quem nos ama, porque a verdade bem sempre à tona, mais tarde ou mais cedo.
Publicado por
Mário Monteiro
à(s)
12/27/2009 10:30:00 da tarde
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Enigma da Vida

Há coisas que se ouvem e vêm que não podemos deixar de registar e também de partilhar com os outros.
Deixo-vos aqui estas pequenas reflexões, das quais desconheço o autor, por isso sofreram apenas uma ou outra pequena alteração para se enquadrarem mais no meu modo de ver e pensar as coisas.
-----------------------------------------------
Hoje a minha vida começa.
Passei toda a minha vida sozinho, não passava de um miúdo fala-barato.
Hoje torno-me um Homem.
Hoje torno-me responsável para com outra pessoa que não eu, seja ela qual for, um filho, um amigo, um colega, um aluno, qualquer pessoa…
Hoje torno-me responsável para com o futuro, para com todas as possibilidades que ele me possa oferecer.
Aconteça o que acontecer, estarei preparado para qualquer coisa, para tudo.
Para enfrentar a vida.
Para enfrentar o amor.
Para enfrentar a possibilidade e a responsabilidade.
Hoje começa a minha vida e mal posso esperar.
Nunca sabemos que o grande dia da nossa vida é o grande dia, só quando está a acontecer.
Nunca reconhecemos o grande dia da nossa vida, só quando estamos a vivê-lo.
O dia em que nos comprometemos com algo ou com alguém.
O dia em que nos partem o coração.
O dia em que conhecemos a nossa alma gémea.
O dia em que percebemos que não há tempo suficiente, porque queremos viver para sempre.
São esses os grandes dias. Os dias perfeitos.
Passamos a vida preocupados com o futuro.
A planear o futuro. A tentar prever o futuro.
Como se saber pudesse aparar o golpe, mas o futuro está sempre a mudar.
O futuro alberga os nossos maiores receios e as nossas maiores esperanças.
Mas uma coisa é certa, quando por fim se revela, o futuro, nunca é como o imaginamos.
domingo, 20 de setembro de 2009
O Olho d'Além

- Irmão olha através deste “Vidro” e diz-me o que vês!
- Vejo as chamas do Sol e os mares da Lua. Vejo estrelas e cometas. Vejo planetas e galáxias.
- E tu irmão, o que vês?
- Vejo um túnel escuro como breu e, no fundo, numa luz clara, a minha face reflectida.
- Faltas tu, meu irmão, dizer o que vês?
- Eu vejo as profundezas do mar oceano e da terra. Vejo vida numa minúscula gota de água!
------------------------------------------------------------------------------------
Cada um de nós vê aquilo que quer e pode ver. O Tempo dita quando e como podemos ver o que sempre esteve debaixo dos nossos olhos, mas somente se abdicarmos da nossa autenticidade.
Ultrapassar o Tempo ou julgá-lo não passa de um anacronismo histórico, de uma ilusão.
A evolução do Homem não é uma evolução linear, muito menos global. É uma evolução com avanços e recuos, com saltos e mutações genéticas. É uma evolução a várias velocidades. Muitas vezes estamos a recuar com a ilusão que estamos a avançar. É, muitas vezes, uma evolução de falsas necessidades.
Os Povos não evoluem todos da mesma maneira, nem ao mesmo ritmo e, muito menos, a Humanidade, porque os povos são compostos pela individualidade e a “maçã-de-adão”, ou melhor, a noção de propriedade individual e os medos, transformou-nos em seres egoístas.
O pensamento grego é a base da dita Civilização Ocidental. Mas a sociedade ocidental podia ter evoluído de outra forma se, por artes de magia ou outro qualquer anacronismo, os Gregos tivessem feito outra opção, porque a base do conhecimento já estava nas suas mãos.
Se os Gregos tivessem rejeitado a escravatura, os objectos falantes, isto é, a mão-de-obra escravizada e tivessem sentido a necessidade de construir máquinas que lhes fizessem as tarefas do dia-a-dia, que lhes satisfizessem as suas necessidades básicas ou, no mínimo, lhes aligeirassem o cumprimento de tarefas comezinhas, num regime de igualdade, de modo a que pudessem continuar a dedicar-se ao pensamento, a Humanidade seria hoje muito diferente do que é.
O Tempo, sempre o Tempo. O Tempo não pára, subjuga-nos. O Tempo não nos cura, destrói-nos, porque aquilo que nós pensamos ou idealizamos hoje, sim nós, os marginais do Tempo, só poderá ser realizável depois de entrarmos num novo Tempo.
Até hoje, nesta sociedade que muitos julgam globalizada, vivemos a vários tempos.
A lógica da Civilização actual minada pela globalização política e económica, cria-nos a ilusão de liberdade e bem-estar, mas rouba-nos o sonho. Hoje vive-se, dia-a-dia, aquilo que nós, cabeças pensantes de ilusões efémeras, acreditamos que seria um desfasamento evolutivo: a nova escravatura e a exploração do trabalho, com novos meios encapotados e refinados de perpetuar a exploração do homem pelo homem.
Não podemos estar preocupados com o que a Humanidade poderia ter sido, mas sim com o que é, porque o que poderia ter sido não existe.
Não sei se agora é ou não o tempo de fazer, mas sei que nunca será o tempo de impor ou rejeitar, será sempre o tempo de busca da harmonia. Nunca será tempo de preconceitos e julgamentos. É tempo de arriscar, é tempo de sonhar!
Ver sempre mais além, este sim, é o nosso verdadeiro desafio.
Não é a esperança que é a última a morrer, mas sim o sonho. É o sonho que nos levará cada vez mais longe. A felicidade é possível, a felicidade constrói-se no dia-a-dia, mas o sonho é o único caminho.
terça-feira, 16 de junho de 2009
Perguntas

É tão difícil perceber e perceber-me.
Porque será que tenho um cérebro, se esse cérebro não me serve para nada?
Porque será que quando tento dizer uma coisa, é sempre entendido o oposto?
Porque será que me sinto constantemente a ser julgado e condenado por pecados que não cometi, ou que imagino não ter cometido?
Quem é que eu sou?
Serei assim tão abominável? Tão incapaz? Tão grunho? Tão sem interesse? Serei uma pessoa tão inútil? Tão sem graça?
Porque é que eu não me entendo? Porque não sei lidar com a vida? Porque não sei lidar comigo?
Porque é que a vida, para mim, é tão pesada?
Porque é que amar é tão complicado?
Porque será que tenho de pensar no amanhã, quando a felicidade está no hoje?
Não posso viver o hoje sem pensar no amanhã?
Porque amamos quem não queremos e não amamos quem merece?
Onde está a minha alma gémea?
Tantas perguntas, tão poucas respostas.
sábado, 6 de junho de 2009
Vida vs Viver
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Insustentável Leveza do Ser
Quantos de nós vivem uma vida inteira na ilusão de que é sustentável a leveza do ser?
Quantos de nós pensam que basta um beijo para ultrapassar os conflitos do dia-a-dia?
Quantos de nós vivem amargurados pensando que outros não nos amam com a mesma intensidade com que nós os amamos, simplesmente porque pensamos ser sustentável a leveza do ser?
Não basta amar, é preciso saber amar!
Alguns de nós conseguimos despertar para a realidade quando temos consciência de que perdemos algo único, irrepetível, ao ponto de nos detestarmos pela pessoa que somos. Chegamos mesmo a atingir pontos de ruptura inimagináveis, procuramos afundarmo-nos cada vez mais, vitimizando-nos constantemente pelo que somos, pelo que fizemos. Procuramos uma desesperada e angustiante fuga para a frente.
A solução parece estar sempre no abismo.
Muitos não conseguem encontrar alternativas e assumem os seus erros como uma imposição do destino, perdem a capacidade de lutar contra a adversidade por si próprios criada. Outros têm a sorte, ou a força, de vislumbrar uma pequena luz quando estão bem no fundo do poço e, a partir dessa luz, ou fogacho, refazerem a sua esperança de lutar contra o destino e a adversidade. É a sorte do acaso.
O acaso está sempre onde nós estamos, porque está dentro de nós próprios, é a nossa força interior, simplesmente muitos de nós, cegos pela mágoa e auto-comiseração, não o vemos.
Podemos nunca mais recuperar o que perdemos, principalmente porque a vida não se repete, mas podemos, e devemos, encontrar um novo modo de nos relacionarmos connosco e com os outros.
O ser não é leve, ou ligeiro e, mesmo para quem o possa pensar, chegará um momento em que se tornará insustentável continuar a viver com essa ligeireza.
Um beijo pode ajudar, mas não resolve os problemas. Um beijo pode ser um ponto de partida, nunca de chegada.
domingo, 10 de maio de 2009
O MEDO
sábado, 9 de maio de 2009
Muros

Altos muros construímos em volta de nós. Assentamos pedra sobre pedra sem darmos conta da ligeireza do acto.
Um dia a consciência desperta e iniciamos o processo de demolição da barreira inconsciente que construímos.
Se foram leves as pedras que colocamos inconscientemente, são muito mais pesadas as que demolimos conscientemente, têm acrescidas o peso da inconsciência.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Lugares e Pessoas

Há lugares que nos trazem recordações de memórias que julgávamos apagadas.
São lugares que exerceram sobre nós um fascínio único, mas as memórias voltam não pelo lugar em si, por mais belo que seja, mas pelas pessoas com quem partilhamos o momento.
Não interessa onde esta imagem foi tirada, se estive ou não aqui com alguém.
O meu lugar é um lugar por mim criado, resultado dos muitos que visitei, ou dos que ainda vou visitar, das pessoas com que estive ou daquelas com que vou estar.
O meu lugar é uma ilusão, uma miragem, que ganha forma sempre que algo desperta dentro de mim, mas esse lugar vale pelo vivido ou pelo que se imagina poder viver nele e não por si só.
É um lugar onde se vislumbram os claros e escuros da vida, um lugar das nossas aberturas e bloqueios, das nossas verdades e mentiras, das nossas certezas e dúvidas.
É o lugar das nossas contradições!
É um lugar que não existe por si, mas sim pelas pessoas com quem o partilhamos ou com quem o iremos partilhar.
Não é um lugar estático, é um lugar de liberdade vivida ou imaginada.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Hoje recebi flores!... Não é o meu aniversário ou nenhum outro dia especial; tivemos a nossa primeira discussão ontem à noite e ele me disse muitas coisas cruéis, que me ofenderam de verdade. Mas sei que está arrependido e não as disse a sério, porque ele me enviou flores hoje. E não é o nosso aniversário ou nenhum outro dia especial.

Ontem ele atirou-me contra a parede e começou a asfixiar-me. Parecia um pesadelo, mas dos pesadelos acordamos e sabemos que não são reais. Hoje acordei cheia de dores e com golpes em todos lados. Mas eu sei que ele está arrependido, porque me enviou flores hoje. E não é Dia dos Namorados ou nenhum outro dia especial.

Ontem à noite bateu-me e ameaçou matar-me. Nem a maquiagem ou as mangas compridas
poderiam ocultar os cortes e golpes que me ocasionou desta vez. Não pude ir ao emprego hoje porque não queria que percebessem. Mas eu sei que está arrependido porque ele me enviou flores hoje. E não era Dia das Mães ou nenhum outro dia especial.

Ontem à noite ele voltou a bater-me, mas desta vez foi muito pior. Se conseguir deixá-lo, o que é vou fazer? Como poderia eu sozinha manter os meus filhos? O que acontecerá se faltar o dinheiro? Tenho tanto medo dele! Mas dependo tanto dele que tenho medo de o deixar. Mas eu sei que está arrependido, porque ele me enviou flores hoje.

Hoje é um dia muito especial: É o dia do meu funeral. Ontem finalmente conseguiu matar-me.Bateu-me até eu morrer.

Se ao menos eu tivesse tido a coragem e a força para deixá-lo... Se tivesse pedido ajuda profissional... Hoje não teria recebido flores!
Por uma vida sem violência!!!
PARA QUE SE TENHA RESPEITO PARA COM A MULHER, COM AS CRIANÇAS, COM O IDOSO, ENFIM CAROS AMIGOS... QUE SE TENHA RESPEITO COM O PRÓXIMO, SEJA QUEM FOR!!! DENUNCIEM A VIOLÊNCIA....!!!
Ontem ele atirou-me contra a parede e começou a asfixiar-me. Parecia um pesadelo, mas dos pesadelos acordamos e sabemos que não são reais. Hoje acordei cheia de dores e com golpes em todos lados. Mas eu sei que ele está arrependido, porque me enviou flores hoje. E não é Dia dos Namorados ou nenhum outro dia especial.
Ontem à noite bateu-me e ameaçou matar-me. Nem a maquiagem ou as mangas compridas
poderiam ocultar os cortes e golpes que me ocasionou desta vez. Não pude ir ao emprego hoje porque não queria que percebessem. Mas eu sei que está arrependido porque ele me enviou flores hoje. E não era Dia das Mães ou nenhum outro dia especial.
Ontem à noite ele voltou a bater-me, mas desta vez foi muito pior. Se conseguir deixá-lo, o que é vou fazer? Como poderia eu sozinha manter os meus filhos? O que acontecerá se faltar o dinheiro? Tenho tanto medo dele! Mas dependo tanto dele que tenho medo de o deixar. Mas eu sei que está arrependido, porque ele me enviou flores hoje.
Hoje é um dia muito especial: É o dia do meu funeral. Ontem finalmente conseguiu matar-me.Bateu-me até eu morrer.
Se ao menos eu tivesse tido a coragem e a força para deixá-lo... Se tivesse pedido ajuda profissional... Hoje não teria recebido flores!
Por uma vida sem violência!!!
PARA QUE SE TENHA RESPEITO PARA COM A MULHER, COM AS CRIANÇAS, COM O IDOSO, ENFIM CAROS AMIGOS... QUE SE TENHA RESPEITO COM O PRÓXIMO, SEJA QUEM FOR!!! DENUNCIEM A VIOLÊNCIA....!!!
Publicado por
Mário Monteiro
à(s)
5/04/2009 02:30:00 da manhã
Subscrever:
Mensagens (Atom)





