segunda-feira, 14 de maio de 2007
Um Jeito Estúpido de te Amar
Meio estúpido de ser
E de dizer coisas que podem magoar e te ofender
Mas cada um tem o seu jeito
Todo próprio de amar e de se defender
Você me acusa e só me preocupa
Agrava mais e mais a minha culpa
Eu faço, e desfaço, contrafeito
O meu defeito é te amar demais
Palavras são palavras
E a gente nem percebe o que disse sem querer
E o que deixou pra depois
Mas o importante é perceber
Que a nossa vida em comum
Depende só e unicamente de nós dois
Eu tento achar um jeito de explicar
Você bem que podia me aceitar
Eu sei que eu tenho um jeito meio estúpido de ser
Mas é assim que eu sei te amar
Maria Bethânia
Problema de Expressão
Nem sempre encontro o melhor termo,
Nem sempre escolho o melhor modo.
Devia ser como no cinema,
A língua inglesa fica sempre bem
E nunca atraiçoa ninguém.
O teu mundo está tão perto do meu
E o que digo está tão longe,
Como o mar está do céu.
Só pra dizer que te Amo
Não sei porquê este embaraço
Que mais parece que só te estimo.
E até nos momentos em que digo que não quero
E o que sinto por ti são coisas confusas
E até parece que estou a mentir,
As palavras custam a sair,
Não digo o que estou a sentir,
Digo o contrário do que estou a sentir.
O teu mundo está tão perto do meu
E o que digo está tão longe,
Como o mar está do céu.
E é tão difícil dizer amor,
É bem melhor dizê-lo a cantar.
Por isso esta noite, fiz esta canção,
Para resolver o meu problema de expressão,
Pra ficar mais perto, bem mais de perto.
Ficar mais perto, bem mais de perto.
Poema: Carlos Tê
Canção interpretada por Manuela Azevedo (Clã)
Inquietação
A contas com o mal por que passei
Com tantas guerras que travei
Já não sei fazer as pazes
São flores aos milhões entre ruínas
Meu peito feito campo de batalha
Cada alvorada que me ensinas
Oiro em pó que o vento espalha
Cá dentro inquietação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda
Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer
Qualquer coisa que eu devia perceber
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda
Ensinas-me fazer tantas perguntas
Na volta das respostas que eu trazia
Quantas promessas eu faria
Se as cumprisse todas juntas
Não largues esta mão no torvelinho
Pois falta sempre pouco para chegar
Eu não meti o barco ao mar
Pra ficar pelo caminho
Cá dentro inqueitação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda
Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer
Qualquer coisa que eu devia perceber
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda
Cá dentro inqueitação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Mas sei
É que não sei ainda
Há sempre qualquer coisa que eu tenho que fazer
Qualquer coisa que eu devia resolver
Porquê, não sei
Mas sei
Que essa coisa é que é linda
José Mário Branco
Lembra-me um Sonho Lindo
quase acabado,
lembra-me um céu aberto
outro fechado
Estala-me a veia em sangue
estrangulada,
estoira num peito um grito,
à desfilada
Canta rouxinol canta
não me dês penas,
cresce girassol cresce
entre açucenas
Afaga-me o corpo todo
se te pertenço,
rasga-me o vento ardendo
em fumos de incenso
Lembra-me um sonho lindo
quase acabado,
lembra-me um céu aberto
outro fechado
Estala-me a veia em sangue
estrangulada,
estoira num peito um grito,
à desfilada
Ai como eu te quero,
ai de madrugada,
ai alma da terra,
ai linda, assim deitada
Ai como eu te amo,
ai tão sossegada,
ai beijo-te o corpo,
ai seara, tão desejada
Fausto
Lévame Lonxe
Aquela tarde de Outono.
Facer o equipaje e decir adeus
As vezes faz entristecer.
Levame lonxe à outra beira
Que o dia ja vai caer tardo em xegar.
Emilio Cao (cantautor Galego)
Nota: provavelmente este pequeno poema não está escrito em galego correcto, porque o copiei ouvindo a música. Se alguém tiver conhecimento das letras das músicas de Emilio Cao agradeço que me informem, pois já procurei na net e não encontrei nenhuma.
A música galega no novo estatuto da autonomia:
Decisões
Também aproveito para saudar o regresso à I Divisão do Leixões (ao fim de 18 anos) e do Guimarães.
domingo, 13 de maio de 2007
Só
Só por duvidar
Tenho duas almas em guerra
E sei que nenhuma vai ganhar
Só por ter dois sóis
Só por hesitar
Fiz a cama na encruzilhada
E chamei casa a esse lugar
E anda sempre alguém por lá
Junto à tempestade
Onde os pés não têm chão
E as mãos perdem a razão
Só por inventar
Só por destruir
Tenho as chaves do céu e do inferno
E deixo o tempo decidir
E anda sempre alguém por lá
Junto à tempestade
Onde os pés não têm chão
E as mãos perdem a razão
Só por existir Só por duvidar
Tenho duas almas em guerra
E sei que nenhuma vai ganhar
Eu sei que nenhuma vai ganhar
Marquês de Pombal
sábado, 12 de maio de 2007
Manuel Alegre
Trova do Vento que Passa
Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.
Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.
Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.
Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.
Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio - é tudo o que tem
quem vive na servidão.
Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.
E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.
Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.
Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).
Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.
E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.
Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.
E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.
Quatro folhas tem o trevo
liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.
Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.
Mesmo na noite mais triste
em tempo de sevidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.
Poema: Manuel Alegre
Interprete: Adriano Correia de Oliveira
sexta-feira, 11 de maio de 2007
Dar e Receber
O amor acontece, não se faz, mas alimenta-se. Uma relação a dois está sujeita a um terrível desgaste, quer seja causado pelo dia-a-dia dos próprios amantes, quer seja pela acção consciente ou inconsciente de terceiros, ou até porque o casal deixa, sem ter consciência disso, que os filhos (caso existam) ocupem um lugar entre ambos. Este factores podem influenciar a relação isoladamente ou interagir em simultâneo.
Quero dizer que o amor é delicado e está sujeito a muitas pressões. A vida entre dois amantes é uma luta constante entre manter a chama acesa e a luta contra a rotina e a monotonia. Nem sempre esta luta é fácil e na maioria dos casos as situações de rutura surgem sem que nenhum dos dois tenha sequer tido consciência das causas dessa ruptura.
Quando se atinge o limite só há uma coisa a fazer: verificar se ainda há amor entre ambos e, se há, então ambos têm a obrigação de procurar uma solução em vez de partirem para acusações mútuas que só agravam a situação e que mais tarde podem ter consequências desastrosas. Mas se não existe mais amor por parte de um ou de ambos, então mais vale por ponto final numa vida amargurada e de recriminações, sejam elas mútuas ou unilaterais.
Quando a falta de amor é unilateral a sittuação é mais complicada, porque o lado que ama não sabe como lidar com ela. Neste caso e para preservar a sua sanidade mental, só resta ao que ama transformar o seu sentimento no oposto, pois de outra forma afunda-se na vida.
No entanto há que combater o desânimo, pois é nas situações mais graves que se devem encontrar os novos rumos.
quinta-feira, 10 de maio de 2007
quarta-feira, 9 de maio de 2007
Nelson Mandela
Mandela liderou a transição do regime de minoria branca, o apartheid, para um regime de maioria democrática. Lutador incansável pelos direitos humanos na África do Sul e a nível internacional, Nelson Mandela é uma das figuras mais importantes da história contemporânea.
terça-feira, 8 de maio de 2007
Resistência Passiva
segunda-feira, 7 de maio de 2007
Aquilino Ribeiro
tinha 78 anos.Comemoravam-se os 50 anos de actividade literária do autor e, nessa mesma data, a censura comunicava à imprensa que não podia falar das homenagens de que estava a ser alvo Aquilino Ribeiro.
Escritor português natural de Carregal de Tabosa, concelho de Sernancelhe, Beira Alta, onde nasceu a 13 de Setembro de 1885.
Aquilino Ribeiro é um dos autores portugueses que está injustamente esquecido, muito lido em vida a sua obra foi sendo sistematicamente esquecida após a sua morte.
Está na altura de recuperar este grande vulto da literatura portuguesa do século XX.
Deixo-vos aqui alguns links com dados biográficos sobre Aqulino Ribeiro:
Figuras da Cultura Portuguesa
Aquilino Ribeiro
As pessoas são a sua região (por lapso neste site é indicada como data da morte de Aquilino Ribeiro 27 de Maio e não 7 de Maio)
Literatura Portuguesa
domingo, 6 de maio de 2007
sexta-feira, 4 de maio de 2007
Encruzilhadas
O passado tem o peso que tem no nosso presente, mas não é o passado que podemos transformar. O passado apenas serve de reflexão para permitir que nos tornemos pessoas melhores. Infelizmente, devido a um certo facilitismo, consciente ou inconsciente, nem sempre aquele nos ajuda nessa reflexão. Desta forma o vivido fica mascarado e a evolução do individuo perde-se. Para que essa reflexão se dê é necessário viver situações limite que nos abalem ao ponto de nos obrigar a fazer uma auto-crítica séria e, a partir daí, construir uma nova realidade.
Não nego que o acaso tenha um papel relevante na construção do futuro, mas os principais agentes da construção da realidade somos nós próprios. Construamos pois um futuro sem certezas nem verdades absolutas, mas baseado na dialética e no amor.
Estamos sempre a tempo de mudar a nossa realidade.
quarta-feira, 25 de abril de 2007
Portugal
Petite sœur d'exil
Tu as les cicatrices
D'un 21 avril
Mais ne sois pas sévère
Pour ceux qui t'ont déçue
De n'avoir rien pu faire
Ou de n'avoir jamais su
A ceux qui ne croient plus
Voir s'accomplir leur idéal
Dis leur qu'un œillet rouge
A fleuri au Portugal
On crucifie l'Espagne
On torture au Chili
La guerre du Viêt-Nam
Continue dans l'oubli
Aux quatre coins du monde
Des frères ennemis
S'expliquent par les bombes
Par la fureur et le bruit
A ceux qui ne croient plus
Voir s'accomplir leur idéal
Dis leur qu'un œillet rouge
À fleuri au Portugal
Pour tous les camarades
Pourchassés dans les villes
Enfermés dans les stades
Déportés dans les îles
Oh muse ma compagne
Ne vois-tu rien venir
Je vois comme une flamme
Qui éclaire l'avenir
A ceux qui ne croient plus
Voir s'accomplir leur idéal
Dis leur qu'un œillet rouge
À fleuri au Portugal
Débouche une bouteille
Prends ton accordéon
Que de bouche à oreille
S'envole ta chanson
Car enfin le soleil
Réchauffe les pétales
De mille fleurs vermeilles
En avril au Portugal
Et cette fleur nouvelle
Qui fleurit au Portugal
C'est peut-être la fin
D'un empire colonial
Et cette fleur nouvelle
Qui fleurit au Portugal
C'est peut-être la fin
D'un empire colonial
Autor: Georges Moustaki
terça-feira, 24 de abril de 2007
Aos Amigos
A maioria sabe que tive um acidente de viação grave, mas felizmente estou em recuperação e dentro de uns dois meses devo estar totalmente operacional.
Entretento vou ver se recomeço a ganhar vontade de escrever aqui no blog.
Mais uma vez obrigado a todo pelo apoio que me têm dado.
domingo, 25 de fevereiro de 2007
Paragem
Espero regressar brevemente com o mesmo espírito de sempre
Esperança
Mesmo quando faço tudo ao contrário do que sinto,
Lembro-me que se a chama existe
Poderei sempre reencontrar o caminho de regresso.
Basta a força de vontade para me encher de coragem
E assumir a mudança do que mal em mim está.
Quando for o homem novo poderei reencontrar
Aquilo que agora me parece perdido
E se for esse homem melhor, então
Encontrarei o meu verdadeiro amor.
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007
Consciência
Marcado pelos erros cometidos.
Amar tem um só sentido,
Viver a paixão dia-a-dia.
Um dia acordei e vi
Que tudo à volta desabava.
Corri sozinho a vida.
Desisti quando devia lutar.
Olho para trás e vejo
A oportunidade perdida.
Dúvidas tive no que senti,
Hoje sei bem o que sinto.
Foi a ti que eu sempre amei.
É a ti que até ao fim amarei.
domingo, 18 de fevereiro de 2007
Sultans Of Swing
sábado, 17 de fevereiro de 2007
Até Quando?...
ATÉ QUANDO
Não adianta olhar pro céu com muita fé e pouca luta
Levanta aí que você tem muito protesto pra fazer e muita greve
Você pode e você deve, pode crer
Não adianta olhar pro chão, virar a cara pra não ver
Se liga aí que te botaram numa cruz e só porque Jesus sofreu
Num quer dizer que você tenha que sofrer
Até quando você vai ficar usando rédia
Rindo da própria tragédia?
Até quando você vai ficar usando rédia
Pobre, rico ou classe média?
Até quando você vai levar cascudo mudo?
Muda, muda essa postura
Até quando você vai ficando mudo?
Muda que o medo é um modo de fazer censura
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ser saco de pancada?
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ser saco de pancada?
Você tenta ser feliz, não vê que é deprimente
Seu filho sem escola, seu velho tá sem dente
Você tenta ser contente, não vê que é revoltante
Você tá sem emprego e sua filha tá gestante
Você se faz de surdo, não vê que é absurdo
Você que é inocente foi preso em flagrante
É tudo flagrante
É tudo flagrante
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ser saco de pancada?
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ser saco de pancada?
A polícia matou o estudante
Falou que era bandido, chamou de traficante
A justiça prendeu o pé-rapado
Soltou o deputado e absolveu os PM's de Vigário
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ser saco de pancada?
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ser saco de pancada?
A polícia só existe pra manter você na lei
Lei do silêncio, lei do mais fraco:
Ou aceita ser um saco de pancada ou vai pro saco
A programação existe pra manter você na frente
Na frente da TV, que é pra te entreter
Que pra você não ver que programado é você
Acordo num tenho trabalho, procuro trabalho, quero trabalhar
O cara me pede diploma, num tenho diploma, num pude estudar
E querem q'eu seja educado, q'eu ande arrumado q'eu saiba falar
Aquilo que o mundo me pede não é o que o mundo me dá
Consigo emprego, começo o emprego, me mato de tanto ralar
Acordo bem cedo, não tenho sossego nem tempo pra raciocinar
Não peço arrego mas na hora que chego só fico no mesmo lugar
Brinquedo que o filho me pede num tenho dinheiro pra dar
Escola, esmola
Favela, cadeia
Sem terra, enterra
Sem renda, se renda. Não, não
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ser saco de pancada?
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ser saco de pancada?
Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente
A gente muda o mundo na mudança da mente
E quando a mente muda a gente anda pra frente
E quando a gente manda ninguém manda na gente
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doeça sem cura
Na mudança de postura a gente fica mais seguro
Na mudança do presente a gente molda o futuro
Até quando você vai levando porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai ficar de saco de pancada?
Até quando você vai levando?
Thank You
I know that most of you can't read in portuguese, so I want that you all know that I appreciate your friendship.
You all will be always in my heart.
We have a wonderful world, so we only need to make a better mankind. This is my utopia and my contradiction.
Thank you all for your friendship.
sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007
Same Old Blues
Solidariedade com Dionisio Pereira
Uma vez mais um muito obrigado ao João Tunes do Água Lisa que, atento como sempre, nos alertou para o facto de, mesmo nos países ditos democráticos, se fazem atentados contra os que defendem a liberdade de expressão. mas felizmente que muitos, tal como Dionisio Pereira, não calam, nem apagam, a memória do passado.
Ver aqui.
Combate Final
Venhas de mansinho ou com estrondo.
Amanhã ou ainda hoje, pouco importa.
Aqui, à espera de ti estarei
Olhos nos olhos te fitarei.
Tu dás-me a morte eu dou-te a vida.
Quem fica a perder?
Não sei.
Só sei que será o fim.
quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007
Fácil de Entender
Depois da idiotice do vídeo anterior, tinha de colocar algo diferente para ajudar, a mim e a vocês, a varrer tanto esterco para o caixote do lixo. Obrigado pela ajuda The Gift.
Grunhices
Como é possível que haja canais de televisão que dêem tempo de antena a este tipo de idiotices? É que nem no tasco da esquina, ou mesmo na TVI, dá para ouvir este tipo de conversas.
Isto só é possível porque há muita gente que, tal como a avestruz, tem o cérebro mais pequeno do que os olhos.
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007
Uma questão de fôlego
Numas nos buracos caindo,
Noutras obstáculos saltando.
Mas quando chega a exaustão
Caminho com o fôlego do coração.
terça-feira, 13 de fevereiro de 2007
Luís Filipe quê?...
Quando foi referendada a Constituição de 1933, Salazar determinou que as abstenções seriam contabilizadas como votos a favor, pois a oposição democrática apelou à população para se abster da farsa de referendo proposto por Salazar.
O Senhor Luís Filipe às vezes tem umas reminescências engraçadas, mas descabidas e tolas, daí ter concluído que somando os votos do não com as abstenções o sim perdeu porque 80% da população não disse explicitamente que pretendia despenalizar a IVG. É evidente que se lamenta o elevado número de abstenções, mas daí até tirar este tipo de conclusões primárias vai a distância que medeia entre a inteligência e a estupidez.
Nem comento o que diz sobre Sócrates, porque depois de uma idiotice tão grande quem quer saber a sua opinião sobre o Pinóquio?
Balha-nos deus, digo, valha-nos deus que ainda resta uma mente brilhante e esclarecida para nos tirar todas as dúvidas.
E mais não digo, que nem vale a pena perder tempo com tão importante senhor.
Podem confirmar as declarações de Luís Filipe Menezes no seu próprio blog.
Voto por mim ou pelo senhor doutor?
Depois do choque dos resultados do referendo do passado dia 11, sim porque eu fiquei chocado com o facto de só terem votado pouco mais de 40% dos portugueses. Bem chocado é como quem diz, já estou habituado, senão vejamos: durante décadas os portugueses foram ensinados a abdicar de pensar, a serem obdientes porque o chefe tratava de tudo. Mesmo depois da boa hora em que um punhado de portugueses mais resoluto, sem se preocupar em discutir o sexo dos anjos, resolveu mandar o chefe embora, os outros, a maioria, ficaram com a matriz da chapelada.
É que nas outras eleições sempre se trata de votar para o emprego do senhor doutor lá da santa terrinha, tudo bem, mas agora nestes referendos...
Ora sendo assim, aí vão eles, todos afoitos, a correr para as urnas a deitar o seu votinho, às vezes o da família toda, para dar ao dito cujo o empreguinho que ele tanto precisa. É claro que... depois pode precisar dele para lhe pedir um emprestimozito, ou um empregozito para o rebento ou até para lhe arranjar um desmanchozito por causa daquele azar que teve com a Maria, a filha da cunhada. Mas que chatice.
Agora quando é para tomar uma decisão, para dar a cara, para assumir uma posição, isso é que não, só se for no futebol (que é a coisa mais séria que existe no País) ou se o senhor doutor pedir: - Oh Manel vai lá votar, que eu preciso do teu voto e deus nosso senhor agradece, lembra-te dos ensinamentos do teu pai que sempre te disse que devias obedecer aos poderosos e ser temente a deus.
Ora bolas Manel. Acorda Manel! Estes gajos estão a comer-te as papas na cabeça. Deixa de pensar no teu mundo pequeno, pequenino, que o teu umbigo não é o centro do Universo.
Vota por ti Manel. Acorda Manel! Acorda Maria! Olha para lá do horizonte. Participa! Torna-te um cidadão não um súbdito.
NOTA: Não pretendo discriminar as zonas rurais das urbanas, o interior do litoral, apenas peguei em algumas imagens de infância de um País que remava contra a maré, porque maneis, marias e senhores doutores havia e há por todo o lado e chapeladas também. Apenas pretendi desmascarar uma situação: a incapacidade de muitos portugueses em assumir o destino com as suas próprias mãos.
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007
Dúvida
Com um grande abraço ao meu grande amigo Ferreira dos Santos do Cartoonices.
domingo, 11 de fevereiro de 2007
Referendo
Seja qual for a vossa opinião vão todos votar. Não deixem a decisão para os outros. Aqui a opinião de cada um conta.
Spiritwolf
That's me, Spiritwolf.
sábado, 10 de fevereiro de 2007
Sombras
Em busca dos sentidos.
Derrubando as barreiras
Dos momentos perdidos.
Diamante de Sangue
Leonardo DiCaprio consegue surpreender-me pela segunda vez, deixou de ser aquele puto imberbe para se transformar num verdadeiro actor, Djimon Hounsou é simplesmente soberbo, Jennifer Connelly faz um papel limpo. A história é conhecida, mas toca-nos profundamente. É verdade que, num ou noutro diálogo, se pode ver/ouvir subliminarmente uma pequena mensagem neocolonialista, a qual não é suficientemente forte para manchar as qualidades do filme. Eis pois um filme a não perder.
Que ninguém saia da sala com uma lágrima ao canto do olho. Não se deixem levar pela compaixão, que ninguém encolha os ombros e lamente o mundo em que vive. Saiam revoltados, enojados, repugnados. Saiam com a convicção que está nas mãos de cada um a capacidade para alterar a hipocrisia e a arrogância da moral capitalista. Compreendam que neste mundo globalizado não há ética, não existem valores para além da ganância. Não há cultura ocidental ou cultura oriental ou sequer cultura, o que existe é o poder do dinheiro controlado por uma número apreciável de poderosos onde os políticos desempenham um papel de marionetas e a Humanidade de figurantes.
Sintam revolta.
REVOLTEM-SE!
Saiam e corram pelas ruas e gritem a vossa revolta. Corram com os vendilhões. Partam as montras das ourivesarias e joalharias e destruam o ouro, as jóias, os diamantes. Queimem o dinheiro na praça pública. Deitem fogo aos poços de petróleo. Tomem consciência de que o destino está nas mãos de cada um e que cada um é agente e não reagente. Não prestem atenção a "deuses" e "salvadores" que vos obrigam a desviar o olhar, tentando convencer-vos a não verem o ódio, a miséria, a indignidade, a desumanidade, porque eles, sim eles, os iluminados tratam de tudo.
Não sintam medo! Não temam o castigo! Revoltem-se!
Já vos massificaram, já vos desumanizaram, já vos transformaram em peças que facilmente são substituidas por outras peças ainda mais obedientes.
Sintam nojo, sintam repugnância, sintam a besta humana no seu ninho de serpente e extripem-na enquanto é tempo.
REVOLTEM-SE! REVOLTEM-SE! REVOLTEM-SE!
Despido dos mitos que marcaram a nossa infância e juventude, se hoje me perguntassem qual foi a personalidade marcante do século XX eu só poderia responder: Mahatma Gandhi. Só Gandhi compreendeu onde estava o futuro da Humanidade. Está na hora de pegar no seu exemplo, sem criar novos mitos, porque Gandhi foi um e nós somos cada um, isto é, que Gandhi seja não um modelo, ou um novo mito, mas uma fonte inspiradora sem fundamentalismos.
Nós não precisamos de um Mundo novo. Precisamos de um Homem novo. Um Homem capaz de amar, tolerante e despido de preconceitos. Um Homem livre.
REVOLTEM-SE! Poderá haver revolta mais radical e violenta do que o AMOR?
Então amem e estarão a construir o Homem Novo. De que é que estão à espera? AMEM!
sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007
Coragem? Não! Basta ser autêntico.
Padre em risco de excomunhão
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007
O que faz Falta (para além de avisar a malta)
Preciso de sexo!
Amar.
Preciso de amar!
Sexo até fartar
P’ra poder voltar a amar.
Aos Amigos
Haveria de encontrar,
A amizade que valia
Para não mais acabar.
O Cio
Na tua boca me sacio.
Nas tuas mãos o fogo
Que atormenta o meu cio.
Barreira de Ilusões
Aos que a amar se atrevem.
Atrás de ilusões correm
Os que da vida fogem.
Compromisso de Viver
E não consegues compreender,
É porque sabes que te mentes
Por no compromisso viveres.
Grandes?... Quem?
Que a morte sublimaram.
Maiores são aqueles,
Que no dia-a-dia labutam
domingo, 4 de fevereiro de 2007
SIM!
Voto SIM porque sou pelo direito à escolha livre depois de ponderada decisão.
Voto SIM porque não gosto que decidam por mim.
Voto SIM porque numa questão de consciência não há maiorias.
Profissão versus Paixão
Confusão!
Frustração!
Camaleão!
Paixão!
Emoção!
Sensação!
Inquietação!
E então?
Estranho Mundo
Num Mundo que me é estranho.
Não tenho Deus, nem Pátria, nem Humanidade.
Sou um animal que ferra os dentes no destino.
A vida é virtual.
A vida é um simples parêntesis no nada.
Sou um estranho
Num Mundo que me é estranho.


