Alguém tem de descer de divisão, é a lei do campeonato, desejamos um rápido regresso ao convívio entre os grandes ao Aves e Beira-Mar.
Saudamos a subida à I Divisão de dois clubes com grandes tradições no futebol português: o Leixões (depois de uma prolongada ausência de 17/18 anos) e o Guimarães.
Ser grande ou pequeno está ao alcance de um pequeno gesto.
É tão difícil e ao mesmo tempo tão fácil, basta um pouco de atenção, perceber que não somos os detentores de verdades absolutas, saber que existe sempre outro lado e tentar compreendê-lo. Ter a capacidade de nos pormos, por momentos, no lugar do outro para compreender aquilo que nos parece incompreensível.
Estou feliz, bati no fundo, mas encontrei saída para os problemas que me atormentaram nos últimos meses.
Mesmo nos dias mais negros
Em tempo de solidão
Há sempre que procurar
Uma saída p'rá nossa ilusão
Muitas vezes a cortina do amor não nos deixa ver com clareza a realidade que nos rodeia, muitas vezes temos de bater no fundo, rondar a demência, mas há sempre uma saída.
Agora que pousas a cabeça na almofada e respiras satisfeito quero o teu amor sem sentido nem proveito
Agora que repousas lentamente sigo a curva do teu peito procuro o segredo do teu cheiro
Juntos fomos correndo lado a lado Juntos fomos sofrendo ter amado Amas a vida e eu amo-te a ti
Conta-me histórias daquilo que eu não vi... Conta-me histórias daquilo que eu não vi... Conta-me histórias daquilo que eu não vi... Conta-me histórias daquilo que eu não vi...
Logo acordas e pedes-me um cigarro que eu não fumo sonho planos do futuro
Logo juntas a tua roupa e dizes que a vida está lá fora passou a minha hora... passou a minha hora...
Juntos fomos correndo lado a lado Juntos fomos sofrendo ter amado Amas a vida e eu amo-te a ti
Conta-me histórias daquilo que eu não vi... Conta-me histórias daquilo que eu não vi... Conta-me histórias daquilo que eu não vi... Conta-me histórias daquilo que eu não vi…
Ouvi dizer que o nosso amor acabou... Pois eu não tive a noção do seu fim! Pelo que eu já tentei, eu não vou vê-lo em mim: se eu não tive a noção de ver nascer um homem.
E ao que vejo, tudo foi para ti uma estúpida canção que so eu ouvi! E eu fiquei com tanto para dar! Agora não vais achar nada bem que eu pague a conta em raiva!
E pudesse eu pagar de outra forma... E pudesse eu pagar de outra forma... E pudesse eu pagar de outra forma...
Ouvi dizer que o mundo acaba amanhã, e eu tinha tantos planos p'ra depois! Fui eu quem virou as páginas na pressa de chegar até nós, sem tirar das palavras seu cruel sentido...
Sobre a razão estar certa, resta-me apenas uma razão: e um dia vais ser tu e um homem como tu como eu não fui um dia vou-te ouvir dizer:
E pudesse eu pagar de outra forma... E pudesse eu pagar de outra forma... E pudesse eu pagar de outra forma...
Sei que um dia vais dizer: E pudesse eu pagar de outra forma... E pudesse eu pagar de outra forma... E pudesse eu pagar de outra forma...
A cidade está deserta e alguém escreveu o teu nome em toda a parte: nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas. Em todo o lado essa palavra, repetida ao expoente da loucura! Ora amarga, ora doce... Para nos lembrar que o amor é uma doença, quando nele julgamos ver a nossa cura...
Eu sei que eu tenho um jeito Meio estúpido de ser E de dizer coisas que podem magoar e te ofender Mas cada um tem o seu jeito Todo próprio de amar e de se defender Você me acusa e só me preocupa Agrava mais e mais a minha culpa Eu faço, e desfaço, contrafeito O meu defeito é te amar demais Palavras são palavras E a gente nem percebe o que disse sem querer E o que deixou pra depois Mas o importante é perceber Que a nossa vida em comum Depende só e unicamente de nós dois Eu tento achar um jeito de explicar Você bem que podia me aceitar Eu sei que eu tenho um jeito meio estúpido de ser Mas é assim que eu sei te amar
Só pra dizer que te Amo, Nem sempre encontro o melhor termo, Nem sempre escolho o melhor modo. Devia ser como no cinema, A língua inglesa fica sempre bem E nunca atraiçoa ninguém. O teu mundo está tão perto do meu E o que digo está tão longe, Como o mar está do céu. Só pra dizer que te Amo Não sei porquê este embaraço Que mais parece que só te estimo.
E até nos momentos em que digo que não quero E o que sinto por ti são coisas confusas E até parece que estou a mentir, As palavras custam a sair, Não digo o que estou a sentir, Digo o contrário do que estou a sentir.
O teu mundo está tão perto do meu E o que digo está tão longe, Como o mar está do céu.
E é tão difícil dizer amor, É bem melhor dizê-lo a cantar. Por isso esta noite, fiz esta canção, Para resolver o meu problema de expressão, Pra ficar mais perto, bem mais de perto. Ficar mais perto, bem mais de perto.
Poema: Carlos Tê Canção interpretada por Manuela Azevedo (Clã)
Tardou tanto o dia caer Aquela tarde de Outono. Facer o equipaje e decir adeus As vezes faz entristecer. Levame lonxe à outra beira Que o dia ja vai caer tardo em xegar.
Emilio Cao (cantautor Galego)
Nota: provavelmente este pequeno poema não está escrito em galego correcto, porque o copiei ouvindo a música. Se alguém tiver conhecimento das letras das músicas de Emilio Cao agradeço que me informem, pois já procurei na net e não encontrei nenhuma.
A uma jornada do fim do Campeonato Nacional da I Divisão apenas uma decisão está tomada: a permanência da Académica na I Divisão. Estão de parabéns os adeptos da Briosa e, em particular, o meu amigo Neves da Voz do Seven.
Também aproveito para saudar o regresso à I Divisão do Leixões (ao fim de 18 anos) e do Guimarães.
Só por existir Só por duvidar Tenho duas almas em guerra E sei que nenhuma vai ganhar Só por ter dois sóis Só por hesitar Fiz a cama na encruzilhada E chamei casa a esse lugar
E anda sempre alguém por lá Junto à tempestade Onde os pés não têm chão E as mãos perdem a razão
Só por inventar Só por destruir Tenho as chaves do céu e do inferno E deixo o tempo decidir
E anda sempre alguém por lá Junto à tempestade Onde os pés não têm chão E as mãos perdem a razão
Só por existir Só por duvidar Tenho duas almas em guerra E sei que nenhuma vai ganhar Eu sei que nenhuma vai ganhar
Assim é o amor, uma partilha, consciente ou inconsciente, entre dois seres. Partilha essa que é desinteressada, focada no outro e que se estabelece sem nenhuma regra pré-concebida.
O amor acontece, não se faz, mas alimenta-se. Uma relação a dois está sujeita a um terrível desgaste, quer seja causado pelo dia-a-dia dos próprios amantes, quer seja pela acção consciente ou inconsciente de terceiros, ou até porque o casal deixa, sem ter consciência disso, que os filhos (caso existam) ocupem um lugar entre ambos. Este factores podem influenciar a relação isoladamente ou interagir em simultâneo.
Quero dizer que o amor é delicado e está sujeito a muitas pressões. A vida entre dois amantes é uma luta constante entre manter a chama acesa e a luta contra a rotina e a monotonia. Nem sempre esta luta é fácil e na maioria dos casos as situações de rutura surgem sem que nenhum dos dois tenha sequer tido consciência das causas dessa ruptura.
Quando se atinge o limite só há uma coisa a fazer: verificar se ainda há amor entre ambos e, se há, então ambos têm a obrigação de procurar uma solução em vez de partirem para acusações mútuas que só agravam a situação e que mais tarde podem ter consequências desastrosas. Mas se não existe mais amor por parte de um ou de ambos, então mais vale por ponto final numa vida amargurada e de recriminações, sejam elas mútuas ou unilaterais.
Quando a falta de amor é unilateral a sittuação é mais complicada, porque o lado que ama não sabe como lidar com ela. Neste caso e para preservar a sua sanidade mental, só resta ao que ama transformar o seu sentimento no oposto, pois de outra forma afunda-se na vida.
No entanto há que combater o desânimo, pois é nas situações mais graves que se devem encontrar os novos rumos.
Nelson Mandela foi eleito em 1994 presidente da África do Sul, tornando-se no primeiro negro a assumir a chefia daquele país.
Mandela liderou a transição do regime de minoria branca, o apartheid, para um regime de maioria democrática. Lutador incansável pelos direitos humanos na África do Sul e a nível internacional, Nelson Mandela é uma das figuras mais importantes da história contemporânea.
Em 1963, após doença súbita morre, no Hospital da CUF. Aquilino Ribeiro tinha 78 anos. Comemoravam-se os 50 anos de actividade literária do autor e, nessa mesma data, a censura comunicava à imprensa que não podia falar das homenagens de que estava a ser alvo Aquilino Ribeiro.
Escritor português natural de Carregal de Tabosa, concelho de Sernancelhe, Beira Alta, onde nasceu a 13 de Setembro de 1885.
Aquilino Ribeiro é um dos autores portugueses que está injustamente esquecido, muito lido em vida a sua obra foi sendo sistematicamente esquecida após a sua morte.
Está na altura de recuperar este grande vulto da literatura portuguesa do século XX.
Deixo-vos aqui alguns links com dados biográficos sobre Aqulino Ribeiro:
A vida vai sendo construída passo a passo. O nosso passado está repleto de acções e vivências com as quais temos de lidar no nosso dia-a-dia. Vivemos coisas boas ou más, mas sempre da nossa responsabilidade e das interacções que estabelecemos com os outros: os que amamos, os que desprezamos ou os que nos são indiferentes. Muitas vezes esta relação estabelece-se também com nós próprios, o que nos pode levar ao egocentrismo ou à vitimização.
O passado tem o peso que tem no nosso presente, mas não é o passado que podemos transformar. O passado apenas serve de reflexão para permitir que nos tornemos pessoas melhores. Infelizmente, devido a um certo facilitismo, consciente ou inconsciente, nem sempre aquele nos ajuda nessa reflexão. Desta forma o vivido fica mascarado e a evolução do individuo perde-se. Para que essa reflexão se dê é necessário viver situações limite que nos abalem ao ponto de nos obrigar a fazer uma auto-crítica séria e, a partir daí, construir uma nova realidade.
Não nego que o acaso tenha um papel relevante na construção do futuro, mas os principais agentes da construção da realidade somos nós próprios. Construamos pois um futuro sem certezas nem verdades absolutas, mas baseado na dialética e no amor.
Estamos sempre a tempo de mudar a nossa realidade.
Mesmo quando o Mundo desaba e me sinto perdido, Mesmo quando faço tudo ao contrário do que sinto, Lembro-me que se a chama existe Poderei sempre reencontrar o caminho de regresso.
Basta a força de vontade para me encher de coragem E assumir a mudança do que mal em mim está.
Quando for o homem novo poderei reencontrar Aquilo que agora me parece perdido E se for esse homem melhor, então Encontrarei o meu verdadeiro amor.
Para quê escrever quando outros já o disseram melhor do que alguma vez eu o farei. Obrigado Gabriel por esta magnífica letra. Não se pense que esta realidade só acontece no Brasil ou na América Latina.
ATÉ QUANDO
Não adianta olhar pro céu com muita fé e pouca luta Levanta aí que você tem muito protesto pra fazer e muita greve Você pode e você deve, pode crer
Não adianta olhar pro chão, virar a cara pra não ver Se liga aí que te botaram numa cruz e só porque Jesus sofreu Num quer dizer que você tenha que sofrer
Até quando você vai ficar usando rédia Rindo da própria tragédia? Até quando você vai ficar usando rédia Pobre, rico ou classe média? Até quando você vai levar cascudo mudo? Muda, muda essa postura Até quando você vai ficando mudo? Muda que o medo é um modo de fazer censura
Até quando você vai levando porrada, porrada? Até quando vai ficar sem fazer nada? Até quando você vai levando porrada, porrada? Até quando vai ser saco de pancada?
Até quando você vai levando porrada, porrada? Até quando vai ficar sem fazer nada? Até quando você vai levando porrada, porrada? Até quando vai ser saco de pancada?
Você tenta ser feliz, não vê que é deprimente Seu filho sem escola, seu velho tá sem dente Você tenta ser contente, não vê que é revoltante Você tá sem emprego e sua filha tá gestante Você se faz de surdo, não vê que é absurdo Você que é inocente foi preso em flagrante É tudo flagrante É tudo flagrante
Até quando você vai levando porrada, porrada? Até quando vai ficar sem fazer nada? Até quando você vai levando porrada, porrada? Até quando vai ser saco de pancada?
Até quando você vai levando porrada, porrada? Até quando vai ficar sem fazer nada? Até quando você vai levando porrada, porrada? Até quando vai ser saco de pancada?
A polícia matou o estudante Falou que era bandido, chamou de traficante A justiça prendeu o pé-rapado Soltou o deputado e absolveu os PM's de Vigário
Até quando você vai levando porrada, porrada? Até quando vai ficar sem fazer nada? Até quando você vai levando porrada, porrada? Até quando vai ser saco de pancada?
Até quando você vai levando porrada, porrada? Até quando vai ficar sem fazer nada? Até quando você vai levando porrada, porrada? Até quando vai ser saco de pancada?
A polícia só existe pra manter você na lei Lei do silêncio, lei do mais fraco: Ou aceita ser um saco de pancada ou vai pro saco
A programação existe pra manter você na frente Na frente da TV, que é pra te entreter Que pra você não ver que programado é você
Acordo num tenho trabalho, procuro trabalho, quero trabalhar O cara me pede diploma, num tenho diploma, num pude estudar E querem q'eu seja educado, q'eu ande arrumado q'eu saiba falar Aquilo que o mundo me pede não é o que o mundo me dá
Consigo emprego, começo o emprego, me mato de tanto ralar Acordo bem cedo, não tenho sossego nem tempo pra raciocinar Não peço arrego mas na hora que chego só fico no mesmo lugar Brinquedo que o filho me pede num tenho dinheiro pra dar
Escola, esmola Favela, cadeia Sem terra, enterra Sem renda, se renda. Não, não
Até quando você vai levando porrada, porrada? Até quando vai ficar sem fazer nada? Até quando você vai levando porrada, porrada? Até quando vai ser saco de pancada?
Até quando você vai levando porrada, porrada? Até quando vai ficar sem fazer nada? Até quando você vai levando porrada, porrada? Até quando vai ser saco de pancada?
Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente A gente muda o mundo na mudança da mente E quando a mente muda a gente anda pra frente E quando a gente manda ninguém manda na gente
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doeça sem cura Na mudança de postura a gente fica mais seguro Na mudança do presente a gente molda o futuro
Até quando você vai levando porrada? Até quando vai ficar sem fazer nada? Até quando você vai ficar de saco de pancada? Até quando você vai levando?
Também eu estou solidário com o historiador galego Dionisio Pereira.
Uma vez mais um muito obrigado ao João Tunes do Água Lisa que, atento como sempre, nos alertou para o facto de, mesmo nos países ditos democráticos, se fazem atentados contra os que defendem a liberdade de expressão. mas felizmente que muitos, tal como Dionisio Pereira, não calam, nem apagam, a memória do passado.
Depois da idiotice do vídeo anterior, tinha de colocar algo diferente para ajudar, a mim e a vocês, a varrer tanto esterco para o caixote do lixo. Obrigado pela ajuda The Gift.
Como é possível que haja canais de televisão que dêem tempo de antena a este tipo de idiotices? É que nem no tasco da esquina, ou mesmo na TVI, dá para ouvir este tipo de conversas.
Isto só é possível porque há muita gente que, tal como a avestruz, tem o cérebro mais pequeno do que os olhos.
Este senhor é um génio carago... Deve ter andado a ler apressadamente os manuais do botas e tal como ele transforma a abstenção em botos, digo, votos a favor.
Quando foi referendada a Constituição de 1933, Salazar determinou que as abstenções seriam contabilizadas como votos a favor, pois a oposição democrática apelou à população para se abster da farsa de referendo proposto por Salazar.
O Senhor Luís Filipe às vezes tem umas reminescências engraçadas, mas descabidas e tolas, daí ter concluído que somando os votos do não com as abstenções o sim perdeu porque 80% da população não disse explicitamente que pretendia despenalizar a IVG. É evidente que se lamenta o elevado número de abstenções, mas daí até tirar este tipo de conclusões primárias vai a distância que medeia entre a inteligência e a estupidez.
Nem comento o que diz sobre Sócrates, porque depois de uma idiotice tão grande quem quer saber a sua opinião sobre o Pinóquio?
Balha-nos deus, digo, valha-nos deus que ainda resta uma mente brilhante e esclarecida para nos tirar todas as dúvidas.
E mais não digo, que nem vale a pena perder tempo com tão importante senhor.
Podem confirmar as declarações de Luís Filipe Menezes no seu próprio blog.
Já estamos no dia seguinte ao dia seguinte do referendo. O que quer dizer que a pílula do dia seguinte, provavelmente, já não faz efeito.
Depois do choque dos resultados do referendo do passado dia 11, sim porque eu fiquei chocado com o facto de só terem votado pouco mais de 40% dos portugueses. Bem chocado é como quem diz, já estou habituado, senão vejamos: durante décadas os portugueses foram ensinados a abdicar de pensar, a serem obdientes porque o chefe tratava de tudo. Mesmo depois da boa hora em que um punhado de portugueses mais resoluto, sem se preocupar em discutir o sexo dos anjos, resolveu mandar o chefe embora, os outros, a maioria, ficaram com a matriz da chapelada.
É que nas outras eleições sempre se trata de votar para o emprego do senhor doutor lá da santa terrinha, tudo bem, mas agora nestes referendos...
Ora sendo assim, aí vão eles, todos afoitos, a correr para as urnas a deitar o seu votinho, às vezes o da família toda, para dar ao dito cujo o empreguinho que ele tanto precisa. É claro que... depois pode precisar dele para lhe pedir um emprestimozito, ou um empregozito para o rebento ou até para lhe arranjar um desmanchozito por causa daquele azar que teve com a Maria, a filha da cunhada. Mas que chatice.
Agora quando é para tomar uma decisão, para dar a cara, para assumir uma posição, isso é que não, só se for no futebol (que é a coisa mais séria que existe no País) ou se o senhor doutor pedir: - Oh Manel vai lá votar, que eu preciso do teu voto e deus nosso senhor agradece, lembra-te dos ensinamentos do teu pai que sempre te disse que devias obedecer aos poderosos e ser temente a deus.
Ora bolas Manel. Acorda Manel! Estes gajos estão a comer-te as papas na cabeça. Deixa de pensar no teu mundo pequeno, pequenino, que o teu umbigo não é o centro do Universo.
Vota por ti Manel. Acorda Manel! Acorda Maria! Olha para lá do horizonte. Participa! Torna-te um cidadão não um súbdito.
NOTA: Não pretendo discriminar as zonas rurais das urbanas, o interior do litoral, apenas peguei em algumas imagens de infância de um País que remava contra a maré, porque maneis, marias e senhores doutores havia e há por todo o lado e chapeladas também. Apenas pretendi desmascarar uma situação: a incapacidade de muitos portugueses em assumir o destino com as suas próprias mãos.
Ontem fui ao cinema e, um pouco ao acaso, escolhi ver DIAMANTE DE SANGUE, um filme de Edward Zwick. Foi uma agradável surpresa.
Leonardo DiCaprio consegue surpreender-me pela segunda vez, deixou de ser aquele puto imberbe para se transformar num verdadeiro actor, Djimon Hounsou é simplesmente soberbo, Jennifer Connelly faz um papel limpo. A história é conhecida, mas toca-nos profundamente. É verdade que, num ou noutro diálogo, se pode ver/ouvir subliminarmente uma pequena mensagem neocolonialista, a qual não é suficientemente forte para manchar as qualidades do filme. Eis pois um filme a não perder.
Que ninguém saia da sala com uma lágrima ao canto do olho. Não se deixem levar pela compaixão, que ninguém encolha os ombros e lamente o mundo em que vive. Saiam revoltados, enojados, repugnados. Saiam com a convicção que está nas mãos de cada um a capacidade para alterar a hipocrisia e a arrogância da moral capitalista. Compreendam que neste mundo globalizado não há ética, não existem valores para além da ganância. Não há cultura ocidental ou cultura oriental ou sequer cultura, o que existe é o poder do dinheiro controlado por uma número apreciável de poderosos onde os políticos desempenham um papel de marionetas e a Humanidade de figurantes.
Sintam revolta.
REVOLTEM-SE!
Saiam e corram pelas ruas e gritem a vossa revolta. Corram com os vendilhões. Partam as montras das ourivesarias e joalharias e destruam o ouro, as jóias, os diamantes. Queimem o dinheiro na praça pública. Deitem fogo aos poços de petróleo. Tomem consciência de que o destino está nas mãos de cada um e que cada um é agente e não reagente. Não prestem atenção a "deuses" e "salvadores" que vos obrigam a desviar o olhar, tentando convencer-vos a não verem o ódio, a miséria, a indignidade, a desumanidade, porque eles, sim eles, os iluminados tratam de tudo.
Não sintam medo! Não temam o castigo! Revoltem-se!
Já vos massificaram, já vos desumanizaram, já vos transformaram em peças que facilmente são substituidas por outras peças ainda mais obedientes.
Sintam nojo, sintam repugnância, sintam a besta humana no seu ninho de serpente e extripem-na enquanto é tempo.
REVOLTEM-SE! REVOLTEM-SE! REVOLTEM-SE!
Despido dos mitos que marcaram a nossa infância e juventude, se hoje me perguntassem qual foi a personalidade marcante do século XX eu só poderia responder: Mahatma Gandhi. Só Gandhi compreendeu onde estava o futuro da Humanidade. Está na hora de pegar no seu exemplo, sem criar novos mitos, porque Gandhi foi um e nós somos cada um, isto é, que Gandhi seja não um modelo, ou um novo mito, mas uma fonte inspiradora sem fundamentalismos.
Nós não precisamos de um Mundo novo. Precisamos de um Homem novo. Um Homem capaz de amar, tolerante e despido de preconceitos. Um Homem livre.
REVOLTEM-SE! Poderá haver revolta mais radical e violenta do que o AMOR?
Então amem e estarão a construir o Homem Novo. De que é que estão à espera? AMEM!