terça-feira, 22 de maio de 2007

Uma Questão de Perspectiva



Obrigado ao Cartoonices pela cedência do boneco.

Diabo no Corpo

Corpo,
Como um mapa sagrado,
Em ti desenho o pecado.
Escrevo o mundo no meu
Corpo,
Com um toque divino,
Faço da pele o destino.
Sente nas mãos este meu
Corpo,
Uma estátua ardente,
E a cada toque teu,

Até a passerelle devagar
Se vai abrir por ti,
E toda a música que ouvires
Irá ser por existires
Sempre que digo:

Uhuuu, tenho o Diabo no Corpo,
Uhuuu, tenho o Diabo no Corpo.

Leva o meu
Corpo,
Por um momento eterno,
Fazes-me a vida um inferno.
Escondo um louco no meu
Corpo,
Um infinito prazer,
Por isso: "Qu'est-ce qu'on va faire?".
Só tenho tempo para o meu Corpo,
Como uma sombra inquieta,
E nessa voz discreta,

Até a passerelle devagar
Se vai abrir por ti,
E toda a música que ouvires
Irá ser por existires
Sempre que digo:

Uhuuu, tenho o Diabo no Corpo,
Uhuuu, tenho o Diabo no Corpo.


Letra: Pedro Abrunhosa
Intérpretes: Pedro Abrunhosa e Lenine

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Fantasmas? Não Obrigado!

Foi também aqui, ou melhor, foi principalmente junto dos meus filhos, que encontrei as forças necessárias para combater a adversidade e a demência.

Obrigado meus filhos!

Eu amo-vos e é nesse amor que me refugiarei sempre, assim como serei sempre porto de abrigo para qualquer um de vocês os três.




Clicar aqui para ler: FANTASMAS



PEDRO ABRUNHOSA: "Quem me leva os meus Fantasmas"

CAMPEÕES!!!



Parabéns ao Dragão pelo seu 22º título nacional.

Alguém tem de descer de divisão, é a lei do campeonato, desejamos um rápido regresso ao convívio entre os grandes ao Aves e Beira-Mar.

Saudamos a subida à I Divisão de dois clubes com grandes tradições no futebol português: o Leixões (depois de uma prolongada ausência de 17/18 anos) e o Guimarães.

O Tamanho das Pessoas

Ser grande ou pequeno está ao alcance de um pequeno gesto.

É tão difícil e ao mesmo tempo tão fácil, basta um pouco de atenção, perceber que não somos os detentores de verdades absolutas, saber que existe sempre outro lado e tentar compreendê-lo. Ter a capacidade de nos pormos, por momentos, no lugar do outro para compreender aquilo que nos parece incompreensível.

O Tamanho das Pessoas
(ficheiro pps)

domingo, 20 de maio de 2007

Luz ao Fundo do Túnel

Estou feliz, bati no fundo, mas encontrei saída para os problemas que me atormentaram nos últimos meses.

Mesmo nos dias mais negros
Em tempo de solidão
Há sempre que procurar
Uma saída p'rá nossa ilusão

Muitas vezes a cortina do amor não nos deixa ver com clareza a realidade que nos rodeia, muitas vezes temos de bater no fundo, rondar a demência, mas há sempre uma saída.

O caminho faz-se caminhando.

(ficheiro pps)

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Ser Solidário



Ser solidário assim pr’além da vida
Por dentro da distância percorrida
Fazer de cada perda uma raiz
E improvavelmente ser feliz

De como aqui chegar não é mister
Contar o que já sabe quem souber
O estrume em que germina a ilusão
Fecundará por certo esta canção

Ser solidário assim tão longe e perto
No coração de mim por mim aberto
Amando a inquietação que permanece
Pr’além da inquietação que me apetece

De como aqui chegar nada direi
Senão que tu já sentes o que eu sei
Apenas o momento do teu sonho
No amor intemporal que nos proponho

Ser solidário sim, por sobre a morte
Que depois dela só o tempo é forte
E a morte nunca o tempo a redime
Mas sim o amor dos homens que se exprime

De como aqui chegar não vale a pena
Já que a moral da história é tão pequena
Que nunca por vingança eu te daria
No ventre das canções sabedoria

José Mário Branco

terça-feira, 15 de maio de 2007

O Olhar do Lobo


Conta-me Histórias



Agora que pousas a cabeça
na almofada e respiras satisfeito
quero o teu amor sem sentido nem proveito

Agora que repousas
lentamente sigo a curva do teu peito
procuro o segredo do teu cheiro

Juntos fomos correndo lado a lado
Juntos fomos sofrendo ter amado
Amas a vida
e eu amo-te a ti

Conta-me histórias daquilo que eu não vi...
Conta-me histórias daquilo que eu não vi...
Conta-me histórias daquilo que eu não vi...
Conta-me histórias daquilo que eu não vi...

Logo acordas
e pedes-me um cigarro que eu não fumo
sonho planos do futuro

Logo juntas a tua roupa
e dizes que a vida está lá fora
passou a minha hora...
passou a minha hora...

Juntos fomos correndo lado a lado
Juntos fomos sofrendo ter amado
Amas a vida
e eu amo-te a ti

Conta-me histórias daquilo que eu não vi...
Conta-me histórias daquilo que eu não vi...
Conta-me histórias daquilo que eu não vi...
Conta-me histórias daquilo que eu não vi…


Xutos & Pontapés

Acidentes de Trabalho


Ouvi Dizer

Ouvi dizer que o nosso amor acabou...
Pois eu não tive a noção do seu fim!
Pelo que eu já tentei,
eu não vou vê-lo em mim:
se eu não tive a noção de ver nascer um homem.

E ao que vejo, tudo foi para ti
uma estúpida canção que so eu ouvi!
E eu fiquei com tanto para dar!
Agora não vais achar nada bem
que eu pague a conta em raiva!

E pudesse eu pagar de outra forma...
E pudesse eu pagar de outra forma...
E pudesse eu pagar de outra forma...

Ouvi dizer que o mundo acaba amanhã,
e eu tinha tantos planos p'ra depois!
Fui eu quem virou as páginas
na pressa de chegar até nós,
sem tirar das palavras seu cruel sentido...

Sobre a razão estar certa,
resta-me apenas uma razão:
e um dia vais ser tu
e um homem como tu
como eu não fui
um dia vou-te ouvir dizer:

E pudesse eu pagar de outra forma...
E pudesse eu pagar de outra forma...
E pudesse eu pagar de outra forma...

Sei que um dia vais dizer:
E pudesse eu pagar de outra forma...
E pudesse eu pagar de outra forma...
E pudesse eu pagar de outra forma...

A cidade está deserta
e alguém escreveu o teu nome em toda a parte:
nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas.
Em todo o lado essa palavra,
repetida ao expoente da loucura!
Ora amarga, ora doce...
Para nos lembrar que o amor é uma doença,
quando nele julgamos ver a nossa cura...


Ornatos Violeta

George Lucas

Nasce, em 1944, o cineasta norte-americano George Lucas.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Um Jeito Estúpido de te Amar

Eu sei que eu tenho um jeito
Meio estúpido de ser
E de dizer coisas que podem magoar e te ofender
Mas cada um tem o seu jeito
Todo próprio de amar e de se defender
Você me acusa e só me preocupa
Agrava mais e mais a minha culpa
Eu faço, e desfaço, contrafeito
O meu defeito é te amar demais
Palavras são palavras
E a gente nem percebe o que disse sem querer
E o que deixou pra depois
Mas o importante é perceber
Que a nossa vida em comum
Depende só e unicamente de nós dois
Eu tento achar um jeito de explicar
Você bem que podia me aceitar
Eu sei que eu tenho um jeito meio estúpido de ser
Mas é assim que eu sei te amar


Maria Bethânia

Problema de Expressão

Só pra dizer que te Amo,
Nem sempre encontro o melhor termo,
Nem sempre escolho o melhor modo.

Devia ser como no cinema,

A língua inglesa fica sempre bem
E nunca atraiçoa ninguém.

O teu mundo está tão perto do meu

E o que digo está tão longe,
Como o mar está do céu.

Só pra dizer que te Amo

Não sei porquê este embaraço
Que mais parece que só te estimo.

E até nos momentos em que digo que não quero
E o que sinto por ti são coisas confusas
E até parece que estou a mentir,
As palavras custam a sair,
Não digo o que estou a sentir,
Digo o contrário do que estou a sentir.

O teu mundo está tão perto do meu
E o que digo está tão longe,
Como o mar está do céu.

E é tão difícil dizer amor,
É bem melhor dizê-lo a cantar.
Por isso esta noite, fiz esta canção,
Para resolver o meu problema de expressão,
Pra ficar mais perto, bem mais de perto.
Ficar mais perto, bem mais de perto.

Poema: Carlos Tê
Canção interpretada por Manuela Azevedo (Clã)

Inquietação

A contas com o bem que tu me fazes
A contas com o mal por que passei
Com tantas guerras que travei
Já não sei fazer as pazes

São flores aos milhões entre ruínas
Meu peito feito campo de batalha
Cada alvorada que me ensinas
Oiro em pó que o vento espalha

Cá dentro inquietação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer
Qualquer coisa que eu devia perceber
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Ensinas-me fazer tantas perguntas
Na volta das respostas que eu trazia
Quantas promessas eu faria
Se as cumprisse todas juntas

Não largues esta mão no torvelinho
Pois falta sempre pouco para chegar
Eu não meti o barco ao mar
Pra ficar pelo caminho

Cá dentro inqueitação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer
Qualquer coisa que eu devia perceber
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Cá dentro inqueitação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Mas sei
É que não sei ainda

Há sempre qualquer coisa que eu tenho que fazer
Qualquer coisa que eu devia resolver
Porquê, não sei
Mas sei
Que essa coisa é que é linda

José Mário Branco

Lembra-me um Sonho Lindo

Lembra-me um sonho lindo
quase acabado,
lembra-me um céu aberto
outro fechado

Estala-me a veia em sangue
estrangulada,
estoira num peito um grito,
à desfilada

Canta rouxinol canta
não me dês penas,
cresce girassol cresce
entre açucenas

Afaga-me o corpo todo
se te pertenço,
rasga-me o vento ardendo
em fumos de incenso

Lembra-me um sonho lindo
quase acabado,
lembra-me um céu aberto
outro fechado

Estala-me a veia em sangue
estrangulada,
estoira num peito um grito,
à desfilada

Ai como eu te quero,
ai de madrugada,
ai alma da terra,
ai linda, assim deitada

Ai como eu te amo,
ai tão sossegada,
ai beijo-te o corpo,
ai seara, tão desejada

Fausto

Lévame Lonxe

Tardou tanto o dia caer
Aquela tarde de Outono.
Facer o equipaje e decir adeus
As vezes faz entristecer.
Levame lonxe à outra beira
Que o dia ja vai caer tardo em xegar.

Emilio Cao (cantautor Galego)

Nota: provavelmente este pequeno poema não está escrito em galego correcto, porque o copiei ouvindo a música. Se alguém tiver conhecimento das letras das músicas de Emilio Cao agradeço que me informem, pois já procurei na net e não encontrei nenhuma.

A música galega no novo estatuto da autonomia:

Decisões

A uma jornada do fim do Campeonato Nacional da I Divisão apenas uma decisão está tomada: a permanência da Académica na I Divisão. Estão de parabéns os adeptos da Briosa e, em particular, o meu amigo Neves da Voz do Seven.

Também aproveito para saudar o regresso à I Divisão do Leixões (ao fim de 18 anos) e do Guimarães.

domingo, 13 de maio de 2007

Só por existir
Só por duvidar
Tenho duas almas em guerra
E sei que nenhuma vai ganhar

Só por ter dois sóis
Só por hesitar
Fiz a cama na encruzilhada
E chamei casa a esse lugar

E anda sempre alguém por lá
Junto à tempestade
Onde os pés não têm chão
E as mãos perdem a razão

Só por inventar
Só por destruir
Tenho as chaves do céu e do inferno
E deixo o tempo decidir

E anda sempre alguém por lá
Junto à tempestade
Onde os pés não têm chão
E as mãos perdem a razão

Só por existir Só por duvidar
Tenho duas almas em guerra
E sei que nenhuma vai ganhar
Eu sei que nenhuma vai ganhar


Jorge Palma

Marquês de Pombal

Nasce, em 1699, Sebastião José de Carvalho e Melo, mais conhecido como Marquês de Pombal. Foi um estadista português adepto do despotismo esclarecido.

sábado, 12 de maio de 2007

Manuel Alegre

Nasce em Águeda , em 1936, o poeta e político português Manuel Alegre.

Trova do Vento que Passa

Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.

Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.

Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.

Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.

Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio - é tudo o que tem
quem vive na servidão.

Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.

E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.

Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.

Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).

Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.

E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.

Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.

E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.

Quatro folhas tem o trevo
liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de sevidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

Poema: Manuel Alegre
Interprete: Adriano Correia de Oliveira


sexta-feira, 11 de maio de 2007

Dar e Receber

Assim é o amor, uma partilha, consciente ou inconsciente, entre dois seres. Partilha essa que é desinteressada, focada no outro e que se estabelece sem nenhuma regra pré-concebida.

O amor acontece, não se faz, mas alimenta-se. Uma relação a dois está sujeita a um terrível desgaste, quer seja causado pelo dia-a-dia dos próprios amantes, quer seja pela acção consciente ou inconsciente de terceiros, ou até porque o casal deixa, sem ter consciência disso, que os filhos (caso existam) ocupem um lugar entre ambos. Este factores podem influenciar a relação isoladamente ou interagir em simultâneo.

Quero dizer que o amor é delicado e está sujeito a muitas pressões. A vida entre dois amantes é uma luta constante entre manter a chama acesa e a luta contra a rotina e a monotonia. Nem sempre esta luta é fácil e na maioria dos casos as situações de rutura surgem sem que nenhum dos dois tenha sequer tido consciência das causas dessa ruptura.

Quando se atinge o limite só há uma coisa a fazer: verificar se ainda há amor entre ambos e, se há, então ambos têm a obrigação de procurar uma solução em vez de partirem para acusações mútuas que só agravam a situação e que mais tarde podem ter consequências desastrosas. Mas se não existe mais amor por parte de um ou de ambos, então mais vale por ponto final numa vida amargurada e de recriminações, sejam elas mútuas ou unilaterais.

Quando a falta de amor é unilateral a sittuação é mais complicada, porque o lado que ama não sabe como lidar com ela. Neste caso e para preservar a sua sanidade mental, só resta ao que ama transformar o seu sentimento no oposto, pois de outra forma afunda-se na vida.

No entanto há que combater o desânimo, pois é nas situações mais graves que se devem encontrar os novos rumos.

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Nelson Mandela

Nelson Mandela foi eleito em 1994 presidente da África do Sul, tornando-se no primeiro negro a assumir a chefia daquele país.

Mandela liderou a transição do regime de minoria branca, o apartheid, para um regime de maioria democrática. Lutador incansável pelos direitos humanos na África do Sul e a nível internacional, Nelson Mandela é uma das figuras mais importantes da história contemporânea.

terça-feira, 8 de maio de 2007

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Aquilino Ribeiro

Em 1963, após doença súbita morre, no Hospital da CUF. Aquilino Ribeiro tinha 78 anos.
Comemoravam-se os 50 anos de actividade literária do autor e, nessa mesma data, a censura comunicava à imprensa que não podia falar das homenagens de que estava a ser alvo Aquilino Ribeiro.

Escritor português natural de Carregal de Tabosa, concelho de Sernancelhe, Beira Alta, onde nasceu a 13 de Setembro de 1885.

Aquilino Ribeiro é um dos autores portugueses que está injustamente esquecido, muito lido em vida a sua obra foi sendo sistematicamente esquecida após a sua morte.

Está na altura de recuperar este grande vulto da literatura portuguesa do século XX.

Deixo-vos aqui alguns links com dados biográficos sobre Aqulino Ribeiro:

Figuras da Cultura Portuguesa
Aquilino Ribeiro
As pessoas são a sua região (por lapso neste site é indicada como data da morte de Aquilino Ribeiro 27 de Maio e não 7 de Maio)
Literatura Portuguesa

A vida somos nós que a fazemos. O homem passa metade da existência a tornar a outra metade miserável.
in "A Via Sinuosa"

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Encruzilhadas

A vida vai sendo construída passo a passo. O nosso passado está repleto de acções e vivências com as quais temos de lidar no nosso dia-a-dia. Vivemos coisas boas ou más, mas sempre da nossa responsabilidade e das interacções que estabelecemos com os outros: os que amamos, os que desprezamos ou os que nos são indiferentes. Muitas vezes esta relação estabelece-se também com nós próprios, o que nos pode levar ao egocentrismo ou à vitimização.

O passado tem o peso que tem no nosso presente, mas não é o passado que podemos transformar. O passado apenas serve de reflexão para permitir que nos tornemos pessoas melhores. Infelizmente, devido a um certo facilitismo, consciente ou inconsciente, nem sempre aquele nos ajuda nessa reflexão. Desta forma o vivido fica mascarado e a evolução do individuo perde-se. Para que essa reflexão se dê é necessário viver situações limite que nos abalem ao ponto de nos obrigar a fazer uma auto-crítica séria e, a partir daí, construir uma nova realidade.

Não nego que o acaso tenha um papel relevante na construção do futuro, mas os principais agentes da construção da realidade somos nós próprios. Construamos pois um futuro sem certezas nem verdades absolutas, mas baseado na dialética e no amor.

Estamos sempre a tempo de mudar a nossa realidade.

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Portugal

Oh muse ma complice
Petite sœur d'exil
Tu as les cicatrices
D'un 21 avril

Mais ne sois pas sévère
Pour ceux qui t'ont déçue
De n'avoir rien pu faire
Ou de n'avoir jamais su

A ceux qui ne croient plus
Voir s'accomplir leur idéal
Dis leur qu'un œillet rouge
A fleuri au Portugal

On crucifie l'Espagne
On torture au Chili
La guerre du Viêt-Nam
Continue dans l'oubli

Aux quatre coins du monde
Des frères ennemis
S'expliquent par les bombes
Par la fureur et le bruit

A ceux qui ne croient plus
Voir s'accomplir leur idéal
Dis leur qu'un œillet rouge
À fleuri au Portugal

Pour tous les camarades
Pourchassés dans les villes
Enfermés dans les stades
Déportés dans les îles

Oh muse ma compagne
Ne vois-tu rien venir
Je vois comme une flamme
Qui éclaire l'avenir

A ceux qui ne croient plus
Voir s'accomplir leur idéal
Dis leur qu'un œillet rouge
À fleuri au Portugal

Débouche une bouteille
Prends ton accordéon
Que de bouche à oreille
S'envole ta chanson

Car enfin le soleil
Réchauffe les pétales
De mille fleurs vermeilles
En avril au Portugal

Et cette fleur nouvelle
Qui fleurit au Portugal
C'est peut-être la fin
D'un empire colonial

Et cette fleur nouvelle
Qui fleurit au Portugal
C'est peut-être la fin
D'un empire colonial

Autor: Georges Moustaki

terça-feira, 24 de abril de 2007

Aos Amigos

A todos o meu profundo agradecimento pelas preocupações e pelo apoio que me têm dado neste momento difícil.

A maioria sabe que tive um acidente de viação grave, mas felizmente estou em recuperação e dentro de uns dois meses devo estar totalmente operacional.

Entretento vou ver se recomeço a ganhar vontade de escrever aqui no blog.

Mais uma vez obrigado a todo pelo apoio que me têm dado.

domingo, 25 de fevereiro de 2007

Paragem

Meus amigos, por motivos de força maior vou ter de cancelar a publicação de artigos durante algum tempo.

Espero regressar brevemente com o mesmo espírito de sempre

Esperança

Mesmo quando o Mundo desaba e me sinto perdido,
Mesmo quando faço tudo ao contrário do que sinto,
Lembro-me que se a chama existe
Poderei sempre reencontrar o caminho de regresso.

Basta a força de vontade para me encher de coragem
E assumir a mudança do que mal em mim está.

Quando for o homem novo poderei reencontrar
Aquilo que agora me parece perdido
E se for esse homem melhor, então
Encontrarei o meu verdadeiro amor.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

Consciência

Perdido nos caminhos da vida,
Marcado pelos erros cometidos.

Amar tem um só sentido,
Viver a paixão dia-a-dia.

Um dia acordei e vi
Que tudo à volta desabava.

Corri sozinho a vida.
Desisti quando devia lutar.

Olho para trás e vejo
A oportunidade perdida.

Dúvidas tive no que senti,
Hoje sei bem o que sinto.

Foi a ti que eu sempre amei.
É a ti que até ao fim amarei.

sábado, 17 de fevereiro de 2007

Até Quando?...

Para quê escrever quando outros já o disseram melhor do que alguma vez eu o farei. Obrigado Gabriel por esta magnífica letra. Não se pense que esta realidade só acontece no Brasil ou na América Latina.

ATÉ QUANDO

Não adianta olhar pro céu com muita fé e pouca luta
Levanta aí que você tem muito protesto pra fazer e muita greve
Você pode e você deve, pode crer

Não adianta olhar pro chão, virar a cara pra não ver
Se liga aí que te botaram numa cruz e só porque Jesus sofreu
Num quer dizer que você tenha que sofrer

Até quando você vai ficar usando rédia
Rindo da própria tragédia?
Até quando você vai ficar usando rédia
Pobre, rico ou classe média?
Até quando você vai levar cascudo mudo?
Muda, muda essa postura
Até quando você vai ficando mudo?
Muda que o medo é um modo de fazer censura

Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ser saco de pancada?

Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ser saco de pancada?

Você tenta ser feliz, não vê que é deprimente
Seu filho sem escola, seu velho tá sem dente
Você tenta ser contente, não vê que é revoltante
Você tá sem emprego e sua filha tá gestante
Você se faz de surdo, não vê que é absurdo
Você que é inocente foi preso em flagrante
É tudo flagrante
É tudo flagrante

Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ser saco de pancada?

Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ser saco de pancada?

A polícia matou o estudante
Falou que era bandido, chamou de traficante
A justiça prendeu o pé-rapado
Soltou o deputado e absolveu os PM's de Vigário

Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ser saco de pancada?

Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ser saco de pancada?

A polícia só existe pra manter você na lei
Lei do silêncio, lei do mais fraco:
Ou aceita ser um saco de pancada ou vai pro saco

A programação existe pra manter você na frente
Na frente da TV, que é pra te entreter
Que pra você não ver que programado é você

Acordo num tenho trabalho, procuro trabalho, quero trabalhar
O cara me pede diploma, num tenho diploma, num pude estudar
E querem q'eu seja educado, q'eu ande arrumado q'eu saiba falar
Aquilo que o mundo me pede não é o que o mundo me dá

Consigo emprego, começo o emprego, me mato de tanto ralar
Acordo bem cedo, não tenho sossego nem tempo pra raciocinar
Não peço arrego mas na hora que chego só fico no mesmo lugar
Brinquedo que o filho me pede num tenho dinheiro pra dar

Escola, esmola
Favela, cadeia
Sem terra, enterra
Sem renda, se renda. Não, não

Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ser saco de pancada?

Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ser saco de pancada?

Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente
A gente muda o mundo na mudança da mente
E quando a mente muda a gente anda pra frente
E quando a gente manda ninguém manda na gente

Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doeça sem cura
Na mudança de postura a gente fica mais seguro
Na mudança do presente a gente molda o futuro

Até quando você vai levando porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai ficar de saco de pancada?
Até quando você vai levando?

Gabriel, o Pensador



Thank You

This post is specily writed to my world friends.

I know that most of you can't read in portuguese, so I want that you all know that I appreciate your friendship.

You all will be always in my heart.

We have a wonderful world, so we only need to make a better mankind. This is my utopia and my contradiction.

Thank you all for your friendship.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Same Old Blues



Este post/video é dedicado a um grande amigo que, tal como eu, gosta muito de blues.

Solidariedade com Dionisio Pereira

Também eu estou solidário com o historiador galego Dionisio Pereira.

Uma vez mais um muito obrigado ao João Tunes do Água Lisa que, atento como sempre, nos alertou para o facto de, mesmo nos países ditos democráticos, se fazem atentados contra os que defendem a liberdade de expressão. mas felizmente que muitos, tal como Dionisio Pereira, não calam, nem apagam, a memória do passado.

Ver aqui.

Combate Final

Não te procuro, mas não te temo.
Venhas de mansinho ou com estrondo.
Amanhã ou ainda hoje, pouco importa.

Aqui, à espera de ti estarei
Olhos nos olhos te fitarei.
Tu dás-me a morte eu dou-te a vida.

Quem fica a perder?
Não sei.
Só sei que será o fim.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Fácil de Entender



Depois da idiotice do vídeo anterior, tinha de colocar algo diferente para ajudar, a mim e a vocês, a varrer tanto esterco para o caixote do lixo. Obrigado pela ajuda The Gift.

Grunhices



Como é possível que haja canais de televisão que dêem tempo de antena a este tipo de idiotices? É que nem no tasco da esquina, ou mesmo na TVI, dá para ouvir este tipo de conversas.

Isto só é possível porque há muita gente que, tal como a avestruz, tem o cérebro mais pequeno do que os olhos.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Uma questão de fôlego

Pelas estradas vou caminhando.
Numas nos buracos caindo,
Noutras obstáculos saltando.
Mas quando chega a exaustão
Caminho com o fôlego do coração.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Luís Filipe quê?...

Este senhor é um génio carago... Deve ter andado a ler apressadamente os manuais do botas e tal como ele transforma a abstenção em botos, digo, votos a favor.

Quando foi referendada a Constituição de 1933, Salazar determinou que as abstenções seriam contabilizadas como votos a favor, pois a oposição democrática apelou à população para se abster da farsa de referendo proposto por Salazar.

O Senhor Luís Filipe às vezes tem umas reminescências engraçadas, mas descabidas e tolas, daí ter concluído que somando os votos do não com as abstenções o sim perdeu porque 80% da população não disse explicitamente que pretendia despenalizar a IVG. É evidente que se lamenta o elevado número de abstenções, mas daí até tirar este tipo de conclusões primárias vai a distância que medeia entre a inteligência e a estupidez.

Nem comento o que diz sobre Sócrates, porque depois de uma idiotice tão grande quem quer saber a sua opinião sobre o Pinóquio?

Balha-nos deus, digo, valha-nos deus que ainda resta uma mente brilhante e esclarecida para nos tirar todas as dúvidas.

E mais não digo, que nem vale a pena perder tempo com tão importante senhor.

Podem confirmar as declarações de Luís Filipe Menezes no seu próprio blog.

Bacalhau

Será que se inventou um novo método contraceptivo?

Voto por mim ou pelo senhor doutor?

Já estamos no dia seguinte ao dia seguinte do referendo. O que quer dizer que a pílula do dia seguinte, provavelmente, já não faz efeito.

Depois do choque dos resultados do referendo do passado dia 11, sim porque eu fiquei chocado com o facto de só terem votado pouco mais de 40% dos portugueses. Bem chocado é como quem diz, já estou habituado, senão vejamos: durante décadas os portugueses foram ensinados a abdicar de pensar, a serem obdientes porque o chefe tratava de tudo. Mesmo depois da boa hora em que um punhado de portugueses mais resoluto, sem se preocupar em discutir o sexo dos anjos, resolveu mandar o chefe embora, os outros, a maioria, ficaram com a matriz da chapelada.

É que nas outras eleições sempre se trata de votar para o emprego do senhor doutor lá da santa terrinha, tudo bem, mas agora nestes referendos...

Ora sendo assim, aí vão eles, todos afoitos, a correr para as urnas a deitar o seu votinho, às vezes o da família toda, para dar ao dito cujo o empreguinho que ele tanto precisa. É claro que... depois pode precisar dele para lhe pedir um emprestimozito, ou um empregozito para o rebento ou até para lhe arranjar um desmanchozito por causa daquele azar que teve com a Maria, a filha da cunhada. Mas que chatice.

Agora quando é para tomar uma decisão, para dar a cara, para assumir uma posição, isso é que não, só se for no futebol (que é a coisa mais séria que existe no País) ou se o senhor doutor pedir: - Oh Manel vai lá votar, que eu preciso do teu voto e deus nosso senhor agradece, lembra-te dos ensinamentos do teu pai que sempre te disse que devias obedecer aos poderosos e ser temente a deus.

Ora bolas Manel. Acorda Manel! Estes gajos estão a comer-te as papas na cabeça. Deixa de pensar no teu mundo pequeno, pequenino, que o teu umbigo não é o centro do Universo.

Vota por ti Manel. Acorda Manel! Acorda Maria! Olha para lá do horizonte. Participa! Torna-te um cidadão não um súbdito.

NOTA: Não pretendo discriminar as zonas rurais das urbanas, o interior do litoral, apenas peguei em algumas imagens de infância de um País que remava contra a maré, porque maneis, marias e senhores doutores havia e há por todo o lado e chapeladas também. Apenas pretendi desmascarar uma situação: a incapacidade de muitos portugueses em assumir o destino com as suas próprias mãos.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

domingo, 11 de fevereiro de 2007

Referendo

Hoje é dia de referendo.

Seja qual for a vossa opinião vão todos votar. Não deixem a decisão para os outros. Aqui a opinião de cada um conta.

Spiritwolf

In the shadows of the night I see the clarity of the days, because I never run out of things that can go wrong.

That's me, Spiritwolf.

sábado, 10 de fevereiro de 2007

Sombras

Perdido nas sombras
Em busca dos sentidos.
Derrubando as barreiras
Dos momentos perdidos.

Diamante de Sangue

Ontem fui ao cinema e, um pouco ao acaso, escolhi ver DIAMANTE DE SANGUE, um filme de Edward Zwick. Foi uma agradável surpresa.

Leonardo DiCaprio consegue surpreender-me pela segunda vez, deixou de ser aquele puto imberbe para se transformar num verdadeiro actor, Djimon Hounsou é simplesmente soberbo, Jennifer Connelly faz um papel limpo. A história é conhecida, mas toca-nos profundamente. É verdade que, num ou noutro diálogo, se pode ver/ouvir subliminarmente uma pequena mensagem neocolonialista, a qual não é suficientemente forte para manchar as qualidades do filme. Eis pois um filme a não perder.

Que ninguém saia da sala com uma lágrima ao canto do olho. Não se deixem levar pela compaixão, que ninguém encolha os ombros e lamente o mundo em que vive. Saiam revoltados, enojados, repugnados. Saiam com a convicção que está nas mãos de cada um a capacidade para alterar a hipocrisia e a arrogância da moral capitalista. Compreendam que neste mundo globalizado não há ética, não existem valores para além da ganância. Não há cultura ocidental ou cultura oriental ou sequer cultura, o que existe é o poder do dinheiro controlado por uma número apreciável de poderosos onde os políticos desempenham um papel de marionetas e a Humanidade de figurantes.

Sintam revolta.

REVOLTEM-SE!

Saiam e corram pelas ruas e gritem a vossa revolta. Corram com os vendilhões. Partam as montras das ourivesarias e joalharias e destruam o ouro, as jóias, os diamantes. Queimem o dinheiro na praça pública. Deitem fogo aos poços de petróleo. Tomem consciência de que o destino está nas mãos de cada um e que cada um é agente e não reagente. Não prestem atenção a "deuses" e "salvadores" que vos obrigam a desviar o olhar, tentando convencer-vos a não verem o ódio, a miséria, a indignidade, a desumanidade, porque eles, sim eles, os iluminados tratam de tudo.

Não sintam medo! Não temam o castigo! Revoltem-se!

Já vos massificaram, já vos desumanizaram, já vos transformaram em peças que facilmente são substituidas por outras peças ainda mais obedientes.

Sintam nojo, sintam repugnância, sintam a besta humana no seu ninho de serpente e extripem-na enquanto é tempo.

REVOLTEM-SE! REVOLTEM-SE! REVOLTEM-SE!

Despido dos mitos que marcaram a nossa infância e juventude, se hoje me perguntassem qual foi a personalidade marcante do século XX eu só poderia responder: Mahatma Gandhi. Só Gandhi compreendeu onde estava o futuro da Humanidade. Está na hora de pegar no seu exemplo, sem criar novos mitos, porque Gandhi foi um e nós somos cada um, isto é, que Gandhi seja não um modelo, ou um novo mito, mas uma fonte inspiradora sem fundamentalismos.

Nós não precisamos de um Mundo novo. Precisamos de um Homem novo. Um Homem capaz de amar, tolerante e despido de preconceitos. Um Homem livre.

REVOLTEM-SE! Poderá haver revolta mais radical e violenta do que o AMOR?

Então amem e estarão a construir o Homem Novo. De que é que estão à espera? AMEM!