quarta-feira, 27 de junho de 2007
Aqui Tão Perto de Ti
Perdida nas janelas da alma
Olho as cidades sem tempo
Cenários de vidas imaginadas
Distantes do trabalho intenso
Mundos no tempo imaginado só eu o sei
Perdidos à entrada do labirinto
No meio da vastidão a poesia
De um dia a mais a viver
Janelas da alma sol do meio-dia
Riquezas de quem não tem o que fazer
Cenários de vidas imaginadas
Frestas de luz ao amanhecer
E se o amor
Bate as asas e voa sobre nós
Eu vou ser feliz
Hoje amanhã e depois
E se o amor
Bate as asas e voa sobre nós
Eu vou ser feliz
Aqui tão perto de ti
Letra e Música: Múcio de Sá
Banda: Donna Maria
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Mário Monteiro
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6/27/2007 03:30:00 da manhã
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Dois Lados do Mesmo Adeus
Caem como folhas
Lágrimas no seu rosto
Suavemente descem
Deixam-lhe o desgosto
Entre dois suspiros
Sopro-lhe na face sem favor
Abre-se a janela
Tenta um disfarce
Aperta-me a mão
Ri por um instante
Deixo-me ficar
Deixo-me ficar
Nunca quis saber nunca quis acreditar
Que tu irias partir não podias cá ficar
Nunca quis escutar muito menos quis ouvir
O teu silêncio que avisava a intenção de não voltar
Podes crer
Bem que me disseram para nunca me agarrar a uma pessoa a um lugar
Podes crer
Se um homem nunca chora para que servem estes olhos se não podem mais te ver
Queria ver queria saber
O que fazias tu que estás aqui a observar
Tás a ver tás a perceber
Pode ser que um dia a gente volte a se encontrar
Agora embora, agora sem demora
Deixa-me ficar aqui sozinho p’ra pensar
Embora agora que a minha alma chora
Como disse alguém
Vou-me perder para me encontrar
Esse choro triste
Desespero seu
P’ra tentar dizer
Nada se perdeu
Pede-me que fique mais
Por um segundo eterno
Como se quisesse ter
O meu beijo terno
Aperta-me a mão
Ri por um instante
Deixo-me ficar
Só por esse instante
Música: Manuel Lourenço
Letra: Manuel Lourenço e Miguel A. Majer
Banda: Donna Maria
Lágrimas no seu rosto
Suavemente descem
Deixam-lhe o desgosto
Entre dois suspiros
Sopro-lhe na face sem favor
Abre-se a janela
Tenta um disfarce
Aperta-me a mão
Ri por um instante
Deixo-me ficar
Deixo-me ficar
Nunca quis saber nunca quis acreditar
Que tu irias partir não podias cá ficar
Nunca quis escutar muito menos quis ouvir
O teu silêncio que avisava a intenção de não voltar
Podes crer
Bem que me disseram para nunca me agarrar a uma pessoa a um lugar
Podes crer
Se um homem nunca chora para que servem estes olhos se não podem mais te ver
Queria ver queria saber
O que fazias tu que estás aqui a observar
Tás a ver tás a perceber
Pode ser que um dia a gente volte a se encontrar
Agora embora, agora sem demora
Deixa-me ficar aqui sozinho p’ra pensar
Embora agora que a minha alma chora
Como disse alguém
Vou-me perder para me encontrar
Esse choro triste
Desespero seu
P’ra tentar dizer
Nada se perdeu
Pede-me que fique mais
Por um segundo eterno
Como se quisesse ter
O meu beijo terno
Aperta-me a mão
Ri por um instante
Deixo-me ficar
Só por esse instante
Música: Manuel Lourenço
Letra: Manuel Lourenço e Miguel A. Majer
Banda: Donna Maria
terça-feira, 26 de junho de 2007
Lado a Lado
Música: Nóbrega e Sousa
Letra: Jerónimo Bragança
Banda: Donna Maria
Somos dois caminhos paralelos
Vamos pela vida lado a lado
Doidos que nós somos
Loucos que nós fomos
Nem sei qual é de nós mais desgraçado
Lado a lado meu amor mas tão longe
Como é grande a distância entre nós
O que foi que se passou entre nós dois que nos separou
Porque foi que os meus ideais morreram assim dentro de mim
Ombro a ombro tanta vez mas tão longe
Indiferença entre nós quem diria
Custa a crer que tanto amor tão profundo amor tenha acabado
E nós ambos sem amor lado a lado
Fomos no passado um só destino
Somos um amor desencontrado
Doidos que nós somos
Loucos que nós fomos
Não sei qual é de nós mais desgraçado
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Mário Monteiro
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6/26/2007 02:06:00 da tarde
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sexta-feira, 22 de junho de 2007
O Primeiro Dia do Resto da Minha Vida
A princípio é simples anda-se sozinho
passa-se nas ruas bem devagarinho
está-se no silêncio e no borborinho
bebe-se as certezas num copo de vinho
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Pouco a pouco o passo faz-se vagabundo
dá-se a volta ao medo dá-se a volta ao mundo
diz-se do passado que está moribundo
bebe-se o alento num copo sem fundo
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
E é então que amigos nos oferecem leito
entra-se cansado e sai-se refeito
luta-se por tudo o que leva a peito
bebe-se come-se e alguém nos diz bom proveito
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Depois vem cansaços e o corpo frequeja
olha-se para dentro e já pouco sobeja
pede-se o descanso por curto que seja
apagam-se duvidas num mar de cerveja
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Enfim duma escolha faz-se um desafio
enfrenta-se a vida de fio a pavio
navega-se sem mar sem vela ou navio
bebe-se a coragem até dum copo vazio
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
E entretanto o tempo fez cinza da brasa
e outra maré cheia virá da maré vaza
nasce um novo dia e no braço outra asa
brinda-se aos amores com o vinho da casa
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Sérgio Godinho
passa-se nas ruas bem devagarinho
está-se no silêncio e no borborinho
bebe-se as certezas num copo de vinho
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Pouco a pouco o passo faz-se vagabundo
dá-se a volta ao medo dá-se a volta ao mundo
diz-se do passado que está moribundo
bebe-se o alento num copo sem fundo
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
E é então que amigos nos oferecem leito
entra-se cansado e sai-se refeito
luta-se por tudo o que leva a peito
bebe-se come-se e alguém nos diz bom proveito
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Depois vem cansaços e o corpo frequeja
olha-se para dentro e já pouco sobeja
pede-se o descanso por curto que seja
apagam-se duvidas num mar de cerveja
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Enfim duma escolha faz-se um desafio
enfrenta-se a vida de fio a pavio
navega-se sem mar sem vela ou navio
bebe-se a coragem até dum copo vazio
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
E entretanto o tempo fez cinza da brasa
e outra maré cheia virá da maré vaza
nasce um novo dia e no braço outra asa
brinda-se aos amores com o vinho da casa
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Sérgio Godinho
quarta-feira, 20 de junho de 2007
Filosofia de Boteco
Se ainda não encontraste a pessoa certa, diverte-te com a errada.
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Mário Monteiro
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6/20/2007 12:04:00 da tarde
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Humor
Quase Perfeito
Sabe bem ter-te por perto
Sabe bem tudo tão certo
Sabe bem quando te espero
Sabe bem beber quem quero
Quase que não chegava
A tempo de me deliciar
Quase que não chegava
A horas de te abraçar
Quase que não recebia
A prenda prometida
Quase que não devia
Existir tal companhia
Não me lembras o céu
Nem nada que se pareça
Não me lembras a lua
Nem nada que se escureça
Se um dia me sinto nua
Tomara que a terra estremeça
Que a minha boca na tua
Eu confesso não sai da cabeça
Se um beijo é quase perfeito
Perdidos num rio sem leito
Que dirá se o tempo nos der
O tempo a que temos direito
Se um dia um anjo fizer
A seta bater-te no peito
Se um dia o diabo quiser
Faremos o crime perfeito
Letra: Miguel A. Majer
Música: Miguel Rebelo
Banda: Donna Maria
Sabe bem tudo tão certo
Sabe bem quando te espero
Sabe bem beber quem quero
Quase que não chegava
A tempo de me deliciar
Quase que não chegava
A horas de te abraçar
Quase que não recebia
A prenda prometida
Quase que não devia
Existir tal companhia
Não me lembras o céu
Nem nada que se pareça
Não me lembras a lua
Nem nada que se escureça
Se um dia me sinto nua
Tomara que a terra estremeça
Que a minha boca na tua
Eu confesso não sai da cabeça
Se um beijo é quase perfeito
Perdidos num rio sem leito
Que dirá se o tempo nos der
O tempo a que temos direito
Se um dia um anjo fizer
A seta bater-te no peito
Se um dia o diabo quiser
Faremos o crime perfeito
Letra: Miguel A. Majer
Música: Miguel Rebelo
Banda: Donna Maria
sábado, 16 de junho de 2007
Dúvida
Será que o caminho a percorrer será melhor do que o percorrido?
Só a verdade e a serenidade do tempo o dirá.
Só a verdade e a serenidade do tempo o dirá.
sexta-feira, 15 de junho de 2007
quinta-feira, 14 de junho de 2007
Miopia
Ver portas onde nem frestas existem.
Quando só vemos o superficial,
Perdemos o essencial.
Quando só vemos o essencial,
Perdemos o extraordinário.
Ver portas onde nem frestas existem.
Quando só vemos o superficial,
Perdemos o essencial.
Quando só vemos o essencial,
Perdemos o extraordinário.
Ver portas onde nem frestas existem.
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Mário Monteiro
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6/14/2007 03:35:00 da manhã
quarta-feira, 13 de junho de 2007
Tempo
É uma filosofia de vida: saberes que o tempo corre, e nada do que se deixa por viver se poderá recuperar. Digo-te, no entanto, que um instante pode conter em si todo o tempo que quisermos. (...)
Nuno Júdice, "O Signo Segundo Saussure, Cartografia de Emoções, Lisboa, Publicações Dom Quixote, 2001.
Nuno Júdice, "O Signo Segundo Saussure, Cartografia de Emoções, Lisboa, Publicações Dom Quixote, 2001.
terça-feira, 12 de junho de 2007
O Sorriso
Creio que foi o sorriso, sorriso foi quem abriu a porta.
Era um sorriso com muita luz lá dentro, apetecia entrar nele, tirar a roupa, ficar nu dentro daquele sorriso.
Correr, navegar, morrer naquele sorriso.
Eugénio de Andrade
Era um sorriso com muita luz lá dentro, apetecia entrar nele, tirar a roupa, ficar nu dentro daquele sorriso.
Correr, navegar, morrer naquele sorriso.
Eugénio de Andrade
Crimes Políticos, Nunca Mais!
Acabei de receber um mail com a petição de um abaixo-assinado relativo ao caso Fernando Charrua, o qual vos deixo aqui para que todos os interessados possam assiná-lo.
-------------------------------------------------
Este é o site da petição ao Provedor de Justiça, "CRIMES POLÍTICOS, NUNCA MAIS"
http://www.petitiononline.com/libertas/
GRATO
FERNANDO CHARRUA
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Este é o site da petição ao Provedor de Justiça, "CRIMES POLÍTICOS, NUNCA MAIS"
http://www.petitiononline.com/libertas/
GRATO
FERNANDO CHARRUA
segunda-feira, 11 de junho de 2007
Ai Portugal, Portugal
Vemos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar.
Para quando o murro na mesa? De que é que estamos à espera? Onde estão os Portugueses?
Não à resignação!
Intervenhamos! Revoltemo-nos! Sejamos cidadãos!
--------------------------------
Primeiro levaram os comunistas,
mas eu não me importei
porque não era nada comigo.
Em seguida levaram alguns operários,
mas a mim não me afectou
porque eu não sou operário.
Depois prenderam os sindicalistas,
mas eu não me incomodei
porque nunca fui sindicalista.
Logo a seguir chegou a vez
de alguns padres,
mas como nunca fui religioso,
também não liguei.
Agora levaram-me a mim
e quando percebi,
já era tarde.
Bertold Brecht
Para quando o murro na mesa? De que é que estamos à espera? Onde estão os Portugueses?
Não à resignação!
Intervenhamos! Revoltemo-nos! Sejamos cidadãos!
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Primeiro levaram os comunistas,
mas eu não me importei
porque não era nada comigo.
Em seguida levaram alguns operários,
mas a mim não me afectou
porque eu não sou operário.
Depois prenderam os sindicalistas,
mas eu não me incomodei
porque nunca fui sindicalista.
Logo a seguir chegou a vez
de alguns padres,
mas como nunca fui religioso,
também não liguei.
Agora levaram-me a mim
e quando percebi,
já era tarde.
Bertold Brecht
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Mário Monteiro
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6/11/2007 12:12:00 da manhã
domingo, 10 de junho de 2007
Professores Titulares
O blog TUGA está a divulgar um artigo sobre o novo Estatuto da Carreira Docente, neste artigo pretende relançar e alargar a discussão sobre a carreira docente.
Leiam e divulguem este artigo, sobretudo os professores, quanto a pais e encarregados de educação, aproveitem para, em conjunto com os professores, fazerem um esforço para melhorar a qualidade do ensino que tão seriamente em sido atacada nos últimos anos.
Todos os agentes do ensino devem trabalhar em comum e com um único objectivo: dotar os alunos das condições que lhes permitam encarar o futuro com uma boa formação e criticamente.
Leiam e divulguem este artigo, sobretudo os professores, quanto a pais e encarregados de educação, aproveitem para, em conjunto com os professores, fazerem um esforço para melhorar a qualidade do ensino que tão seriamente em sido atacada nos últimos anos.
Todos os agentes do ensino devem trabalhar em comum e com um único objectivo: dotar os alunos das condições que lhes permitam encarar o futuro com uma boa formação e criticamente.
Pénis Educado

Com a devida vénia ao Cartoonices (link aqui ao lado), aqui fica uma boca foleira do personagem H. Rameneste.
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Mário Monteiro
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6/10/2007 08:05:00 da manhã
sábado, 9 de junho de 2007
Caetano Veloso
Na maior parte do tempo andamos nós a tentar encontrar explicações complexas para o que afinal é tão simples. Amar e ser ser amado é um sentimento simultaneamente tão puro e filosófico, como físico. Evidentemente que no amor não se pode, não deve. priveligiar qualquer dos sentimentos em relação aos outros, a não ser que os amantes assim o entendam. As regras do amor não são estáticas, por isso o amor tem altos e baixos, vai e vem. Uma vezes parece tão forte, eterno e indestrutível, para no momento seguinte se desfazer no vento.
Para sorte nossa aparece por vezes uma voz abalizada como a de Caetano Veloso que recoloca as nossas tensões e emoções no seu devido lugar. Leiam, ouçam e reflictam sobre a sua mensagem.
Ninguém precisa, nem deve, seguir as ideias dos outros, sejam eles quem forem, mas precisamos de conhecer para reflectir e encontrar as nossas próprias soluções e caminhos.
----------------------------------------
HOMEM
não tenho inveja da maternidade
nem da lactação
não tenho inveja da adiposidade
nem da menstruação
só tenho inveja da longevidade
e dos orgasmos múltiplo
se dos orgasmos múltiplos
eu sou homem
pele solta sobre o músculo
eu sou homem
pêlo grosso no nariz
não tenho inveja da sagacidade
nem da intuição
não tenho inveja da fidelidade
nem da dissimulação
só tenho inveja da longevidade
e dos orgasmos múltiplo
se dos orgasmos múltiplos
eu sou homem
pele solta sobre o músculo
eu sou homem
pêlo grosso no nariz
PORQUÊ?
estou me a vir
e tu como é que te tens por dentro?
porquê não te vens também?
----------------------------------------
Para sorte nossa aparece por vezes uma voz abalizada como a de Caetano Veloso que recoloca as nossas tensões e emoções no seu devido lugar. Leiam, ouçam e reflictam sobre a sua mensagem.
Ninguém precisa, nem deve, seguir as ideias dos outros, sejam eles quem forem, mas precisamos de conhecer para reflectir e encontrar as nossas próprias soluções e caminhos.
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HOMEM
não tenho inveja da maternidade
nem da lactação
não tenho inveja da adiposidade
nem da menstruação
só tenho inveja da longevidade
e dos orgasmos múltiplo
se dos orgasmos múltiplos
eu sou homem
pele solta sobre o músculo
eu sou homem
pêlo grosso no nariz
não tenho inveja da sagacidade
nem da intuição
não tenho inveja da fidelidade
nem da dissimulação
só tenho inveja da longevidade
e dos orgasmos múltiplo
se dos orgasmos múltiplos
eu sou homem
pele solta sobre o músculo
eu sou homem
pêlo grosso no nariz
PORQUÊ?
estou me a vir
e tu como é que te tens por dentro?
porquê não te vens também?
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Ver aqui o novo CD de Caetano Veloso: CÊ
quarta-feira, 6 de junho de 2007
Um Caminho, uma Saída, um Momento
Muitas vezes tomamos decisões que, numa perspectiva puramente egoísta, nos deviam deixar felizes porque nos libertamos daquilo que consideramos ser a causa da nossa infelicidade, mas, muitas vezes, em vez de felizes sentimo-nos tristes e deprimidos.
Isto significa que ou não estamos certos da nossa decisão, ou então julgamos estar convictos que essa é a única saída para a nossa própria sobrevivência e sanidade mental.
A vida é complicada e, muitas vezes, aquilo que parece ser a única alternativa num determinado momento passa a ter um significado diferente algum tempo depois. Que todos sejamos capazes de encontrar os nossos caminhos sem recorrer a subterfúgios, pseudo soluções ou ilusões, mas que todos passemos por este processo com respeito, honestidade e, sobretudo, com vontade de aprender e de mudar.
Um momento é simplesmente um momento, mas pode tornar-se numa eternidade.
Todos os nossos actos têm consequências por isso, para que essas consequências sejam o menos dolorosas possíveis, temos de pensar em primeiro lugar no outro e no sofrimento que lhe causamos e só depois em nós. Estar mais atento e respeitar os outros e, sobretudo, apostar no amor como motor de qualquer relação, seja ela a amizade, a relação pais-filhos ou companheira-companheiro (sem homofobia evidentemente) é o único meio para nos transformarmos em pessoas melhores.
Concluindo é na capacidade de dar e compreender que conseguiremos melhorar a relação que temos com nós próprios e com os outros e nunca fechando-nos no nosso pequeno mundo onde, cheios de nós próprios, nos atrevemos a agredir os outros gratuitamente, mesmo que essas agressões sejam fruto de circunstâncias e nunca sentidas, não deixam de ferir e deixar marcas, muitas vezes inultrapassáveis.
É na capacidade de amar e reagir à adversidade, sem esperar nada em troca, que podemos encontrar a solução para o que nos parece sem solução.
Isto significa que ou não estamos certos da nossa decisão, ou então julgamos estar convictos que essa é a única saída para a nossa própria sobrevivência e sanidade mental.
A vida é complicada e, muitas vezes, aquilo que parece ser a única alternativa num determinado momento passa a ter um significado diferente algum tempo depois. Que todos sejamos capazes de encontrar os nossos caminhos sem recorrer a subterfúgios, pseudo soluções ou ilusões, mas que todos passemos por este processo com respeito, honestidade e, sobretudo, com vontade de aprender e de mudar.
Um momento é simplesmente um momento, mas pode tornar-se numa eternidade.
Todos os nossos actos têm consequências por isso, para que essas consequências sejam o menos dolorosas possíveis, temos de pensar em primeiro lugar no outro e no sofrimento que lhe causamos e só depois em nós. Estar mais atento e respeitar os outros e, sobretudo, apostar no amor como motor de qualquer relação, seja ela a amizade, a relação pais-filhos ou companheira-companheiro (sem homofobia evidentemente) é o único meio para nos transformarmos em pessoas melhores.
Concluindo é na capacidade de dar e compreender que conseguiremos melhorar a relação que temos com nós próprios e com os outros e nunca fechando-nos no nosso pequeno mundo onde, cheios de nós próprios, nos atrevemos a agredir os outros gratuitamente, mesmo que essas agressões sejam fruto de circunstâncias e nunca sentidas, não deixam de ferir e deixar marcas, muitas vezes inultrapassáveis.
É na capacidade de amar e reagir à adversidade, sem esperar nada em troca, que podemos encontrar a solução para o que nos parece sem solução.
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Mário Monteiro
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6/06/2007 12:56:00 da tarde
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Pessoal
domingo, 3 de junho de 2007
Out Of Reach
Knew the signs
Wasn't right
I was stupid for a while
Swept away by you
And now I feel like a fool
So confused,
My heart's bruised
Was I ever loved by you?
Out of reach, so far
I never had your heart
Out of reach,
Couldn't see
We were never
Meant to be
Catch myself
From despair
I could drown
If I stay here
Keeping busy everyday
I know I will be OK
But I was
So confused,
My heart's bruised
Was I ever loved by you?
Out of reach, so far
I never had your heart
Out of reach,
Couldn't see
We were never
Meant to be
So much hurt,
So much pain
Takes a while
To regain
What is lost inside
And I hope that in time,
You'll be out of my mind
And I'll be over you
But now I'm
So confused,
My heart's bruised
Was I ever loved by you?
Out of reach,
So far
I never had your heart
Out of reach,Couldn't see
We were neverMeant to be
Out of reach,
So far
You never gave your heart
In my reach, I can see
There's a life out there
For me
Gabrielle
Wasn't right
I was stupid for a while
Swept away by you
And now I feel like a fool
So confused,
My heart's bruised
Was I ever loved by you?
Out of reach, so far
I never had your heart
Out of reach,
Couldn't see
We were never
Meant to be
Catch myself
From despair
I could drown
If I stay here
Keeping busy everyday
I know I will be OK
But I was
So confused,
My heart's bruised
Was I ever loved by you?
Out of reach, so far
I never had your heart
Out of reach,
Couldn't see
We were never
Meant to be
So much hurt,
So much pain
Takes a while
To regain
What is lost inside
And I hope that in time,
You'll be out of my mind
And I'll be over you
But now I'm
So confused,
My heart's bruised
Was I ever loved by you?
Out of reach,
So far
I never had your heart
Out of reach,Couldn't see
We were neverMeant to be
Out of reach,
So far
You never gave your heart
In my reach, I can see
There's a life out there
For me
Gabrielle
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Mário Monteiro
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6/03/2007 08:42:00 da manhã
quinta-feira, 31 de maio de 2007
Pas de Deux
às vezes o nosso amor adora morrer
p´ra voltar e voltar a correr
às vezes o nosso amor evapora, ora
parece que o ar do lar o devora
às vezes o nosso amor tropeça só
para que o chão lhe peça – “levanta-te depressa”
às vezes o nosso amor adora sangrar
p´ra esvair e voltar a estancar
às vezes o nosso amor adora lamber
a cicatriz que insiste em conceber
às vezes o nosso amor desflora só
para que o céu lhe peça – “Benze-te depressa”
às vezes o nosso amor acalora
para que a água estale a pele a ferver
às vezes o nosso amor decora, ora
parece que o ar do lar o estupora
às vezes o nosso amor descola só
para que peça a peça se junte numa peça
o nosso amor adora suster
o ar que inspira e sorve só p’ra verter
às vezes o nosso amor demora a crescer
parece que tem medo de não caber, de não caber...
Clã
p´ra voltar e voltar a correr
às vezes o nosso amor evapora, ora
parece que o ar do lar o devora
às vezes o nosso amor tropeça só
para que o chão lhe peça – “levanta-te depressa”
às vezes o nosso amor adora sangrar
p´ra esvair e voltar a estancar
às vezes o nosso amor adora lamber
a cicatriz que insiste em conceber
às vezes o nosso amor desflora só
para que o céu lhe peça – “Benze-te depressa”
às vezes o nosso amor acalora
para que a água estale a pele a ferver
às vezes o nosso amor decora, ora
parece que o ar do lar o estupora
às vezes o nosso amor descola só
para que peça a peça se junte numa peça
o nosso amor adora suster
o ar que inspira e sorve só p’ra verter
às vezes o nosso amor demora a crescer
parece que tem medo de não caber, de não caber...
Clã
Publicado por
Mário Monteiro
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5/31/2007 03:25:00 da tarde
Mudemos de Assunto
Andas aí a partir corações
como quem parte um baralho de cartas
cartas de amor
escrevi-te eu tantas
às tantas, aos poucos
às tantas, aos poucos
eu fui percebendo
às tantas eu lá fui tacteando
às cegas eu lá fui conseguindo
às cegas eu lá fui abrindo os olhos
E nos teus olhos como espelhos partidos
quis inventar uma outra narrativa
até que um ai me chegou aos ouvidos
e era só eu a vogar à deriva
e um animal sempre foge do fogo
e eu mal gritei: fogo!
mal eu gritei: água!
que morro de sede
achei-me encostado à parede
gritando: Livrai-me da sede!
e o mar inteiro entrou na minha casa
E nos teus olhos inundados do mar
eu naveguei contra minha vontade
mas deixa lá, que este barco a viajar
há-de chegar à gare da sua cidade
e ao desembarque a terra será mais firme
há quem afirme
há quem assegure
que é depois da vida
que a gente encontra a paz prometida
por mim marquei-lhe encontro na vida
marquei-lhe encontro ao fim da tempestade
Da tempestade, o que se teve em comum
é aquilo que nos separa depois
e os barcos passam a ser um e um
onde uma vez quiseram quase ser dois
e a tempestade deixa o mar encrespado
por isso cuidado
mesmo muito cuidado
que é frágil o pano
que veste as velas do desengano
que nos empurra em novo oceano
frágil e resistente ao mesmo tempo
Mas isto é um canto
e não um lamento
já disse o que sinto
agora façamos o ponto
e mudemos de assunto
sim?
Andas aí a partir corações
como quem parte um baralho de cartas
cartas de amor
escrevi-te eu tantas
às tantas, aos poucos
às tantas, aos poucos
eu fui percebendo
às tantas eu lá fui tacteando
às cegas eu lá fui conseguindo
às cegas eu lá fui abrindo os olhos
E nos teus olhos como espelhos partidos
quis inventar uma outra narrativa
até que um ai me chegou aos ouvidos
e era só eu a vogar à deriva
e um animal sempre foge do fogo
e eu mal gritei: fogo!
mal eu gritei: água!
que morro de sede
achei-me encostado à parede
gritando: Livrai-me da sede!
e o mar inteiro entrou na minha casa
E nos teus olhos inundados do mar
eu naveguei contra minha vontade
mas deixa lá, que este barco a viajar
há-de chegar à gare da sua cidade
e ao desembarque a terra será mais firme
há quem afirme
há quem assegure
que é depois da vida
que a gente encontra a paz prometida
por mim marquei-lhe encontro na vida
marquei-lhe encontro ao fim da tempestade
Da tempestade, o que se teve em comum
é aquilo que nos separa depois
e os barcos passam a ser um e um
onde uma vez quiseram quase ser dois
e a tempestade deixa o mar encrespado
por isso cuidado
mesmo muito cuidado
que é frágil o pano
que veste as velas do desengano
que nos empurra em novo oceano
frágil e resistente ao mesmo tempo
Mas isto é um canto
e não um lamento
já disse o que sinto
agora façamos o ponto
e mudemos de assunto
sim?
Sérgio Godinho
como quem parte um baralho de cartas
cartas de amor
escrevi-te eu tantas
às tantas, aos poucos
às tantas, aos poucos
eu fui percebendo
às tantas eu lá fui tacteando
às cegas eu lá fui conseguindo
às cegas eu lá fui abrindo os olhos
E nos teus olhos como espelhos partidos
quis inventar uma outra narrativa
até que um ai me chegou aos ouvidos
e era só eu a vogar à deriva
e um animal sempre foge do fogo
e eu mal gritei: fogo!
mal eu gritei: água!
que morro de sede
achei-me encostado à parede
gritando: Livrai-me da sede!
e o mar inteiro entrou na minha casa
E nos teus olhos inundados do mar
eu naveguei contra minha vontade
mas deixa lá, que este barco a viajar
há-de chegar à gare da sua cidade
e ao desembarque a terra será mais firme
há quem afirme
há quem assegure
que é depois da vida
que a gente encontra a paz prometida
por mim marquei-lhe encontro na vida
marquei-lhe encontro ao fim da tempestade
Da tempestade, o que se teve em comum
é aquilo que nos separa depois
e os barcos passam a ser um e um
onde uma vez quiseram quase ser dois
e a tempestade deixa o mar encrespado
por isso cuidado
mesmo muito cuidado
que é frágil o pano
que veste as velas do desengano
que nos empurra em novo oceano
frágil e resistente ao mesmo tempo
Mas isto é um canto
e não um lamento
já disse o que sinto
agora façamos o ponto
e mudemos de assunto
sim?
Andas aí a partir corações
como quem parte um baralho de cartas
cartas de amor
escrevi-te eu tantas
às tantas, aos poucos
às tantas, aos poucos
eu fui percebendo
às tantas eu lá fui tacteando
às cegas eu lá fui conseguindo
às cegas eu lá fui abrindo os olhos
E nos teus olhos como espelhos partidos
quis inventar uma outra narrativa
até que um ai me chegou aos ouvidos
e era só eu a vogar à deriva
e um animal sempre foge do fogo
e eu mal gritei: fogo!
mal eu gritei: água!
que morro de sede
achei-me encostado à parede
gritando: Livrai-me da sede!
e o mar inteiro entrou na minha casa
E nos teus olhos inundados do mar
eu naveguei contra minha vontade
mas deixa lá, que este barco a viajar
há-de chegar à gare da sua cidade
e ao desembarque a terra será mais firme
há quem afirme
há quem assegure
que é depois da vida
que a gente encontra a paz prometida
por mim marquei-lhe encontro na vida
marquei-lhe encontro ao fim da tempestade
Da tempestade, o que se teve em comum
é aquilo que nos separa depois
e os barcos passam a ser um e um
onde uma vez quiseram quase ser dois
e a tempestade deixa o mar encrespado
por isso cuidado
mesmo muito cuidado
que é frágil o pano
que veste as velas do desengano
que nos empurra em novo oceano
frágil e resistente ao mesmo tempo
Mas isto é um canto
e não um lamento
já disse o que sinto
agora façamos o ponto
e mudemos de assunto
sim?
Sérgio Godinho
terça-feira, 29 de maio de 2007
As Pontes de Madison County
Com a devida vénia ao blog "Luar de Janeiro" e à sua autora, transcrevo para aqui o comentário que, na devida altura, fez ao filme "As Pontes de Madison County".
Quando, em 30 de Outubro de 1995, vi pela primeira vez o filme "As Pontes de Madison County", escrevi uma curta reflexão, que vou transcrever tal como me saiu, há quase 12 anos atrás.
Tendo como protagonistas principais Clint Eastwood e Meryl Streep, o filme conta a história dum amor impossível, entre um fotógrafo da "National Geographic" e uma dona-de-casa rural do Iowa. É uma visão lúcida do amor. Um grande amor impossível e eterno. Impossível, porque não se pode abandonar marido e filhos, de repente, provocando sofrimento e dor a alguém que nos ama; porque não se pode ser feliz sobre a destruição e a mágoa dos outros, tendo como alicerces sentimentos de culpa e a condenação da nossa própria consciência. Eterno, precisamente por ser impossível. O quotidiano é o pior inimigo do amor. Vai corroendo, lenta mas inexoravelmente, o que, de início, nos parecia indestrutível.
Um filme lindo, duma lucidez tremenda; um tanto amargo mas..., quem sabe?, talvez mostrando o caminho para colocar o amor no seu verdadeiro lugar: o reino da utopia. O amor é uma nesga de sublime, de perfeição e de infinito que conseguimos vislumbrar. Só que a nossa pequenez, a nossa mediocridade, nos impede de alcançá-lo. Ainda mal lhe tocámos e já o conspurcámos e já o destruímos. Somos demasiado fracos e imperfeitos para aguentar a grandeza desse sentimento tão forte e generoso. Parece que temos de matá-lo, rapidamente, para regressarmos ao equilíbrio da nossa mediania.
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Mário Monteiro
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5/29/2007 10:25:00 da tarde
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Cinema
Solidariedade
Este anúncio passou uma única vez nos E.U.A. Vejam e divulguem. Censura nunca mais.
Solidariedade precisa-se e a melhor forma de abalar as consciências adormecidas é através do choque.
Solidariedade precisa-se e a melhor forma de abalar as consciências adormecidas é através do choque.
Pensamentos
Não sei quem é o autor, ou autores, mas estes pensamentos chegaram-me por e-mail, gostei deles e, por isso, resolvi partilhá-los aqui convosco. Aqui ficam:
"É difícil dizer adeus quando se quer ficar. É difícil sorrir, quando se quer chorar, mas é difícil ter que se esquecer quando se quer amar."
"Não há amor humano que não decepcione, pois ele não é mais do que uma porta para que o amor se torne maior."
"Amar não é aceitar tudo. Aliás onde tudo é aceite, desconfio da falta de amor."
"A ausência diminui as paixões medíocres e aumenta as grandes, assim como o vento apaga as velas, mas atiça as fogueiras."
"Faz da tua ausência, o bastante para que sinta a tua falta, mas não a prolongues a ponto de me acostumar a viver sem ti."
"Dizer que te amo é pouco... e tudo ao mesmo tempo. "
Espero que tenham gostado e que, pelo menos, sirva para alguma reflexão.
"É difícil dizer adeus quando se quer ficar. É difícil sorrir, quando se quer chorar, mas é difícil ter que se esquecer quando se quer amar."
"Não há amor humano que não decepcione, pois ele não é mais do que uma porta para que o amor se torne maior."
"Amar não é aceitar tudo. Aliás onde tudo é aceite, desconfio da falta de amor."
"A ausência diminui as paixões medíocres e aumenta as grandes, assim como o vento apaga as velas, mas atiça as fogueiras."
"Faz da tua ausência, o bastante para que sinta a tua falta, mas não a prolongues a ponto de me acostumar a viver sem ti."
"Dizer que te amo é pouco... e tudo ao mesmo tempo. "
Espero que tenham gostado e que, pelo menos, sirva para alguma reflexão.
O Motor da Vida
Muitas vezes a vida parece-nos um desperdício. Um beco escuro e fedorento de onde não podemos sair.
Quando estamos no auge do desespero sem encontrar sentido nem saída para a vida, pode acontecer algo de extraordinário. Umas vezes é simplesmente a sorte outras um olhar diferente que nos revela o que sempre esteve ali e a que nós não demos a devida atenção.
É então que no meio do entulho surge uma bela flor. Até a maior merda pode gerar algo de belo e consistente. De repente aquilo que nos parecia vazio, sem sentido, um desperdício, transforma-se no nosso motor e dá-nos a força para encontrarmos um novo sentido para a vida.
Muitas vezes o que há de melhor na vida está ali mesmo ao pé de nós mas, cegos, olhamos sem ver. Lá diz o velho ditado popular: "o pior cego é aquele que não quer ver".
Quando estamos no auge do desespero sem encontrar sentido nem saída para a vida, pode acontecer algo de extraordinário. Umas vezes é simplesmente a sorte outras um olhar diferente que nos revela o que sempre esteve ali e a que nós não demos a devida atenção.
É então que no meio do entulho surge uma bela flor. Até a maior merda pode gerar algo de belo e consistente. De repente aquilo que nos parecia vazio, sem sentido, um desperdício, transforma-se no nosso motor e dá-nos a força para encontrarmos um novo sentido para a vida.
Muitas vezes o que há de melhor na vida está ali mesmo ao pé de nós mas, cegos, olhamos sem ver. Lá diz o velho ditado popular: "o pior cego é aquele que não quer ver".
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5/29/2007 05:56:00 da manhã
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segunda-feira, 28 de maio de 2007
Poupar Energia
"Dez Coisas A Fazer" foi o alerta lançado pelo Oceanário para ajudar a combater o aquecimento global:
01 - Mudar uma lâmpada - substituir uma lâmpada normal por uma lâmpada florescente poupa 68 Kg de carbono por ano;
02 - Conduzir menos - caminhar, andar de bicicleta, partilhar o carro ou usar os transportes públicos com mais frequência. Poupará 0,5 Kg de dióxido de carbono por cada 1,5 Km que não conduzir!
03 - Reciclar mais - pode poupar 1.000 Kg de dióxido de carbono por ano reciclando apenas metade do seu desperdício caseiro;
04 - Verificar os pneus - manter os pneus do carro devidamente calibrados pode melhorar o consumo de combustível em mais de 3 %. Cada 4 litros de combustível poupado retira 9 Kg de dióxido de carbono da atmosfera!
05 - Usar menos água quente - aquecer a água consome imensa energia. Usar menos água quente instalando um chuveiro de baixa pressão poupará 160 Kg de CO2 por ano e lavar a roupa em água fria ou morna poupa 230 Kg por ano;
06 - Evitar produtos com muita embalagem - pode poupar 545 Kg de dióxido de carbono se reduzir o lixo em 10 %;
07 - Ajustar o termostato - acertar o termostato apenas dois graus para baixo no Inverno e dois graus para cima no Verão pode poupar cerca de 900 Kg de dióxido de carbono por ano;
08 - Plantar uma árvore - uma única árvore absorve uma tonelada de dióxido
de carbono durante a sua vida;
09 - Seja parte da solução - aprenda mais e torne-se activo em http://climatecrisis.net/
10 - Espalhe a mensagem! - incentive os amigos a ver "Uma Verdade Inconveniente.
Antes de imprimir qualquer documento, pense se é mesmo necessário. Para produzir 1 tonelada de papel são necessárias 10 a 20 árvores, 10.000 litros de água e 5MW/hora de energia. Em média, por ano, uma família gasta em papel o equivalente ao abate de seis árvores. A protecção do ambiente deve ser uma preocupação de todos nós.
01 - Mudar uma lâmpada - substituir uma lâmpada normal por uma lâmpada florescente poupa 68 Kg de carbono por ano;
02 - Conduzir menos - caminhar, andar de bicicleta, partilhar o carro ou usar os transportes públicos com mais frequência. Poupará 0,5 Kg de dióxido de carbono por cada 1,5 Km que não conduzir!
03 - Reciclar mais - pode poupar 1.000 Kg de dióxido de carbono por ano reciclando apenas metade do seu desperdício caseiro;
04 - Verificar os pneus - manter os pneus do carro devidamente calibrados pode melhorar o consumo de combustível em mais de 3 %. Cada 4 litros de combustível poupado retira 9 Kg de dióxido de carbono da atmosfera!
05 - Usar menos água quente - aquecer a água consome imensa energia. Usar menos água quente instalando um chuveiro de baixa pressão poupará 160 Kg de CO2 por ano e lavar a roupa em água fria ou morna poupa 230 Kg por ano;
06 - Evitar produtos com muita embalagem - pode poupar 545 Kg de dióxido de carbono se reduzir o lixo em 10 %;
07 - Ajustar o termostato - acertar o termostato apenas dois graus para baixo no Inverno e dois graus para cima no Verão pode poupar cerca de 900 Kg de dióxido de carbono por ano;
08 - Plantar uma árvore - uma única árvore absorve uma tonelada de dióxido
de carbono durante a sua vida;
09 - Seja parte da solução - aprenda mais e torne-se activo em http://climatecrisis.net/
10 - Espalhe a mensagem! - incentive os amigos a ver "Uma Verdade Inconveniente.
Antes de imprimir qualquer documento, pense se é mesmo necessário. Para produzir 1 tonelada de papel são necessárias 10 a 20 árvores, 10.000 litros de água e 5MW/hora de energia. Em média, por ano, uma família gasta em papel o equivalente ao abate de seis árvores. A protecção do ambiente deve ser uma preocupação de todos nós.
domingo, 27 de maio de 2007
Matemos D. Quixote, o Cavaleiro da Triste Figura

É estranho, mas acontece. Frequentemente uma relação a dois transforma-se num negócio, isto é, ambos mantêm-se unidos por meros interesses “comerciais”. Outras vezes, quando não há propriamente um dominado e um dominador bem demarcado, essa relação descai no compromisso entre os interesses, ou motivações, de um e os do outro, sendo sempre o mais forte que impõe as "regras" do casamento. Finalmente, penso que, nos casos mais raros, essa relação baseia-se realmente no amor verdadeiro e, por isso, nenhum tem necessidade de impor ao outro a sua perspectiva, um compromisso de entendimento ou um contrato de vida.
São raros estes últimos casos, mas também são os mais belos e autênticos.
O negócio nem me merece qualquer comentário de tão execrável que é. Manter uma relação pelo simples interesse economicista é do mais ordinário e falso que pode existir numa relação. Também manter esse mesmo casamento por motivações sociais leva a uma falsa aparência de bem-estar que para além de iludir os outros, ilude principalmente os protagonistas.
No primeiro caso enquanto se mantiverem as motivações económicas mantêm-se o casamento independentemente de existir, ou não, amor entre os dois.
No segundo caso o casamento mantém-se enquanto se mantém a ilusão, que muitas vezes não é premeditada, ou enquanto o casal sentir alguma forma de amor entre si ou, no mínimo, algum prazer em partilhar algumas coisas. Mas as ilusões não duram para sempre, sobretudo quando são premeditadas por um ou por ambos os membros do casal e, mais tarde ou mais cedo, esta relação termina.
Quanto ao compromisso pode ser uma boa saída para casais que se amam, mas que partilham ideias diferentes quando à relação a dois, à família, aos amigos, à vida em sociedade, etc. Neste tipo de compromisso impõem-se muito diálogo e, sobretudo, a aceitação de diferenças de ideias e fraquezas de parte a parte.
Tentar compreender o outro ponto de vista é mais importante do que impor o seu ponto de vista, por isso é uma tarefa difícil. Aceitar o outro e as suas diferenças é uma tarefa hercúlea, mas se o casal se ama de facto consegue sempre ultrapassar estas dificuldades. Se não se ama o compromisso não funciona, pois não deixa de, mais tarde ou mais cedo, chegar o dia das acusações, dos ajustes de contas, das recriminações, das desilusões. Muitas vezes estas situações não são compreendidas por ambos em simultâneo, mas isso só atrasa a solução do problema que deverá de ser inevitavelmente a separação.
Neste último caso, quando um dos parceiros continua a viver na ilusão e se recusa a ver a dura realidade, a que eu chamo a fase D. Quixote, a separação será mais dolorosa quanto mais longo for o período quixotiano. É urgente que cada um mate o Cavaleiro da Triste Figura que existe dentro de si.
São raros estes últimos casos, mas também são os mais belos e autênticos.
O negócio nem me merece qualquer comentário de tão execrável que é. Manter uma relação pelo simples interesse economicista é do mais ordinário e falso que pode existir numa relação. Também manter esse mesmo casamento por motivações sociais leva a uma falsa aparência de bem-estar que para além de iludir os outros, ilude principalmente os protagonistas.
No primeiro caso enquanto se mantiverem as motivações económicas mantêm-se o casamento independentemente de existir, ou não, amor entre os dois.
No segundo caso o casamento mantém-se enquanto se mantém a ilusão, que muitas vezes não é premeditada, ou enquanto o casal sentir alguma forma de amor entre si ou, no mínimo, algum prazer em partilhar algumas coisas. Mas as ilusões não duram para sempre, sobretudo quando são premeditadas por um ou por ambos os membros do casal e, mais tarde ou mais cedo, esta relação termina.
Quanto ao compromisso pode ser uma boa saída para casais que se amam, mas que partilham ideias diferentes quando à relação a dois, à família, aos amigos, à vida em sociedade, etc. Neste tipo de compromisso impõem-se muito diálogo e, sobretudo, a aceitação de diferenças de ideias e fraquezas de parte a parte.
Tentar compreender o outro ponto de vista é mais importante do que impor o seu ponto de vista, por isso é uma tarefa difícil. Aceitar o outro e as suas diferenças é uma tarefa hercúlea, mas se o casal se ama de facto consegue sempre ultrapassar estas dificuldades. Se não se ama o compromisso não funciona, pois não deixa de, mais tarde ou mais cedo, chegar o dia das acusações, dos ajustes de contas, das recriminações, das desilusões. Muitas vezes estas situações não são compreendidas por ambos em simultâneo, mas isso só atrasa a solução do problema que deverá de ser inevitavelmente a separação.
Neste último caso, quando um dos parceiros continua a viver na ilusão e se recusa a ver a dura realidade, a que eu chamo a fase D. Quixote, a separação será mais dolorosa quanto mais longo for o período quixotiano. É urgente que cada um mate o Cavaleiro da Triste Figura que existe dentro de si.
Todos temos ilusões e, das duas uma, ou aceitamos que estas são o que são e então temos de constantemente estar a construir uma utopia e viver com elas e reinventando-as para manter a chama viva (caso exista amor), não rejeitando, mas sim tentando aproximar ilusões; ou então vivemos eternamente na ilusão, a qual se transforma para nós em realidade e não nos permite deixar de ser o Cavaleiro da Triste Figura, o D. Quixote que julga ver perigosos gigantes onde só estão moinhos, ou acredita que a sua Dulcineia o ama. Esta situação deve ser ultrapassada tão rapidamente quanto possível, pois é capaz de gerar atitudes absurdas, muitas vezes dementes, pensando que está a ser feito o que é certo para recuperar o que ainda julga ser o seu amor.
Matemos o D. Quixote que está dentro de cada um de nós.
Ao longo da minha vida passei por praticamente todas as situações descritas anteriormente, tirando a relação economicista e o amor mútuo e verdadeiro (embora nesta última situação tenha pensado, nalguns casos, que existia. A verdade é que acabei por verificar, mais ou menos dolorosamente, que se enquadrava no amor ilusão o que me arrastou para situações quixotescas). Todas essas relações tiveram situações boas e más, em nenhuma delas prevaleceram as boas, isto sem acusações ou julgamentos, pois evidentemente sei que tenho responsabilidades em todas as relações que tive e as quais não soube preservar, independentemente de ter casado ou não com qualquer das protagonistas. Todas as relações que iniciei me pareceram, à partida, sólidas, mas na verdade ou se revelaram aparências ou ilusões ou então deixou de existir amor, isto sem qualquer ordem cronológica, pois normalmente tudo se somou para o seu fim e não posso atribuir o seu fracasso a uma só causa ou pessoa.
Uma relação a dois só pode manter-se se houver amor, sentimentos, emoções, partilha, lealdade, honestidade e uma preocupação em dar sem esperar nada em troca, pois se existe amor essa troca não deixará de acontecer, porque o amor assim o exige e se não acontece é claramente um sinal de alerta.
Houve alturas da minha vida em que trocava o melhor do que estava a viver pelo passado, hoje não troco o melhor do passado pelo que me está a acontecer, isto é, a descoberta de mim próprio e a minha evolução para uma pessoa melhor. Ainda acredito que, mais tarde ou mais cedo, irei descobrir o amor da minha vida, aquele em que seremos capazes de viver a eternidade no tempo que nos resta de vida.
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5/27/2007 03:22:00 da manhã
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sexta-feira, 25 de maio de 2007
terça-feira, 22 de maio de 2007
Biodiversidade
Hoje é o Dia Internacional da Biodiversidade.
A defesa e a manutenção da diversidade biológica é uma causa incontornável. A pressão demográfica o desenvolvimento industrial e a falta de consciencialização do Homem causou, ao longo do século XX danos irreversíveis na diversidade biológica, danos esses que, caso não sejam travados, podem por em risco a vida na Terra a médio prazo.
Felizmente, hoje em dia, a defesa da diversidade biológica já não é exclusivo de biólogos e ambientalistas, também os políticos e os cidadãos em geral têm demonstrado nas últimas décadas uma maior consciencialização na defesa da diversidade das espécies.
A defesa e a manutenção da diversidade biológica é uma causa incontornável. A pressão demográfica o desenvolvimento industrial e a falta de consciencialização do Homem causou, ao longo do século XX danos irreversíveis na diversidade biológica, danos esses que, caso não sejam travados, podem por em risco a vida na Terra a médio prazo.
Felizmente, hoje em dia, a defesa da diversidade biológica já não é exclusivo de biólogos e ambientalistas, também os políticos e os cidadãos em geral têm demonstrado nas últimas décadas uma maior consciencialização na defesa da diversidade das espécies.
Diabo no Corpo
Corpo,
Como um mapa sagrado,
Em ti desenho o pecado.
Escrevo o mundo no meu
Corpo,
Com um toque divino,
Faço da pele o destino.
Sente nas mãos este meu
Corpo,
Uma estátua ardente,
E a cada toque teu,
Até a passerelle devagar
Se vai abrir por ti,
E toda a música que ouvires
Irá ser por existires
Sempre que digo:
Uhuuu, tenho o Diabo no Corpo,
Uhuuu, tenho o Diabo no Corpo.
Leva o meu
Corpo,
Por um momento eterno,
Fazes-me a vida um inferno.
Escondo um louco no meu
Corpo,
Um infinito prazer,
Por isso: "Qu'est-ce qu'on va faire?".
Só tenho tempo para o meu Corpo,
Como uma sombra inquieta,
E nessa voz discreta,
Até a passerelle devagar
Se vai abrir por ti,
E toda a música que ouvires
Irá ser por existires
Sempre que digo:
Uhuuu, tenho o Diabo no Corpo,
Uhuuu, tenho o Diabo no Corpo.
Letra: Pedro Abrunhosa
Intérpretes: Pedro Abrunhosa e Lenine
Como um mapa sagrado,
Em ti desenho o pecado.
Escrevo o mundo no meu
Corpo,
Com um toque divino,
Faço da pele o destino.
Sente nas mãos este meu
Corpo,
Uma estátua ardente,
E a cada toque teu,
Até a passerelle devagar
Se vai abrir por ti,
E toda a música que ouvires
Irá ser por existires
Sempre que digo:
Uhuuu, tenho o Diabo no Corpo,
Uhuuu, tenho o Diabo no Corpo.
Leva o meu
Corpo,
Por um momento eterno,
Fazes-me a vida um inferno.
Escondo um louco no meu
Corpo,
Um infinito prazer,
Por isso: "Qu'est-ce qu'on va faire?".
Só tenho tempo para o meu Corpo,
Como uma sombra inquieta,
E nessa voz discreta,
Até a passerelle devagar
Se vai abrir por ti,
E toda a música que ouvires
Irá ser por existires
Sempre que digo:
Uhuuu, tenho o Diabo no Corpo,
Uhuuu, tenho o Diabo no Corpo.
Letra: Pedro Abrunhosa
Intérpretes: Pedro Abrunhosa e Lenine
segunda-feira, 21 de maio de 2007
Fantasmas? Não Obrigado!
Foi também aqui, ou melhor, foi principalmente junto dos meus filhos, que encontrei as forças necessárias para combater a adversidade e a demência.
Obrigado meus filhos!
Eu amo-vos e é nesse amor que me refugiarei sempre, assim como serei sempre porto de abrigo para qualquer um de vocês os três.
Obrigado meus filhos!
Eu amo-vos e é nesse amor que me refugiarei sempre, assim como serei sempre porto de abrigo para qualquer um de vocês os três.
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5/21/2007 07:18:00 da tarde
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CAMPEÕES!!!

Parabéns ao Dragão pelo seu 22º título nacional.
Alguém tem de descer de divisão, é a lei do campeonato, desejamos um rápido regresso ao convívio entre os grandes ao Aves e Beira-Mar.
Saudamos a subida à I Divisão de dois clubes com grandes tradições no futebol português: o Leixões (depois de uma prolongada ausência de 17/18 anos) e o Guimarães.
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5/21/2007 11:05:00 da manhã
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FCP
O Tamanho das Pessoas
Ser grande ou pequeno está ao alcance de um pequeno gesto.
É tão difícil e ao mesmo tempo tão fácil, basta um pouco de atenção, perceber que não somos os detentores de verdades absolutas, saber que existe sempre outro lado e tentar compreendê-lo. Ter a capacidade de nos pormos, por momentos, no lugar do outro para compreender aquilo que nos parece incompreensível.
É tão difícil e ao mesmo tempo tão fácil, basta um pouco de atenção, perceber que não somos os detentores de verdades absolutas, saber que existe sempre outro lado e tentar compreendê-lo. Ter a capacidade de nos pormos, por momentos, no lugar do outro para compreender aquilo que nos parece incompreensível.
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5/21/2007 10:38:00 da manhã
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domingo, 20 de maio de 2007
Luz ao Fundo do Túnel
Estou feliz, bati no fundo, mas encontrei saída para os problemas que me atormentaram nos últimos meses.
Muitas vezes a cortina do amor não nos deixa ver com clareza a realidade que nos rodeia, muitas vezes temos de bater no fundo, rondar a demência, mas há sempre uma saída.
O caminho faz-se caminhando.
Mesmo nos dias mais negros
Em tempo de solidão
Há sempre que procurar
Uma saída p'rá nossa ilusão
Muitas vezes a cortina do amor não nos deixa ver com clareza a realidade que nos rodeia, muitas vezes temos de bater no fundo, rondar a demência, mas há sempre uma saída.
O caminho faz-se caminhando.
(ficheiro pps)
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5/20/2007 05:15:00 da tarde
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quinta-feira, 17 de maio de 2007
Ser Solidário

Ser solidário assim pr’além da vida
Por dentro da distância percorrida
Fazer de cada perda uma raiz
E improvavelmente ser feliz
De como aqui chegar não é mister
Contar o que já sabe quem souber
O estrume em que germina a ilusão
Fecundará por certo esta canção
Ser solidário assim tão longe e perto
No coração de mim por mim aberto
Amando a inquietação que permanece
Pr’além da inquietação que me apetece
De como aqui chegar nada direi
Senão que tu já sentes o que eu sei
Apenas o momento do teu sonho
No amor intemporal que nos proponho
Ser solidário sim, por sobre a morte
Que depois dela só o tempo é forte
E a morte nunca o tempo a redime
Mas sim o amor dos homens que se exprime
De como aqui chegar não vale a pena
Já que a moral da história é tão pequena
Que nunca por vingança eu te daria
No ventre das canções sabedoria
José Mário Branco
terça-feira, 15 de maio de 2007
Conta-me Histórias

Agora que pousas a cabeça
na almofada e respiras satisfeito
quero o teu amor sem sentido nem proveito
Agora que repousas
lentamente sigo a curva do teu peito
procuro o segredo do teu cheiro
Juntos fomos correndo lado a lado
Juntos fomos sofrendo ter amado
Amas a vida
e eu amo-te a ti
Conta-me histórias daquilo que eu não vi...
Conta-me histórias daquilo que eu não vi...
Conta-me histórias daquilo que eu não vi...
Conta-me histórias daquilo que eu não vi...
Logo acordas
e pedes-me um cigarro que eu não fumo
sonho planos do futuro
Logo juntas a tua roupa
e dizes que a vida está lá fora
passou a minha hora...
passou a minha hora...
Juntos fomos correndo lado a lado
Juntos fomos sofrendo ter amado
Amas a vida
e eu amo-te a ti
Conta-me histórias daquilo que eu não vi...
Conta-me histórias daquilo que eu não vi...
Conta-me histórias daquilo que eu não vi...
Conta-me histórias daquilo que eu não vi…
Xutos & Pontapés
na almofada e respiras satisfeito
quero o teu amor sem sentido nem proveito
Agora que repousas
lentamente sigo a curva do teu peito
procuro o segredo do teu cheiro
Juntos fomos correndo lado a lado
Juntos fomos sofrendo ter amado
Amas a vida
e eu amo-te a ti
Conta-me histórias daquilo que eu não vi...
Conta-me histórias daquilo que eu não vi...
Conta-me histórias daquilo que eu não vi...
Conta-me histórias daquilo que eu não vi...
Logo acordas
e pedes-me um cigarro que eu não fumo
sonho planos do futuro
Logo juntas a tua roupa
e dizes que a vida está lá fora
passou a minha hora...
passou a minha hora...
Juntos fomos correndo lado a lado
Juntos fomos sofrendo ter amado
Amas a vida
e eu amo-te a ti
Conta-me histórias daquilo que eu não vi...
Conta-me histórias daquilo que eu não vi...
Conta-me histórias daquilo que eu não vi...
Conta-me histórias daquilo que eu não vi…
Xutos & Pontapés
Ouvi Dizer
Ouvi dizer que o nosso amor acabou...
Pois eu não tive a noção do seu fim!
Pelo que eu já tentei,
eu não vou vê-lo em mim:
se eu não tive a noção de ver nascer um homem.
E ao que vejo, tudo foi para ti
uma estúpida canção que so eu ouvi!
E eu fiquei com tanto para dar!
Agora não vais achar nada bem
que eu pague a conta em raiva!
E pudesse eu pagar de outra forma...
E pudesse eu pagar de outra forma...
E pudesse eu pagar de outra forma...
Ouvi dizer que o mundo acaba amanhã,
e eu tinha tantos planos p'ra depois!
Fui eu quem virou as páginas
na pressa de chegar até nós,
sem tirar das palavras seu cruel sentido...
Sobre a razão estar certa,
resta-me apenas uma razão:
e um dia vais ser tu
e um homem como tu
como eu não fui
um dia vou-te ouvir dizer:
E pudesse eu pagar de outra forma...
E pudesse eu pagar de outra forma...
E pudesse eu pagar de outra forma...
Sei que um dia vais dizer:
E pudesse eu pagar de outra forma...
E pudesse eu pagar de outra forma...
E pudesse eu pagar de outra forma...
A cidade está deserta
e alguém escreveu o teu nome em toda a parte:
nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas.
Em todo o lado essa palavra,
repetida ao expoente da loucura!
Ora amarga, ora doce...
Para nos lembrar que o amor é uma doença,
quando nele julgamos ver a nossa cura...
Ornatos Violeta
Pois eu não tive a noção do seu fim!
Pelo que eu já tentei,
eu não vou vê-lo em mim:
se eu não tive a noção de ver nascer um homem.
E ao que vejo, tudo foi para ti
uma estúpida canção que so eu ouvi!
E eu fiquei com tanto para dar!
Agora não vais achar nada bem
que eu pague a conta em raiva!
E pudesse eu pagar de outra forma...
E pudesse eu pagar de outra forma...
E pudesse eu pagar de outra forma...
Ouvi dizer que o mundo acaba amanhã,
e eu tinha tantos planos p'ra depois!
Fui eu quem virou as páginas
na pressa de chegar até nós,
sem tirar das palavras seu cruel sentido...
Sobre a razão estar certa,
resta-me apenas uma razão:
e um dia vais ser tu
e um homem como tu
como eu não fui
um dia vou-te ouvir dizer:
E pudesse eu pagar de outra forma...
E pudesse eu pagar de outra forma...
E pudesse eu pagar de outra forma...
Sei que um dia vais dizer:
E pudesse eu pagar de outra forma...
E pudesse eu pagar de outra forma...
E pudesse eu pagar de outra forma...
A cidade está deserta
e alguém escreveu o teu nome em toda a parte:
nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas.
Em todo o lado essa palavra,
repetida ao expoente da loucura!
Ora amarga, ora doce...
Para nos lembrar que o amor é uma doença,
quando nele julgamos ver a nossa cura...
Ornatos Violeta
segunda-feira, 14 de maio de 2007
Um Jeito Estúpido de te Amar
Eu sei que eu tenho um jeito
Meio estúpido de ser
E de dizer coisas que podem magoar e te ofender
Mas cada um tem o seu jeito
Todo próprio de amar e de se defender
Você me acusa e só me preocupa
Agrava mais e mais a minha culpa
Eu faço, e desfaço, contrafeito
O meu defeito é te amar demais
Palavras são palavras
E a gente nem percebe o que disse sem querer
E o que deixou pra depois
Mas o importante é perceber
Que a nossa vida em comum
Depende só e unicamente de nós dois
Eu tento achar um jeito de explicar
Você bem que podia me aceitar
Eu sei que eu tenho um jeito meio estúpido de ser
Mas é assim que eu sei te amar
Maria Bethânia
Meio estúpido de ser
E de dizer coisas que podem magoar e te ofender
Mas cada um tem o seu jeito
Todo próprio de amar e de se defender
Você me acusa e só me preocupa
Agrava mais e mais a minha culpa
Eu faço, e desfaço, contrafeito
O meu defeito é te amar demais
Palavras são palavras
E a gente nem percebe o que disse sem querer
E o que deixou pra depois
Mas o importante é perceber
Que a nossa vida em comum
Depende só e unicamente de nós dois
Eu tento achar um jeito de explicar
Você bem que podia me aceitar
Eu sei que eu tenho um jeito meio estúpido de ser
Mas é assim que eu sei te amar
Maria Bethânia
Problema de Expressão
Só pra dizer que te Amo,
Nem sempre encontro o melhor termo,
Nem sempre escolho o melhor modo.
Devia ser como no cinema,
A língua inglesa fica sempre bem
E nunca atraiçoa ninguém.
O teu mundo está tão perto do meu
E o que digo está tão longe,
Como o mar está do céu.
Só pra dizer que te Amo
Não sei porquê este embaraço
Que mais parece que só te estimo.
E até nos momentos em que digo que não quero
E o que sinto por ti são coisas confusas
E até parece que estou a mentir,
As palavras custam a sair,
Não digo o que estou a sentir,
Digo o contrário do que estou a sentir.
O teu mundo está tão perto do meu
E o que digo está tão longe,
Como o mar está do céu.
E é tão difícil dizer amor,
É bem melhor dizê-lo a cantar.
Por isso esta noite, fiz esta canção,
Para resolver o meu problema de expressão,
Pra ficar mais perto, bem mais de perto.
Ficar mais perto, bem mais de perto.
Poema: Carlos Tê
Canção interpretada por Manuela Azevedo (Clã)
Nem sempre encontro o melhor termo,
Nem sempre escolho o melhor modo.
Devia ser como no cinema,
A língua inglesa fica sempre bem
E nunca atraiçoa ninguém.
O teu mundo está tão perto do meu
E o que digo está tão longe,
Como o mar está do céu.
Só pra dizer que te Amo
Não sei porquê este embaraço
Que mais parece que só te estimo.
E até nos momentos em que digo que não quero
E o que sinto por ti são coisas confusas
E até parece que estou a mentir,
As palavras custam a sair,
Não digo o que estou a sentir,
Digo o contrário do que estou a sentir.
O teu mundo está tão perto do meu
E o que digo está tão longe,
Como o mar está do céu.
E é tão difícil dizer amor,
É bem melhor dizê-lo a cantar.
Por isso esta noite, fiz esta canção,
Para resolver o meu problema de expressão,
Pra ficar mais perto, bem mais de perto.
Ficar mais perto, bem mais de perto.
Poema: Carlos Tê
Canção interpretada por Manuela Azevedo (Clã)
Publicado por
Mário Monteiro
à(s)
5/14/2007 02:37:00 da tarde
Inquietação
A contas com o bem que tu me fazes
A contas com o mal por que passei
Com tantas guerras que travei
Já não sei fazer as pazes
São flores aos milhões entre ruínas
Meu peito feito campo de batalha
Cada alvorada que me ensinas
Oiro em pó que o vento espalha
Cá dentro inquietação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda
Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer
Qualquer coisa que eu devia perceber
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda
Ensinas-me fazer tantas perguntas
Na volta das respostas que eu trazia
Quantas promessas eu faria
Se as cumprisse todas juntas
Não largues esta mão no torvelinho
Pois falta sempre pouco para chegar
Eu não meti o barco ao mar
Pra ficar pelo caminho
Cá dentro inqueitação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda
Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer
Qualquer coisa que eu devia perceber
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda
Cá dentro inqueitação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Mas sei
É que não sei ainda
Há sempre qualquer coisa que eu tenho que fazer
Qualquer coisa que eu devia resolver
Porquê, não sei
Mas sei
Que essa coisa é que é linda
José Mário Branco
A contas com o mal por que passei
Com tantas guerras que travei
Já não sei fazer as pazes
São flores aos milhões entre ruínas
Meu peito feito campo de batalha
Cada alvorada que me ensinas
Oiro em pó que o vento espalha
Cá dentro inquietação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda
Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer
Qualquer coisa que eu devia perceber
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda
Ensinas-me fazer tantas perguntas
Na volta das respostas que eu trazia
Quantas promessas eu faria
Se as cumprisse todas juntas
Não largues esta mão no torvelinho
Pois falta sempre pouco para chegar
Eu não meti o barco ao mar
Pra ficar pelo caminho
Cá dentro inqueitação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda
Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer
Qualquer coisa que eu devia perceber
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda
Cá dentro inqueitação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Mas sei
É que não sei ainda
Há sempre qualquer coisa que eu tenho que fazer
Qualquer coisa que eu devia resolver
Porquê, não sei
Mas sei
Que essa coisa é que é linda
José Mário Branco
Lembra-me um Sonho Lindo
Lembra-me um sonho lindo
quase acabado,
lembra-me um céu aberto
outro fechado
Estala-me a veia em sangue
estrangulada,
estoira num peito um grito,
à desfilada
Canta rouxinol canta
não me dês penas,
cresce girassol cresce
entre açucenas
Afaga-me o corpo todo
se te pertenço,
rasga-me o vento ardendo
em fumos de incenso
Lembra-me um sonho lindo
quase acabado,
lembra-me um céu aberto
outro fechado
Estala-me a veia em sangue
estrangulada,
estoira num peito um grito,
à desfilada
Ai como eu te quero,
ai de madrugada,
ai alma da terra,
ai linda, assim deitada
Ai como eu te amo,
ai tão sossegada,
ai beijo-te o corpo,
ai seara, tão desejada
Fausto
quase acabado,
lembra-me um céu aberto
outro fechado
Estala-me a veia em sangue
estrangulada,
estoira num peito um grito,
à desfilada
Canta rouxinol canta
não me dês penas,
cresce girassol cresce
entre açucenas
Afaga-me o corpo todo
se te pertenço,
rasga-me o vento ardendo
em fumos de incenso
Lembra-me um sonho lindo
quase acabado,
lembra-me um céu aberto
outro fechado
Estala-me a veia em sangue
estrangulada,
estoira num peito um grito,
à desfilada
Ai como eu te quero,
ai de madrugada,
ai alma da terra,
ai linda, assim deitada
Ai como eu te amo,
ai tão sossegada,
ai beijo-te o corpo,
ai seara, tão desejada
Fausto
Publicado por
Mário Monteiro
à(s)
5/14/2007 12:03:00 da tarde
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