Os fracos são aqueles que pensam que têm a verdade.
Os fracos são aqueles que não aceitam opiniões diferentes.
Os fracos são aqueles que se acham dominadores.
Os fracos são aqueles que vivem em volta do seu umbigo.
Os fracos são egoístas.
Os fracos são os intolerantes.
Os fracos são os que controlam os seus sentimentos e emoções.
Os fracos são os incapazes de dialogar.
Os fracos são os que acham que têm sempre razão.
Os fracos são os que não se entregam.
Os fracos são os que gostam de ser bajulados.
Os fracos são egocêntricos.
Os fracos são os que não choram.
Os fracos são os que tomam decisões pelos outros.
Os fracos são os que só se amam a si mesmo.
Os fracos são os que não sabem perdoar.
Os fracos são os que não sabem ouvir.
Os fracos são fracos com aparência de fortes.
Os fracos são mesquinhos.
Os fracos são dissimulados.
Os fracos são maus com capa de bons.
Os fracos não são grande coisa.
Fortes são aqueles que não são fracos.
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
Momento
Nota: Para veres os videos do YouTube deves clicar duas vezes seguidas na seta.
Momento - Pedro Abrunhosa
Uma espécie de céu,
Um pedaço de mar,
Uma mão que doeu,
Um dia devagar.
Um Domingo perfeito,
Uma toalha no chão,
Um caminho cansado,
Um traço de avião.
Uma sombra sozinha,
Uma luz inquieta,
Um desvio na rua,
Uma voz de poeta.
Uma garrafa vazia,
Um cinzeiro apagado,
Um Hotel numa esquina,
Um sono acordado.
Um secreto adeus,
Um café a fechar,
Um aviso na porta,
Um bilhete no ar.
Uma praça aberta,
Uma rua perdida,
Uma noite encantada
Para o resto da vida.
Pedes-me um momento,
Agarras as palavras,
Escondes-te no tempo
Porque o tempo tem asas.
Levas a cidade Solta no cabelo,
Perdes-te comigo
Porque o mundo é um momento.
Uma estrada infinita,
Um anúncio discreto,
Uma curva fechada,
Um poema deserto.
Uma cidade distante,
Um vestido molhado,
Uma chuva divina,
Um desejo apertado.
Uma noite esquecida,
Uma praia qualquer,
Um suspiro escondido
Numa pele de mulher.
Um encontro em segredo,
Uma duna ancorada,
Dois corpos despidos,
Abraçados no nada.
Uma estrela cadente,
Um olhar que se afasta,
Um choro escondido
Quando um beijo não basta.
Um semáforo aberto,
Um adeus para sempre,
Uma ferida que dói,
Não por fora, por dentro.
Pedes-me um momento,
Agarras as palavras,
Escondes-te no tempo
Porque o tempo tem asas.
Levas a cidade
Solta no cabelo,
Perdes-te comigo
Porque o mundo é um momento.
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
domingo, 26 de agosto de 2007
Reis & Presidentes de Portugal
Clica no link e poderás ver uma lista completa dos Reis & Presidentes de Portugal (documento PDF), desde a fundação até aos nossos dias.
sábado, 25 de agosto de 2007
Choque Frontal
A vida continua, mesmo que se pense que está perdida. Até mesmo quando se perde, a vida continua no, ou nos, que cá deixamos.
Aqui é que está a diferença entre a coragem e a cobardia. É com os choques frontais que a vida se esclarece.
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Mário Monteiro
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8/25/2007 11:11:00 da tarde
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Pessoal
A Vida
Em jeito de homenagem, mais ou menos desajeitada, aqui fica um texto do João Brito Sousa do Braços ao Alto:
“Cheguei ao fim dos noventa minutos do jogo vida, aquele período onde não podemos falhar ou onde devemos falhar menos e é nossa obrigação dar o melhor de nós próprios. Já estou no prolongamento. Agora é hora do balanço, não obrigatório, é certo, mas que posso optar por fazê-lo ou não. E optei sim.
Naquilo que fiz na vida, é evidente que não me arrependo de nada, mas se começasse hoje não fazia da mesma maneira, pois penso que fiz muita coisa errada ou quase tudo. Cometi erros tremendos que só agora dei por eles. Ou talvez não sejam erros assim tão significativos. Na vida tudo é relativo. A vida não veio para ficar; a vida vai-se.
Apesar de tudo e de todos os momentos menos bons que vivi no passado, não dou por mim a queixar-me deles. Não estou contente por aí além. Tenho dores como qualquer um, sofri alguma coisa e sofro. Por coisas alheias à minha vontade e tenho a certeza a que não interferi em nada para piorar as coisas.
Gosto da palavra vida e do que ela encerra de misterioso talvez. E penso que a vida é um mistério e dos grandes. Tantas são as asneiras que se fazem e conseguimos subsistir. É verdade que são muitas e que mais tarde pagaremos a factura como resultado dessas asneiras todas.
Resta da vida uma única coisa boa: os amigos e, como consequência disso, a família, se os laços criados na relação forem laços de amizade. Às vezes não existem esses laços. São inimigos como irmãos, costuma dizer-se. Os interesses criados não são compatíveis com a ambição de cada um. Surge a agressão. A vida tem graça e piada até se for levada com calma e com consideração uns pelos outros. E é pena que acabe tão depressa..
Nunca estipulei nenhum estilo de vida. Vivi a vida. Com regras umas vezes outras vezes sem elas. Casei-me aos vinte e seis anos talvez porque os outros o fizeram também. Senti talvez a mesma necessidade do que eles. A vida é a dois porque a sós não temos a noção total dos problemas que ela contem. A vida tem problemas que às vezes são grandes e de difícil resolução. Mas em princípio tudo se resolve. Bem ou mal. Resolver mal também é resolver o problema. Resolver aqui quer dizer que ele deve deixar de existir."
------------------------------------------------------
O meu comentário:
Obrigado João por esta lição de vida, mesmo que não concorde contigo quando dizes que resolver mal também é uma forma de resolver os problemas, porque quando se resolve mal, o problema pode aparentemente desaparecer, porque fugimos dele, mas inevitavelmente surgem outros problemas ou então agrava-se o prolema inicial. Para mim a resolução dos problemas passa sempre, tem de passar, pelo diálogo. Quando o diálogo não existe temos um comportamento de avestruz, escondemo-nos do problema, mas ele continuo ali, bem perto de nós, apenas fechamos os olhos, ou olhamos para o lado, mas o problema continua a existir ou até mesmo a agravar-se.
Quanto ao arrependimento, também não me arrependo de nada, mas tento aprender com os erros. Não me arrependo porque não posso voltar atrás para corrigir, mas tento sempre transformar-me numa pessoa melhor para não cometer os mesmos erros e isso também é uma forma de arrependimento, porque é uma tomada de consciência.
Infelizmente muitos de nós só aprendemos com a dor e o sofrimento. Pergunto-me porquê? Se não fosse assim todos seriamos mais felizes, porque saberiamos dar a resposta certa no momento certo. Mas, como é evidente, não somos perfeitos, mas também não podemos ter medo de errar. Quando o medo está sempre presente a vida torna-se insuportável e perdemos a capacidade de amar. Vivemos angustiados.
Viver a vida com frontalidade e autenticidade, com os sentimentos à flor da pele, mas fundamentalmente com amor. Com amor pelos outros, com amor pela Natureza, com amor por nós próprios, com amor pela vida, mas fundamentalmente com amor pelo, ou pela, companheira do nosso caminho sem unilateralismos, mas com reciprocidade.
Viver a vida é amar e ser amado, aprender a ceder sem abdicar dos princípios, é dar e receber. Em resumo é estar nas coisas de corpo inteiro e não estar constantemente a racionalizar.
Quando há amor devemos fazer das falhas um caminho para o consolidar e não o contrário. De outra forma não podemos dizer que amamos, se o dissermos estamos a trairmo-nos e a trair os outros, consciente ou inconscientemente.
Sem querer acabei por extrapolar o conteúdo do teu texto, peço desculpa pelo abuso. Um abraço.
“Cheguei ao fim dos noventa minutos do jogo vida, aquele período onde não podemos falhar ou onde devemos falhar menos e é nossa obrigação dar o melhor de nós próprios. Já estou no prolongamento. Agora é hora do balanço, não obrigatório, é certo, mas que posso optar por fazê-lo ou não. E optei sim.
Naquilo que fiz na vida, é evidente que não me arrependo de nada, mas se começasse hoje não fazia da mesma maneira, pois penso que fiz muita coisa errada ou quase tudo. Cometi erros tremendos que só agora dei por eles. Ou talvez não sejam erros assim tão significativos. Na vida tudo é relativo. A vida não veio para ficar; a vida vai-se.
Apesar de tudo e de todos os momentos menos bons que vivi no passado, não dou por mim a queixar-me deles. Não estou contente por aí além. Tenho dores como qualquer um, sofri alguma coisa e sofro. Por coisas alheias à minha vontade e tenho a certeza a que não interferi em nada para piorar as coisas.
Gosto da palavra vida e do que ela encerra de misterioso talvez. E penso que a vida é um mistério e dos grandes. Tantas são as asneiras que se fazem e conseguimos subsistir. É verdade que são muitas e que mais tarde pagaremos a factura como resultado dessas asneiras todas.
Resta da vida uma única coisa boa: os amigos e, como consequência disso, a família, se os laços criados na relação forem laços de amizade. Às vezes não existem esses laços. São inimigos como irmãos, costuma dizer-se. Os interesses criados não são compatíveis com a ambição de cada um. Surge a agressão. A vida tem graça e piada até se for levada com calma e com consideração uns pelos outros. E é pena que acabe tão depressa..
Nunca estipulei nenhum estilo de vida. Vivi a vida. Com regras umas vezes outras vezes sem elas. Casei-me aos vinte e seis anos talvez porque os outros o fizeram também. Senti talvez a mesma necessidade do que eles. A vida é a dois porque a sós não temos a noção total dos problemas que ela contem. A vida tem problemas que às vezes são grandes e de difícil resolução. Mas em princípio tudo se resolve. Bem ou mal. Resolver mal também é resolver o problema. Resolver aqui quer dizer que ele deve deixar de existir."
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O meu comentário:
Obrigado João por esta lição de vida, mesmo que não concorde contigo quando dizes que resolver mal também é uma forma de resolver os problemas, porque quando se resolve mal, o problema pode aparentemente desaparecer, porque fugimos dele, mas inevitavelmente surgem outros problemas ou então agrava-se o prolema inicial. Para mim a resolução dos problemas passa sempre, tem de passar, pelo diálogo. Quando o diálogo não existe temos um comportamento de avestruz, escondemo-nos do problema, mas ele continuo ali, bem perto de nós, apenas fechamos os olhos, ou olhamos para o lado, mas o problema continua a existir ou até mesmo a agravar-se.
Quanto ao arrependimento, também não me arrependo de nada, mas tento aprender com os erros. Não me arrependo porque não posso voltar atrás para corrigir, mas tento sempre transformar-me numa pessoa melhor para não cometer os mesmos erros e isso também é uma forma de arrependimento, porque é uma tomada de consciência.
Infelizmente muitos de nós só aprendemos com a dor e o sofrimento. Pergunto-me porquê? Se não fosse assim todos seriamos mais felizes, porque saberiamos dar a resposta certa no momento certo. Mas, como é evidente, não somos perfeitos, mas também não podemos ter medo de errar. Quando o medo está sempre presente a vida torna-se insuportável e perdemos a capacidade de amar. Vivemos angustiados.
Viver a vida com frontalidade e autenticidade, com os sentimentos à flor da pele, mas fundamentalmente com amor. Com amor pelos outros, com amor pela Natureza, com amor por nós próprios, com amor pela vida, mas fundamentalmente com amor pelo, ou pela, companheira do nosso caminho sem unilateralismos, mas com reciprocidade.
Viver a vida é amar e ser amado, aprender a ceder sem abdicar dos princípios, é dar e receber. Em resumo é estar nas coisas de corpo inteiro e não estar constantemente a racionalizar.
Quando há amor devemos fazer das falhas um caminho para o consolidar e não o contrário. De outra forma não podemos dizer que amamos, se o dissermos estamos a trairmo-nos e a trair os outros, consciente ou inconscientemente.
Sem querer acabei por extrapolar o conteúdo do teu texto, peço desculpa pelo abuso. Um abraço.
Spiritwolf
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Mário Monteiro
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8/25/2007 12:19:00 da manhã
domingo, 19 de agosto de 2007
Sempre para Sempre
Sempre para Sempre - Donna Maria
Há amor amigo
Amor rebelde
Amor antigo
Amor da pele
Há amor tão longe
Amor distante
Amor de olhos
Amor de amante
Há amor de Inverno
Amor de Verão
Amor que rouba
Como um ladrão
Há amor passageiro
Amor não amado
Amor que aparece
Amor descartado
Há amor despido
Amor ausente
Amor de corpo
E sangue, bem quente
Há amor adulto
Amor pensado
Amor sem insulto
Mas nunca, nunca tocado
Há amor secreto
De cheiro intenso
Amor tão próximo
Amor de incenso
Há amor que mata
Amor que mente
Amor que nada, mas nada
Te faz contente, me faz contente
Há amor tão fraco
Amor não assumido
Amor de quarto
Que faz sentido
Há amor eterno
Sem nunca, talvez
Amor tão certo
Que acaba de vez
Há amor de certezas
Que não trará dor
Amor que afinal
amor,
Sem amor
O amor é tudo,
Tudo isto
E nada disto
Para tanta gente
acabar de maneira igual
E recomecar
Um amor diferente
Sempre, para sempre
Para sempre
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8/19/2007 06:10:00 da tarde
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sexta-feira, 17 de agosto de 2007
Apesar de Você
Apesar de Você - Chico Buarque
Hoje você é quem manda
Falou, tá falado
Não tem discussão
A minha gente hoje anda
Falando de lado
E olhando pro chão, viu
Você que inventou este tema
Que inventou de inventar
Toda a escuridão
Você que inventou o pecado
Esqueceu-se de inventar
O perdão
Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Eu pergunto a você
Onde vai se esconder
Da enorme euforia
Como vai proibir
Quando o galo insistir
Em cantar
Água nova brotando
E a gente se amando
Sem parar
Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros, juro
Todo esse amor reprimido
Esse grito contido
Este samba no escuro
Você que inventou a tristeza
Ora, tenha fineza
De desinventar
Você vai pagar e é dobrado
Cada lágrima rolada
Nesse meu penar
Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Inda pago pra ver
O jardim florescer
Qual você não queria
Você vai se amargar
Vendo o dia raiar
Sem lhe pedir licença
E eu vou morrer de rir
Que esse dia há de vir
Antes do que você pensa
Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Você vai ter que ver
A manhã renascer
E esbanjar poesia
Como vai se explicar
Vendo o céu clarear
De repente, impunemente
Como vai abafar
Nosso coro a cantar
Na sua frente
Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Você vai se dar mal
Etc. e tal
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Mário Monteiro
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8/17/2007 10:05:00 da manhã
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quinta-feira, 16 de agosto de 2007
A Mentira
Desculpa João, mas não consegui resistir a copiar este excelente texto sobre a mentira, da autoria de Pascoaes, que está no teu blog. É um alerta que merece muita reflexão.
Mais grave que mentir aos outros é mentir a nós próprios. Hoje vive-se sobre o culto da mentira e da superficialidade, é por isso que alertas como este continuam a ser uma pedrada no charco desta sociedade egoísta e egocêntrica. Combater a mentira é fundamental.
Aqui fica o texto de Teixeira de Pascoaes:
"A MENTIRA É A BASE DA CIVILIZAÇÃO MODERNA"
"É na faculdade de mentir, que caracteriza a maior parte dos homens actuais, que se baseia a civilização moderna. Ela firma-se, como tão claramente demonstrou Nordau, na mentira religiosa, na mentira política, na mentira económica, na mentira matrimonial, etc... A mentira formou este ser, único em todo o Universo: o homem antipático.
Actualmente, a mentira chama-se utilitarismo, ordem social, senso prático; disfarçou-se nestes nomes, julgando assim passar incógnita. A máscara deu-lhe prestígio, tornando-a misteriosa, e portanto, respeitada. De forma que a mentira, como ordem social, pode praticar impunemente, todos os assassinatos; como utilitarismo, todos os roubos; como senso prático, todas as tolices e loucuras.
A mentira reina sobre o mundo! Quase todos os homens são súbditos desta omnipotente Majestade. Derrubá-la do trono; arrancar-lhe das mãos o ceptro ensanguentado, é a obra bendita que o Povo, virgem de corpo e alma, vai realizando dia a dia, sob a direcção dos grandes mestres de obras, que se chamam Jesus, Buda, Pascal, Spartacus, Voltaire, Rousseau, Hugo, Zola, Tolstoi, Reclus, Bakounine, etc. etc.
E os operários que têm trabalhado na obra da Justiça e do Bem, foram os párias da Índia, os escravos de Roma, os miseráveis do bairro de Santo António, os Gavroches, e os moujiks da Rússia nos tempos de hoje. Porque é que só a gente sincera, inculta e bárbara sabe realizar a obra que o génio anuncia? Que intimidade existirá entre Jesus e os rudes pescadores da Galileia? Entre S. Paulo e os escravos de Roma? Entre Danton e os famintos do bairro de Santo António? Entre os párias e Buda? Entre Tolstoi e os selvagens moujiks? A enxada será irmã da pena? A fome de pão parecer-se-á com a fome de luz?."...
Mais grave que mentir aos outros é mentir a nós próprios. Hoje vive-se sobre o culto da mentira e da superficialidade, é por isso que alertas como este continuam a ser uma pedrada no charco desta sociedade egoísta e egocêntrica. Combater a mentira é fundamental.
Aqui fica o texto de Teixeira de Pascoaes:
"A MENTIRA É A BASE DA CIVILIZAÇÃO MODERNA"
Teixeira de Pascoaes em “A Saudade e o Saudosismo”
"É na faculdade de mentir, que caracteriza a maior parte dos homens actuais, que se baseia a civilização moderna. Ela firma-se, como tão claramente demonstrou Nordau, na mentira religiosa, na mentira política, na mentira económica, na mentira matrimonial, etc... A mentira formou este ser, único em todo o Universo: o homem antipático.
Actualmente, a mentira chama-se utilitarismo, ordem social, senso prático; disfarçou-se nestes nomes, julgando assim passar incógnita. A máscara deu-lhe prestígio, tornando-a misteriosa, e portanto, respeitada. De forma que a mentira, como ordem social, pode praticar impunemente, todos os assassinatos; como utilitarismo, todos os roubos; como senso prático, todas as tolices e loucuras.
A mentira reina sobre o mundo! Quase todos os homens são súbditos desta omnipotente Majestade. Derrubá-la do trono; arrancar-lhe das mãos o ceptro ensanguentado, é a obra bendita que o Povo, virgem de corpo e alma, vai realizando dia a dia, sob a direcção dos grandes mestres de obras, que se chamam Jesus, Buda, Pascal, Spartacus, Voltaire, Rousseau, Hugo, Zola, Tolstoi, Reclus, Bakounine, etc. etc.
E os operários que têm trabalhado na obra da Justiça e do Bem, foram os párias da Índia, os escravos de Roma, os miseráveis do bairro de Santo António, os Gavroches, e os moujiks da Rússia nos tempos de hoje. Porque é que só a gente sincera, inculta e bárbara sabe realizar a obra que o génio anuncia? Que intimidade existirá entre Jesus e os rudes pescadores da Galileia? Entre S. Paulo e os escravos de Roma? Entre Danton e os famintos do bairro de Santo António? Entre os párias e Buda? Entre Tolstoi e os selvagens moujiks? A enxada será irmã da pena? A fome de pão parecer-se-á com a fome de luz?."...
terça-feira, 14 de agosto de 2007
Caixa de Surpresas
A vida é uma caixa de surpresas.
Não corras atrás de nada. Não cries expectativas em relação a coisa nenhuma. Não te deixes angustiar pelo que desejas e parece inatingível.
Expurga os teus fantasmas. Não fujas ao confronto. Enriquece-te na discordância. Transforma a dialéctica e o amor nas tuas principais armas de busca da felicidade.
Hesita se tiveres de hesitar, mas não fujas do que sentes.
Não estejas sempre a pesar os prós e os contras. Segue os teus sentimentos e emoções.
Viver não é só racionalizar. Encontrar lógica na vida ou racionalizá-la em excesso só te traz a infelicidade. Não tenhas medo de viver e de falhar. Não te mascares. Não te isoles. Aceita os outros como são, mostra-lhes os caminhos mas não cries demasiadas expectativas. Não é com a imposição dos teus valores que os vais fazer mudar. Não deixes o Mundo ruir à tua volta.
Mantém a serenidade e sabe esperar, o que tiver de acontecer acontecerá e encontrarás sempre novos caminhos sem repisar os passados.
Lambe as tuas feridas.
Muda se tiveres de mudar, mas não vivas em função da mudança. Se erraste volta a mudar. Muda quantas vezes for preciso. Busca a felicidade.
Mantém sempre a tua autenticidade. Luta por valores. Acredita no amanhã que será sempre melhor do que o ontem. Vive o dia-a-dia com o prazer de te reencontrares e de novas descobertas, nem que essas sejam as que menos esperas e aches que já não há nada para descobrir.
Combate a tristeza, reaprende a sorrir. Procura transformar o impossível em possível. Combate os preconceitos. Sê tolerante. Aprende a ouvir.
Luta por ti. Não vires a cara à tua felicidade. Acredita nas tuas capacidades. Eleva a tua auto-estima.
O amanhã será sempre melhor do que o ontem ou o hoje.
Não desperdices a tua vida, não tens outra e o mundo não é perfeito. Aprende a lidar com a imperfeição e tenta melhorá-la, não lhe vires as costas, porque tu também não és perfeito.
Luta, mas luta serenamente, sem pressa de chegar à meta. Luta, porque a vida é uma caixa de surpresas.
Não corras atrás de nada. Não cries expectativas em relação a coisa nenhuma. Não te deixes angustiar pelo que desejas e parece inatingível.
Expurga os teus fantasmas. Não fujas ao confronto. Enriquece-te na discordância. Transforma a dialéctica e o amor nas tuas principais armas de busca da felicidade.
Hesita se tiveres de hesitar, mas não fujas do que sentes.
Não estejas sempre a pesar os prós e os contras. Segue os teus sentimentos e emoções.
Viver não é só racionalizar. Encontrar lógica na vida ou racionalizá-la em excesso só te traz a infelicidade. Não tenhas medo de viver e de falhar. Não te mascares. Não te isoles. Aceita os outros como são, mostra-lhes os caminhos mas não cries demasiadas expectativas. Não é com a imposição dos teus valores que os vais fazer mudar. Não deixes o Mundo ruir à tua volta.
Mantém a serenidade e sabe esperar, o que tiver de acontecer acontecerá e encontrarás sempre novos caminhos sem repisar os passados.
Lambe as tuas feridas.
Muda se tiveres de mudar, mas não vivas em função da mudança. Se erraste volta a mudar. Muda quantas vezes for preciso. Busca a felicidade.
Mantém sempre a tua autenticidade. Luta por valores. Acredita no amanhã que será sempre melhor do que o ontem. Vive o dia-a-dia com o prazer de te reencontrares e de novas descobertas, nem que essas sejam as que menos esperas e aches que já não há nada para descobrir.
Combate a tristeza, reaprende a sorrir. Procura transformar o impossível em possível. Combate os preconceitos. Sê tolerante. Aprende a ouvir.
Luta por ti. Não vires a cara à tua felicidade. Acredita nas tuas capacidades. Eleva a tua auto-estima.
O amanhã será sempre melhor do que o ontem ou o hoje.
Não desperdices a tua vida, não tens outra e o mundo não é perfeito. Aprende a lidar com a imperfeição e tenta melhorá-la, não lhe vires as costas, porque tu também não és perfeito.
Luta, mas luta serenamente, sem pressa de chegar à meta. Luta, porque a vida é uma caixa de surpresas.
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8/14/2007 02:10:00 da tarde
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sexta-feira, 3 de agosto de 2007
Fiat 500 de 1957
FIAT 500 de 1957 descapotável recuperado ao pormenor.
Fantástico!
Aceitam-se ofertas.
Quem estiver interessado pode enviar a sua proposta para karmenoz@gmail.com, se o proprietário aceitar alguma proposta contactará o interessado.
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Mário Monteiro
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8/03/2007 10:59:00 da manhã
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segunda-feira, 30 de julho de 2007
Coco Montoya
No passado dia 21 de Julho, Coco Montoya deu um concerto de blues no Porto, mais concretamente em Gaia.
Eu estive lá e gostei, por isso partilho este bocadinho convosco.
Eu estive lá e gostei, por isso partilho este bocadinho convosco.
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Mário Monteiro
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7/30/2007 05:19:00 da manhã
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quarta-feira, 25 de julho de 2007
Fragilidade
Talvez pudesse o tempo parar
Quando tudo em nós se precipita
Quando a vida nos desgarra os sentidos
E não espera, ai quem dera
Houvesse um canto para se ficar
Longe da guerra feroz que nos domina
Se o amor fosse como um lugar a salvo
Sem medos, sem fragilidade
Tão bom pudesse o tempo parar
E voltar-se a preencher o vazio
É tão duro aprender que na vida
Nada se repete, nada se promete
E é tudo tão fugaz e tão breve
Tão bom pudesse o tempo parar
E encharcar-me de azul e de longe
Acalmar a raiva aflita da vertigem
Sentir o teu braço e poder ficar
E é tudo tão fugaz e tão breve
Como os reflexos da lua no rio
Tudo aquilo que se agarra e já fugiu
É tudo tão fugaz e tão breve
Mafalda Veiga in Nada se Repete
Quando tudo em nós se precipita
Quando a vida nos desgarra os sentidos
E não espera, ai quem dera
Houvesse um canto para se ficar
Longe da guerra feroz que nos domina
Se o amor fosse como um lugar a salvo
Sem medos, sem fragilidade
Tão bom pudesse o tempo parar
E voltar-se a preencher o vazio
É tão duro aprender que na vida
Nada se repete, nada se promete
E é tudo tão fugaz e tão breve
Tão bom pudesse o tempo parar
E encharcar-me de azul e de longe
Acalmar a raiva aflita da vertigem
Sentir o teu braço e poder ficar
E é tudo tão fugaz e tão breve
Como os reflexos da lua no rio
Tudo aquilo que se agarra e já fugiu
É tudo tão fugaz e tão breve
Mafalda Veiga in Nada se Repete
domingo, 15 de julho de 2007
sábado, 7 de julho de 2007
Lado Lunar
Não me mostres o teu lado feliz
A luz do teu rosto quando sorris
Faz-me crer que tudo em ti é risonho
Como se viesses do fundo de um sonho
Não me abras assim o teu mundo
O teu lado solar só dura um segundo
Não é por ele que te quero amar
Embora seja ele que me esteja a enganar
Toda a alma tem uma face negra
Nem eu nem tu fugimos à regra
Tiremos à expressão todo o dramatismo
Por ser para ti eu uso um eufemismo
Chamemos-lhe apenas o lado lunar
Mostra-me o teu lado lunar
Desvenda-me o teu lado malsão
O túnel secreto a loja de horrores
A arca escondida debaixo do chão
Com poeira de sonhos e runas de amores
Eu hei-de te amar por esse lado escuro
Com lados felizes eu já não me iludo
Se resistir à treva é um amor seguro
À prova de bala à prova de tudo
[refrão]
Mostra-me o avesso da tua alma
Conhecê-lo e tudo o que eu preciso
Para poder gostar mais dessa luz falsa
Que ilumina as arcadas do teu sorriso
Não é bem por ela que te quero amar
Embora seja ela que me vai enganar
Se mostrares agora o teu lado lunar
Mesmo às escuras eu não vou reclamar
Letra: Carlos Tê
Música: Rui Veloso
A luz do teu rosto quando sorris
Faz-me crer que tudo em ti é risonho
Como se viesses do fundo de um sonho
Não me abras assim o teu mundo
O teu lado solar só dura um segundo
Não é por ele que te quero amar
Embora seja ele que me esteja a enganar
Toda a alma tem uma face negra
Nem eu nem tu fugimos à regra
Tiremos à expressão todo o dramatismo
Por ser para ti eu uso um eufemismo
Chamemos-lhe apenas o lado lunar
Mostra-me o teu lado lunar
Desvenda-me o teu lado malsão
O túnel secreto a loja de horrores
A arca escondida debaixo do chão
Com poeira de sonhos e runas de amores
Eu hei-de te amar por esse lado escuro
Com lados felizes eu já não me iludo
Se resistir à treva é um amor seguro
À prova de bala à prova de tudo
[refrão]
Mostra-me o avesso da tua alma
Conhecê-lo e tudo o que eu preciso
Para poder gostar mais dessa luz falsa
Que ilumina as arcadas do teu sorriso
Não é bem por ela que te quero amar
Embora seja ela que me vai enganar
Se mostrares agora o teu lado lunar
Mesmo às escuras eu não vou reclamar
Letra: Carlos Tê
Música: Rui Veloso
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7/07/2007 10:07:00 da manhã
quarta-feira, 27 de junho de 2007
Aqui Tão Perto de Ti
Perdida nas janelas da alma
Olho as cidades sem tempo
Cenários de vidas imaginadas
Distantes do trabalho intenso
Mundos no tempo imaginado só eu o sei
Perdidos à entrada do labirinto
No meio da vastidão a poesia
De um dia a mais a viver
Janelas da alma sol do meio-dia
Riquezas de quem não tem o que fazer
Cenários de vidas imaginadas
Frestas de luz ao amanhecer
E se o amor
Bate as asas e voa sobre nós
Eu vou ser feliz
Hoje amanhã e depois
E se o amor
Bate as asas e voa sobre nós
Eu vou ser feliz
Aqui tão perto de ti
Letra e Música: Múcio de Sá
Banda: Donna Maria
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Mário Monteiro
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6/27/2007 03:30:00 da manhã
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Donna Maria,
Música,
Poesia,
Video
Dois Lados do Mesmo Adeus
Caem como folhas
Lágrimas no seu rosto
Suavemente descem
Deixam-lhe o desgosto
Entre dois suspiros
Sopro-lhe na face sem favor
Abre-se a janela
Tenta um disfarce
Aperta-me a mão
Ri por um instante
Deixo-me ficar
Deixo-me ficar
Nunca quis saber nunca quis acreditar
Que tu irias partir não podias cá ficar
Nunca quis escutar muito menos quis ouvir
O teu silêncio que avisava a intenção de não voltar
Podes crer
Bem que me disseram para nunca me agarrar a uma pessoa a um lugar
Podes crer
Se um homem nunca chora para que servem estes olhos se não podem mais te ver
Queria ver queria saber
O que fazias tu que estás aqui a observar
Tás a ver tás a perceber
Pode ser que um dia a gente volte a se encontrar
Agora embora, agora sem demora
Deixa-me ficar aqui sozinho p’ra pensar
Embora agora que a minha alma chora
Como disse alguém
Vou-me perder para me encontrar
Esse choro triste
Desespero seu
P’ra tentar dizer
Nada se perdeu
Pede-me que fique mais
Por um segundo eterno
Como se quisesse ter
O meu beijo terno
Aperta-me a mão
Ri por um instante
Deixo-me ficar
Só por esse instante
Música: Manuel Lourenço
Letra: Manuel Lourenço e Miguel A. Majer
Banda: Donna Maria
Lágrimas no seu rosto
Suavemente descem
Deixam-lhe o desgosto
Entre dois suspiros
Sopro-lhe na face sem favor
Abre-se a janela
Tenta um disfarce
Aperta-me a mão
Ri por um instante
Deixo-me ficar
Deixo-me ficar
Nunca quis saber nunca quis acreditar
Que tu irias partir não podias cá ficar
Nunca quis escutar muito menos quis ouvir
O teu silêncio que avisava a intenção de não voltar
Podes crer
Bem que me disseram para nunca me agarrar a uma pessoa a um lugar
Podes crer
Se um homem nunca chora para que servem estes olhos se não podem mais te ver
Queria ver queria saber
O que fazias tu que estás aqui a observar
Tás a ver tás a perceber
Pode ser que um dia a gente volte a se encontrar
Agora embora, agora sem demora
Deixa-me ficar aqui sozinho p’ra pensar
Embora agora que a minha alma chora
Como disse alguém
Vou-me perder para me encontrar
Esse choro triste
Desespero seu
P’ra tentar dizer
Nada se perdeu
Pede-me que fique mais
Por um segundo eterno
Como se quisesse ter
O meu beijo terno
Aperta-me a mão
Ri por um instante
Deixo-me ficar
Só por esse instante
Música: Manuel Lourenço
Letra: Manuel Lourenço e Miguel A. Majer
Banda: Donna Maria
terça-feira, 26 de junho de 2007
Lado a Lado
Música: Nóbrega e Sousa
Letra: Jerónimo Bragança
Banda: Donna Maria
Somos dois caminhos paralelos
Vamos pela vida lado a lado
Doidos que nós somos
Loucos que nós fomos
Nem sei qual é de nós mais desgraçado
Lado a lado meu amor mas tão longe
Como é grande a distância entre nós
O que foi que se passou entre nós dois que nos separou
Porque foi que os meus ideais morreram assim dentro de mim
Ombro a ombro tanta vez mas tão longe
Indiferença entre nós quem diria
Custa a crer que tanto amor tão profundo amor tenha acabado
E nós ambos sem amor lado a lado
Fomos no passado um só destino
Somos um amor desencontrado
Doidos que nós somos
Loucos que nós fomos
Não sei qual é de nós mais desgraçado
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6/26/2007 02:06:00 da tarde
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sexta-feira, 22 de junho de 2007
O Primeiro Dia do Resto da Minha Vida
A princípio é simples anda-se sozinho
passa-se nas ruas bem devagarinho
está-se no silêncio e no borborinho
bebe-se as certezas num copo de vinho
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Pouco a pouco o passo faz-se vagabundo
dá-se a volta ao medo dá-se a volta ao mundo
diz-se do passado que está moribundo
bebe-se o alento num copo sem fundo
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
E é então que amigos nos oferecem leito
entra-se cansado e sai-se refeito
luta-se por tudo o que leva a peito
bebe-se come-se e alguém nos diz bom proveito
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Depois vem cansaços e o corpo frequeja
olha-se para dentro e já pouco sobeja
pede-se o descanso por curto que seja
apagam-se duvidas num mar de cerveja
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Enfim duma escolha faz-se um desafio
enfrenta-se a vida de fio a pavio
navega-se sem mar sem vela ou navio
bebe-se a coragem até dum copo vazio
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
E entretanto o tempo fez cinza da brasa
e outra maré cheia virá da maré vaza
nasce um novo dia e no braço outra asa
brinda-se aos amores com o vinho da casa
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Sérgio Godinho
passa-se nas ruas bem devagarinho
está-se no silêncio e no borborinho
bebe-se as certezas num copo de vinho
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Pouco a pouco o passo faz-se vagabundo
dá-se a volta ao medo dá-se a volta ao mundo
diz-se do passado que está moribundo
bebe-se o alento num copo sem fundo
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
E é então que amigos nos oferecem leito
entra-se cansado e sai-se refeito
luta-se por tudo o que leva a peito
bebe-se come-se e alguém nos diz bom proveito
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Depois vem cansaços e o corpo frequeja
olha-se para dentro e já pouco sobeja
pede-se o descanso por curto que seja
apagam-se duvidas num mar de cerveja
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Enfim duma escolha faz-se um desafio
enfrenta-se a vida de fio a pavio
navega-se sem mar sem vela ou navio
bebe-se a coragem até dum copo vazio
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
E entretanto o tempo fez cinza da brasa
e outra maré cheia virá da maré vaza
nasce um novo dia e no braço outra asa
brinda-se aos amores com o vinho da casa
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Sérgio Godinho
quarta-feira, 20 de junho de 2007
Filosofia de Boteco
Se ainda não encontraste a pessoa certa, diverte-te com a errada.
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Mário Monteiro
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6/20/2007 12:04:00 da tarde
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Humor
Quase Perfeito
Sabe bem ter-te por perto
Sabe bem tudo tão certo
Sabe bem quando te espero
Sabe bem beber quem quero
Quase que não chegava
A tempo de me deliciar
Quase que não chegava
A horas de te abraçar
Quase que não recebia
A prenda prometida
Quase que não devia
Existir tal companhia
Não me lembras o céu
Nem nada que se pareça
Não me lembras a lua
Nem nada que se escureça
Se um dia me sinto nua
Tomara que a terra estremeça
Que a minha boca na tua
Eu confesso não sai da cabeça
Se um beijo é quase perfeito
Perdidos num rio sem leito
Que dirá se o tempo nos der
O tempo a que temos direito
Se um dia um anjo fizer
A seta bater-te no peito
Se um dia o diabo quiser
Faremos o crime perfeito
Letra: Miguel A. Majer
Música: Miguel Rebelo
Banda: Donna Maria
Sabe bem tudo tão certo
Sabe bem quando te espero
Sabe bem beber quem quero
Quase que não chegava
A tempo de me deliciar
Quase que não chegava
A horas de te abraçar
Quase que não recebia
A prenda prometida
Quase que não devia
Existir tal companhia
Não me lembras o céu
Nem nada que se pareça
Não me lembras a lua
Nem nada que se escureça
Se um dia me sinto nua
Tomara que a terra estremeça
Que a minha boca na tua
Eu confesso não sai da cabeça
Se um beijo é quase perfeito
Perdidos num rio sem leito
Que dirá se o tempo nos der
O tempo a que temos direito
Se um dia um anjo fizer
A seta bater-te no peito
Se um dia o diabo quiser
Faremos o crime perfeito
Letra: Miguel A. Majer
Música: Miguel Rebelo
Banda: Donna Maria
sábado, 16 de junho de 2007
Dúvida
Será que o caminho a percorrer será melhor do que o percorrido?
Só a verdade e a serenidade do tempo o dirá.
Só a verdade e a serenidade do tempo o dirá.
sexta-feira, 15 de junho de 2007
quinta-feira, 14 de junho de 2007
Miopia
Ver portas onde nem frestas existem.
Quando só vemos o superficial,
Perdemos o essencial.
Quando só vemos o essencial,
Perdemos o extraordinário.
Ver portas onde nem frestas existem.
Quando só vemos o superficial,
Perdemos o essencial.
Quando só vemos o essencial,
Perdemos o extraordinário.
Ver portas onde nem frestas existem.
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Mário Monteiro
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6/14/2007 03:35:00 da manhã
quarta-feira, 13 de junho de 2007
Tempo
É uma filosofia de vida: saberes que o tempo corre, e nada do que se deixa por viver se poderá recuperar. Digo-te, no entanto, que um instante pode conter em si todo o tempo que quisermos. (...)
Nuno Júdice, "O Signo Segundo Saussure, Cartografia de Emoções, Lisboa, Publicações Dom Quixote, 2001.
Nuno Júdice, "O Signo Segundo Saussure, Cartografia de Emoções, Lisboa, Publicações Dom Quixote, 2001.
terça-feira, 12 de junho de 2007
O Sorriso
Creio que foi o sorriso, sorriso foi quem abriu a porta.
Era um sorriso com muita luz lá dentro, apetecia entrar nele, tirar a roupa, ficar nu dentro daquele sorriso.
Correr, navegar, morrer naquele sorriso.
Eugénio de Andrade
Era um sorriso com muita luz lá dentro, apetecia entrar nele, tirar a roupa, ficar nu dentro daquele sorriso.
Correr, navegar, morrer naquele sorriso.
Eugénio de Andrade
Crimes Políticos, Nunca Mais!
Acabei de receber um mail com a petição de um abaixo-assinado relativo ao caso Fernando Charrua, o qual vos deixo aqui para que todos os interessados possam assiná-lo.
-------------------------------------------------
Este é o site da petição ao Provedor de Justiça, "CRIMES POLÍTICOS, NUNCA MAIS"
http://www.petitiononline.com/libertas/
GRATO
FERNANDO CHARRUA
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Este é o site da petição ao Provedor de Justiça, "CRIMES POLÍTICOS, NUNCA MAIS"
http://www.petitiononline.com/libertas/
GRATO
FERNANDO CHARRUA
segunda-feira, 11 de junho de 2007
Ai Portugal, Portugal
Vemos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar.
Para quando o murro na mesa? De que é que estamos à espera? Onde estão os Portugueses?
Não à resignação!
Intervenhamos! Revoltemo-nos! Sejamos cidadãos!
--------------------------------
Primeiro levaram os comunistas,
mas eu não me importei
porque não era nada comigo.
Em seguida levaram alguns operários,
mas a mim não me afectou
porque eu não sou operário.
Depois prenderam os sindicalistas,
mas eu não me incomodei
porque nunca fui sindicalista.
Logo a seguir chegou a vez
de alguns padres,
mas como nunca fui religioso,
também não liguei.
Agora levaram-me a mim
e quando percebi,
já era tarde.
Bertold Brecht
Para quando o murro na mesa? De que é que estamos à espera? Onde estão os Portugueses?
Não à resignação!
Intervenhamos! Revoltemo-nos! Sejamos cidadãos!
--------------------------------
Primeiro levaram os comunistas,
mas eu não me importei
porque não era nada comigo.
Em seguida levaram alguns operários,
mas a mim não me afectou
porque eu não sou operário.
Depois prenderam os sindicalistas,
mas eu não me incomodei
porque nunca fui sindicalista.
Logo a seguir chegou a vez
de alguns padres,
mas como nunca fui religioso,
também não liguei.
Agora levaram-me a mim
e quando percebi,
já era tarde.
Bertold Brecht
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Mário Monteiro
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6/11/2007 12:12:00 da manhã
domingo, 10 de junho de 2007
Professores Titulares
O blog TUGA está a divulgar um artigo sobre o novo Estatuto da Carreira Docente, neste artigo pretende relançar e alargar a discussão sobre a carreira docente.
Leiam e divulguem este artigo, sobretudo os professores, quanto a pais e encarregados de educação, aproveitem para, em conjunto com os professores, fazerem um esforço para melhorar a qualidade do ensino que tão seriamente em sido atacada nos últimos anos.
Todos os agentes do ensino devem trabalhar em comum e com um único objectivo: dotar os alunos das condições que lhes permitam encarar o futuro com uma boa formação e criticamente.
Leiam e divulguem este artigo, sobretudo os professores, quanto a pais e encarregados de educação, aproveitem para, em conjunto com os professores, fazerem um esforço para melhorar a qualidade do ensino que tão seriamente em sido atacada nos últimos anos.
Todos os agentes do ensino devem trabalhar em comum e com um único objectivo: dotar os alunos das condições que lhes permitam encarar o futuro com uma boa formação e criticamente.
Pénis Educado

Com a devida vénia ao Cartoonices (link aqui ao lado), aqui fica uma boca foleira do personagem H. Rameneste.
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Mário Monteiro
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6/10/2007 08:05:00 da manhã
sábado, 9 de junho de 2007
Caetano Veloso
Na maior parte do tempo andamos nós a tentar encontrar explicações complexas para o que afinal é tão simples. Amar e ser ser amado é um sentimento simultaneamente tão puro e filosófico, como físico. Evidentemente que no amor não se pode, não deve. priveligiar qualquer dos sentimentos em relação aos outros, a não ser que os amantes assim o entendam. As regras do amor não são estáticas, por isso o amor tem altos e baixos, vai e vem. Uma vezes parece tão forte, eterno e indestrutível, para no momento seguinte se desfazer no vento.
Para sorte nossa aparece por vezes uma voz abalizada como a de Caetano Veloso que recoloca as nossas tensões e emoções no seu devido lugar. Leiam, ouçam e reflictam sobre a sua mensagem.
Ninguém precisa, nem deve, seguir as ideias dos outros, sejam eles quem forem, mas precisamos de conhecer para reflectir e encontrar as nossas próprias soluções e caminhos.
----------------------------------------
HOMEM
não tenho inveja da maternidade
nem da lactação
não tenho inveja da adiposidade
nem da menstruação
só tenho inveja da longevidade
e dos orgasmos múltiplo
se dos orgasmos múltiplos
eu sou homem
pele solta sobre o músculo
eu sou homem
pêlo grosso no nariz
não tenho inveja da sagacidade
nem da intuição
não tenho inveja da fidelidade
nem da dissimulação
só tenho inveja da longevidade
e dos orgasmos múltiplo
se dos orgasmos múltiplos
eu sou homem
pele solta sobre o músculo
eu sou homem
pêlo grosso no nariz
PORQUÊ?
estou me a vir
e tu como é que te tens por dentro?
porquê não te vens também?
----------------------------------------
Para sorte nossa aparece por vezes uma voz abalizada como a de Caetano Veloso que recoloca as nossas tensões e emoções no seu devido lugar. Leiam, ouçam e reflictam sobre a sua mensagem.
Ninguém precisa, nem deve, seguir as ideias dos outros, sejam eles quem forem, mas precisamos de conhecer para reflectir e encontrar as nossas próprias soluções e caminhos.
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HOMEM
não tenho inveja da maternidade
nem da lactação
não tenho inveja da adiposidade
nem da menstruação
só tenho inveja da longevidade
e dos orgasmos múltiplo
se dos orgasmos múltiplos
eu sou homem
pele solta sobre o músculo
eu sou homem
pêlo grosso no nariz
não tenho inveja da sagacidade
nem da intuição
não tenho inveja da fidelidade
nem da dissimulação
só tenho inveja da longevidade
e dos orgasmos múltiplo
se dos orgasmos múltiplos
eu sou homem
pele solta sobre o músculo
eu sou homem
pêlo grosso no nariz
PORQUÊ?
estou me a vir
e tu como é que te tens por dentro?
porquê não te vens também?
----------------------------------------
Ver aqui o novo CD de Caetano Veloso: CÊ
quarta-feira, 6 de junho de 2007
Um Caminho, uma Saída, um Momento
Muitas vezes tomamos decisões que, numa perspectiva puramente egoísta, nos deviam deixar felizes porque nos libertamos daquilo que consideramos ser a causa da nossa infelicidade, mas, muitas vezes, em vez de felizes sentimo-nos tristes e deprimidos.
Isto significa que ou não estamos certos da nossa decisão, ou então julgamos estar convictos que essa é a única saída para a nossa própria sobrevivência e sanidade mental.
A vida é complicada e, muitas vezes, aquilo que parece ser a única alternativa num determinado momento passa a ter um significado diferente algum tempo depois. Que todos sejamos capazes de encontrar os nossos caminhos sem recorrer a subterfúgios, pseudo soluções ou ilusões, mas que todos passemos por este processo com respeito, honestidade e, sobretudo, com vontade de aprender e de mudar.
Um momento é simplesmente um momento, mas pode tornar-se numa eternidade.
Todos os nossos actos têm consequências por isso, para que essas consequências sejam o menos dolorosas possíveis, temos de pensar em primeiro lugar no outro e no sofrimento que lhe causamos e só depois em nós. Estar mais atento e respeitar os outros e, sobretudo, apostar no amor como motor de qualquer relação, seja ela a amizade, a relação pais-filhos ou companheira-companheiro (sem homofobia evidentemente) é o único meio para nos transformarmos em pessoas melhores.
Concluindo é na capacidade de dar e compreender que conseguiremos melhorar a relação que temos com nós próprios e com os outros e nunca fechando-nos no nosso pequeno mundo onde, cheios de nós próprios, nos atrevemos a agredir os outros gratuitamente, mesmo que essas agressões sejam fruto de circunstâncias e nunca sentidas, não deixam de ferir e deixar marcas, muitas vezes inultrapassáveis.
É na capacidade de amar e reagir à adversidade, sem esperar nada em troca, que podemos encontrar a solução para o que nos parece sem solução.
Isto significa que ou não estamos certos da nossa decisão, ou então julgamos estar convictos que essa é a única saída para a nossa própria sobrevivência e sanidade mental.
A vida é complicada e, muitas vezes, aquilo que parece ser a única alternativa num determinado momento passa a ter um significado diferente algum tempo depois. Que todos sejamos capazes de encontrar os nossos caminhos sem recorrer a subterfúgios, pseudo soluções ou ilusões, mas que todos passemos por este processo com respeito, honestidade e, sobretudo, com vontade de aprender e de mudar.
Um momento é simplesmente um momento, mas pode tornar-se numa eternidade.
Todos os nossos actos têm consequências por isso, para que essas consequências sejam o menos dolorosas possíveis, temos de pensar em primeiro lugar no outro e no sofrimento que lhe causamos e só depois em nós. Estar mais atento e respeitar os outros e, sobretudo, apostar no amor como motor de qualquer relação, seja ela a amizade, a relação pais-filhos ou companheira-companheiro (sem homofobia evidentemente) é o único meio para nos transformarmos em pessoas melhores.
Concluindo é na capacidade de dar e compreender que conseguiremos melhorar a relação que temos com nós próprios e com os outros e nunca fechando-nos no nosso pequeno mundo onde, cheios de nós próprios, nos atrevemos a agredir os outros gratuitamente, mesmo que essas agressões sejam fruto de circunstâncias e nunca sentidas, não deixam de ferir e deixar marcas, muitas vezes inultrapassáveis.
É na capacidade de amar e reagir à adversidade, sem esperar nada em troca, que podemos encontrar a solução para o que nos parece sem solução.
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Mário Monteiro
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6/06/2007 12:56:00 da tarde
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Pessoal
domingo, 3 de junho de 2007
Out Of Reach
Knew the signs
Wasn't right
I was stupid for a while
Swept away by you
And now I feel like a fool
So confused,
My heart's bruised
Was I ever loved by you?
Out of reach, so far
I never had your heart
Out of reach,
Couldn't see
We were never
Meant to be
Catch myself
From despair
I could drown
If I stay here
Keeping busy everyday
I know I will be OK
But I was
So confused,
My heart's bruised
Was I ever loved by you?
Out of reach, so far
I never had your heart
Out of reach,
Couldn't see
We were never
Meant to be
So much hurt,
So much pain
Takes a while
To regain
What is lost inside
And I hope that in time,
You'll be out of my mind
And I'll be over you
But now I'm
So confused,
My heart's bruised
Was I ever loved by you?
Out of reach,
So far
I never had your heart
Out of reach,Couldn't see
We were neverMeant to be
Out of reach,
So far
You never gave your heart
In my reach, I can see
There's a life out there
For me
Gabrielle
Wasn't right
I was stupid for a while
Swept away by you
And now I feel like a fool
So confused,
My heart's bruised
Was I ever loved by you?
Out of reach, so far
I never had your heart
Out of reach,
Couldn't see
We were never
Meant to be
Catch myself
From despair
I could drown
If I stay here
Keeping busy everyday
I know I will be OK
But I was
So confused,
My heart's bruised
Was I ever loved by you?
Out of reach, so far
I never had your heart
Out of reach,
Couldn't see
We were never
Meant to be
So much hurt,
So much pain
Takes a while
To regain
What is lost inside
And I hope that in time,
You'll be out of my mind
And I'll be over you
But now I'm
So confused,
My heart's bruised
Was I ever loved by you?
Out of reach,
So far
I never had your heart
Out of reach,Couldn't see
We were neverMeant to be
Out of reach,
So far
You never gave your heart
In my reach, I can see
There's a life out there
For me
Gabrielle
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Mário Monteiro
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6/03/2007 08:42:00 da manhã
quinta-feira, 31 de maio de 2007
Pas de Deux
às vezes o nosso amor adora morrer
p´ra voltar e voltar a correr
às vezes o nosso amor evapora, ora
parece que o ar do lar o devora
às vezes o nosso amor tropeça só
para que o chão lhe peça – “levanta-te depressa”
às vezes o nosso amor adora sangrar
p´ra esvair e voltar a estancar
às vezes o nosso amor adora lamber
a cicatriz que insiste em conceber
às vezes o nosso amor desflora só
para que o céu lhe peça – “Benze-te depressa”
às vezes o nosso amor acalora
para que a água estale a pele a ferver
às vezes o nosso amor decora, ora
parece que o ar do lar o estupora
às vezes o nosso amor descola só
para que peça a peça se junte numa peça
o nosso amor adora suster
o ar que inspira e sorve só p’ra verter
às vezes o nosso amor demora a crescer
parece que tem medo de não caber, de não caber...
Clã
p´ra voltar e voltar a correr
às vezes o nosso amor evapora, ora
parece que o ar do lar o devora
às vezes o nosso amor tropeça só
para que o chão lhe peça – “levanta-te depressa”
às vezes o nosso amor adora sangrar
p´ra esvair e voltar a estancar
às vezes o nosso amor adora lamber
a cicatriz que insiste em conceber
às vezes o nosso amor desflora só
para que o céu lhe peça – “Benze-te depressa”
às vezes o nosso amor acalora
para que a água estale a pele a ferver
às vezes o nosso amor decora, ora
parece que o ar do lar o estupora
às vezes o nosso amor descola só
para que peça a peça se junte numa peça
o nosso amor adora suster
o ar que inspira e sorve só p’ra verter
às vezes o nosso amor demora a crescer
parece que tem medo de não caber, de não caber...
Clã
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Mário Monteiro
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5/31/2007 03:25:00 da tarde
Mudemos de Assunto
Andas aí a partir corações
como quem parte um baralho de cartas
cartas de amor
escrevi-te eu tantas
às tantas, aos poucos
às tantas, aos poucos
eu fui percebendo
às tantas eu lá fui tacteando
às cegas eu lá fui conseguindo
às cegas eu lá fui abrindo os olhos
E nos teus olhos como espelhos partidos
quis inventar uma outra narrativa
até que um ai me chegou aos ouvidos
e era só eu a vogar à deriva
e um animal sempre foge do fogo
e eu mal gritei: fogo!
mal eu gritei: água!
que morro de sede
achei-me encostado à parede
gritando: Livrai-me da sede!
e o mar inteiro entrou na minha casa
E nos teus olhos inundados do mar
eu naveguei contra minha vontade
mas deixa lá, que este barco a viajar
há-de chegar à gare da sua cidade
e ao desembarque a terra será mais firme
há quem afirme
há quem assegure
que é depois da vida
que a gente encontra a paz prometida
por mim marquei-lhe encontro na vida
marquei-lhe encontro ao fim da tempestade
Da tempestade, o que se teve em comum
é aquilo que nos separa depois
e os barcos passam a ser um e um
onde uma vez quiseram quase ser dois
e a tempestade deixa o mar encrespado
por isso cuidado
mesmo muito cuidado
que é frágil o pano
que veste as velas do desengano
que nos empurra em novo oceano
frágil e resistente ao mesmo tempo
Mas isto é um canto
e não um lamento
já disse o que sinto
agora façamos o ponto
e mudemos de assunto
sim?
Andas aí a partir corações
como quem parte um baralho de cartas
cartas de amor
escrevi-te eu tantas
às tantas, aos poucos
às tantas, aos poucos
eu fui percebendo
às tantas eu lá fui tacteando
às cegas eu lá fui conseguindo
às cegas eu lá fui abrindo os olhos
E nos teus olhos como espelhos partidos
quis inventar uma outra narrativa
até que um ai me chegou aos ouvidos
e era só eu a vogar à deriva
e um animal sempre foge do fogo
e eu mal gritei: fogo!
mal eu gritei: água!
que morro de sede
achei-me encostado à parede
gritando: Livrai-me da sede!
e o mar inteiro entrou na minha casa
E nos teus olhos inundados do mar
eu naveguei contra minha vontade
mas deixa lá, que este barco a viajar
há-de chegar à gare da sua cidade
e ao desembarque a terra será mais firme
há quem afirme
há quem assegure
que é depois da vida
que a gente encontra a paz prometida
por mim marquei-lhe encontro na vida
marquei-lhe encontro ao fim da tempestade
Da tempestade, o que se teve em comum
é aquilo que nos separa depois
e os barcos passam a ser um e um
onde uma vez quiseram quase ser dois
e a tempestade deixa o mar encrespado
por isso cuidado
mesmo muito cuidado
que é frágil o pano
que veste as velas do desengano
que nos empurra em novo oceano
frágil e resistente ao mesmo tempo
Mas isto é um canto
e não um lamento
já disse o que sinto
agora façamos o ponto
e mudemos de assunto
sim?
Sérgio Godinho
como quem parte um baralho de cartas
cartas de amor
escrevi-te eu tantas
às tantas, aos poucos
às tantas, aos poucos
eu fui percebendo
às tantas eu lá fui tacteando
às cegas eu lá fui conseguindo
às cegas eu lá fui abrindo os olhos
E nos teus olhos como espelhos partidos
quis inventar uma outra narrativa
até que um ai me chegou aos ouvidos
e era só eu a vogar à deriva
e um animal sempre foge do fogo
e eu mal gritei: fogo!
mal eu gritei: água!
que morro de sede
achei-me encostado à parede
gritando: Livrai-me da sede!
e o mar inteiro entrou na minha casa
E nos teus olhos inundados do mar
eu naveguei contra minha vontade
mas deixa lá, que este barco a viajar
há-de chegar à gare da sua cidade
e ao desembarque a terra será mais firme
há quem afirme
há quem assegure
que é depois da vida
que a gente encontra a paz prometida
por mim marquei-lhe encontro na vida
marquei-lhe encontro ao fim da tempestade
Da tempestade, o que se teve em comum
é aquilo que nos separa depois
e os barcos passam a ser um e um
onde uma vez quiseram quase ser dois
e a tempestade deixa o mar encrespado
por isso cuidado
mesmo muito cuidado
que é frágil o pano
que veste as velas do desengano
que nos empurra em novo oceano
frágil e resistente ao mesmo tempo
Mas isto é um canto
e não um lamento
já disse o que sinto
agora façamos o ponto
e mudemos de assunto
sim?
Andas aí a partir corações
como quem parte um baralho de cartas
cartas de amor
escrevi-te eu tantas
às tantas, aos poucos
às tantas, aos poucos
eu fui percebendo
às tantas eu lá fui tacteando
às cegas eu lá fui conseguindo
às cegas eu lá fui abrindo os olhos
E nos teus olhos como espelhos partidos
quis inventar uma outra narrativa
até que um ai me chegou aos ouvidos
e era só eu a vogar à deriva
e um animal sempre foge do fogo
e eu mal gritei: fogo!
mal eu gritei: água!
que morro de sede
achei-me encostado à parede
gritando: Livrai-me da sede!
e o mar inteiro entrou na minha casa
E nos teus olhos inundados do mar
eu naveguei contra minha vontade
mas deixa lá, que este barco a viajar
há-de chegar à gare da sua cidade
e ao desembarque a terra será mais firme
há quem afirme
há quem assegure
que é depois da vida
que a gente encontra a paz prometida
por mim marquei-lhe encontro na vida
marquei-lhe encontro ao fim da tempestade
Da tempestade, o que se teve em comum
é aquilo que nos separa depois
e os barcos passam a ser um e um
onde uma vez quiseram quase ser dois
e a tempestade deixa o mar encrespado
por isso cuidado
mesmo muito cuidado
que é frágil o pano
que veste as velas do desengano
que nos empurra em novo oceano
frágil e resistente ao mesmo tempo
Mas isto é um canto
e não um lamento
já disse o que sinto
agora façamos o ponto
e mudemos de assunto
sim?
Sérgio Godinho
terça-feira, 29 de maio de 2007
As Pontes de Madison County
Com a devida vénia ao blog "Luar de Janeiro" e à sua autora, transcrevo para aqui o comentário que, na devida altura, fez ao filme "As Pontes de Madison County".
Quando, em 30 de Outubro de 1995, vi pela primeira vez o filme "As Pontes de Madison County", escrevi uma curta reflexão, que vou transcrever tal como me saiu, há quase 12 anos atrás.
Tendo como protagonistas principais Clint Eastwood e Meryl Streep, o filme conta a história dum amor impossível, entre um fotógrafo da "National Geographic" e uma dona-de-casa rural do Iowa. É uma visão lúcida do amor. Um grande amor impossível e eterno. Impossível, porque não se pode abandonar marido e filhos, de repente, provocando sofrimento e dor a alguém que nos ama; porque não se pode ser feliz sobre a destruição e a mágoa dos outros, tendo como alicerces sentimentos de culpa e a condenação da nossa própria consciência. Eterno, precisamente por ser impossível. O quotidiano é o pior inimigo do amor. Vai corroendo, lenta mas inexoravelmente, o que, de início, nos parecia indestrutível.
Um filme lindo, duma lucidez tremenda; um tanto amargo mas..., quem sabe?, talvez mostrando o caminho para colocar o amor no seu verdadeiro lugar: o reino da utopia. O amor é uma nesga de sublime, de perfeição e de infinito que conseguimos vislumbrar. Só que a nossa pequenez, a nossa mediocridade, nos impede de alcançá-lo. Ainda mal lhe tocámos e já o conspurcámos e já o destruímos. Somos demasiado fracos e imperfeitos para aguentar a grandeza desse sentimento tão forte e generoso. Parece que temos de matá-lo, rapidamente, para regressarmos ao equilíbrio da nossa mediania.
Publicado por
Mário Monteiro
à(s)
5/29/2007 10:25:00 da tarde
Etiqueta:
Cinema
Solidariedade
Este anúncio passou uma única vez nos E.U.A. Vejam e divulguem. Censura nunca mais.
Solidariedade precisa-se e a melhor forma de abalar as consciências adormecidas é através do choque.
Solidariedade precisa-se e a melhor forma de abalar as consciências adormecidas é através do choque.
Pensamentos
Não sei quem é o autor, ou autores, mas estes pensamentos chegaram-me por e-mail, gostei deles e, por isso, resolvi partilhá-los aqui convosco. Aqui ficam:
"É difícil dizer adeus quando se quer ficar. É difícil sorrir, quando se quer chorar, mas é difícil ter que se esquecer quando se quer amar."
"Não há amor humano que não decepcione, pois ele não é mais do que uma porta para que o amor se torne maior."
"Amar não é aceitar tudo. Aliás onde tudo é aceite, desconfio da falta de amor."
"A ausência diminui as paixões medíocres e aumenta as grandes, assim como o vento apaga as velas, mas atiça as fogueiras."
"Faz da tua ausência, o bastante para que sinta a tua falta, mas não a prolongues a ponto de me acostumar a viver sem ti."
"Dizer que te amo é pouco... e tudo ao mesmo tempo. "
Espero que tenham gostado e que, pelo menos, sirva para alguma reflexão.
"É difícil dizer adeus quando se quer ficar. É difícil sorrir, quando se quer chorar, mas é difícil ter que se esquecer quando se quer amar."
"Não há amor humano que não decepcione, pois ele não é mais do que uma porta para que o amor se torne maior."
"Amar não é aceitar tudo. Aliás onde tudo é aceite, desconfio da falta de amor."
"A ausência diminui as paixões medíocres e aumenta as grandes, assim como o vento apaga as velas, mas atiça as fogueiras."
"Faz da tua ausência, o bastante para que sinta a tua falta, mas não a prolongues a ponto de me acostumar a viver sem ti."
"Dizer que te amo é pouco... e tudo ao mesmo tempo. "
Espero que tenham gostado e que, pelo menos, sirva para alguma reflexão.
O Motor da Vida
Muitas vezes a vida parece-nos um desperdício. Um beco escuro e fedorento de onde não podemos sair.
Quando estamos no auge do desespero sem encontrar sentido nem saída para a vida, pode acontecer algo de extraordinário. Umas vezes é simplesmente a sorte outras um olhar diferente que nos revela o que sempre esteve ali e a que nós não demos a devida atenção.
É então que no meio do entulho surge uma bela flor. Até a maior merda pode gerar algo de belo e consistente. De repente aquilo que nos parecia vazio, sem sentido, um desperdício, transforma-se no nosso motor e dá-nos a força para encontrarmos um novo sentido para a vida.
Muitas vezes o que há de melhor na vida está ali mesmo ao pé de nós mas, cegos, olhamos sem ver. Lá diz o velho ditado popular: "o pior cego é aquele que não quer ver".
Quando estamos no auge do desespero sem encontrar sentido nem saída para a vida, pode acontecer algo de extraordinário. Umas vezes é simplesmente a sorte outras um olhar diferente que nos revela o que sempre esteve ali e a que nós não demos a devida atenção.
É então que no meio do entulho surge uma bela flor. Até a maior merda pode gerar algo de belo e consistente. De repente aquilo que nos parecia vazio, sem sentido, um desperdício, transforma-se no nosso motor e dá-nos a força para encontrarmos um novo sentido para a vida.
Muitas vezes o que há de melhor na vida está ali mesmo ao pé de nós mas, cegos, olhamos sem ver. Lá diz o velho ditado popular: "o pior cego é aquele que não quer ver".
Publicado por
Mário Monteiro
à(s)
5/29/2007 05:56:00 da manhã
Etiqueta:
Pessoal
segunda-feira, 28 de maio de 2007
Poupar Energia
"Dez Coisas A Fazer" foi o alerta lançado pelo Oceanário para ajudar a combater o aquecimento global:
01 - Mudar uma lâmpada - substituir uma lâmpada normal por uma lâmpada florescente poupa 68 Kg de carbono por ano;
02 - Conduzir menos - caminhar, andar de bicicleta, partilhar o carro ou usar os transportes públicos com mais frequência. Poupará 0,5 Kg de dióxido de carbono por cada 1,5 Km que não conduzir!
03 - Reciclar mais - pode poupar 1.000 Kg de dióxido de carbono por ano reciclando apenas metade do seu desperdício caseiro;
04 - Verificar os pneus - manter os pneus do carro devidamente calibrados pode melhorar o consumo de combustível em mais de 3 %. Cada 4 litros de combustível poupado retira 9 Kg de dióxido de carbono da atmosfera!
05 - Usar menos água quente - aquecer a água consome imensa energia. Usar menos água quente instalando um chuveiro de baixa pressão poupará 160 Kg de CO2 por ano e lavar a roupa em água fria ou morna poupa 230 Kg por ano;
06 - Evitar produtos com muita embalagem - pode poupar 545 Kg de dióxido de carbono se reduzir o lixo em 10 %;
07 - Ajustar o termostato - acertar o termostato apenas dois graus para baixo no Inverno e dois graus para cima no Verão pode poupar cerca de 900 Kg de dióxido de carbono por ano;
08 - Plantar uma árvore - uma única árvore absorve uma tonelada de dióxido
de carbono durante a sua vida;
09 - Seja parte da solução - aprenda mais e torne-se activo em http://climatecrisis.net/
10 - Espalhe a mensagem! - incentive os amigos a ver "Uma Verdade Inconveniente.
Antes de imprimir qualquer documento, pense se é mesmo necessário. Para produzir 1 tonelada de papel são necessárias 10 a 20 árvores, 10.000 litros de água e 5MW/hora de energia. Em média, por ano, uma família gasta em papel o equivalente ao abate de seis árvores. A protecção do ambiente deve ser uma preocupação de todos nós.
01 - Mudar uma lâmpada - substituir uma lâmpada normal por uma lâmpada florescente poupa 68 Kg de carbono por ano;
02 - Conduzir menos - caminhar, andar de bicicleta, partilhar o carro ou usar os transportes públicos com mais frequência. Poupará 0,5 Kg de dióxido de carbono por cada 1,5 Km que não conduzir!
03 - Reciclar mais - pode poupar 1.000 Kg de dióxido de carbono por ano reciclando apenas metade do seu desperdício caseiro;
04 - Verificar os pneus - manter os pneus do carro devidamente calibrados pode melhorar o consumo de combustível em mais de 3 %. Cada 4 litros de combustível poupado retira 9 Kg de dióxido de carbono da atmosfera!
05 - Usar menos água quente - aquecer a água consome imensa energia. Usar menos água quente instalando um chuveiro de baixa pressão poupará 160 Kg de CO2 por ano e lavar a roupa em água fria ou morna poupa 230 Kg por ano;
06 - Evitar produtos com muita embalagem - pode poupar 545 Kg de dióxido de carbono se reduzir o lixo em 10 %;
07 - Ajustar o termostato - acertar o termostato apenas dois graus para baixo no Inverno e dois graus para cima no Verão pode poupar cerca de 900 Kg de dióxido de carbono por ano;
08 - Plantar uma árvore - uma única árvore absorve uma tonelada de dióxido
de carbono durante a sua vida;
09 - Seja parte da solução - aprenda mais e torne-se activo em http://climatecrisis.net/
10 - Espalhe a mensagem! - incentive os amigos a ver "Uma Verdade Inconveniente.
Antes de imprimir qualquer documento, pense se é mesmo necessário. Para produzir 1 tonelada de papel são necessárias 10 a 20 árvores, 10.000 litros de água e 5MW/hora de energia. Em média, por ano, uma família gasta em papel o equivalente ao abate de seis árvores. A protecção do ambiente deve ser uma preocupação de todos nós.
domingo, 27 de maio de 2007
Matemos D. Quixote, o Cavaleiro da Triste Figura

É estranho, mas acontece. Frequentemente uma relação a dois transforma-se num negócio, isto é, ambos mantêm-se unidos por meros interesses “comerciais”. Outras vezes, quando não há propriamente um dominado e um dominador bem demarcado, essa relação descai no compromisso entre os interesses, ou motivações, de um e os do outro, sendo sempre o mais forte que impõe as "regras" do casamento. Finalmente, penso que, nos casos mais raros, essa relação baseia-se realmente no amor verdadeiro e, por isso, nenhum tem necessidade de impor ao outro a sua perspectiva, um compromisso de entendimento ou um contrato de vida.
São raros estes últimos casos, mas também são os mais belos e autênticos.
O negócio nem me merece qualquer comentário de tão execrável que é. Manter uma relação pelo simples interesse economicista é do mais ordinário e falso que pode existir numa relação. Também manter esse mesmo casamento por motivações sociais leva a uma falsa aparência de bem-estar que para além de iludir os outros, ilude principalmente os protagonistas.
No primeiro caso enquanto se mantiverem as motivações económicas mantêm-se o casamento independentemente de existir, ou não, amor entre os dois.
No segundo caso o casamento mantém-se enquanto se mantém a ilusão, que muitas vezes não é premeditada, ou enquanto o casal sentir alguma forma de amor entre si ou, no mínimo, algum prazer em partilhar algumas coisas. Mas as ilusões não duram para sempre, sobretudo quando são premeditadas por um ou por ambos os membros do casal e, mais tarde ou mais cedo, esta relação termina.
Quanto ao compromisso pode ser uma boa saída para casais que se amam, mas que partilham ideias diferentes quando à relação a dois, à família, aos amigos, à vida em sociedade, etc. Neste tipo de compromisso impõem-se muito diálogo e, sobretudo, a aceitação de diferenças de ideias e fraquezas de parte a parte.
Tentar compreender o outro ponto de vista é mais importante do que impor o seu ponto de vista, por isso é uma tarefa difícil. Aceitar o outro e as suas diferenças é uma tarefa hercúlea, mas se o casal se ama de facto consegue sempre ultrapassar estas dificuldades. Se não se ama o compromisso não funciona, pois não deixa de, mais tarde ou mais cedo, chegar o dia das acusações, dos ajustes de contas, das recriminações, das desilusões. Muitas vezes estas situações não são compreendidas por ambos em simultâneo, mas isso só atrasa a solução do problema que deverá de ser inevitavelmente a separação.
Neste último caso, quando um dos parceiros continua a viver na ilusão e se recusa a ver a dura realidade, a que eu chamo a fase D. Quixote, a separação será mais dolorosa quanto mais longo for o período quixotiano. É urgente que cada um mate o Cavaleiro da Triste Figura que existe dentro de si.
São raros estes últimos casos, mas também são os mais belos e autênticos.
O negócio nem me merece qualquer comentário de tão execrável que é. Manter uma relação pelo simples interesse economicista é do mais ordinário e falso que pode existir numa relação. Também manter esse mesmo casamento por motivações sociais leva a uma falsa aparência de bem-estar que para além de iludir os outros, ilude principalmente os protagonistas.
No primeiro caso enquanto se mantiverem as motivações económicas mantêm-se o casamento independentemente de existir, ou não, amor entre os dois.
No segundo caso o casamento mantém-se enquanto se mantém a ilusão, que muitas vezes não é premeditada, ou enquanto o casal sentir alguma forma de amor entre si ou, no mínimo, algum prazer em partilhar algumas coisas. Mas as ilusões não duram para sempre, sobretudo quando são premeditadas por um ou por ambos os membros do casal e, mais tarde ou mais cedo, esta relação termina.
Quanto ao compromisso pode ser uma boa saída para casais que se amam, mas que partilham ideias diferentes quando à relação a dois, à família, aos amigos, à vida em sociedade, etc. Neste tipo de compromisso impõem-se muito diálogo e, sobretudo, a aceitação de diferenças de ideias e fraquezas de parte a parte.
Tentar compreender o outro ponto de vista é mais importante do que impor o seu ponto de vista, por isso é uma tarefa difícil. Aceitar o outro e as suas diferenças é uma tarefa hercúlea, mas se o casal se ama de facto consegue sempre ultrapassar estas dificuldades. Se não se ama o compromisso não funciona, pois não deixa de, mais tarde ou mais cedo, chegar o dia das acusações, dos ajustes de contas, das recriminações, das desilusões. Muitas vezes estas situações não são compreendidas por ambos em simultâneo, mas isso só atrasa a solução do problema que deverá de ser inevitavelmente a separação.
Neste último caso, quando um dos parceiros continua a viver na ilusão e se recusa a ver a dura realidade, a que eu chamo a fase D. Quixote, a separação será mais dolorosa quanto mais longo for o período quixotiano. É urgente que cada um mate o Cavaleiro da Triste Figura que existe dentro de si.
Todos temos ilusões e, das duas uma, ou aceitamos que estas são o que são e então temos de constantemente estar a construir uma utopia e viver com elas e reinventando-as para manter a chama viva (caso exista amor), não rejeitando, mas sim tentando aproximar ilusões; ou então vivemos eternamente na ilusão, a qual se transforma para nós em realidade e não nos permite deixar de ser o Cavaleiro da Triste Figura, o D. Quixote que julga ver perigosos gigantes onde só estão moinhos, ou acredita que a sua Dulcineia o ama. Esta situação deve ser ultrapassada tão rapidamente quanto possível, pois é capaz de gerar atitudes absurdas, muitas vezes dementes, pensando que está a ser feito o que é certo para recuperar o que ainda julga ser o seu amor.
Matemos o D. Quixote que está dentro de cada um de nós.
Ao longo da minha vida passei por praticamente todas as situações descritas anteriormente, tirando a relação economicista e o amor mútuo e verdadeiro (embora nesta última situação tenha pensado, nalguns casos, que existia. A verdade é que acabei por verificar, mais ou menos dolorosamente, que se enquadrava no amor ilusão o que me arrastou para situações quixotescas). Todas essas relações tiveram situações boas e más, em nenhuma delas prevaleceram as boas, isto sem acusações ou julgamentos, pois evidentemente sei que tenho responsabilidades em todas as relações que tive e as quais não soube preservar, independentemente de ter casado ou não com qualquer das protagonistas. Todas as relações que iniciei me pareceram, à partida, sólidas, mas na verdade ou se revelaram aparências ou ilusões ou então deixou de existir amor, isto sem qualquer ordem cronológica, pois normalmente tudo se somou para o seu fim e não posso atribuir o seu fracasso a uma só causa ou pessoa.
Uma relação a dois só pode manter-se se houver amor, sentimentos, emoções, partilha, lealdade, honestidade e uma preocupação em dar sem esperar nada em troca, pois se existe amor essa troca não deixará de acontecer, porque o amor assim o exige e se não acontece é claramente um sinal de alerta.
Houve alturas da minha vida em que trocava o melhor do que estava a viver pelo passado, hoje não troco o melhor do passado pelo que me está a acontecer, isto é, a descoberta de mim próprio e a minha evolução para uma pessoa melhor. Ainda acredito que, mais tarde ou mais cedo, irei descobrir o amor da minha vida, aquele em que seremos capazes de viver a eternidade no tempo que nos resta de vida.
Publicado por
Mário Monteiro
à(s)
5/27/2007 03:22:00 da manhã
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Pessoal
sexta-feira, 25 de maio de 2007
terça-feira, 22 de maio de 2007
Biodiversidade
Hoje é o Dia Internacional da Biodiversidade.
A defesa e a manutenção da diversidade biológica é uma causa incontornável. A pressão demográfica o desenvolvimento industrial e a falta de consciencialização do Homem causou, ao longo do século XX danos irreversíveis na diversidade biológica, danos esses que, caso não sejam travados, podem por em risco a vida na Terra a médio prazo.
Felizmente, hoje em dia, a defesa da diversidade biológica já não é exclusivo de biólogos e ambientalistas, também os políticos e os cidadãos em geral têm demonstrado nas últimas décadas uma maior consciencialização na defesa da diversidade das espécies.
A defesa e a manutenção da diversidade biológica é uma causa incontornável. A pressão demográfica o desenvolvimento industrial e a falta de consciencialização do Homem causou, ao longo do século XX danos irreversíveis na diversidade biológica, danos esses que, caso não sejam travados, podem por em risco a vida na Terra a médio prazo.
Felizmente, hoje em dia, a defesa da diversidade biológica já não é exclusivo de biólogos e ambientalistas, também os políticos e os cidadãos em geral têm demonstrado nas últimas décadas uma maior consciencialização na defesa da diversidade das espécies.
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