quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Lilly and the World

Amazing.

Aflição


Adiante era o frio, mais atrás era o raio de sol.
uns pés passos largos; outra vez, caminhar devagar.
Entre o tremer e o abrasar, um modo
como se fosse o existir não mais que passar.

Para onde é que vou?

Se meço ou se me perco, se fio ou se desteço;
contar os números é para os sábios, eu só observo.
Fazer um círculo, desenhar quadrado:
a geometria é para quem sabe recomeçar.

Por que é que eu fico?

Minha história é sem início, não determina seu fim;
um dia perguntarão se fui gente ou estátua de sal.
Quando derem por minha ausência estarei
com meus olhos de saudade fitados para atrás.

Onde nos encontraremos?
Quando, o tempo de repousar?


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Poema original de Isaias Zuza Junior (Brasil) publicado iniciamente no se blog A Lanterna Mágica.

Aquecimento Global - Global Warming

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

PORTUGAL no EURO 2008

Jogo fraquito, com alguns requintes técnicos das nossas estrelas.

Mas apesar do empate a 0 com a Finlândia no Estádio do Dragão, Portugal qualificou-se para o Europeu 2008.

Nos Sub 21, depois do empate com a Inglaterra a 1 golo é que as coisas estão mais pretas, mas enquanto há vida há esperança.

Parabéns PORTUGAL!

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Ana Popovic & Coco Montoya

Cidadão do Mundo

Anda a circular, por mail, um abaixo assinado que mereceu a minha atenção.

Se ainda não assinaram esta petição, peço-vos que copiem o texto em baixo (em itálico) e o enviem para todos os vossos contactos para dar início a uma nova corrente de solidariedade.

Assim que o número de assinaturas atingir os 250 esse mail deverá ser enviado para o endereço abaixo indicado.

Obrigado pela vossa participação, o Mundo está mesmo aqui ao virar da esquina e nós não podemos estar de costas voltadas para ele.
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Date: Thu, 8 Nov 2007 12:36:44 +0000

Ultraje na África do Sul

Na última semana uma menina de 3 anos de idade na África do Sul foi espancada e violada. Ainda está viva. O homem responsável foi libertado da cadeia ontem. Anda solto nas ruas.

Se você estiver demasiado ocupado para ler este mail então assine apenas o seu nome e reenvie. O Governo planeia fechar a unidade da protecção da criança (CPU) e esta é uma petição contra esse plano. Esta é uma petição muito importante.

É uma parte essencial do sistema da justiça para as crianças. Você pode já
ter ouvido que há um mito em África do Sul segundo o qual ter sexo com uma virgem curará a SIDA. Quanto mais nova for a Virgem, mais potente é a cura.

Isto conduziu a uma epidemia de violações por homens infectados, infectando assim crianças inocentes.

Muitas morreram nestas violações cruéis. Recentemente na cidade do Cabo, um bebé de 9 meses foi violado por 6 homens. Pense por favor sobre isto por um momento. A situação do abuso de criança está a alcançar agora proporções catastróficas e se não fizermos alguma coisa, quem o fará?

Adicione amavelmente seu nome ao fundo da lista e passe por favor este Mail a tantas pessoas quantas conhece.

Se fores a assinatura nº 250 por favor faz um reenvio para:

childprotectpca@saps.org.za

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Farmacêutico Dorme Tranquilo

Esta mensagem foi-me enviada por um amigo, mas também veio publicada na imprensa. Não posso deixar de a divulgar, talvez haja por aí outros, que igualmente altruístas ou menos gananciosos, sigam o exemplo deste farmacêutico. Parabéns Carlos Almeida!
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FARMACÊUTICO DORME TRANQUILO

Muitas clientes de Carlos de Almeida não podiam pagar a vacina contra o cancro do Colo do Útero. Então, decidiu vendê-la sem lucro.

Carlos Almeida, 47 anos, director técnico da Farmácia de Santa Catarina no Porto, desenvolveu um projecto filantrópico com repercussões vitais na saúde das mulheres portuguesas:
- Abdicou das margens de lucro das duas vacinas preventivas do cancro do colo do útero à venda no mercado, ficando as duas ao mesmo preço.

"Não preciso ganhar dinheiro com este medicamento, porque vejo que há uma extensa série de pessoas que não a consegue comprar. E essa imagem é mesmo muito triste", explicou ao 24 Horas.

Com a consciência atormentada, este João Semana das farmácias decidiu fazer alguma coisa. Vende as vacinas ao preço que as compra, possibilitando a mais gente o acesso a um eficaz meio de prevenção de uma das doenças mais mortífereas do sexo feminino.

"Pensei fazer um desconto, mas ainda assim era cara. Não fiz acordo com laboratórios nem com ninguém quando decidi vender a preço de custo. Não tenho lucro, mas pelo menos durmo de consciência tranquila", diz.

As duas vacinas custam 481 e 433 Euros e a Famácia Santa Catarina está a vendê-las a 390 Euros - ainda assim um preço alto para uma grande maioria de famílias, principalmente numerosas.

Ciente das dificuldades, Carlos Almeida, lembrou-se de negociar com uma empresa de crédito, permitindo aos clientes comprar a vacina e pagá-la ao longo de um ano.

"É mais um meio para adquirir o tratamento", justifica.

E até quando a Farmácia Santa Catarina vai continuar com tão altruísta acção?

"Até a vacina ser incluída no plano de vacinação nacional ou até ser comparticipada pelo Governo. A prevenção não pode ser um previlégio", sublinha.
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"A penalização por não participares na política, é acabares a ser governado pelos teus inferiores". Platão

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Mineiro



Em noite de S. Martinho resolvi ir ao Teatro. Um dos actores é meu amigo do peito e era o último dia que a peça estava em cena.

O local foi o Forum Cultural de Ermesinde, a encenação de Júnior Sampaio e resultou de uma co-produção dos grupos ENTREtanto TEATRO e ESTACAZERO TEATRO, ambos da Área Metropolitana do Porto. A peça: MINEIRO, baseada em "A Cena do Ódio" de José de Almada Negreiros.

Uma encenação fabulosa, um texto muito interessante sobre o mundo hipócrita em que vivemos e uma actuação excelente do protagonista.

Dizia assim o convite: "MINEIRO um homem soterrado com os seus espectros concretos e utópicos. Num combate constante para fugir do mundo contemporâneo ele exorciza os vícios, os derrotados, os ultrajados, e discrimina o homem civilizado, os intelectuais, a canalha, a gente simples operária e (...) o burguês".

Texto denso em que cada frase tem de ser maduramente analisada, por isso se tiver oportunidade irei ver novamente a peça. Talvez haja uma reposição.

No fim ficaram a martelar-me na cabeça duas frase ditas pelo mineiro, e que cito de cor: "Esta vida é tão curta que ficamos sempre a meio caminho do desejo" e " com a idade a beleza deixa de ser tocada para ser só vista".

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Do programa de "Mineiro" retirei o texto que se segue, porque ajudará melhor a contextualizar a peça:

Medo do Outro.
Medo da Mãe. Medo do Pai.
Medo da Mão. Medo do Patrão.
Medo do Colega. Medo do Medo.
Medo da Amante. Medo da Mulher.
Medo do Outro. Medo do Medo.
Medo do Vivo. Medo do Morto.
Medo do Medo. Medo do Dedo.
Medo da Doença. Medo do Pânico.
Medo com Medo. Medo por Medo.


Um desmonoramento, provocado ou acidental, joga com a minha vida de quem não se importa de perder. Um jogo onde não há vencedores nem vencidos. Um empate? Não.
Um homem soterrado com os seus espectros concretos e utópicos, num combate para fugir do mundo contemporâneo, exorciza os derrotados e os ultrajados, discrimina o homem civilizado, os intelectuais, a canalha, a gente simples operária e (...) o burguês.
Com todos hei-de esperar o amor eterno dos homens.
Hei-de esperar humanidade.
Dói-me a falta de ser humano.

Júnior Sampaio
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Para a posteridade:

M I N E I R O
a patir de "A Cena do Ódio" de José de Almada Negreiros

texto, encenação e espaço cénico júnior sampaio
assistente de encenação daniela gonçalves
cenografia e figurinos rui azevedo
música original rui lima e sérgio gonçalves
interpretação hugo sousa e carlos gonçalves, emanuel de sousa, ivone oliveira, jaime pacheco, rita vieira, rui gomes, sara fernandes e tânia reis
imagem gráfica emanuel de sousa
produção executiva amélia carrapito, sofia leal [et], ivone oliveira, cláudia sousa [ez]
classificação etária m/14
duração aproximada 60 minutos

domingo, 11 de novembro de 2007

S. Martinho



Pelo S. Martinho,
castanhas e vinho!

Vergonhoso



Por sugestão de um comentário num post anterior resolvi ajudar a divulgar um artigo de um companheiro da blogosfera: Vergonhoso: professores das AEC não recebem.

Contra o silêncio. Marchar! Marchar!

Para quem quiser pode também aceder directamente ao blog CEGUEIRALUSA, o link está na lista: "Amigos e outros Blogs".

Se é vergonhoso o que o Ministério da Educação e o Governo, ou seja lá qual for a instância do Poder, andam demagogicamente a fazer com os Portugueses. Mais vergonhoso ainda é o silêncio dos Portugueses.

Participem, denunciem as injustiças, sejam cidadãos!

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Defeitos


Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço que a minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência.

Fernando Pessoa

Tutorkamon


quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Goodnight Moon

Vejam e ouçam aqui (Shivaree). Boa noite a todos, mesmo para aqueles que não gostam de mim.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Sabedoria




A Verdade é Intemporal




Poema para a Morte


Beijo o vento com minha boca de flor.
É leve a brisa até se transformar em vento-forte,
carrega por ruas algo que se pode ver apenas
suspenso no ar, perto das estrelas, caindo nada...

Mas não te alcança o vento, e nem o sussurro,
porque é longe a tua presença e perto a falta...
Esta boca não abriu para a passagem do tempo
ou sequer se aproximou do céu ou levaram as ondas.

Voltou à terra e ficou roxa, a mesma flor
que nunca ninguém viu, nunca ninguém plantou.



Poema original de Isaias Zuza Junior (Brasil) publicado iniciamente no se blog A Lanterna Mágica.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Hoje










Preocupa-te só com o dia de hoje, porque o amanhã ainda não existe e o ontem já passou.

Vive um dia de cada vez e que cada um seja melhor do que o anterior.

sábado, 3 de novembro de 2007

Segredo da Vida

Ver aqui o segredo da vida. Como se já não soubéssemos qual é.

Forte e Profundo

Quando, no passado dia 10 de Março, fui operado de madrugada em resultado de um grave acidente de viação, o médico disse aos meus filhos mais velhos, depois de várias horas de operação, que estivessem descansados porque o pai deles iria sobreviver porque era forte e profundo.

A interpretação do médico, que não conheço, mas a quem agradeço profundamente ter-me salvo a vida, é diferente da minha, pelo menos pontualmente, mas o contexto também é diferente.

Forte sou, sei-o agora. Quanto ao profundo bem, quanto a profundo, isso sim, gostaria de ser.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Erradicar a Pobreza

A ONU, o Google e o Cisco lançaram um site para acompanhar a evolução dos esforços para acabar a pobreza no Mundo.

Todos nós podemos dar uma pequena contribuição, sem esperar nada em troca, a não ser a nossa satisfação de sermos cidadãos do Mundo e a nossa obrigação para contribuir para erradicar o maior mal da nossa sociedade.

Para tirar partido do site devem ter instalado o Google Earth, aliás neste site tem um link para fazer o download gratuito do Google Earth.

Não é necessário dinheiro, mas sim vozes que calem o silêncio.

O acesso a esse site pode ser feito a partir daqui: MDG Monitor

Com o mesmo objectivo também podem consultar este site Make Poverty History.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

YouTube

Hoje senti um pouquinho de orgulho e muita satisfação, porque recebi este mail do YouTube:

"Temos a satisfação de comunica-lo que seu nome foi mencionado em algum de nossos vídeos mais acessado de nossa rede."

Foi um pequeno vídeo, feito com uma simples máquina fotográfica em 21 de Julho de 2007, de um espectáculo memorável de Coco Montoya, realizado em Gaia, Porto.

Deixo-vos aqui novamente o link, para que possam continuar a visualizá-lo e, se possível, deixarem alguns comentários.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Recordar é Viver

Faz hoje quatro anos que faleceu a minha mãe, tinha quase noventa anos, faltava-lhe um mês e alguns dias para os completar (nesta foto deveria ter cerca de 75 anos).

Tinha uma felicidade de viver e uma juventude que é difícil encontrar noutras pessoas, mesmo muito mais novas.

As saudades são muitas, mas o seu exemplo e o seu carácter mantêm-na sempre bem viva em todos os que lidaram com ela, em particular os filhos, netos e bisnetos.

Por isso todos sentimos sempre a sua presença e a recordamos com prazer.

Estás sempre no meio de nós. Um beijinho mãe!

domingo, 21 de outubro de 2007

Fernando Pessoa

Vida

Estou agora muito bem, acabei de chegar de uma noite de convívio e copos, risadas e palermices, mas também conversas muito sérias, com alguns dos meus melhores amigos e amigas, daqueles que não querem condicionar-me aos respectivos padrões e opções de vida, mas que me aceitam tal como sou.

Conheci hoje pessoas fantásticas e quero deixá-lo aqui dito, porque a amizade não é uma questão de tempo, mas de autenticidade.

A minha vida mudou, agora sinto-me feliz, porque voltei a ser eu.

Para todos os meus verdadeiros amigos e amigas aquele abraço e beijos, conforme as preferências.

Sabem que podem sempre contar comigo.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Mestre Júlio Resende



A lucidez de um Homem de 90 anos em cerca de cinco minutos.

Nota: a captação de som está um pouco baixa, por isso para ouvir em condições as palavras de Mestre Júlio Resende devem pôr o som tão alto quanto possível

(Video gravado em 22 de Setembro de 2007)

Adeus Amor

Adeus amor que cresci
Já pouco me tens a dizer
Já bebi tudo de ti
Que de bom tinha a beber

Adeus amor, vou embora
Não me impeças por favor
Sabes que só vou agora
Porque dei tempo ao amor

Não suporto o teu modo
Carinhoso e paternal
No tom de quem sabe tudo
Sem saber o essencial

Adeus amor já me cansa
A canção do teu cinismo
Essa pose de quem dança
Sempre à beira do abismo

Adeus amor que cresci
Pouco me tens a dizer
Já bebi tudo de ti
E há mais mundo a beber

Não suporto o teu modo
Carinhoso e paternal
No tom de quem sabe tudo
Sem saber o essencial


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Letra: Carlos Tê
Música: Hélder Gonçalves
in Cintura, Clã

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Saudade

Recordando uma mulher íntegra, frontal e solidária: a minha mãe.

Aqui tinha 16 anos, morreu cerca de um mês antes de completar 90 anos.

Já fui um filho tardio, o último de um total de seis.

O seu modo de estar na vida continua a ser um exemplo e uma fonte de inspiração para mim.

domingo, 30 de setembro de 2007

Frontalidade

Ou melhor, a falta de frontalidade e a hipocrisia, são os principais atributos daqueles que agem por má fé.

Aqueles que agem subrepticiamente, que não hesitam nos meios a utilizar, que se aproveitam de um momento de fraqueza e da dor dos outros para os atacar, que são desonestos, que usam amigos, tentando pôr uns contra os outros para se auto-justificarem, para dar cobertura à sua desonestidade. São mentirosos.

As pessoas sem frontalidade são frias e calculistas e esperam, ou provocam, o momento certo, para pôr a sua vingança mesquinha em acção, sem olhar a meios nem às consequências.

As pessoas sem frontalidade nem merecem ser desprezadas, basta que sejam ignoradas, porque de facto ao desprezar quem não é boa pessoa é dar-lhes uma importância que não têem, é como se ainda estivessemos, de alguma forma, dependentes ou ligadas a elas e tivessemos ainda qualquer recordação de tempos que nos pareceram outros.

Ignorar os que não são frontais é colocar um fim a uma realidade que nunca existiu ou, no mínimo, a uma realidade virtual que nos iludiu durante algum tempo.

Demorei a entender, mas aprendi a ignorar aqueles que de facto não prestam, mesmo que continuem a enganar outros, a mim já não me enganam.

Podemos e devemos desculpar quem erra, todos nós estamos sujeitos a errar, mas não tem desculpa quem age de forma calculista e premeditada.

A melhor maneira de lidar com aqueles que desceram ao patamar da ignomínia e da ordinarice é de facto ignorando-os, a nossa mente fica em paz e despimo-nos de qualquer sentimento de retaliação que nos tornaria iguais a eles.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Frases Soltas

Em tempos entrou na minha caixa de e-mail uma série de frases soltas sobre o amor. Já nem me lembro quando nem quem as mandou.

Mesmo que no momento não ame ninguém, também é certo que há muitas formas de amor (pelos filhos, pelos amigos, etc.) a verdade é que a nossa disponibilidade para amar deve estar sempre presente.

Pode parecer lamechas, mas já dizia Fernando Pessoa que as cartas, eu direi mesmo, palavras, de amor são ridículas, sobretudo quando lidas à posteriori. Seja como for aqui ficam, de autor desconhecido, as breves linhas que recebi e que sirvam para a vossa reflexão.

Aproveitem-nas e enviem-nas para a pessoa que amam ou por quem estão apaixonados/as.

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  • É difícil dizer adeus quando se quer ficar. É difícil sorrir, quando se quer chorar. É difícil ter que se esquecer quando se quer amar.


  • Não há amor humano que não decepcione, pois ele não é mais do que uma porta para que o amor se torne maior.


  • Amar não é aceitar tudo. Aliás onde tudo é aceite, desconfio da falta de amor.


  • A ausência diminui as paixões medíocres e aumenta as grandes, assim como o vento apaga as velas, mas atiça as fogueiras.


  • Faz da tua ausência, o bastante para que sinta a tua falta, mas não a prolongues a ponto de me acostumar a viver sem ti.


  • Dizer que te amo é pouco... e tudo ao mesmo tempo.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Quem Faz Anos Comigo?

Para quem quiser saber a personalidade que tem o mesmo dia de aniversário, é só clicar aqui: Projecto VIP.

Para quem quiser pesquisar logo o dia e mês, então clica aqui: Dia/Mês.

Talvez vos saia John Carpenter, Nicolau Copérnico, Pamela Anderson, Bernard Shaw, Yasser Arafat, Johann Göethe ou Keanu Reeves, quem sabe?

Também aparece associado a cada data um obituário.

Não é muito exaustivo, mas até que tem alguma piada.

Das personalidades que fazem anos no mesmo dia que eu, escolhi Bernard Shaw. Qual é a tua?


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Dizer que um crente é mais feliz do que um céptico é como dizer que um bêbedo é mais feliz do que um sóbrio.


Bernard Shaw

The End

(...) Por que foi que cegámos, Não sei, talvez um dia se chegue a conhecer a razão, Queres que te diga o que penso, Diz, Penso que não cegámos, penso que estamos cegos, Cegos que vêem, Cegos que, vendo, não vêem. (...)

José Saramago in "Ensaio sobre a Cegueira"

Ver o que não se Via

(...) O segundo a recuperar a vista (...) foi a rapariga. (...) O (...) abraço foi para o velho (...) agora vamos saber o que verdadeiramente valem as palavras, (...) mas a situação mudou, a rapariga (...) tem diante de si um homem velho que ela já pode ver, acabaram-se as idealizações emocionais, as falsas harmonias na ilha deserta, rugas são rugas, calvas são calvas, (...)

José Saramago in "Ensaio sobre a Cegueira"

Tempo

(...) é preciso esperar, dar tempo ao tempo, o tempo é que manda, o tempo é o parceiro que está a jogar do outro lado da mesa, e tem na mão todas as cartas do baralho, a nós compete-nos inventar os encartes com a vida, a nossa, (...)

José Saramago in "Ensaio sobre a Cegueira"

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Palavras

(...) As palavras são assim, disfarçam muito, vão-se juntando umas com as outras, parece que não sabem aonde querem ir, e de repente, por causa de duas ou três, ou quatro que de repente saem, simples em si mesmas, um pronome pessoal, um advérbio, um verbo, um adjectivo, e aí temos a comoção a subir irresistível à superfície da pele e dos olhos, a estalar a compustura dos sentimentos, (...)

José Saramago in "Ensaio sobre a Cegueira"

Sonhos

(...) Vagos no princípio, imprecisos, os sonhos iam de dormente em dormente, colhiam daqui, colhiam dali, levavam consigo novas memórias, novos segredos, novos desejos, (...) Este sonho não é meu, diziam, mas o sonho respondia, Ainda não conheces os teus sonhos (...) a rapariga (...) ficou a saber quem era o velho (...) que dormia ali (...) desta maneira julgou ele saber quem ela era, apenas julgou, porque não chega serem recíprocos os sonhos para que sejam iguais. (...)

José Saramago in "Ensaio sobre a Cegueira"

Incertezas da Certeza

(...) o certo e o errado são apenas modos diferentes de entender a nossa relação com os outros, não a que temos com nós próprios, (...)

José Saramago in "Ensaio sobre a Cegueira"

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Mudar

Fazer coisas, faz com que as coisas mudem. Não fazer nada, não muda nada.

Quem baixa os braços primeiro? Quem nada quer mudar ou tem medo da mudança!

Só os cobardes não mudam.

domingo, 23 de setembro de 2007

Eu

Não sou bandido, nem criminoso, nem louco. Nunca ameacei ninguém a não ser a mim próprio. Tenho direitos e vou lutar por eles.

Não sou uma coisa, sou uma pessoa!

Há quem tenha a obrigação de saber quem sou e quais os meus princípios mas, de repente, cega pelo ódio e mal aconselhada, tudo esqueceu. O mais grave é que as nossas atitudes não afectam apenas a nós próprios, mas principalmente quem não pode nem deve ser afectado.

Ainda espero que haja um pingo de bom senso, mas já não acredito, pois ninguém consegue dialogar com um muro empedernido que não quer dialogar, ainda mais quando o muro não pensa pela própria cabeça, mas sim pela dos que lhe ditam o discurso.

O meu "crime" foi ter amado e acreditado em quem não o merecia, porque não é quem aparentava ser.

Que indignidade! Não restou nada: nem amizade, nem respeito, apenas desprezo e indiferença, de parte a parte.

Já não espero mais pelo julgamento da vida. Acabou o tempo de ser bonzinho. Tudo será tratado onde deve ser tratado, com a réstia de dignidade e bom senso que sobrar. Se é que sobrou, mas não me parece.

Pois que seja muito feliz na sua redoma e no seu mundo de horizontes estreitos.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Encosta-te a Mim



Encosta-te a Mim

Encosta-te a mim,
nós já vivemos cem mil anos
encosta-te a mim,
talvez eu esteja a exagerar
encosta-te a mim,
dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou,
deixa-me chegar.
Chegado da guerra,
fiz tudo p´ra sobreviver em nome da terra,
no fundo p´ra te merecer
recebe-me bem,
não desencantes os meus passos
faz de mim o teu herói,
não quero adormecer.
Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo
o que não vivi, hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.
Encosta-te a mim,
desatinamos tantas vezes
vizinha de mim, deixa ser meu o teu quintal
recebe esta pomba que não está armadilhada
foi comprada, foi roubada, seja como for.
Eu venho do nada porque arrasei o que não quis
em nome da estrada onde só quero ser feliz
enrosca-te a mim, vai desarmar a flor queimada
vai beijar o homem-bomba, quero adormecer.
Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo o que não vivi,
um dia hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.


Jorge Palma

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Certezas

Depois passaram as dúvidas e veio o pesadelo. Mas agora o pesadelo acabou, já nem me lembro de nada, porque não há nada para lembrar, foi tudo um engano, uma mentira.

Não tenho medo, não me escondo da verdade, não mascaro a realidade. Não quero dar uma imagem que não corresponde ao que sou. Não gosto de enganar. Não sei enganar!

Não quero ser criticado pelo que não sou, mas não me importo de o ser pelo que sou, com lealdade e frontalidade.

A minha memória ficou apagada e não tem nada de bom para recordar, para além do amor dos e pelos filhos e da amizade dos e pelos verdadeiros amigos.

Já dizia Churchill: pode-se enganar muita gente durante muito tempo, mas ninguém consegue enganar toda a gente todo o tempo.

Agora que acordei do pesadelo, as dúvidas transformaram-se em certezas. Há sempre um dia em que as pessoas acordam. Não é verdade?

Não ouvirão mais lamentações ou queixas, nem acusações, da minha parte. Não fui eu que desejei esta situação, mas a verdade é que não soube, não soubemos, ou não quisemos, encontrar outra saída, mesmo que fosse, e devia ser, a mesma, mas o modo devia ter sido digno e não o foi. Já nada me interessa. Não se pode amar quem não ama. Varri da minha memória o que não interessa, pois de outra forma corria o risco da loucura.

Eu não quero enlouquecer, quero ser a pessoa que sou e não a que estava a ser, ou que me obrigavam a ser, uma coisa. Quero ser pessoa, quero reconquistar a capacidade de amar e de viver. Pois aqui estou eu.

Nunca ameacei ninguém a não ser a mim próprio. Sou uma pessoa de paz. Sou tolerante, mas exijo que também o sejam comigo. Sou frontal, mas dos outros espero frontalidade. Errei e assumo os erros, mas gostava que os outros também assumissem os seus. Quando amo gosto de ser amado.

Só quem não ama, ou não tem capacidade de amar, não comete loucuras. Não se pode amar quem não ama ou não sabe amar, ou ainda quem só se ama a si próprio e não sabe partilhar. Para além de partilhar, amar também é ceder, compreender, ajudar, quando é preciso ajudar. Podemos nem sempre estar atentos ou não perceber que o outro precisa de ajuda, mas há um momento em que tudo fica claro, sobretudo quando o outro tem atitudes diferentes conforme as pessoas com quem está: com uns está tudo bem, com outros está tudo mal. É um logro. Amar uma pessoa assim só pode afectar a nossa sanidade mental. Eu libertei-me.

É fácil lançar acusações, ou fazer análises, quando só se conhece, ou só se quer reconhecer, a ponta do iceberg. Não rejeito os meus erros, os quais, como é evidente, foram muitos, mas era bom que cada um reconhecesse também os seus. Estou neste momento numa situação insustentável, mas que compreendo face aos erros que cometi recentemente, mas era bom que houvesse bom senso de parte a parte e que se reconhecesse os seus próprios erros e se compreendesse que a intolerância prejudica mais do que beneficia quem não merece, nem pode, ser prejudicado. Que haja uma réstia de bom senso é o que eu espero, de mim e dos outros.

Tenho muito, tenho tudo. Amo e sou amado pelos meus filhos. Amo e sou amado pelos amigos. Que mais posso querer? Todos me aceitam como sou, com os meus defeitos e com as minhas qualidades. As suas críticas são sempre bem-vindas, porque são construtivas e me alertam para a correcção de erros. Todos me ajudam a mudar naquilo que devo mudar, sem deixar de ser quem sou. Sem acusações, nem julgamentos sumários. Nem condenações, sem direito a defesa.

Não posso ser frio e calculista, porque sou sensível e emotivo. Não posso ser egoísta, porque sou solidário. Nisto não posso nem quero mudar, mas posso estar mais atento e estarei. Mas posso ser mais interveniente e serei.

De resto foi apenas uma pedra insignificante em que eu tropecei. Uma pequena pedra dura que se acha uma montanha. Ferido de amor também fiquei com a ilusão de que a pedra era de facto uma montanha. Enganei-me, mas custou a perceber.

Fui à beira do mar, peguei na pedra e, com todas as minhas forças, atirei-a para bem longe. Seguiu aos saltos e a chapinhar tudo que estava perto de si. Adeus pedra, vai para bem longe e fundo onde poderás estar rodeada de outras pedras como tu e sentires-te aconchegada e confortável. Todas as outras pedras são iguais a ti, não tens mais nada com que te preocupar.

Já não sinto amor, já não sinto mágoa, nem raiva, nem rancor, nem dor. Já não sinto nada, apenas alívio e indiferença.

Sei que um dia tropeçarei numa "coisa" fôfa, meiga, sensível, emotiva, amiga, solidária e autêntica que será do tamanho que quiser ser e que saberá aceitar-me tal como sou e então ambos poderemos construir de facto uma relação em que 1 e 1 seja sempre 1 + 1 e não 2.

Ponto final, parágrafo. Dá-se início ao novo capítulo.

Spiritwolf em 17 de Setembro de 2007

domingo, 16 de setembro de 2007

Cornflakes

No dia 19 de Fevereiro de 1906 William Kellog fundou a primeira companhia de cornflakes, originalmente utilizados como comida para doentes psiquiátricos.

Kellog escolheu bem a data para lançar no mercado um alimento para doentes psiquiátricos. Eu até proponho que esta data passe a ser considerada o Dia Mundial dos Doentes Psiquiátricos.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Boa Sorte - Good Luck


Boa Sorte/Good Luck - Vanessa da Mata e Ben Harper


É só isso
Não tem mais jeito
Acabou, boa sorte

Não tenho o que dizer
São só palavras
E o que eu sinto
Não mudará

Tudo o que quer me dar
É demais
É pesado
Não há paz

Tudo o que quer de mim
Irreais
Expectativas
Desleais

That’s it
There is no way
It over, Good luck

I have nothing left to say
It’s only words
And what I feel
Won’t change


Tudo o que quer me dar / Everything you want to give me
É demais / It´s too much
É pesado/ It’s heavy
Não há paz / There is no peace

Tudo o que quer de mim / All you want from me
Irreais / Isn´t real
Expectativas / Expectations
Desleais

Mesmo, se segure
Quero que se cure
Dessa pessoa
Que o aconselha

Há um desencontro
Veja por esse ponto
Há tantas pessoas especiais

Now even if you hold yourself
I want you to get cured
From this person
Who poisoned you

There is a disconnection
See through this point of view
There are so many special people in the world
So many special people in the world
In the world
All you want
All you want


Tudo o que quer me dar / Everything you want to give me
É demais / It´s too much
É pesado / It’s heavy
Não há paz / There is no peace

Tudo o que quer de mim / All you want from me
Irreais/ Isn’t real
Expectativas / Expectations
Desleais

Now were Falling into the night
Um bom encontro é de dois

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Horizontes

Porque eu sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura...

Fernando Pessoa

Dúvidas

Se eu fosse olhos,
Tu serias o meu olhar?

Se eu fosse emoção,
Tu serias a minha lágrima?

Spiritwolf em 5 de Fevereiro de 1997