terça-feira, 8 de julho de 2008

Arouca - Uma Recriação Histórica

Nos passados dias 4, 5 e 6 de Julho realizou-se em Arouca, pelo quinto ano consecutivo uma recriação histórica alusiva aos inícios do século XIX (cerca de 1830).

Esta iniciativa nasceu há cinco anos por proposta dos Drs. Afonso Veiga e António Vilar e a partir do terceiro ano passou a contar com o apoio da Câmara Municipal de Arouca (sinceramente não sei se este apoio acontece desde início, mas talvez sim). Desde há três anos que a dramaturgia, encenação e pesquisa histórica têm estado a cargo do meu grande amigo José Carretas.

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José Carretas e Margarida Wellenkamp, dois
dos principais responsáveis pelo êxito deste evento


Este ano fui pela primeira vez a Arouca para assistir a um dos dias desta recriação, mais precisamente o segundo, e fiquei com vontade de, no próximo ano, assistir ao pleno desta magnífica recriação histórica.

Esta recriação histórica tem, a meu ver duas vertentes: os usos e costumes da época e o seu dia-a-dia; uma história político-amorosa com fundamento real.

A recriação desenrola-se no terreiro em frente ao Mosteiro de Arouca dividido por um casario. É sobretudo no terreiro contíguo ao Mosteiro e no interior do próprio Mosteiro que se desenrolam as cenas dramáticas. Neste espaço podemos ver em plena laboração oficinas artesanais de acordo com os métodos de produção da época. No terreno atrás do casario fronteiro ao Mosteiro desenrola-se uma feira e existem barracas de comes e bebes à semelhança do que aconteceria na época recriada.

É neste espaço que se desenrola a história político-amorosa. Aqui é feito prisioneiro e posteriormente enviado para Lamego e mais tarde para Viseu, onde será executado, Frei Simão de Vasconcelos, o frade guerrilheiro que luta pelos valores do liberalismo contra o absolutismo monárquico miguelista.

A vertente amorosa tem a ver com o recolhimento da jovem fidalga, Dona Briolanja, que após a morte dos pais pretende tomar votos e para tal se refugia no Mosteiro de Arouca. Surgem, vindos de Lisboa um jovem fidalgo seu primo que pretende demover Briolanja deste fim triste para moça tão bela. Como ele próprio diz, se a prima se refugiar no Mosteiro será como uma flor sem Sol, murchará. Entretanto, surge também um tio de Briolanja, o conde Vasconcelos e sua esposa Francisca, que pretendem apoiar a sobrinha na sua decisão de se dedicar à vida monástica e simultaneamente obter uma procuração da sobrinha que lhe permita tratar das suas terras.

Toda a dramaturgia gira em volta desta história, misturando-se algumas cenas picarescas como a do jogo da vermelhinha e o dia-a-dia de Arouca daquela época. As picardias entre o conde Vasconcelos e as entidades civis da região.

Muito mais haveria para contar, mas infelizmente não existe um folheto que conte a história que se passa à nossa frente. Sugere-se que no próximo ano seja distribuído aos visitantes um folheto com o essencial da história.

Tudo o que aqui se relata está, com certeza, cheio de lacunas, pois foi fruto da observação directa de um dos dias da recriação e das conversas fugazes tidas com o Zé Carretas, que andava atarefado de um lado para o outro para que nada do programado falhasse.

De assinalar que a maioria dos actores são populares de Arouca que interiorizam magnificamente os papéis que lhes estão destinados, de tal forma que o forasteiro ou visitante se sente como que um fantasma que viajou no tempo e vagueia pela história sem ser visto, apenas observa no papel de voyeur. Curiosamente numa das cenas mais fortes a que assisti, a entrada de Frei Simão em Arouca a caminho de Lamego, a população local e visitante da recriação deixa-se envolver e toma partido, o partido da liberdade.

Foto-reportagem (possível)

O recinto, o ambiente, o almocreve, o artesanato e a feira.
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Os cantadores e cantadeiras, a vermelhinha, os robertos e o escrivão.
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Abrem-se as portas, dá-se início à recriação.
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A cozinha do Mosteiro.
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A botica do Mosteiro.
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A sala de jantar do Mosteiro.
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Nos claustros eis que surge, entre as monjas, Dona Briolanja.
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Monjas, noviças, criadas e enferma.
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A história: jovem fidalgo, conde Vasconcelos, Briolanja e outros personagens.
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Passagem por Arouca do frade guerrilheiro, combatente da liberdade, Frei Simão de Vasconcelos.
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E mais não foi possível registar porque, amador como sou (o que ama não pensa nas consequências), acabou-se a bateria da máquina fotográfica. Fica a promessa de que para o ano tentarei fazer uma reportagem completa de toda esta extraordinária recriação histórica.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

A minha Próxima Vida

Na minha próxima vida quero vivê-la de trás para a frente.

Começar morto para despachar logo esse assunto.

Depois acordar num lar de idosos e sentir-me melhor a cada dia que passa.

Ser expulso porque estou demasiado saudável, ir receber a pensão e começar a trabalhar, receber logo um relógio de ouro no primeiro dia.

Trabalhar 40 anos até ser novo o suficiente para gozar a reforma.

Divertir-me, embebedar-me e ser de uma forma geral promíscuo, e depois estar pronto para o liceu.

Em seguida a primária, fica-se criança e brinca-se.

Não temos responsabilidades e ficamos um bebé até nascermos.

Por fim, passamos 9 meses a flutuar num spa de luxo com aquecimento central, serviço de quartos à descrição e um quarto maior de dia para dia e depois Voilá!

Acaba como um orgasmo!

Woody Allen

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A ideia expressa neste texto de Woody Allen não é tão irrealizável quanto aparenta.

Hoje em dia os astrónomos têm uma dúvida fundamental: ou o Universo continua em expansão indefinidamente ou atingirá a sua expansão máxima e começará a regredir.

Caso se venha a verificar a segunda hipótese o Universo começará a regredir e então o tempo passará a andar para trás. Deste modo viveremos sempre primeiro os maus momentos para depois viver os bons.

Daqui por vários milhões de anos cá estaremos para o comprovar.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

S. João do Porto e Bugiadas de Sobrado

A festa de S. João, como sabem, tem longas tradições no Porto.

O S. João, ou melhor o Solstício de Verão, começou por ser uma festa pagã. Celebrava-se então a fertilidade e a fecundidade. Com o advento do cristianismo, e seguindo o princípio de que se não os consegues vencer junta-te a eles, foi associado à festa um santo. Aos poucos, a festa foi perdendo o seu cariz libertário e foi-se transformando numa festa religiosa. Da junção entre paganismo e cristianismo surgiu uma amálgama, um "caldo" que assume, de forma sincrética, os dois conceitos.

A partir de meados do século XX, o S. João do Porto assume também um carácter político. Vivia-se em regime de ditadura e, consciente ou inconscientemente, era a única forma do povo descer à rua sem ser perseguido pela polícia. Era também uma festividade democrática, pois não havia distinções classes sociais e cada um dava asas às suas ansiedades.

No pós 25 de Abril, o S. João foi-se descaracterizando, pois muito do que movia as pessoas a descer às ruas foi perdendo importância. Agora o povo já podia manifestar-se livremente.

Hoje não existe um S. João, mas muitos.

As ruas continuam a ser ocupadas, mas de uma forma diferente. Hoje é a festa do plástico, de uma liberdade que já existe, de um "santo pagão" ou de um "pagão beatificado", do negócio, dos políticos e dos seus aproveitamentos.

Por isso, eu prefiro passar este dia na companhia dos meus amigos e dar a esta festa um carácter laico e libertário, aquele que para mim sempre teve esta festa.

Vejam lá se gostam.

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As primeiras honras são para o anfitrião.
S. João 2008

A alcateia começa a reunir. Mmmmm, apetitosa esta mesa.
S. João 2008
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Barriguinha cheia, é hora de iniciar a brincadeira.
S. João 2008
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Ouvem-se os primeiros uivos.
S. João 2008

Nesta alcateia há muitas lobas e lobos, mas nenhum é dominante.
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S. João 2008

Faltou a fogueira, mas o balão não foi esquecido.
S. João 2008
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S. João 2008

Ó patego, olha o balão.
S. João 2008

O balão já vai alto no céu, mas aqui na terra as coisas começam também a subir.
S. João 2008
S. João 2008

O anfitrião resolve fazer um discurso.
S. João 2008

Está na hora da nossa princesa nos deixar.
S. João 2008

E agora? O que é que vamos fazer?
S. João 2008

Talvez... dançar?...
S. João 2008
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S. João 2008
S. João 2008
S. Joao 2008

A minha lobinha pequenina vem desafiar-me.
S. João 2008

Às vezes é necessário meter na ordem um lobito mais irrequieto.
S. João 2008

Retemperar forças.
S. João 2008

Para que a noite acabe num abraço.
S. João 2008
S. João 2008

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A poucos quilómetros do Porto, mais concretamente em Sobrado (Valongo), o S. João tem outras cores e outra história. São as Bugiadas.

Em Sobrado, todos os anos, no dia 24 de Junho, realizam-se as Bugiadas. A história é fácil de contar. No tempo em que a Ibéria era dominada pelos mouros (Mourisqueiros) os cristão (Bugios) tentavam recuperar a terra perdida. Na batalha final os Bugios derrotam os Mourisqueiros graças à ajuda preciosa da serpente Cucamacuca.

S. João 2008
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S. João 2008
S. João 2008
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Claro que sentados a uma mesa a beber umas "bjecas" e a "morfar" umas farturas não se está nada mal.
S. João 2008
S. João 2008

Este ano, numa das inevitáveis rotundas de Sobrado, foi inaugurada, com pompa e circunstância, uma polémica e ridícula estátua que pretenderia homenagear e perpetuar as bugiadas para a posteridade. Bem, esta estátua mais parece a da aparição da virgem aos três pastorinhos, mas todos mascarados de bugios ou mourisqueiros. Meus amigos, para perpetuar as Bugiadas, basta que não deixem morrer a tradição, deixem-se de estatuetas!
S. João 2008

terça-feira, 1 de julho de 2008

Viagem no Tempo

DESTAQUES E CURIOSIDADES (1 de JULHO)

Dia Mundial da Arquitectura.

A arquitectura é ao mesmo tempo arte e ciência aplicada à organização de espaços e edificação de prédios. Leva em conta princípios estéticos, aspectos sociais da organização do espaço e condições técnicas de realização das obras, quanto à eficácia e segurança.

Dia das Bibliotecas.

Dia da Região e das Comunidades Madeirenses.

EFEMÉRIDES

1836. No Chile, Joaquín Prieto é reeleito Presidente.

1867. É abolida a pena de morte em Portugal para crimes civis.

1911. No Perú, o americano Hiram Bingham descobriu as ruinas da cidade sagrada dos Incas Machu Picchu.

1914. Em Londres, o cientista Archibald Low apresentou um aparelho para emissão de imagens à distância, a que deu o nome de "televisão".

1921. Fundado o Partido Comunista Chinês.

1929. Lançamento do personagem Popeye do desenhista norte-americano E. C. Segar.

1962. Foi proclamada a Independência das Repúblicas do Burundi e do Ruanda.

1969. O príncipe Carlos de Inglaterra é investido com as insígnias de Príncipe de Gales, no Castelo de Caernarvon.

1991. Foi extinto o Pacto de Varsóvia.

1994. Lançamento de mais uma moeda no Brasil, o Real.

1997. Hong Kong foi devolvido à China após 156 anos de domínio britânico.

VIDA

1804. Nasceu a escritora francesa e feminista George Sand, cujo verdadeiro nome era Amantine-Aurore-Lucile Dupin. Morreu em 1876.

1872. Nasceu o aviador francês Louis Blériot, foi o primeiro homem a efectuar um voo através do canal da Mancha. Morreu em 1936.

1961. Nasceu a Diana Spencer, princesa de Gales. Morreu vítima de acidente de automóvel em 1997.

MORTE

1925. Morreu o compositor francês Erik Satie.

1991. Morreu Michael Landon (o Little Joe da série Bonanza), actor, realizador e produtor norte-americano.

1997. Morreu o actor norte-americano Robert Mitchum.

2000. Morreu com a idade de 79 anos o actor norte-americano Walter Matthau.

2004. Morreu o actor norte-americano Marlon Brando.

ANIVERSÁRIOS

1945. Nasce Deborah Harry, vocalista dos Blondie.

1967. Nasce Pamela Anderson, actriz norte-americana de fortes atributos... físicos.

PESSOAL

Não me lembro de nada que valha a pena recordar.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Bush Hipócrita!

Hipócritas são todos aqueles que se acham donos da verdade, hipócritas são todos aqueles que desprezam os outros com um sorriso nos lábios.

Os hipócritas vão morrer sozinhos ou rodeados de outros hipócritas como eles, os quais só lá estarão para depois fazerem uma orgia com os restos mortais e continuar o ciclo da hipocrisia, nós não verteremos uma lágrima pelos hipócritas. Eu irei mijar sobre as vossas sepulturas.





Para visualizar mais vídeos com a mesma música é favor clicar no link que se segue? Dear Mr President

PINK LYRICS

"Dear Mr. President"

Dear Mr. President,
Come take a walk with me.
Let's pretend we're just two people and
You're not better than me.
I'd like to ask you some questions if we can speak honestly.

What do you feel when you see all the homeless on the street?
Who do you pray for at night before you go to sleep?
What do you feel when you look in the mirror?
Are you proud?

How do you sleep while the rest of us cry?
How do you dream when a mother has no chance to say goodbye?
How do you walk with your head held high?
Can you even look me in the eye
And tell me why?

Dear Mr. President,
Were you a lonely boy?
Are you a lonely boy?
Are you a lonely boy?
How can you say
No child is left behind?
We're not dumb and we're not blind.
They're all sitting in your cells
While you pave the road to hell.

What kind of father would take his own daughter's rights away?
And what kind of father might hate his own daughter if she were gay?
I can only imagine what the first lady has to say
You've come a long way from whiskey and cocaine.

How do you sleep while the rest of us cry?
How do you dream when a mother has no chance to say goodbye?
How do you walk with your head held high?
Can you even look me in the eye?

Let me tell you 'bout hard work
Minimum wage with a baby on the way
Let me tell you 'bout hard work
Rebuilding your house after the bombs took them away
Let me tell you 'bout hard work
Building a bed out of a cardboard box
Let me tell you 'bout hard work
Hard work
Hard work
You don't know nothing 'bout hard work
Hard work
Hard work
Oh

How do you sleep at night?
How do you walk with your head held high?
Dear Mr. President,
You'd never take a walk with me.
Would you?