terça-feira, 28 de abril de 2009

Lançamento no Porto o Volume I do Livro "Andanças para a Liberdade" de Camilo Mortágua



Será lançado no Porto, no próximo dia 28 de Maio de 2009, pelas 18h 30m na Cooperativa Árvore, o Volume I do livro de Camilo Mortágua "Andanças para a Liberdade", editado pela Esfera do Caos.

TRAZ OUTRO AMIGO TAMBÉM!


AS ANDANÇAS DE CAMILO



Partindo de uma aldeia portuguesa da Beira Litoral, estas "Andanças" atravessarão mares e continentes, em viagens de ida e volta. Nos dois volumes desta obra dá-se conta, nomeadamente: do derrube da ditadura venezuelana e das solidariedades com a revolução cubana; da concepção, preparação e execução do assalto ao Santa Maria; da ascensão e queda de Jânio Quadros e da implantação da ditadura militar no Brasil; do assalto ao quartel de Beja e da campanha de Humberto Delgado para a Presidência da República; de certos «mistérios» relacionados com os primórdios da guerra colonial; da preparação e execução da operação VAGÓ (desvio do avião da TAP a partir de Marrocos); das misérias e dos desânimos de quem não se conformava, e das traições entre militantes; da oposição do PCP à luta armada; da preparação e execução do assalto ao Banco de Portugal da Figueira da Foz e do subsequente aparecimento da LUAR; dos percursos de muitos dos nossos "líderes" de hoje nesses tempos de Medo e Resistência...

Volume I 1934-1961 [De Estarreja ao Santa Maria]
Volume II 1962-1977 (no prelo) [Do Santa Maria ao 25 de Abril... e o que aconteceu depois]

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Incrível!!!

Esta história aconteceu recentemente na Província de Manitoba, no Canadá e foi documentada por um fotógrafo.

Os huskies siberianos estavam indefesos, presos pela coleira quando de repente lhes surge um imenso urso polar...

Mas, o inacreditável aconteceu, para a felicidade dos huskies o urso só queria... brincar...




E ainda há gente que pensa que a paz é impossível...


Quando a última árvore tiver caído,

Quando o último rio tiver secado,
Quando o último peixe for pescado,
Vocês vão entender que dinheiro não se come.

(Greenpeace)

E um dia levaram... Onde estava eu?

domingo, 26 de abril de 2009

Pensamento do Dia

O conhecimento faz parte do passado a sabedoria do futuro.

Formatação



Prefiro ser um diamante em bruto do que um formatado. Recuso que me formatem do mesmo modo que recuso formatar os outros.



A verdadeira beleza está no que não se vê, naquilo a que só alguns conseguirão chegar e não no que se ostenta.

sábado, 25 de abril de 2009

Os Rostos e a Coragem do 25 de Abril

OS ROSTOS!

A CORAGEM!

PORTUGUESES! LEVANTAI-VOS DO CHÃO!!!


Esta não é uma data a comemorar,

mas sim para ser vivida diariamente.

OUSAR LUTAR, PARA OUSAR VENCER!

domingo, 19 de abril de 2009

Não Acredito


Não acredito na justiça.

Não acredito no sistema de saúde.

Não acredito no sistema de ensino.

Não acredito nos políticos.

Não acredito no Estado.

Não acredito no Homem.

Não acredito nas religiões.


Acredito na liberdade e no amor!

Andanças para a Liberdade



Acabei de tomar conhecimento que Camilo Mortágua lançou o primeiro dos dois volumes do seu livro "Andanças para a Liberdade".

Tive a felicidade de privar com o Camilo nos idos de 1974, 1975 e 1976, após estes anos cruzei-me com ele uma ou outra vez (vivemos em zonas diferentes do país e infelizmente os contactos foram-se perdendo), mas a sua marca ficou para sempre na formação da minha personalidade.

Ainda muito jovem a sair da adolescência, acreditava que era capaz de contribuir para mudar o Mundo. Foi a minha fase de revolucionário romântico ainda a viver os ecos da revolução Cubana, do assalto ao Santa Maria, transformado em Santa Liberdade, do assalto ao Banco de Portugal na Figueira da Foz, do Maio de 68 e tantas outras acções revolucionárias que na época de 60 e 70, se deram por esse mundo fora, mas particularmente em Portugal em que lutávamos contra a opressão da ditadura Salazarista, mais tarde baptizada eufemisticamente em Primavera Marcelista.

Foi neste contexto que, em 1974 após o 25 de Abril, conheci o Camilo.

Desde as primeiras palavras que trocamos que fiquei fascinado pela sua personalidade. Antes do 25 de Abril, nos tempos do liceu, apoiava e colaborava, na medida do possível e clandestinamente, em todas as acções que ajudassem a desmascarar a hipocrisia da ditadura Marcelista. Nunca tive vocação para militâncias político-partidárias, sempre achei que ser militante partidário era uma forma de limitar a minha liberdade e o meu livre-arbítrio. Sempre colaborei com todos, nunca assumi as divergências da esquerda portuguesa espartilhada em ideologias que eu, já nessa altura, achava demagógicas e sobretudo obsoletas. Vivíamos num Mundo bi-polar, mas já percebia que havia outros caminhos: o da liberdade.

Não fui original, antes de mim outros bem mais maduros do que eu, pensaram da mesma forma e, à frente de todos, Camilo Mortágua.

Recordo bem os momentos em que eu e mais alguns amigos e companheiros, tínhamos longas conversas com o Camilo. Lembro bem o fascínio das suas palavras. Lembro bem a sua capacidade para ouvir.

Não, não tenho deuses, nem ídolos, nem pátrias, mas o Camilo foi uma das pessoas fundamentais para a formação da minha personalidade.

O primeiro volume de "Andanças para a Liberdade", livro publicado pela Esfera do Caos, foi lançado no passado dia 17 de Abril (sexta-feira), às 18h00, na Biblioteca Museu República e Resistência, no Espaço Cidade Universitária, em Lisboa. Neste primeiro volume Camilo fala das suas memórias desde 1937 até 1961. O segundo volume de "Andanças para a Liberdade" (Do Santa Maria ao 25 de Abril), que já está no prelo, refere-se ao período desde 1962 a 1977.



Não vou deixar de ler atentamente estes dois volumes e aconselho a sua leitura a todos os que, amando a liberdade, querem conhecer a experiência e a visão de um homem que viveu a liberdade por dentro.

Obrigado Camilo por mais uma vez teres a ousadia de partilhar a tua experiência connosco. Ousar lutar para ousar vencer, lembras-te?

Pela liberdade de ousar ser livre!

NOTA: Brevemente será feito o lançamento deste livro no Porto, provavelmente na Cooperativa Árvore, em finais de Maio. Logo que o local e data estejam definidos será dada notícia aqui.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Preconceito? Não Obrigado!



Como um multidão leva uma lição por fazer juízos de valor sobre alguém apenas pela aparência...

Susan Boyle, 47 anos, espantou os juízes com seu desempenho nas audições para Britains Got Talent, cantando "Sonhei um Sonho" de Les Miserables.

domingo, 12 de abril de 2009

Lévame Lonxe


Com o meu forte agradecimento à leitora galega Shandy que me enviou a letra desta canção fantástica de Emilio Cao.

LÉVAME LONXE

Tardou tanto o día en caer
aquela tarde de outono.
Facer a equipaxe e decir adeus
ás veces fai entristecer.
Lévame lonxe
á outra beira
que o día xa vai caendo
tardo en chegar.

Páscoa



Vivendo num País em que a esmagadora maioria da população é Católica, praticamente o resto tem outra religião Cristã e só uma ínfima percentagem tem outra religião ou não tem religião alguma, vivo esmagado pelos celebrações pascais.

Sendo eu ateu não irei pronunciar-me sobre a fé de cada um, porque respeito as crenças dos outros como gosto igualmente de ser respeitado pelos princípios que defendo, no entanto não abdico de tecer um ou outro comentário. Digo, respeito a fé dos outros, isto é a crença, o acreditar em algo de divino, acreditar, ou não acreditar, é um livre arbítrio.

No entanto as Religiões, como a ausência delas, e as suas atitudes perante o Mundo, a Sociedade e a Humanidade, não são sagradas e por tal podem e devem ser criticadas sempre que se ache que o divino pretende interferir com o profano, ou melhor, sempre que a religião pretende interferir com a religião, ou não religião dos outros.

Todas as religiões pretenderam e pretendem aumentar o seu número de fiéis, para isso construíram uma hierarquia aliada ao poder, ou que muitas vezes são mesmo o poder. Na sua ânsia de pensamento absoluto arvoram-se no direito de impor os seus pontos de vista aos que não são crentes da sua religião ou não são crentes de religião nenhuma. Num Mundo relativizado as Religiões insistem em impor um pensamento absoluto, por isso cresceram baseadas num pensamento monolítico, que vingou à custa do medo e da ignorância, por isso, ainda hoje, tentam manter um certo obscurantismo.

Não nego que, sobretudo a partir do Concílio Vaticano II, para os Católicos, alguma coisa mudou e é com agrado que se vê largos sectores da hierarquia da Igreja Católica a navegar contra a corrente, a ser mais dialogante a tentar compreender os outros sem lhe impor uma unicidade de pensamento e, o mais importante, a aprender com as desigualdades do Mundo.

Se falo mais dos Católicos é simplesmente porque é a realidade que conheço melhor, mas todas as Religiões sofrem do mesmo mal: um pensamento absoluto, a imposição da sua verdade aos outros e um fanatismo mais ou menos acentuado.

Nada me move contra as pessoas de fé, apenas contra os que continuam a tentar manter as pessoas no obscurantismo e no medo, tornando o acto de fé numa opção irracional e, quanto a mim, crer, acreditar, não é um acto irracional, mas sim racional, nenhuma opção pode ser ditada acriticamente por ninguém, mas uma opção pessoal e pensada.

Felizmente que os meus amigos que professam as suas religiões são pessoas com uma crença construída e não importada, por isso respeito profundamente as suas opções, mesmo que possa divergir aqui e ali de uma ou outra posição, nada afecta a nossa amizade, porque aprendemos a respeitar o ponto de vista uns dos outros.

Curiosamente este artigo foi iniciado a pensar no que vou escrever a seguir, mas acabei por me alongar demasiado na problemática da Fé.

Atrás das festividades religiosas aparecem os vendilhões do templo, o negócio, as palavras carregadas de boas intenções e de esperança num futuro melhor, não um futuro que nós estamos a construir, mas o futuro que uns tantos iluminados nos vão proporcionar. Evidentemente que neste campo não me refiro exclusivamente às Religiões, mas como é óbvio aos políticos, aos oportunistas da felicidade alheia. Estamos a ser descaradamente manipulados e nem nos apercebemos disso, ou simplesmente não queremos aperceber porque pensamos curto, não perspectivamos o futuro, vivemos virados mesquinhamente para o nosso umbigo.

Trocam-se mensagens, compram-se guloseimas na sociedade da abastança, dão-se palmadas nas costas e deseja-se felicidade, saúde, paz e harmonia, de repente passamos todos a ser irmãos, mas tal como nem todos os irmãos são verdadeiramente amigos e solidários uns com os outros, também esta irmandade artificial alimenta-se exclusivamente à custa da fachada, da hipocrisia. Acabada a festividade tudo volta à normalidade: intriga, ódio, desprezo, desamor, competição, etc.

Eu recuso ficar calado!

Por isso e aproveitando a contradição dos ovos da Páscoa aproveito para deixar aqui uma simples e utópica mensagem: amem-se uns aos outros, misturem-se, miscigenem-se, dispam-se de preconceitos e comecem em casa a construir o Mundo novo.

Soneto de Separação

Rosa de Hiroxima

Operário em Construção

Adeus

Almada Negreiros



Tabacaria

Liberdade

Ode à poesia

O Menino de sua Mãe

Cântico Negro


Save Me

sábado, 11 de abril de 2009

A CONFAP DO SR. ALBINO


Para que conste e porque muita gente não sabe, a CONFAP (Confederação Nacional das Associações de Pais) recebeu do Gabinete da Ministra da Educação duas tranches de 38.717,50 euros cada uma, no segundo semestre de 2006, conforme publicação no Diário da República N. 109 de 6/6/2007 (pág. 15720). Recebeu ainda mais 39.298,25 euros no primeiro semestre de 2007, conforme publicação no DR N. 201, de 18/10/2007(Pág. 30115). Trata-se da única organização que recebe verbas directamente do Gabinete da Ministra. Com um salário destes, o que se pode esperar do sr. Albino Almeida? Mais de 150.000 euros por ano é muito dinheiro. O sr. Albino é apenas e só um assalariado do Ministério da Educação (por sinal, muito bem pago com os nossos impostos - vergonhoso, sra. ministra!!! Sr. PM!!!!!!!).


Com a verdade me enganas.

Olha-me para este meco armado em Pinto da Costa.

Este gajo deve passar o dia a falar para o espelho.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Me Gustas Tu



Me Gustas Tu
Manu Chao


Composição: "Próxima Estación : Esperanza"

¿Qué horas son mi corazón?
Te lo dije muy clarito
Doce de la noche en la Habana, Cuba
Once de la noche en San Salvador, El Salvador
Once de la noche en Managua, Nicaragua

Me gustan los aviones, me gustas tu.
Me gusta viajar, me gustas tu.
Me gusta la mañana, me gustas tu.
Me gusta el viento, me gustas tu.
Me gusta soñar, me gustas tu.
Me gusta la mar, me gustas tu.

Que voy a hacer, je ne sais pas.
Que voy a hacer, je ne sais plus.
Que voy a hacer, je suis perdu.
Que horas son, mi corazón.

Me gusta la moto, me gustas tu.
Me gusta correr, me gustas tu.
Me gusta la lluvia, me gustas tu.
Me gusta volver, me gustas tu.
Me gusta marijuana, me gustas tu.
Me gusta colombiana, me gustas tu.
Me gusta la montaña, me gustas tu.
Me gusta la noche, me gustas tu.

Que voy a hacer, je ne sais pas.
Que voy a hacer, je ne sais plus.
Que voy a hacer, je suis perdu.
Que horas son, mi corazón.

Doce un minuto

Me gusta la cena, me gustas tu.
Me gusta la vecina, me gustas tu.
Radio relojio
Me gusta su cocina, me gustas tu.
Una de la mañana
Me gusta camelar, me gustas tu.
Me gusta la guitarra, me gustas tu.
Me gusta el reggae, me gustas tu.

Que voy a hacer, je ne sais pas.
Que voy a hacer, je ne sais plus.
Que voy a hacer, je suis perdu.
Que horas son, mi corazón.

Me gusta la canela, me gustas tu.
Me gusta el fuego, me gustas tu.
Me gusta menear, me gustas tu.
Me gusta la Coruña, me gustas tu.
Me gusta Malasaña, me gustas tu.
Me gusta la castaña, me gustas tu.
Me gusta Guatemala, me gustas tu.

Que voy a hacer, je ne sais pas.
Que voy a hacer, je ne sais plus.
Que voy a hacer, je suis perdu.
Que horas son, mi corazón.
(x4)

Cuatro de la mañana
A la bin, a la ban a la bin bon ba
A la bin, a la ban a la bin bon ba
Obladi Obladá Obladidada
A la bin, a la ban a la bin bon ban

Radio relojio
Cinco de la mañana
No todo lo que es oro brilla
Remedio chino es infalible

terça-feira, 7 de abril de 2009

Unissexo



Desde os anos 60 que proliferaram por todo o mundo os serviços unissexo.

Casas de banho unissexo, escolas unissexo, cabeleireiros unissexo, roupa unissexo, balneários unissexo, etc., etc., etc.

Nunca percebi muito bem o significado da palavra unissexo. Vejamos o seguinte exemplo: em Portugal só a partir dos anos 70 surgiram escolas mistas, isto é para os dois sexos logo, segundo o significado que se dá à referida palavra, escolas unissexo. Ou isto é uma contradição ou então eu não percebo nada. Alguns de nós ainda se lembram bem das escolas primárias, liceus e escolas técnicas, em que os sexos estavam totalmente segregados. Enquanto liceus e escolas técnicas eram edifícios separados, as escolas primárias, na maior parte dos casos, eram edifícios conjuntos, mas com os sexos bem separados, duas entradas em locais opostos, não havia comunicação pelo interior, recreios separados por altos muros para que não fosse possível qualquer contacto visual entre rapazes e raparigas. Nalgumas escolas primárias havia uma porta única, mas as entradas eram a horas diferentes e no interior havia a habitual segregação sexual e os recreios eram igualmente separados.

Outro exemplo: quando entramos numa casa de banho unissexo encontramos lá de tudo, heterossexuais, homossexuais, travestis, bissexuais, assexuados, hermafroditas, eu sei lá, para mim está tudo bem, não tem qualquer problema, as opções sexuais são individuais e ao contrário do que muitos pseudo puritanos dizem, sexo não é uma doença (esta dá-me vontade de rir até às lágrimas), pois ao contrário do que muitos pensam, os comportamentos sexuais considerados por essas bestas como desviantes, são frequentes em todas as espécies animais.

Unissexo parece significar, já não sei, um só sexo, sendo assim aquelas escolas é que deviam de ser chamadas de escolas unissexo. Escolas segregadas por sexo, nada de misturas porque o respeitinho era muito lindo e essa coisa de sexo era só para procriar e para fazer às escuras e a horas pré-determinadas. Ora vejam lá a pouca vergonha.

Neste contexto acho que deve ser feita uma actualização desta palavra: unissexo deverá passar a significar um só sexo e quando se pretende incorporar mais do que um sexo deverá passar a utilizar-se o vocábulo multissexo.

Bem confesso que talvez esteja simplesmente a fazer um jogo de palavras pois o uni de unissexo pode significar unir, o que é bom, e não um ou único, o que é uma chatice. Portanto em alternativa cada um pode usar a terminologia que muito bem entender, de acordo com o significado que cada um der à palavra unissexo. Eu cá por mim, seja qual for a palavra que empregue, significará sempre tudo à molhada e sem preconceitos ou falsos pudores.

Há que desmistificar a palavra sexo. Sexo é procriação, sim senhor, mas é acima de tudo prazer e cada um de nós procura o prazer como muito bem quiser e de forma livre. Sexo deve ser feito muito, mas com responsabilidade, nada pode ser proibido desde que dê prazer e seja aceite pelos dois (ou mais, eu sei lá) de comum acordo. Nas práticas sexuais apenas condeno a pedofilia e a violação, assim como acho condenável o exibicionismo e o sexo pago, porque este tem servido ao longo dos tempos para que a sociedade machista e misógina continue a degradar e a explorar a mulher.

Eu cá gosto muito de sexo, gosto de partilhar o meu com o oposto, mas cada um deve assumir, sem medos nem preconceitos, a sua sexualidade.

Talvez se andássemos todos nus fosse possível encarar a sexualidade como algo de tão normal e essencial como qualquer outra função.

Tenho dito.

Vital Moreira


Habituei-me a ver Vital Moreira como um homem de ideias e independente das lógicas político-partidárias.

Mais uma vez enganei-me.

Vital Moreira é o cabeça de lista do PS às eleições europeias. Apelou a que não se usasse as eleições europeias para julgar a política interna do PS. Tem uma posição crítica em relação ao acordo de Lisboa. Defende uma candidatura própria à presidência da Comissão Europeia, não apoiando Durão Barroso.

Sócrates defende que as eleições europeias devam servir para sufragar a política interna do PS. Sócrates é apoiante entusiasta do acordo de Lisboa. Sócrates afirma apoio inequívoco do PS à candidatura de Durão Barroso à presidência da Comissão Europeia.

Perante a desautorização constante de uma candidatura que se afirmava independente e com ideias próprias, qual a posição de Vital Moreira?

O que pretende Vital Moreira?

Vital Moreira é um simples comissário político de Sócrates?

Vital Moreira é um carreirista à procura de mordomias na União Europeia?

Vital Moreira é um verme?

Onde estão os princípios e a coluna vertebral de Vital Moreira?

De facto o lixo junta-se ao lixo, por isso é que esta política é uma lixeira e os portugueses só têm olhos e ouvidos para as palermices do futebol.

Isto já não é um ensaio sobre a cegueira, é uma cegueira sobre o ensaio.

NOJO! Sim nojo é o que sinto destes políticos politiqueiros.

domingo, 29 de março de 2009

Arte Efémera


O Seabra é o primeiro a atacar a parede com traço e cores fortes.


Segue-se a Mariana com cores mais suaves e um traço mais arredondado.


Por último o Sabão, ainda a sofrer da maleita de que foi vítima esta semana usa cores castanhas e figuras demoníacas, mas se repararem bem algo mais aparece escondido.


A Elsa e a Lília também colaboram dando uma ajuda com o seu cunho naif.








O aplauso é geral.


Eu não fiz nada, mas diverti-me imenso, fico a guardar-me para a escrita.








Por hoje a obra ficou assim.


Como é da praxe encerramos a primeira fase de arte efémera com um uivo.


Eis que chega o crítico de arte.


Em breve mais pinturas aqui e também uns poemasitos para abrilhantar a obra.

terça-feira, 24 de março de 2009

Violência nas Escolas


Especialistas reunidos em Espanha defendem que o aumento da violência nas escolas reflecte crise de autoridade familiar.

Especialistas em educação reunidos na cidade espanhola de Valência defenderam hoje que o aumento da violência escolar deve-se, em parte, a uma crise de autoridade familiar, pelo facto de os pais renunciarem a impor disciplina aos filhos, remetendo essa responsabilidade para os professores.


Os participantes no encontro 'Família eEscola: um espaço de convivência', dedicado a analisar a importância da família como agente educativo, consideram que é necessário evitar que todo o peso da autoridade sobre os menores recaia nas escolas. 'As crianças não encontram em casa a figura de autoridade', que é um elemento fundamental para o seu crescimento, disse o filósofo Fernando Savater. '

As famílias não são o que eram antes e hoje o único meio com que muitas crianças contactam é a televisão, que está sempre em casa', sublinhou.


Para Savater, os pais continuam 'a não querer assumir qualquer autoridade', preferindo que o pouco tempo que passam com os filhos 'seja alegre' e sem conflitos e empurrando o papel de disciplinador quase exclusivamente para os professores.


No entanto, e quando os professores tentam exercer esse papel disciplinador, 'são os próprios pais e mães que não exerceram essa autoridade sobre os filhos que tentam exercê-la sobre os professores, confrontando-os', acusa..
.

'O abandono da sua responsabilidade retira aos pais a possibilidade de protestar e exigir depois.

Quem não começa por tentar defender a harmonia no seu ambiente, não tem razão para depois se ir queixar', sublinha.
Há professores que são 'vítimas nas mãos dos alunos'.

Savater acusa igualmente as famílias de pensarem que 'ao pagar uma escola' deixa de ser necessário impor responsabilidade, alertando para a situação de muitos professores que estão 'psicologicamente esgotados' e que se transformam 'em autênticas vítimas nas mãos dos alunos'.

A liberdade, afirma, 'exige uma componente de disciplina' que obriga a que os docentes não estejam desamparados e sem apoio, nomeadamente das famílias e da sociedade.


'A boa educação é cara, mas a má educação é muito mais cara', afirma, recomendando aos pais que transmitam aos seus filhos a importância da escola e a importância que é receber uma educação, 'uma oportunidade e um privilégio'.

'Em algum momento das suas vidas, as crianças vão confrontar-se com a disciplina', frisa Fernando Savater.


Em conversa com jornalistas, o filósofo explicou que é essencial perceber que as crianças não são hoje mais violentas ou mais indisciplinadas do que antes; o problema é que 'têm menos respeito pela autoridade dos mais velhos'.


'Deixaram de ver os adultos como fontes de experiência e de ensinamento para os passarem a ver como uma fonte de incómodo. Isso leva-os à rebeldia', afirmou.

Daí que, mais do que reformas dos códigos legislativos ou das normas em vigor, é essencial envolver toda a sociedade, admitindo Savater que 'mais vale dar uma palmada, no momento certo' do que permitir as situações que depois se criam.


Como alternativa à palmada, o filósofo recomenda a supressão de privilégios e o alargamento dos deveres.

sexta-feira, 20 de março de 2009

O Sonho


Às vezes construímos grandes sonhos em cima de grandes pessoas. Com o passar do tempo, descobrimos que grandes eram os sonhos e as pessoas pequenas demais.

Às vezes construímos grandes casas em cima de grandes árvores. Com o passar do tempo, descobrimos que as casas, ao contrário das árvores, precisam de muita manutenção.

Sábio é o ser humano que tem a coragem de ir diante do espelho da sua alma para reconhecer os seus erros e fracassos e utilizá-los para plantar as mais belas sementes no terreno da sua inteligência.


autores desconhecidos

sábado, 14 de março de 2009