sábado, 17 de abril de 2010
domingo, 11 de abril de 2010
INVERSÃO DE VALORES - CARTA DE UMA MÃE PARA OUTRA MÃE (ASSUNTO VERÍDICO)
*Carta enviada de uma mãe para outra mãe no Porto, após um telejornal da RTP1:
De mãe para mãe...
Cara Senhora, vi o seu enérgico protesto diante das câmaras de televisão contra a transferência do seu filho, presidiário, das dependências da prisão de Custóias para outra dependência prisional em Lisboa.
Vi-a a queixar-se da distância que agora a separa do seu filho, das dificuldades e das despesas que vai passar a ter para o visitar, bem como de outros inconvenientes decorrentes dessa mesma transferência.
Vi também toda a cobertura que os jornalistas e repórteres deram a este facto, assim como vi que não só você, mas também outras mães na mesma situação, contam com o apoio de Comissões, Órgãos e Entidades de Defesa de Direitos Humanos, etc...
Eu também sou mãe e posso compreender o seu protesto. Quero com ele fazer coro, porque, como verá, também é enorme a distância que me separa do meu filho.
A trabalhar e a ganhar pouco, tenho as mesmas dificuldades e despesas para o visitar.
Com muito sacrifício, só o posso fazer aos domingos porque trabalho (inclusivé aos sábados) para auxiliar no sustento e educação do resto da família.
Se você ainda não percebeu, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou cruelmente num assalto a uma bomba de combustível, onde ele, meu filho, trabalhava durante a noite para pagar os estudos e ajudar a família.
No próximo domingo, enquanto você estiver a abraçar e beijar o seu filho, eu estarei a visitar o meu e a depositar algumas flores na sua humilde campa, num cemitério dos arredores...
Ah! Já me ia esquecendo: Pode ficar tranquila, que o Estado se encarregará de tirar parte do meu magro salário para custear o sustento do seu filho e, de novo, o colchão que ele queimou, pela segunda vez, na cadeia onde se encontrava a cumprir pena, por ser um criminoso.
No cemitério, ou na minha casa, NUNCA apareceu nenhum representante dessas "Entidades" que tanto a confortam, para me dar uma só palavra de conforto ou indicar-me quais "os meus direitos".
Para terminar, ainda como mãe, peço por favor:
Façam circular este manifesto! Talvez se consiga acabar com esta (falta de vergonha) inversão de valores que assola Portugal e não só...
Direitos humanos só deveriam ser para "humanos direitos"!!!
De mãe para mãe...
Cara Senhora, vi o seu enérgico protesto diante das câmaras de televisão contra a transferência do seu filho, presidiário, das dependências da prisão de Custóias para outra dependência prisional em Lisboa.
Vi-a a queixar-se da distância que agora a separa do seu filho, das dificuldades e das despesas que vai passar a ter para o visitar, bem como de outros inconvenientes decorrentes dessa mesma transferência.
Vi também toda a cobertura que os jornalistas e repórteres deram a este facto, assim como vi que não só você, mas também outras mães na mesma situação, contam com o apoio de Comissões, Órgãos e Entidades de Defesa de Direitos Humanos, etc...
Eu também sou mãe e posso compreender o seu protesto. Quero com ele fazer coro, porque, como verá, também é enorme a distância que me separa do meu filho.
A trabalhar e a ganhar pouco, tenho as mesmas dificuldades e despesas para o visitar.
Com muito sacrifício, só o posso fazer aos domingos porque trabalho (inclusivé aos sábados) para auxiliar no sustento e educação do resto da família.
Se você ainda não percebeu, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou cruelmente num assalto a uma bomba de combustível, onde ele, meu filho, trabalhava durante a noite para pagar os estudos e ajudar a família.
No próximo domingo, enquanto você estiver a abraçar e beijar o seu filho, eu estarei a visitar o meu e a depositar algumas flores na sua humilde campa, num cemitério dos arredores...
Ah! Já me ia esquecendo: Pode ficar tranquila, que o Estado se encarregará de tirar parte do meu magro salário para custear o sustento do seu filho e, de novo, o colchão que ele queimou, pela segunda vez, na cadeia onde se encontrava a cumprir pena, por ser um criminoso.
No cemitério, ou na minha casa, NUNCA apareceu nenhum representante dessas "Entidades" que tanto a confortam, para me dar uma só palavra de conforto ou indicar-me quais "os meus direitos".
Para terminar, ainda como mãe, peço por favor:
Façam circular este manifesto! Talvez se consiga acabar com esta (falta de vergonha) inversão de valores que assola Portugal e não só...
Direitos humanos só deveriam ser para "humanos direitos"!!!
sábado, 10 de abril de 2010
Links, Left, Gauche, Sinistra, Izquierda, Esquerda
Os pequenos podem comer os grandes, basta tomarem consciência da exploração de que são vítimas.
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Mário Monteiro
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4/10/2010 12:26:00 da tarde
sexta-feira, 9 de abril de 2010
domingo, 4 de abril de 2010
terça-feira, 23 de março de 2010
ADEUS

Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava, porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus.
Eugénio de Andrade
Vale a pena "ouver" música portuguesa
A viagem de um viageiro ao interior de si próprio... Delirante!
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Mário Monteiro
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3/23/2010 11:28:00 da manhã
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Música,
Três Cantos,
Video
sexta-feira, 12 de março de 2010
Injustiça!

Uma senhora de 98 anos chamada Irena Sendler acabou de falecer.
Durante a 2ª Guerra Mundial, Irena conseguiu uma autorização para trabalhar no Gueto de Varsóvia, como especialista de canalizações.
Mas os seus planos iam mais além... Sabia quais eram os planos dos nazis relativamente aos judeus (sendo alemã!)
Irena trazia meninos escondidos no fundo da sua caixa de ferramentas e levava um saco de sarapilheira, na parte de trás da sua camioneta (para crianças de maior tamanho). Também levava na parte de trás da camioneta, um cão a quem ensinara a ladrar aos soldados nazis quando entrava e saia do Gueto.
Claro que os soldados não queriam nada com o cão e o ladrar deste encobriria qualquer ruido que os meninos pudessem fazer.
Enquanto conseguiu manter este trabalho, conseguiu retirar e salvar cerca de 2500 crianças.
Por fim os nazis apanharam-na e partiram-lhe ambas as pernas e os braços e prenderam-na brutalmente.
Irena mantinha um registo com o nome de todas as crianças que conseguiu retirar do Gueto, que guardava num frasco de vidro enterrado debaixo de uma arvore no seu jardim.
Depois de terminada a guerra tentou localizar os pais que tivessem sobrevivido e reunir a familia. A maioria tinha sido levada para aa camaras de gás. Para aqueles que tinham perdido os pais ajudou a encontrar casas de acolhimento ou pais adoptivos.
No ano passado foi proposta para receber o Prémio Nobel da Paz... mas não foi seleccionada. quem o recebeu foi Al Gore por uns diapositivos sobre o Aquecimento Global .
Não permitamos que alguma vez, esta Senhora seja esquecida!!

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quarta-feira, 10 de março de 2010
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Fumar

Hoje vou deixar de fumar!
É o dia ideal para deixar o que gosto e que me dá prazer, mas que me faz mal.
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Mário Monteiro
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2/19/2010 10:08:00 da manhã
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Pessoal
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Fernando Nobre
O anúncio de Fernando Nobre, fundador e presidente da AMI, em candidatar-se à Presidência da República colheu-me de surpresa, mas ao mesmo tempo de satisfação, isto porque não é um político de carreira, mas sim um homem de acção.
Fernando Nobre relaciona-se com as pessoas e não com os esquemas político-partidários ou os número, sabe o que é o sofrimento, pois lidou com ele ao longo dos anos.
Para já deixo aqui ficar a minha simpatia por esta candidatura que, pela primeira vez, parece fugir à lógica político-partidária, por isso vou aguardar pelo desenvolvimento desta candidatura, mas deixo desde já o meu voto de solidariedade se os acontecimentos futuros não me desiludirem.
COMENTÁRIO DE CAMILO MORTÁGUA
A vida é assim mesmo, por estar cheia de surpresas inesperadas, torna-se interessante!
Concordo contigo em relação à apreciação do personagem, mas sou obrigado a discordar frontalmente da sua decisão, não porque não tenha o pleno direito a candidatar-se, mas porque o contexto em que o faz afecta irremediavelmente a dimensão ética da sua imagem.
Prestar-se a ser muleta dos falcões do PS. para potenciar a eleição do Cavaco em detrimento de um candidato que no plano ético, moral e cívico, e como defensor dos valores fundamentais duma esquerda de princípios e não de negócios, é exemplar, como é o caso do Manuel Alegre, é, em minha opinião, uma atitude eticamente condenável.
Não basta vir dizer que a sua candidatura não tem nada a ver com partidos, mas que é uma simples questão de cidadania; dizia Salazar, que "em política o que parece é" e já antes do anúncio da candidatura, era público quem estava a pressionar o Homem para que se candidatasse... e, mesmo que assim não fosse, o Dr. Fernando Nobre pela sua experiência de vida, não pode alegar ingenuidade em sua defesa... sabe muito bem medir os efeitos da sua candidatura face ao panorama da próxima eleição à presidência da República!
Razão tinha quem sempre me disse para não acreditar na existência de grandes homens, mas sim, no facto de existirem grandes oportunidades em que os homens pelas opções que tomam sabem elevar-se ou não a cima da mediania.
Para mim... e receio que para muitos portugueses, (o que é pena) a partir de hoje, o Dr. Fernando Nobre, passou a chamar-se apenas... Fernando.
Camilo Mortágua
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Silêncio

O Silêncio dos Sindicatos de Professores é ensurdecedor. Sinto-me amordaçado!
Nas recentes "negociações" com o ME não ouvi um a única palavra, uma única reivindicação, a propósito dos dois anos e meio de serviço que nos foram roubados.
Se alguém ouviu alguma coisa que me diga para eu poder retratar-me.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
CONVITE (29 de Janeiro de 2010)
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
domingo, 24 de janeiro de 2010
Não Canto Porque Sonho

Não canto porque sonho.
Canto porque és real.
Canto o teu olhar maduro,
O teu sorriso puro,
A tua graça animal.
Canto porque sou homem.
Se não cantasse seria
O mesmo bicho sadio
Embriagado na alegria
Da tua vinha sem vinho.
Canto porque o amor apetece.
Porque o feno amadurece
Nos teus braços deslumbrados.
Porque o meu corpo estremece
Por vê-los nus e suados.
Eugénio de Andrade; De As Mãos e os Frutos (1948)
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
domingo, 17 de janeiro de 2010
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Cinema, Guerra e Capitalismo

Estou farto de ver filmes de guerra, com um fundo real ou imaginário que, a propósito de mostrarem os horrores da guerra, são de facto apologistas da guerra e da pseudo-heroicidade.
Herói não é o belicista, é o pacifista.
Não é o cinema que vai mudar, porque na sociedade capitalista só se faz o que se vende, por isso nós é que temos de mudar a nossa mentalidade se queremos que a sociedade mude.
Não podemos ficar sentados à espera da revolução, a revolução tem de começar dentro de nós próprios. Não podemos esperar milagres, mas podemos fazer um pequeno milagre todos os dias. Não podemos mudar os outros, mas podemos mudar-nos a nós próprios.
Se o fizermos, serão os filmes que apelam à não violência e à tolerância que ganharão o mercado.
Quando isto acontecer, quando formos capazes de interiorizar a mudança, até a sociedade capitalista será uma boa sociedade, porque já não terá razão de existir.
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Mário Monteiro
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1/11/2010 05:48:00 da tarde
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Casamento Homossexual

Antes de mais quero afirmar que sou heterossexual, mas não tenho qualquer tipo de preconceito contra ou a favor dos homossexuais.
A diferença que existe entre um homossexual e um heterossexual é a mesma que existe entre uma pessoa que escreve com a mão esquerda ou com a direita, que gosta mais de carne ou mais de peixe, etc.
Está para aprovação na Assembleia da República Portuguesa uma lei que permite o casamento entre homossexuais. Entretanto criou-se um movimento que pretende um referendo sobre este tema e recolheu uma petição com cerca de 90.000 assinaturas, isto é, acima dos 75.000 exigidos por lei.
Cada cidadão está no seu direito de pedir seja o que for, mas não tem o direito de proibir os que são diferentes, não são melhores ou piores, são diferentes, de optarem pelo caminho que muito bem entendem.
O casamento homossexual, como muitos outros assuntos, não é uma questão de justiça ou de lei, é uma questão de ética e tolerância. A homossexualidade não é crime, não é pecado! A homossexualidade existe e tem de ser respeitada.
Nenhum cidadão tem o direito de negar a outro cidadão os seus direitos só porque é diferente da maioria. Diferente não significa superior ou inferior, significa simplesmente diferente.
Nenhum cidadão tem o direito de negar a outro a sua felicidade, de escolher o seu caminho.
As religiões que cuidem do seu rebanho, mas não têm o direito de impor aos outros uma moralidade que só pode ser exigida aos seus.
Sou a favor do casamento homossexual por completo, incluindo o direito a ter filhos, seja por adopção, seja por inseminação artificial.
Os medos, sempre os medos das mentalidades retrógradas, conservadoras e castradoras. Porque é que filhos de homossexuais deverão ser obrigatoriamente homossexuais? E se forem? Qual é o problema?
O que eu sei é que muitas filhas e filhos de casais heterossexuais são homossexuais.
Pensava que a sanha persecutória contra os que são diferentes ou que pensam de maneira diferente, que a caça às bruxas, a inquisição e os fogos crematórios nazis, já tinham acabado.
Melhor fora que usassem as suas energias para denunciar os políticos corruptos e os corruptos em geral, mas não, que esses são senhores doutores, pessoas muito importantes, digo, porque os cobardes temem sempre aquele que acham mais forte até ao ponto de os bajularem e votarem neles, por isso são cobardes.
O direito ao amor é uma máxima universal, ninguém pode ousar por isso em causa, e ai daqueles que nunca souberam amar.
O amor não se cala, vive-se!
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Advogados

Justiça por Marília Chartune
Sem querer generalizar, embora tenha a percepção que uma grande percentagem de advogados no nosso país faça o mesmo, vou contar uma pequena história.
Há cerca de três anos precisei de recorrer aos serviços de um advogado por três vezes, não vou relatar o motivo porque é pessoal.
A primeira vez que fui ao seu consultório apenas lhe pedi um esclarecimento sobre um determinado documento. Deu-me o esclarecimento, mas não me alertou para algo que mais tarde me obrigou a recorrer aos seus serviços. A conversa não durou nem 30 minutos.
Das segunda e terceira vezes que fui ao seu consultório (cerca de meia hora por cada consulta), já por causa de não me ter alertado para algo que estava escrito no dito documento, o senhor doutor, sempre muito simpático, fez meia dúzia de telefonemas a outro advogado, recebeu um fax, conseguiu um acordo verbal e deixou ficar o assunto em banho Maria, a coisa estava correr-lhe bem e, provavelmente ao colega também, por isso resolvi prescindir dos seus serviços.
Pedi-lhe a conta pelos serviços prestados, dando por encerrada a questão, agradeci o trabalho realizado, mas a partir daquele momento as duas partes tratariam do problema directamente. O valor solicitado foi uma enormidade (750 Euros) para hora e meia a duas horas de conversa, meia dúzia de telefonemas, um pequeno documento (tipo chapa 5) e um fax recebido.
Lamentou que tivesse prescindido dos seus serviços, disse-me que tinha comunicado ao colega que eu tinha decidido encerrar o caso e que, segundo me contou, o colega também lamentou. Pois acredito que ambos tenham lamentado, o problema era ligeiro e só aconteceu por uma falta de diálogo, passageiro diga-se, entre os interlocutores, enquanto que os ditos senhores doutores estavam a sacar uma pipa de massa às pessoas que "representavam".
Inocentemente pedi-lhe um recibo. A resposta do senhor doutor foi curta e grossa: para passar recibo tinha de acrescentar o IVA, mais 21% (965 Euros). Na altura estava com a minha vida financeira muito complicada, porque tinha sido obrigado a grandes despesas nesse ano. Por isso cedi à chantagem e o dinheiro foi transferido para uma conta bancária.
Como sabemos a maioria dos políticos são oriundos da advocacia e quando são denunciados por falcatruas juram a pés juntos que estão de consciência tranquila, que é tudo uma cabala, que são bons pais de família, que vão à missa todos os dias, que até são sócios do clube A, B ou C e amigos pessoais dos respectivos presidentes, etc.
Sei que pactuei com a fraude, tenho como atenuante a minha situação económica para ceder à chantagem, mas deixo aqui o alerta para que não se caia neste tipo de chantagens. Eu não voltarei a fazê-lo, por mais simpáticos que sejam os senhores doutores.
Por outro lado é necessário que haja transparência em relação aos serviços prestados pelos advogados, para isso deve ser dado conhecimento prévio aos potenciais clientes, das tabelas de honorários que estes senhores doutores podem cobrar de acordo com o serviço solicitado.
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Mário Monteiro
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1/04/2010 09:42:00 da manhã
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Pessoal
Helping to Fight Aids in Africa

Love changes everything - including the world. Help me save lives by joining an unprecedented global event.
ALL YOU NEED IS LOVE
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1/04/2010 01:12:00 da manhã
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Hoje é o Dia Mundial da Paz... Dizem!
Agora que se inicia um novo ano vale pena rever, recordar e reflectir.
Quanto vale a vida humana? Porque é que umas valem mais do que outras, porque é que a história que interiorizamos é sempre a da perspectiva do mais forte?...
Duração: cerca de 120 minutos.
Quanto vale a vida humana? Porque é que umas valem mais do que outras, porque é que a história que interiorizamos é sempre a da perspectiva do mais forte?...
Duração: cerca de 120 minutos.
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Mário Monteiro
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1/01/2010 03:23:00 da manhã
ANO NOVO, VIDA NOVA!
Recomeça...
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade
Enquanto não alcances
Não descanses
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças...
Miguel Torga
-------------------------------------------
Com um grande abraço ao meu grande amigo Jaime, que me deu a conhecer este magnífico poema de Miguel Torga num jantar de amigos que tradicionalmente fazemos na véspera da passagem de ano.
Com um grande abraço ao meu grande amigo Jaime, que me deu a conhecer este magnífico poema de Miguel Torga num jantar de amigos que tradicionalmente fazemos na véspera da passagem de ano.
I WILL SURVIVE
Vamos sobreviver por mais um ano. E viver?
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Mário Monteiro
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1/01/2010 12:01:00 da manhã
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Anarco-Comunismo
Vale a pena ignorar as origens de classe para atingir a liberdade plena. Que 2010 seja um ano de reflexão em busca do Homem mais justo, mais sincero, mais autêntico, mais humano, mais tolerante, mais verdadeiro, mais pacífico.
É sempre um caminho inacabado, mas vale a pena começar a caminhar.
Tenho Vergonha de Mim
Retrato da nossa crise moral. Textos de Cleide Canton e Rui Barbosa. Declamação de Rolando Boldrin
Tenho vergonha de mim, seja eu brasileiro, português, angolano ou de qualquer outra nacionalidade.
Famílias Tradicionais do Porto

Alice Rios, jornalista e escritora, acabou de lançar o II Volume do seu livro "Famílias Tradicionais do Porto"
Não sei o que vale o meu conselho, provavelmente nada, mas digo a todos os amantes desta cidade maravilhosa que é o Porto, para lerem atentamente este livro, mas comecem pelo I Volume, de certeza que portuenses, e não só, não se vão arrepender de ler este livro de encantamento.
domingo, 27 de dezembro de 2009
Para Refectir
Não adianta chorar, porque não se pode remediar. Quem sofre são sempre os que ficam, se amam os que partem ou os que ficaram maltratados. Tudo o mais são lágrimas de crocodilo, e também não é necessário passar por isto (com culpas ou sem culpas) para ter a certeza de quem nos ama, porque a verdade bem sempre à tona, mais tarde ou mais cedo.
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Mário Monteiro
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12/27/2009 10:30:00 da tarde
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
NATAL
Para crentes ou crentes em outras religiões, ou simplesmente não crentes, como eu.
Com ou sem Árvores de Natal, Presépios, Pais Natal ou outros ícones alusivos à época que se vive no mundo cristão.
Desejo um Natal sem hipocrisia e que, num futuro próximo, a Humanidade, independentemente das suas crenças, consiga viver em igualdade, paz, harmonia e amor. Com tolerância para com as opções de cada um de nós!
São as diferenças que nos enriquecem, não as semelhanças. São as diferenças que nos obrigam a pensar, a encontrar alternativas. As semelhanças só nos podem levar ao comodismo e a criar fracturas com os que pensam de modo diferente. Um é o bom pensamento, outro o mau. Válido para ambos os lados, tudo depende da perspectiva e do número de adeptos que cada lado ganha.
Que o dito espírito de Natal seja algo que esteja presente em nós todos os dias e não hipocritamente num único dia do ano.
Que cada um de nós faça desta época um meio para se tornar um pouco melhor e consiga reflectir na prática do dia-a-dia os lindos pensamentos que partilhamos nesta altura.
Com ou sem Árvores de Natal, Presépios, Pais Natal ou outros ícones alusivos à época que se vive no mundo cristão.
Desejo um Natal sem hipocrisia e que, num futuro próximo, a Humanidade, independentemente das suas crenças, consiga viver em igualdade, paz, harmonia e amor. Com tolerância para com as opções de cada um de nós!
São as diferenças que nos enriquecem, não as semelhanças. São as diferenças que nos obrigam a pensar, a encontrar alternativas. As semelhanças só nos podem levar ao comodismo e a criar fracturas com os que pensam de modo diferente. Um é o bom pensamento, outro o mau. Válido para ambos os lados, tudo depende da perspectiva e do número de adeptos que cada lado ganha.
Que o dito espírito de Natal seja algo que esteja presente em nós todos os dias e não hipocritamente num único dia do ano.
Que cada um de nós faça desta época um meio para se tornar um pouco melhor e consiga reflectir na prática do dia-a-dia os lindos pensamentos que partilhamos nesta altura.
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Mário Monteiro
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12/24/2009 03:30:00 da tarde
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Natal
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Sonhos
Mas não tem revolta, não
Eu só quero que você se encontre.
Ter saudade até que é bom,
É melhor que caminhar vazio.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
DREN, DREC, DREL e AFINS

Estou a falar, como é evidente, das Direcções ditas Regionais de Educação.
Quando olhamos para os nomes pensamos tratar-se de um órgão descentralizador da Educação, mas na realidade estas Direcções Regionais não passam de correias de transmissão do órgão Central, isto é, o Ministério da Educação ou, como era vulgar ouvir-se há anos atrás, de cassetes do Ministério.
São órgão acéfalos, autênticos ninhos de boys for the job, armados em reizinhos, ou rainhas de contos de fada, ex-professores que normalmente, alguns deles senhores doutores, que não dão aulas há muitos anos, desligados da realidade docente e da prática pedagógica no terreno, ou ainda ex-presidentes ou ex-vice-presidentes de antigos Conselhos Executivos (assim se chamavam até ao ano lectivo anterior), agora Conselhos Directivos que, na sua maior parte foram recusados por incompetência pelos seu pares, quando a gestão das escolas era formalmente democrática, mas que agora à custa dos amigalhaços, das almoçaradas e jantaradas que proporcionaram enquanto ocupavam aqueles cargos, foram compensados pela sua incompetência.
Não pretendo generalizar no que diz respeito à competência, de certeza que estão lá muitos colegas com excelente qualificação e competência, que não acabaram os cursos ao domingo nem fizeram os célebres doutoramentos de Boston. Mas a verdade é que eu nunca vi um concurso público para admissão de professores para ocupar cargos em qualquer Direcção Regional.
Tudo se passa por convite, pelos amigalhaços, pela mediocridade dos oportunistas, pela estrada onde circulam os tais "chicos espertos", os ases das provas de perícia automóvel, sobretudo nas chincanes políticas. Claro para os cargos mais importantes, os cargos políticos, o próprio Governo escolhe os seus. Se o Governo mudar mudam os comissários, mas para os outros lá se arranja um lugarzito dentro do sistema, porque podem ser de outro partido, mas são todos porcos do mesmo lameiro.
Mas depois são estes que nos falam em exigência e numa cultura de excelência. Como resultado deste lamaçal lodoso passou-se de uma avaliação do serviço docente mau para um péssimo.
Nunca vi tanto oportunismo e bandalheira na avaliação do serviço docente dos professores como no ano lectivo anterior. Avaliadores à força, sem vocação nem capacidade para serem avaliadores. Outros que aproveitaram a oportunidade que lhes foi dada para se libertarem dos seus mesquinhos recalcamentos e aproveitarem para esmagar uns quantos coitados, sem critério nem isenção, apenas porque lhes interessava mostrar que aquelas figuras apagadas e baças eram, afinal, pessoas cheias de personalidade e tiveram aqui o incentivo que lhes faltava para revelarem todos os complexos de inferioridade e ignorância cultural e pedagógica de que padecem, assim como a sua incapacidade intelectual.
Para terminar não quero deixar de realçar que, apesar de tudo, nem todos entraram neste jogo e muitos tentaram, com as regras que lhes foram impostas, fazer um trabalho honesto, decente e competente, mas a esses não lhes serve esta carapuça.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Os Filhos Pródigos da Liberdade em Valongo
Por iniciativa da Biblioteca Museu República e Resistência de Lisboa, e com o apoio da Câmara Municipal de Valongo e da Escola EB 2/3 de Campo (Valongo), vai realizar-se no próximo dia 29 de Janeiro na Biblioteca Municipal de Valongo, com início marcado para as 21 horas, uma conferência/debate subordinada ao tema "Os Filhos Pródigos da Liberdade - A Oposição Democrática na Venezuela", com a presença de Camilo Mortágua.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
sábado, 5 de dezembro de 2009
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Rauni Kilde
O depoimento da ex-Ministra da Saúde da Finlândia, Dra. Rauni Kilde, é muito claro e corajoso.
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