quarta-feira, 11 de maio de 2011

Binho Tinto encontra o Casal Perfeito

EPISÓDIO 5
Num fim de tarde quente, Binho Tinto passeava pelo Parque da Cidade. De repente, ao fundo, repara que se deslocam na sua direcção IT Girl e PC Man. Ambos de mão dada, conversando apaixonadamente sobre o tempo, as plantas e a maresia. Acha curiosa a coincidência que, mais tarde o mais cedo, seria inevitável, mesmo que indesejável.

No outro extremo IT Girl repara em Binho Tinto e avisa PC Man.

ITG: Don't worry my love, just be calm.

Binho Tinto coloca um sorriso sarcástico e ao cruzar-se com o casal profere:

BT: Olha, olha!... O casal perfeito, o duo maravilha!...

PC Man, que tinha andado a estudar as origens da sociedade americana da Virgínia, sentia-se fortemente influenciado pela afectação daqueles americanos descendentes dos primeiros colonos ingleses, perde a compostura de "lord" americano, alça o braço direito acima dos seus dois metros de altura e desfere um murro bem no meio dos olhos de Binho Tinto.

De imediato IT Girl lança-se nos braços de PC Man e diz:

ITG: Oh my sweet love, are you hurt? Aquele bruto magoou-te?

E, virando-se para Binho Tinto, continuou:

- Seu bruto, seu... seu... seu grosseiro... seu ordinário... seu cabeça dura... magoaste a mãozinha do meu amor com o murro que ele te deu na cabeça.

Binho Tinto, que tinha ficado um pouco cambaleante com o murro de PC Man, reage. Prepara-se para dar o troco ao adversário, mas, de súbito, pára. Observa a cena lancinante e simultaneamente cómica de IT Girl a consolar PC Man pela ferida que este causou na sua própria e delicada mão, quando, num momento de desnorte, perdeu a sua postura aristocrática e reagiu a uma provocação da plebe.

Binho, ao ver  IT com lágrimas nos olhos e a beijar PC, que se contorcia com dores, comoveu-se.

Desistiu de retaliar e, chegando-se perto de PC, colocando-se em bicos de pés para que a sua cara chegasse bem perto da do outro, proferiu:

BT: Já nem vale a pena, meu. A minha retaliação são os beijos, que agora recebes da mulher aranha.

Binho Tinto, afasta-se do casal e segue o seu caminho com um sorriso de felicidade, enquanto o casal fica no seu lugar, abraçando-se e lamentando-se de tão indesejável encontro.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Os Novos Servos da Gleba

Ontem, ao ouvir o primeiro-ministro a anunciar o acordo que o governo celebrou com o FMI e afins fiquei com uma sensação estranha.

Crise? Qual crise? Afinal existe na Europa um grupo de senhores muito ricos, os novos nobres, que até pagam para nós não trabalharmos, em contrapartida nós, os Portugueses, só temos de pagar impostos, recebê-los em nossa casa, manter as nossas praias limpas e regar os campos de golfe.

Obrigado FMI! Obrigado BCE! Obrigado Europa! Obrigado José Sócrates! Obrigado Passos Coelho! Obrigado Paulo Portas! Obrigado a todos os novos Messias Salvadores!

Afinal esta Europa de leite e mel não é mais do que um remake da Europa Medieval em versão retro. De um lado uma minoria que vive à tripa forra, os senhores da terra ou nova nobreza, do outro uma esmagadora maioria, formatada pelas sucessivas reformas na educação do poder económico-político, ignorante e acrítica, os novos servos da gleba.

domingo, 1 de maio de 2011

Carregador de Pianos


Hoje tive uma conversa com pessoas na casa dos 80 anos. Conforme ia decorrendo a conversa e as pessoas avivavam as suas memórias, também as minhas passavam em frente a mim como um filme, como uma visão do mundo em que vivemos.

De repente as palavras de um grande amigo de longa data, Camilo Mortágua, bateram a rebate no meu cérebro.

Dizia, diz, Camilo Mortágua, que a História é madrasta com os carregadores de piano. A História fala e exalta os autores e os solistas, mas nunca nos fala dos carregadores de piano. Sem estes, sem aqueles que se sacrificam para colocar os instrumentos no local certo, onde depois outros vão tirar os acordes que deslumbram as massas e dos quais recolhem dividendos em proveito próprio, não haveria música.

A História é a história dos poderosos, e os poderosos não reconhecem que o local que ocupam se deve ao sacrifício e exploração de outros seres humanos, os tais de que não reza a História, porque isso seria desmerecer as vitórias e o êxitos dos poderosos.

Um dia os carregadores de piano vão compreender que são sistematicamente usados e desprezados pelos outros, e não hesitarão em descarregar a sua carga em cima dos oportunistas que os exploram diariamente, de uma forma mais ou menos subliminar.

Essa família de ex-operários octogenários contou-me algumas situações que viveram no passado: a sua vida, o seu dia-a-dia, a sua família. Deram-me uma lição de vida e de dignidade.

Esta família, que não nasceu em berço de ouro, teve três filhos, a todos transmitiu valores e princípios, a todos deu uma formação, a todos preparou para a vida, com sacrifício, mas simultaneamente com orgulho. Já dizia Camões, tudo vale a pena se a alma não é pequena. O que fez desta família o que ela é agora foram os laços de solidariedade, que os uniu, que fez deles uma força, que resulta de uma vida de luta contra a opressão e o obscurantismo em que pretenderam colocá-los, mesmo que nem sempre se apercebessem exactamente disso. Uma luta altruísta porque se pretenderam dar algo melhor aos seu filhos contribuíram para que os filhos dos outros também lá chegassem. A isto os filhos responderam com carinho e amor.

Não, esta família não se fundou atrás de chavões abstractos, nem em princípios retóricos, nem de filosofias baratas, mas sim na luta diária pela sobrevivência.

Se há heróis, estes são os heróis.

Hoje vivemos todos fechados num mundo egoísta e egocêntrico, imaginado que o bem-estar está ao alcance de todos, que todos podem ser como nós, se não são é porque não querem, porque as oportunidades são iguais para todos.

Há conceitos que aqueles acusam de retrógrados, como por exemplo o de  mentalidade burguesa. É que esse apagar de evidências tranquiliza-os, aquilo de que não se fala é como se não existisse, e o que não existe sossega as suas consciências, não os perturba. A consciência não se apaga, apenas pode estar adormecida.

Esta viagem levou-me à minha infância, filho de pequeno-burgueses, tive a sorte de os meus pais não mascararem a realidade, para eles nunca os valores materiais foram o fundamental, muito menos obtê-los à custa da exploração de outros, para além de perceberem que todos temos direitos a viver em condições dignas, nunca colocaram rótulos nas pessoas e sempre incentivaram os filhos a perceber e a conviver com a realidade, que estava para lá dos muros que construímos à nossa volta.

A cada palavra proferida eu via as imagens da minha infância, dos meus amigos de escola, dos seus pais, das suas famílias, do modo como viviam, das casas suburbanas, das ilhas do Porto ou das casas dos camponeses. Por cada palavra proferida eu mergulhava na realidade que era este País, da miséria que eu vi desde tenra idade, quer em sectores operários, quer nas zonas rurais. Foram estas múltiplas vivências que ajudaram a moldar a minha personalidade.

Estou grato ao convívio que tive hoje ao almoço, pois que melhor maneira poderá haver para comemorar o 1º de Maio, que coincide com o Dia Mãe, senão o da tomada, ou reforço, de consciência, para os valores fundamentais da Humanidade, e da luta que ainda temos de travar, e das alterações que ainda temos de fazer, para que todos tenham de facto direito a uma vida digna e verdadeiramente Humana.

A lição é que temos de agir e reagir, individual ou colectivamente, contra aquilo que querem fazer de nós, amorfos seguidores de princípios que não são os nossos.

Folha de Sala


Todos os espectáculos se realizam no Centro Cultural de Campo (Valongo), entre os dias 6, 7 e 8 de Maio de 2011.

— dia 6/5, 21:00
FILHOS DE
ASSASSINOS
de Katori Hall
TnE-Teatronaescola
da EB 2,3 de Campo
(Valongo)

— dia 7/5, 15:00
TODOS OS RAPAZES
SÃO GATOS
de Álvaro
Magalhães
Grupo de Teatro
da Escola EB 2,3
de Sobrado

— dia 7/5, 21:00
A BIRRA DO MORTO
- FARSA TRÁGICA
de Vicente Sanches
Grupo de Teatro da
Escola Secundária
de Rio Tinto

Seguido de café/tertúlia à volta do tema do teatro nas escolas

— dia 8/5, 17:00
Apresentação
pública do
trabalho
desenvolvido
pelos
participantes
dos workshops,
seguida da
sessão de
encerramento

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O TEATRO É VIDA.

O Teatro funciona como um despertador do nosso rotineiro dia-a-dia.

Sentimentos e emoções, mágoas e alegrias, solidariedade e desprezo, passividade e protagonismo, tudo isto nos é transmitido pelo Teatro. Entra em nós e faz-nos reflectir. O Teatro funciona como uma Escola de Vida. Neste contexto, criar e interpretar textos, é uma experiência que faculta aos jovens oportunidades de questionar e contextualizar a vida nas suas múltiplas facetas

Pode dizer-se que promover a prática do teatro é, em última instância, proporcionar experiência significativas, as quais promovem a interacção entre actores e públicos e entre os actores em si mesmo, desenvolvendo capacidades fundamentais para o criação da personalidade do jovem, que permitirá desenvolver o seu espírito crítico e fornecer-lhe as ferramentas que lhe possibilitarão encarar a vida de uma forma autónoma e responsável, desenvolvendo-lhe a capacidade para ter opinião própria, de tomar decisões por si mesmo, fugindo ao estereótipo que, todos os dias, lhe é transmitido das mais variadas formas, e que não pretendem mais do que formatar o jovem num adulto obediente e seguidor cego de princípios que, na maior parte dos casos, são, no mínimo, questionáveis.

Esta mensagem mais ou menos subliminar, só pode ser combatida através de uma constante dialéctica em que tudo e todos são questionados, de forma a desenvolver um jovem adulto consciente do seu papel de cidadão activo e não um mero passivo que, acriticamente, assimila o que lhe é transmitido e exigido pela sociedade maioritária em que vive.

Formar cidadãos deverá ser o maior desígnio de uma escola e, o teatro e a cultura, são os veículos essenciais para atingir essa meta. Não uma meta estatística e efémera, mas uma meta que deixa a sua marca de água, que não se preocupa em ultrapassar etapas, mas sim em fazer chegar, com qualidade, o maior número possível de jovens a atingir uma maturidade que deverá estar ao alcance de todos. Sabemos que estas metas não se alcançam por decreto, mas sim com o empenho de toda a escola, da nossa escola.

Não restam dúvidas de proporcionar aos jovens em formação experiências que, com maior ou menor grau de consciencialização, sejam ricas em significados, que aguçam o espírito crítico, que obrigam a tomadas de posição e a escolhas que vão desenvolver o carácter e formar cidadãos verdadeiramente empenhados e responsáveis.

O TEATRANDO 2011 é o primeiro evento de muitos, que pretende ir mais além da simples partilha, que os grupos fazem do trabalho desenvolvido nos seus ambientes próprios.

O TEATRANDO convida os grupos de teatro escolar participantes (alunos e professores que os orientam) a revelarem os seus projectos, mas também os convida, durante três dias, a trabalharem em conjunto em novas experiências, devidamente enquadradas por profissionais de teatro e dinamizadores culturais.

VIVAS AO TEATRO FEITO NA ESCOLA!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

ADD

Sou Professor e defendo a existência de uma avaliação do desempenho docente, não o modelo de avaliação que nos tem sido imposto nos últimos anos, mas um modelo novo, feito com os professores e cuja finalidade seja a melhoria do desempenho docente e não, tal como acontece agora, um modelo cujo único objectivo é economicistas e que joga, de forma suja, com a ignorância das pessoas, numa tentativa de virar a pinião pública contra os professores, acusando-os de corporativistas e elitistas que apenas pretendem privilégios.

Já aqui escrevi muito sobre o modelo que defendo, ou pelo menos tentei dar alguma achegas para a criação de um modelo de avaliação docente justo e desburocratizado. Não, para já voltar a falar no assunto.

Hoje pretendo apenas denunciar o joguete político de que têm sido vítimas os professores, as escolas, os alunos e os encarregados de educação por causa de calendários político-partidários.

O PSD teve oportunidade, na altura certa, de rejeitar o modelo de avaliação docente ainda em vigor, mas não o fez. "Acordou" tarde, mas acordou, mas o que fez não passou de uma manobra político-partidária com fins eleitoralistas, porque quando o devia ter feito, não o fez. Não também não acreditamos nos cristãos-novos, nos convertidos de última hora.

A juntar a todo este imbróglio o Presidente da República fez aquilo que convinha ao PSD, mandou a revogação aprovada na Assembleia da República para o Tribunal Constitucional. Assim, caso este órgão venha a anular a decisão da Assembleia da República, prestará ao PSD o serviço que este partido pretende, isto é, aparecer como paladino da revogação do perverso diploma e podendo deitar as culpas da sua não revogação para o TC e, com esta manobra de malabarismo hipócrita lavar as suas mãos de todo este processo, pensando que, desta forma, conseguiu enganar mais alguns incautos.

A ajudar a todo este processo o PR, o homem dos tabus, parece ter justificado o envio daquele diploma, aprovado na AR,  para o TC com o argumento ridículo de que os Sindicatos não foram consultados.

Parece que este facto é verdadeiro, por isso era bom que jornalistas e, sobretudo os Sindicatos, denunciassem este facto caso ele seja, como tudo indica, verdadeiro.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

25 DE ABRIL, SEMPRE!!!


Não fiques indiferente àqueles que não fazem crescer um grão e esmagam o alecrim, se ficares indeferente quando acordares já estarás amordaçado.

REVOLTA-TE!!!

AS 25 HORAS DO 25 DE ABRIL
[Clicar aqui para ouvir]


Depois de clicar no link vai abrir uma nova janela. Para ouvir é necessário seguir as instruções da imagem abaixo.



quarta-feira, 20 de abril de 2011

Soberania

O nosso País está cheio de Miguéis de Vasconcelos, isto é, colaboradores com as potências ocupantes, que abdicam da nossa própria soberania em defesa da sua duquesa de Mântua.

Que Governo é este? Que Presidente é este? Que oposição é esta?

Todos abdicam daquilo que tanto apregoam e, com transparência e clareza, mostram a sua verdadeira essência: falta de sentido de Estado, de patriotismo e abdicam da soberania nacional como quem muda de camisa. Este políticos carreiristas, que cresceram no interior dos respectivos partidos como cogumelos, ou tacanhos self made men, empenharam o País, destruíram o sector produtivo e entregaram-se ao capitalismo nacional e internacional, "negociando" empréstimos como se fossem pedintes sem coluna vertebral, que estão agora a pagar um favor que lhes foi feito. Agem  como se nós, ainda acreditássemos em entidades abstractas, em relação às quais nada podemos fazer.

Os culpados têm cara e nome, todos nós sabemos quem são, por isso não adianta esconder a cabeça na areia.

Tal como dizia Churchill, pode-se enganar muita gente durante muito tempo, mas não se pode enganar toda a gente durante todo o tempo.

Onde estão os valores? Onde está o espírito do 25 de Abril? Onde está a cidadania?

Talvez o povo desperte um destes dias da sua letargia e finalmente perceba o logro para onde tem sido empurrado e, aí sim, se faça justiça aos Miguéis de Vasconcelos que pululam por aí  e lhes façam o que fizeram com o original: os defenestrem.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Filhos de Assassinos



Alguns excertos da estreia da peça "Filhos de Assassinos" de Katori Hall, produzida pelo TnE e encenada por Jaime Pacheco.

Apoios: AEC, CMV, Culturgest (Panos).
Local: Centro Cultural de Campo, Valongo.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

A Crise segundo Albert Einstein


Não podemos querer que as coisas mudem, se fazemos sempre o mesmo. A crise é a maior bênção que pode acontecer às pessoas e aos países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia assim como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem os inventos, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo, sem ter sido superado.

Quem atribui à crise os seus fracassos e penúrias, violenta o seu próprio talento e respeita mais os problemas do que as soluções.

A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a dificuldade para encontrar as saídas e as soluções. Sem crises não há desafios, sem desafios a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crises não há méritos. É na crise que aflora o melhor de cada um, porque sem crise todo vento é uma carícia. Falar da crise é promovê-la e calar-se na crise é exaltar o conformismo. Em vez disto, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la.

Albert Einstein

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Quem paga o Jantar?


Eu quero lá saber que sejam os finlandeses, os alemães, os franceses, ou outros a pagar o jantar, eu quero é que não sejam os  Portugueses a pagar as jantaradas da casta política, sejam senadores ou tribunos, que nos têm desgovernado nos últimos 30 anos.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Novo-riquismo


Portugal é o país do novo-riquismo.

Novos ricos, parolos, filhos do papá, chicos espertos, carapaus de corrida, enfim a fauna habitual de oportunistas.

O novo-rico fica deslumbrado com o dinheiro que lhe caiu do céu, ou cuja "esperteza" lhe permitiu ganhar, de um dia para o outro.

Com tanta facilidade para quê prevenir o futuro? Temos muito, temos tudo, há que gastar à fartazana e mostrar aos outros que nós, sim nós, somos ricos. Pois, mas falta-nos a cultura, a inteligência para perceber que o que se ganhou, mesmo sem saber muito bem como, ou até sabendo demasiado bem, se não for devidamente aplicado esgota-se.

O novo-rico não sabe, o novo-rico nunca leu a história e depois, bem depois, há que arranjar milhões de desculpas:

"Não fui eu, não fui eu... foi o outro, foi o que esteve antes de mim. Mas não faz mal, que o que esteve antes mim vai voltar e ainda fazer pior. É assim que nós somos, ora agora ganho eu, ora depois ganhas tu. Tudo vai rolando na paz do senhor, pois o zé-povinho, com a educação que lhe damos, nunca vai perceber nada e, os que percebem, são uns radicais. Ninguém lhes presta atenção. Sim, porque isso de radicalismos esgota-se no futebol. Bem, também há alguns que percebem, mas esses estão connosco, julgam que se aproveitam de nós, mas na realidade nós é nos servimos deles."

  • ATÉ QUANDO?
  • ATÉ QUANDO TU QUISERES!...

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Filhos de Assassinos



Filhos de Assassinos
 
1. Ficha Técnica


Texto: Katori Hall
Tradução: Francisco Frazão
Produção: TnE-teatronaescola
Encenação e direcção de actores: Álvaro Jaime Pacheco
Assistência de encenação: Mário Rietsch Monteiro
Sonoplastia: Álvaro Jaime Pacheco e Mário Rietsch Monteiro
Cenografia, adereços e figurinos: Álvaro Jaime Pacheco
Desenho de luz: Álvaro Jaime Pacheco
Interpretação: Nuno Medeiros (Vincent e Vincent pai); Ana Migueis (Bosco); Bruna Campos (Bosco); Sofia Silva (Bosco); Ana Sampaio (Emmanuel); Filipa Sousa (Ésperance); Inês Lopes (Vincent); Jonathan Amadeu (Innocent); Catarina Rocha (Gahahamuka); Joana Almeida (Gahahamuka); Beatriz Alves (Félicitè); Vanessa Seixas (Mamã); Joana Moreira (Ésperance); Filipa Paiva (Vincent); Ana Moreira (Gahahamuka); José Rodrigues (Gahahamuka); e Raquel Monteiro (Gahahamuka)
Desenho de máscaras: Lígia Almeida
Operação de luz e som: José Ricardo
Imagem: Sérgio Alves
Execução de dispositivos cénicos: LCMM Carpintaria e Marcenaria, Lda, e METALVA Soc. de Construções Metálicas de Valongo, Lda
Execução de figurinos: O Cantinho da Costura
Sinopse: O presidente do Ruanda está a libertar os assassinos. Anos depois do genocídio tutsi, os perpetradores começam a regressar ao campo a conta-gotas, de volta às suas aldeias. Três amigos – nascidos durante o rescaldo sangrento do genocídio – preparam-se para conhecer os homens que lhes deram vida. Mas à medida que o dia do regresso se aproxima os rapazes são assombrados pelos crimes dos pais.
Quem nos podemos tornar quando a violência é a nossa herança?

“Filhos de Assassinos” foi escrita por Katori Hall para ser estreada pelos grupos de teatro escolar e juvenil que integram a iniciativa PANOS promovida pela Culturgest em parceria com o programa Connections do National Theatre of London.

Data: 15 e 16 de Abril
Hora: 21:30
Local: Centro Cultural de Campo
Entrada: 1 Eur*

*A receita de bilheteira destina-se ao financiamento do próprio espectáculo.


2. Sobre o TnE-teatronaescola

O TnE-teatronaescola é uma estrutura do Agrupamento de Escola de Campo que desde 2005 tem vindo, de uma forma regular e sistemática, a promover a prática teatral com alunos do 2º e 3º ciclo de escolaridade. Desde peças originais a adaptações, entre apresentações mais tradicionais e espectáculos mais experimentalistas, o TnE já conta, nestes seis anos de existência, com 21 produções e mais de 40 apresentações públicas dos seus trabalhos.
O público-alvo do TnE tem sido a comunidade escolar e local. Com “Filhos de Assassinos”, o TnE expõem-se pela primeira vez a um público diferente procurando com esta experiência adquirir mais conhecimentos, alargar os seus horizontes e principalmente, facultar aos actores que formam o grupo, experiências únicas e formativamente significativas.


Apoios:

- Agrupamento de Escolas de Campo



- Câmara Municipal de Valongo



- Culturgest /Panos 2011

quarta-feira, 23 de março de 2011

A Ditadura dos Mercados



Afinal quem são os mercados? Qual é o poder democrático que os controla?

Chega de chantagens. Estamos fartos que os partidos do poder nos chantagiem.

É hora de acordarmos para a realidade e exigir uma mudança efectiva de política, pois é nos momentos de crise que surgem as ideias capazes de mudar o rumo dos acontecimentos.

A vítima desta política não é o Sócrates, nem o salvador é o Passos Coelho, também já não acredito que a solução esteja nos partidos do sistema, a solução está nas nossas mãos e na criatividade que fomos capazes de gerar.

Apenas tenho uma certeza, o capitalismo não é solução.

terça-feira, 22 de março de 2011

Indignação


Mais uma vez um grupo de energúmenos lançou pedras sobre um autocarro que transportava uma equipa de futebol, neste caso o SLB.

Como cidadão e portista sinto-me indignado por tais atitudes. Não gosto de bufos mas, nesta situação, era bom que quem sabe quem foi o responsável (ou responsáveis) por tais actos tivesse a coragem de os denunciar.

Já chega de irresponsabilidade e cobardia. Estou farto da coragem dos cobardes. Estou farto do fanatismo que gera o fenómeno desportivo e em particular o futebol.

Continuo a gostar de futebol, mas somente do que se passa dentro das quatro linhas, estou blindado a todo o tipo de discussões que se produzem ao longo da semana e não dou um tostão para alimentar este tipo de terrorismo.

Apelo às autoridades e aos tribunais para que prendam e julguem exemplarmente estes indivíduos (talvez fosse mais apropriado designá-los por coisas), mas que também não deixem escapar aqueles que incitam a este tipo de acções, que são vários e de vários quadrantes (não há pessoas inocentes, nem Pilatos que possam lavar as mãos).

O fanatismo é algo que tira capacidade de raciocínio. Para mim é incompreensível que o fanatismo do futebol possa conduzir a actos tresloucados e criminosos, mas que a realidade sócio-económica que vivemos não seja capaz de levar as pessoas à revolta.

segunda-feira, 21 de março de 2011

O Paradoxo da Ilusão



Ao olhar para a actual crise nacional e internacional vem-me à memória a polícia judaica do gueto de Varsóvia e dos campos de concentração nazis.

No meio da humilhação e do desespero, uns quantos sem escrúpulos, reprimiam e abusavam dos seus irmãos, simplesmente para agradar aos senhores da guerra, os nazis, e tiravam, oportunisticamente, proveito próprio com a desgraça dos seus irmãos.

Hoje a Humanidade continua de olhos fechados para a realidade, não compreendendo o embuste que os donos do mundo lhe arma.

A ilusão de democracia, a sofisticação da ilusão de democracia, enche de remela os olhos das pessoas. O Povo deixa-se adormecer e acredita que os sacrifícios que lhe impõem são um mal necessário para ultrapassar a situação presente.

O Povo não vê que não são os políticos, que julga escolher como seus governantes, que ditam as leis, mas sim um poder obscuro, que não é julgado nem responsabilizado por ninguém e a que, eufemisticamente chamam de mercado, que controla o Mundo.

É este poder anti-democrático e ditatorial que está a mexer os cordelinhos dos fantoches a que chamam políticos, os quais não são mais do que testas-de-ferro daqueles, mesmo que algumas vezes nem tenham consciência disso mesmo.

Até quando?

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

12 de Março


O próximo dia 12 de Março pode ser aquele em os Portugueses poderão vislumbrar uma luz ao fundo do túnel, para tanto basta que sejam cidadãos, pois é altura de deixar o comodismo, não ter medo de assumir posições e dizer:

B A S T A !

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Como És?



Já passaste por muito na vida. Já sofreste, já amaste, já choraste e sorriste, já gritaste e desejaste gritar, já lutaste e deixaste lutas para trás. És um lutador e sabes que na vida tudo se consegue de cabeça erguida . Sabes que para alcançares a meta é preciso torcer os dois pés; sabes que há gente mesquinha mas também existem boas pessoas. Amas com tudo o que tens e contigo é sempre para durar. Continua assim, mesmo naqueles momentos em que parece que o Mundo caiu em cima de ti.

Fonte: Facebook Quiz

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Dia da Libertação


Quantas vezes olhamos para o prisioneiro, o prisioneiro de ideias, de palavras, de amor... e perguntamos: Porque não te libertas?

Ao que ele nos responde: Para me libertar tenho de ter consciência de que sou prisioneiro.

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A verdade é que nem sempre é fácil a percepção de que se é prisioneiro pois, na maior parte dos casos, o carcereiro faz-te pensar que o prisioneiro é ele. Ele, o carcereiro, deu-te tudo, deu-te uma casa, deu-te um lar, deu-te um filho, deu-te amor, e tu? O que lhe deste tu?

O carcereiro alguma vez te amou para além de palavras ocas pronunciadas em momentos de ocasião? O carcereiro alguma vez te deu ouvidos simplesmente para te ouvir e não para que concordasses com ele? O carcereiro alguma vez te deu uma palavra quando tu mais precisavas?

O carcereiro urdiu uma teia, juntamente com os seus apaniguados. Uma teia que te amordaçou, uma teia que te secou as ideias, uma teia que te fez sentir carcereiro do teu carcereiro.

Faz hoje anos que iniciaste a tua luta pela libertação. Foi dura e difícil a libertação, também por isso tem muito mais valor. Inicialmente nem tiveste consciência disso. Não tinhas consciência de que te encontravas aprisionado, num mundo e num modelo que não era o teu. Achavas que o amor quebraria todas as barreiras. Estavas enganado e confuso com as tuas próprias ideias. Acreditaste quando te disseram "Amo-te" que isso era mesmo verdadeiro. Pior, o teu carcereiro também acreditou.

Entraste em desespero e cometeste loucuras porque amavas. Quase destruíste a tua vida. Quase te auto-destruíste. Por quê? Para quê?

Não venceste o desespero e a angústia sozinho, alguém colheu a flor do seu jardim e cuidou de ti. E tu? Sim tu o que fizeste? ganhaste asas de novo e partiste. Partiste para voar. Sim para voar.

Eras prisioneiro e libertaste-te, não te tornes agora carcereiro.

Voa, mas não esqueças nunca os que te deram asas, aqueles que te amaram pelo que eras, e és, e não pelo que gostariam que fosses, alguém amorfo e dócil, incapaz de ter vontade própria e que deveria sempre sujeitar-se à vontade do seu carcereiro.

Por fim agradece ao teu carcereiro, pois foi ele que, cansado de te aturar, cansado de te ter por prisioneiro, te lançou para a sarjeta, pensado que te irias afundar, enganou-se, por isso lhe deves agradecer, pois foi ele que fez despertar em ti a consciência de que eras seu prisioneiro e isso deu-te a força suficiente para lutar pela tua libertação.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

TEATRANDO 2011


CLICAR PARA AMPLIAR

  • Peça 1 – “Filhos de Assassinos”, de Katori Hall, pelo TnE-teatronaescola (Escola EB2,3 Pde. Américo - Campo)
  • Peça 2 – “Todos os Rapazes são Gatos”, de Álvaro Magalhães, pelo Grupo de Teatro da Escola EB 2,3 de Sobrado
  • Peça 3 - “A Birra do Morto - Farsa Trágica”, de Vicente Sanches, pelo Grupo de Teatro da Escola Secundária de Rio Tinto

O TEATRANDO 2011, Encontro Internacional de Teatro Escolar, organizado pelos Agrupamentos de Escolas de Campo e Sobrado, realizar-se-á no Centro Cultural de Campo (Valongo) nos dias 6, 7 e 8 de Maio de 2011 de acordo com o Programa acima divulgado.

A edição do TEATRANDO deste ano não terá carácter internacional porque a escola galega convidada a participar não poderá estar presente.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

IT Girl & PC Man Valentine's Day

EPISÓDIO 4


IT Girl e PC Man vão jantar a um restaurante grego para comemorar o Valentine´s Day, aquele dia que a populaça designa por Dia dos Namorados.

Depois de um jantar romântico onde provaram iguarias afrodisíacas, bem regadas com "Ice Tea" e "Pepsi Cola", para condizer com os seus próprios nomes.

PC endireita-se na cadeira e olha fixamente para IT.

Com o olhar brilhante, aconchega as mão de IT com as suas, de forma decidida e forte, deixando transparecer todo o amor que dentro dele sente ao mesmo tempo que o faz fluir naquele aperto de mãos. Não resistindo à sedução do olhar de PC e à torrente que sente penetrar em si, IT verte uma lágrima, que lhe escorre pela face, e assume uma postura lânguida. Está com os sentidos e as emoções ao rubro.

Depois de um breve momento de silêncio, em que ambos ficam mudos pelo sublime êxtase que estão a viver, PC, com a garganta ainda meia a tremer diz:

PCM: Darling I'm so in love. I love you so much...

ITG: I love you too...

PCM: I love you too twice...

ITG: I love you twice too...

PCM: ??????

ITC: Sim, querido, eu amo-te no dobro em que tu me amas. Sabes, quando ficamos assim envolvidos, confundo as palavras todas e fico tão tonta que até esqueço o inglês. Fico naquela: you are here, you are eating.

PCM: I hope so honey.

ITG: Não sejas grosseiro "P"!

PCM: Ok, ok, estava só a fazer blague.

ITG: Tu e os teus francesismos. Nunca percebi porque gostas tanto dessa língua de idiotas.

PCM: Prontos querida, hoje não uso mais o francês.

ITG: Nice. Mas voltemos ao estado em que estávamos, porque eu estava toda derretidinha.

PCM: Today is our first Valentin's Day and I will need to say something to you that you'll never forget.

ITC: But I will never ever forget you, my darling.

PCM: So, I will go side by side with you... from dawn till the sunset!

ITC: Oh my God. I really love you my sweet dream. Sabes, eu tinha colocado num pedestal um demónio, mas agora sei que no meu pedestal está um santo.

Levantam-se. Pagam a conta.

Imaginam-se numa qualquer ilha grega ou, em alternativa, em Cuba, onde IT tinha prometido levar PC, mas num SPA de luxo, longe dos horrores da pobreza. Olham-se nos olhos como se estivessem num paraíso em que o Mundo, aquele que nós sabemos que é real, tivesse deixado de existir por artes mágicas e, em vez dele, tivesse sido criado um novo e idílico Mundo, só para sublinhar aquele momento de sublimação etérea que ambos partilhavam.

Apaixonados e de corpos bem colados um ao outro, dirigem-se para a porta de saída como se caminhassem rumo ao Pôr-do-Sol.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Haja Esperança



Haverá um dia em que todos voltaremos a ser felizes, quando:
  • OS SÓCRATES, FOREM APENAS FILÓSOFOS
  • OS ALEGRES, APENAS CRIANÇAS
  • OS CAVACOS, APENAS INSTRUMENTOS MUSICAIS
  • OS SOARES, APENAS GASES
  • OS PASSOS, APENAS OS DE DANÇA
  • OS COELHOS, APENAS AS DA PLAYBOY
Até lá, paciência, muita paciência...

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Saída Nocturna - IT e PC vão ao Baile

EPISÓDIO 3


PC Man e IT Girl saem juntos de casa. Vão encontrar-se com Dona Laranjina e o Sr. Águas das Pedras, para uma noite de divertimento, numa danceteria da moda.

PC Man abre a porta do carro para que IT Girl ocupe o seu lugar. Deixa-a passar e fecha a porta delicadamente, atirando um beijo pela janela. Contorna o carro pelas traseiras, abre a sua porta e faz um esforço para entrar, pois, devido à sua elevada estatura, tem alguma dificuldade em entrar.

Senta-se.

Liga a ignição do carro para a desligar logo de seguida.

Olha pelo espelho retrovisor que ajusta com cuidado.

Volta a abrir a porta e sai.

Contorna o carro lentamente e verifica a distância entre o seu carro e os que estão atrás e à frente.

Coça a farta cabeleira.

Volta a entrar, revelando de novo dificuldade.

Sem uma palavra, beija a face de IT Girl, que se mantém em silêncio e vai ao porta-luvas de onde retira um papel e uma caneta.

Faz um esquema onde calcula o número de manobras que terá de fazer para retirar o seu carro do estacionamento.

Volta a sair do carro, agora com o esquema na mão, verificando se o seu cálculo bate certo com a realidade.

Fazendo um gesto de concordância com a cabeça volta a entrar no carro, mais uma vez manifestando alguma dificuldade.

Liga a ignição e põe o carro a trabalhar.

Espera três ou quatro minutos até achar que o motor está suficientemente quente para iniciar a manobra.

Depois de sete ou oito manobras arriscadas, lá consegue retirar o carro do estacionamento, seguindo estrada fora a velocidade reduzida.

IT Girl suspira.

PC Man - Porque suspiras, darling?

IT Girl - Nada, nada my sweet love.

PC Man - Não, se suspiraste é porque tens alguma razão. Estás maldisposta “T”?

IT Girl - Não! Bem, é que… eu estava habituada a coisas mais rápidas…

PC Man - Mas, my love, you know, eu sou muito meticuloso!!!!

IT Girl - Sim… Sim… Não tem problema. Sabes, depressa e bem há pouco quem. Mas contigo é diferente. Tu és muito cuidadoso, fazes tudo by the book, por isso eu sinto-me muito mais segura e tranquila, dificilmente terei qualquer surpresa menos agradável contigo, my love. Look, vamos primeiro buscar a Laranjina e depois o Pedras.

PC Man - Ok, sweetie. A que danceteria vamos? Espero que a estrada não tenha muitas curvas.

IT Girl - Vamos a uma famosa aqui dos arredores. A “Abana o Kapa Sete”, my little bear. Não te preocupes com a estrada, nós sabemos que tu com as curvas ficas um pouco sea sick, por isso escolhemos um caminho só com vias rápidas para que tu possas ir devagar e quase sem curvas, pelo menos não tem curvas acentuadas.

PC Man - Thanks my darling, assim sinto-me muito melhor. Não há dúvida que te preocupas comigo, é por isso que I love you so much.

Chegam a casa de Laranjina. IT Girl faz-lhe uma chamada através do telemóvel.

IT Girl - Laranjina? Já chegamos. Desce depressa, porque ainda temos de ir buscar o Pedras.

Após breves minutos chega Laranjina. Como o carro só tem portas à frente, PC Man sai do seu lugar e deixa entrar Laranjina para o banco traseiro, depois de terem trocado um beijo de cumprimento.

PC retoma o seu lugar ao volante manifestando, mais uma vez, alguma dificuldade em entrar.

LaranjinaBora lá buscar o Pedras. Estou aqui que nem posso.

PC Man – Vamos lá, mas sossega um pouco, porque não quero gripar o motor ao carro.

IT Girl – Vá lá “P”, senão nem amanhã vamos dançar.

Depois de algumas referências ao atraso e já meio irritado, lá arranca PC Man rumo à casa do Pedras depois de mais um compasso de espera para o PC verificar, novamente, a comutação de luzes dos faróis!!!

E, for fim, por volta das três da manhã, chegam à tão afamada dancetaria de ritmos calientes. Pedras é o rei da festa, pois é conhecido de todas e, sobretudo, invejado por todos. No entanto, nessa noite apenas prestou atenção à sua Laranjina, embora tenha piscado, aqui e ali, o olhito malandro a uma ou outra conhecida, fazendo-lhes gestos com a mão por trás das costas de Laranjina, como que dizendo: “Tenham calma gatinhas, porque há mais marés do que marinheiros!

PC Man, mais comedido, e IT Girl mostraram que dominavam bem a arte da dança. Mesmo assim, IT precisou de, uma vez ou outra, acelerar o passo de PC, pois este tinha uma certa tendência para abrandar o ritmo, sobretudo sempre que os dois corpos se colavam mais um pouquinho.

PC Man e IT Girl chegaram a casa por volta das oito da manhã, depois de distribuírem o Pedras e a Laranjina pelas respectivas casas. Os 20 km do percurso de regresso demoraram cerca de hora e meia a ser percorridos!

Felizmente era sábado de manhã e ainda não havia trânsito!

Estado de Direito? Ou o Estado a que isto Chegou?



"Nos arredores de Lisboa, Augusta, que teria hoje 96 anos, morreu sem ninguém dar por nada. Nem família, nem amigos, nem serviços públicos. Uma vizinha, apenas ela, bateu a todas as portas que pôde, por estranhar a sua ausência. Da família, da GNR, de todos, apenas a indiferença. Nem a segurança social, nem os serviços de saúde. Ninguém. Era apenas uma velha num prédio de uns subúrbios. Passou oito anos a bater a portas. A burocracia impediu que alguém fizesse alguma coisa. A porta não podia ser arrombada. A GNR até gozou com a preocupação da vizinha. Coisas de velhos, terão pensado.

Mas Augusta, cidadã portuguesa, era também contribuinte. E aí deram por falta dela. Tinha uma dívida. Sem um único contacto, a frieza da máquina leiloou o seu apartamento. Quando os novos donos chegaram, a porta foi finalmente arrumada. E lá estava Augusta, morta no chão da cozinha. Tinha morrido há oito anos sem que ninguém tivesse dado ouvidos à vizinha.

O que impressiona, para além da solidão que permite que alguém morra sem que ninguém dê por nada, é que o mesmo Estado que dá pelo não pagamento de uma dívida ao fisco não dê, não queira dar, pelo desaparecimento de um ser humano. Que o contribuinte exista, mas o cidadão não. Que quem tinha a obrigação de pagar impostos tenha deixado de existir nos seus direitos. A metáfora é macabra. Mas é poderosa. Este Estado que não se esquece - não se deve esquecer - de nós quando é cobrador, mas para quem não existimos quando nos é devida alguma atenção.

Diz-se que só há duas coisas certas na vida: a morte e os impostos. Parece que para o Estado português só a segunda parte é verdadeira."

Publicado no Expresso Online

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Dona Larangina encontra IT Girl

EPISÓDIO 2

Num qualquer hiper centro comercial da moda, apinhado de gente, numa tarde cinzenta, vagueiam Dona Larangina e IT Girl em sentido convergente.

Ao entrar numa loja de langerie chocam uma com a outra.

Em simultâneo, gritam: MAS A SENHORA PENSA QUE EU SOU INVISÍVEL?

IT Girl - Ah, és tu Larangina! Ia tão distraída que nem te reconheci. Desculpa.

Larangina - "T", mas que prazer encontrar-te! Vinha mesmo a pensar em ti.

IT Girl - Então porquê?

Larangina - Espera, mas que coisa é essa que trazes pendurada ao pescoço?

IT Girl - Bem, se queres que te diga a verdade… é que eu já dei para todos os peditórios, por isso resolvi pedir para o meu próprio.

Larangina - ?????

IT Girl - Foi conselho do Pepsi. Em tempo de crise... e olha... pode ser que dê para compensar umas falhas e comprar uns chocolatitos para a depressão.

Larangina - Está bem, mas confesso que fiquei surpreendida ao ver essa caixa pendurada no teu pescoço. Mas qual é a justificação que dás para esse teu peditório?

IT Girl - É um peditório a favor de todas as mulheres maltratadas pelos actuais ou antigos namorados ou maridos.

Larangina - Bem se é essa a razão pega lá cem euritos para o teu peditório. Mas não te deixes abater. Um destes dias encontrei o Água das Pedras. Andava a queixar-se do frio, como sempre, mas sugeriu-me irmos, no próximo fim-de-semana, a uma danceteria. Claro que eu aceitei logo. Sabes como sou doida por um pezinho de dança! Porque não vens também? Ajudava-te a combater essa nuvem negra que anda por cima de ti. Aposto que o Binho Tinto andou novamente a fazer das dele. Deita isso para trás das costas e traz o PC contigo.

IT Girl - O portátil? Porque é que eu deveria de levar o portátil?

Larangina - Não querida, o Pepsi!

IT Girl - Ah! Olha que não é má ideia! Sempre dá para aumentar o astral e eu li no meu signo que este fim-de-semana precisava de sair e divertir-me para relançar o meu amor.

Larangina - Então querida, sejamos positivas e vamos lá abanar o capacete.

IT Girl - Combinado.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

A Educação do Nosso Descontentamento



Eu, Mário João Rietsch Monteiro, professor do Grupo de Recrutamento 400 (História – 3º Ciclo e Secundário) e do quadro do Agrupamento de Escolas de Campo, venho, desta forma, manifestar o meu desagrado pelo actual processo de Avaliação de Desempenho Docente, em particular, pela forma como é imposta a função de relator.

Não é minha intenção pedir escusa do cargo de relator, pois sei bem as consequências de tal acto, no entanto não posso deixar de manifestar a minha opinião relativamente ao processo de Avaliação de Desempenho Docente.

Não faz sentido esta, ou qualquer outra avaliação, no preciso momento em que a progressão na carreira foi suspensa sine die e o vencimentos da maioria dos docentes sofreu cortes significativos. É desta forma que se premeia o mérito?

Em minha convicção todos temos direito a manifestar a nossa opinião, por mais discordante que seja da maioria, pois discordar de opiniões é salutar e contribui para um alargamento de ideias, as quais poderão levar a encontrar soluções criativas para um processo burocrático e subjectivo, que não tem em conta o verdadeiro desempenho docente mas a compilação de evidências e a observação de um ou dois momentos de desempenho docente, sem que tal seja possível demonstrar que ocorre na generalidade das aulas dadas.

Discordar não é estar contra ninguém, mas sim contra alguma coisa. Já lá vai o tempo em alguém afirmava que “se não estás comigo, é porque estás contra mim”. A discordância é o princípio de uma dialéctica que conduzirá inevitavelmente a um diálogo construtivo em busca de soluções justas.

Discordo do processo de escolha dos relatores, imposto pela lei em vigor. Não escolhi, nem pretenda ser relator, nem sinto orgulho pela escolha, mas na realidade sou obrigado a cumprir uma função para a qual fui escolhido apenas pelo critério de antiguidade e para o qual não recebi qualquer formação específica, nem sinto qualquer apetência nem motivação, apenas a necessidade de cumprir uma tarefa a que sou obrigado, sem que sinta qualquer motivação para o fazer. Este processo de escolha dos relatores condena o livre-arbítrio e faz-me sentir como um prisioneiro de um sistema cada vez mais redutor do desempenho docente.

Não posso concordar com o facto de avaliado e avaliador concorrerem às mesmas quotas sem que estejam garantidos os princípios da isenção e de ausência de conflito de interesses. Deste modo irá haver, forçosamente, uma diminuição do trabalho cooperativo e colaborativo interpares e, consequentemente, aumentará a competição entre colegas do mesmo ofício sem que, objectivamente, tal traga qualquer benefício para o processo de ensino-aprendizagem ou para a qualidade do ensino.

Perante o exposto concluo que sou forçado a desempenhar um cargo, ou uma função, com a qual não concordo nem sinto qualquer motivação e que, por isso, a irei desempenhar de uma forma profissional, mas mecânica.

A Escola democrática morreu. Paz à sua alma.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Santa Liberdade



50 anos depois o Museu Nacional da Imprensa organiza uma exposição sobre o assalto ao Santa Maria.

Na inauguração do evento esteve presente Camilo Mortágua, adjunto do capitão Henrique Galvão, o qual prestou alguns esclarecimento sobre a tomada do Santa Maria a uma plateia interessada.

A bem da liberdade era bom que nunca mais fossemos obrigados a pegar em armas para combater a tirania.



Esta exposição, iniciada 50 anos depois do exacto dia (22 de Janeiro de 1961) em que se iniciou esta aventura que abalou as ditaduras salazarista e franquista, estará patente ao público, no Museu Nacional da Imprensa (Freixo, Porto) até ao próximo dia 30 de Junho.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Eleições Presidenciais


PS, PSD, CDS e Governo elegeram o seu candidato.

Agora os salários não vão descer, o poder de compra dos Portugueses vai aumentar, o Serviço Nacional de Saúde vai funcionar como deve ser, a Escola Pública vai passar a formar cidadãos, o IVA vai baixar, o FMI não vai entrar em Portugal.

Obrigado e parabéns a todos os que votaram no Sr. Silva, agora sinto-me muito mais confortável e confiante no futuro.

Os Portugueses são masoquistas!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

VENDO!


Não, não é vendo, mas sim vendo.

Vendo bem as coisas, a minha dívida pessoal deve ascender a cerca de 30 mil euros. Relativamente à dívida do Estado Português, é uma minúscula gota de água no oceano, mas para mim, é um oceano dentro de uma gota de água.

Sendo assim, e como estamos numa época em que o Estado, que se diz providência, nos rouba no salário e nos bloqueia a progressão na carreira, venho fazer uma OPV (Oferta Pública de Venda).

Vendo bem as coisas, até que não é de todo descabido, por isso vendo a minha dívida.

Para os interessados, digo que a minha dívida está à venda e o felizardo será aquele que apresentar um juro mais baixo. O juro máximo de licitação será de 5%.

Aguardo propostas de chineses, porto-riquenhos, cubanos, islandeses, gregos, etc.

Não faço questão da nacionalidade do licitador. A minha dívida será vendida ao que apresentar o juro mais baixo. O prazo de licitação termina às 24 horas (TMG) do próximo dia 19 de Janeiro.

Vendo bem as coisas, eu vendo mesmo a minha dívida. Haja compradores.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Enfarte no Jardim



Enfarte no Jardim? Olha se fosse dentro de casa.

Dizem que o Alberto João teve um enfarte... bolas... coitado do enfarte.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Aventuras e Desventuras de IT Girl & PC Man

EPISÓDIO 1

IT Girl & PC ManAlinhar ao centro
IT Girl (Ice Tea Girl) & PC Man (Pepsi Cola Man)
Ambos os dois, juntos e ao vivo


- Hello IT! Love you.

- Hi my sweet PC. Kiss you.

- Então, então, nada de PC's querida, trata antes o teu fofinho simplesmente por "P" ou então por Pepsi.

- Mas Pepsi, PC não é mau... Mas ok, esta mania de falarmos em estrangeiro leva a algumas confusões. Já agora não gosto muito que me trates por coisa [it]. Para esse peditório eu já dei.

- Ok. Prontus, vou passar a tratar-te simplesmente por "T" ou Tea se preferires e... algumas vezes... [rindo-se alarvemente] por Tea Party.

- Bolas querido, porque será que tenho a sensação de que estás a gozar comigo? Para esse peditório eu já dei.

- Ora querida, estava só a tentar fazer blague, sabes bem que não sou capaz de gozar contigo.

- Prontus, desta vez estás perdoado sweetie.

- Obrigado my sweet love. Sabes bem que apesar de americano não sou nenhum grunho nem pertenço ao grupo da populaça adoradora de Coca Cola, sou muito mais fino, pois as minhas raízes são europeias, a minha família é originária de New Orleans, na Luisiana, por isso tenho o requinte que os Coca Cola Men não têm.

- Céus, os coca cola men... Eu para esse peditório já dei.

- Pois foi querida, mas felizmente que durante a tua travessia do deserto eu nunca desisti de ti, nem mesmo quando andaste entusiasmada com o Binho Tinto. Tenho páginas e páginas de poemas dedicados a ti, sim porque eu sou uma pessoa requintada e erudita, um autêntico senhor.

- Binho Tinto? Porque vens agora com o Binho Tinto? Então e tu? Que andaste a comer caldinho sem sal durante todo esse tempo e nunca mais te decidias e provar uma iguaria de primeira? Para esse peditório eu já dei.

- Tens razão querida. Desculpa. Olha, com tantos peditórios para que tu já deste, talvez esteja na altura de aceitares esta minha caixinha de esmolas e começares a pedir para o teu próprio peditório.

[a estória segue dentro de alguns momentos]

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

IT Girl & PC Man - Os Personagens

INTRODUÇÃO

Ninguém cria algo a partir do nada, isto é, a criação resulta das vivências do autor. Pegando em certas características de pessoas com quem conviveu, ou convive, o autor exacerba certas características e, do desenvolvimento de certos estereótipos, constrói um personagem. Em humor, os personagens não são mais do que caricaturas e, por isso, afastam-se dos modelos e cria-se um mito. O mito ultrapassa sempre o modelo, não faz parte do original, tenta captar determinadas características, enriquecendo-as ficcionalmente. Logo, não é lícito que alguém se reveja ou sinta retratado, já que isso seria demasiado redutor.

Todos nós, qualquer um de nós, tem os mesmos estereótipos, por isso cada um dos personagens pode ser qualquer um de nós, seja nas grandezas, seja nas fraquezas.

OS PERSONAGENS

Tirando a relação que existe entre IT Girl e PC Man (relação marido/mulher ou namorados, não se sabe muito bem ao certo), nenhum dos restantes personagens tem quaisquer laços de parentesco entre si. São amigos ou simples conhecidos.

IT Girl
IT Girl - Rapariga "enxuta", vive na contradição entre aquilo que é e aquilo que gostaria de ser. Aparentemente moderna e progressista, vive de facto num mundo de aparências e tem uma postura real conservadora. Gosta de dar a imagem daquilo que gostava de ser, mas que na realidade não é. Tem uma certa tendência para repetir lugares comuns e chavões. Gosta da moda, embora não o diga. É fanática por arrumações e limpezas. Acha-se a maior e está convencida que o Sol gira em torno de si própria. Adepta da arte efémera da moda como forma de iludir e mascarar a sua essência. Ultimamente tem aderido ao misticismo e é frequente vê-la em lojas da especialidade, mais para agradar ao seu amor do que por convicção.

PC Man
PC Man - Rapaz dado a altos voos, julga-se um intelectual de primeira apanha, mas na verdade não passa de um pseudo-intelectual de vão de escada. Gosta de escrever poesia. Sendo de origem norte-americana, não perde oportunidade para ligar as suas origens cultas a famílias de origem europeia (mais concretamente francesas) do Estado da Luisiana, onde assentam as suas raízes. Alto e de farta cabeleira, julga-se um mestre da literatura e gosta de ser adjectivado. É um pouco egocêntrico, mas também introvertido. Só veste roupinha de marca e é extremamente arrumado, chega mesmo a dobrar o pijaminha que coloca todas as manhãs no espaldar da cadeira do quarto. Fervoroso adepto de Feng Shui e estudioso de Reiki. Basicamente é um místico e nunca sai de casa sem consultar o oráculo.

Herr Vinagra
Herr Vinagra - Vive sozinho numa caverna no alto de um monte sombrio. Aí rodeia-se da mais alta tecnologia, tudo aparelhagem topo de gama, de onde costuma espreitar o mundo por um canudo. Tem uma certa tendência para o isolamento. É alto, cerca de 2 metros, mas quando se lhe mede o ego ultrapassa facilmente os 10 quilómetros de altura. É misógino. Já esteve em toda a parte e já fez de tudo, mas a verdade é que quase nunca saiu da sua caverna. Tem como livro de cabeceira a "Alegoria da Caverna" de Platão. Foi sargento-enfermeiro no Tarrafal, onde tirou o curso de medicina por correspondência. É grande admirador de Adolfo Hitler e de Madre Teresa de Calcutá.

Sr. Água das Pedras
Sr. Água das Pedras - É uma pessoa simpática, mas um pouco distraída. É um sonhador nato e acredita que um dia lhe vai sair o euro milhões. Self made man, faceta da qual se orgulha e, diga-se em abono da verdade, se admira. Gosta de ritmos quentes, é um dançarino nato. Tem uma curiosidade inata, no entanto, tal como os gauleses temiam que o céu lhes caísse sobre a cabeça, receia as correntes de ar com medo de apanhar uma pneumonia. É hipocondríaco.

Dona Laranjina
Dona Larangina - Senhora extrovertida e simpática, gosta de se divertir e tem uma certa tendência para falar alto. Frequentemente, coloca as suas novas amizades nos píncaros e a todos incute um certo excesso de confiança o que, muitas vezes, leva a que as pessoas que com ela lidam tomem como verdadeira e autêntica essa confiança e, de um momento para o outro, as suas amizades passam de bestiais a bestas. Possessiva, é o protótipo da mãe-galinha. Grande admiradora de Sá Carneiro e Rui Rio.

Dom Porto
Dom Porto - Indivíduo vivido e bom vivant, é um gabarola nato, mas prende as pessoas, porque é um excelente contador de histórias. Gosta de ser o centro das atenções. Pessoa charmosa, sobretudo para o sexo oposto é, às vezes, um pouco repetitivo. Um verdadeiro amante dos prazeres da vida, mesmo descontando a gabarolice vê-se que é culto e que, na maior parte dos casos, sabe o que diz. Francófono, detesta tudo o que cheire a anglo-saxónico, considera mesmo que o inglês é uma língua de bárbaros.

Binho Tinto
Binho Tinto - É o protótipo do homem do norte: é um pouco rude, transparente e franco, detesta a mentira e o subterfúgio. Desconhece-se o seu primeiro nome, mas sabe-se que é maduro por parte dos "Binho" e um pouco inconsequente por parte dos "Tinto". Tem o charme de um diamante em bruto e uma certa tendência para se recusar a crescer. É um autêntico Peter Pan.

Caldinho sem Sal
Caldinho sem Sal - Personagem apagada, vive numa biblioteca rodeada de livros onde procura, sem descanso, o homem dos seus sonhos. É o grande anteparo de muitos pseudo-intelectuais que frequentam a biblioteca, pois tem um vasto conhecimento enciclopédico. Faz citações de autores famosos com frequência. Sabe-se que em tempos manteve uma relação com PC Man, quando este frequentava a sua biblioteca.