quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Coisas que parecem importantes

O País vive angustiado e suspenso do fenómeno futebulês.

Quem é que não está a par das idiotices do Madail e do Queiroz, do mau começo do Benfica, clube que "devolveu" ao Sporting a Taça de Portugal recebida, penso que conquistada há dois anos, graças a um erro grosseiro de arbitragem, mas que agora reclama constantemente os erros dessa arbitragem, que até os houve, para justificar o mau início de época, quando o próprio treinador, com uma visão aguda e inteligente sobre a planificação uma época de futebol afirma, com ar sério, que a equipa ainda está em pré-época.

Sai Queiroz, entra Queiroz, vem Mourinho passar 10 dias de férias a Portugal ou fica a passar essas mesmas férias em Espanha, Madail continua com ar seráfico como se nada fosse com ele, como se não tivesse qualquer responsabilidade. No rescaldo é escolhido como novo Seleccionador Nacional Paulo Bento, com tranquilidade.

O País pode descansar, o nosso futuro está garantido, pois agora estão criadas todas as condições para ultrapassarmos a crise. Já se nota o sorriso de orelha a orelha no rostos dos portugueses mais cépticos.

Paulo Bento vai ficar barato para a FPF, vem ganhar metade do que ganhava Queiroz, isto é, 70.000 mil euros por mês, repito 70.000 euros por mês, para quê, para ensinar uns mancos a dar uns pontapés na bola, bom ainda se fosse para ensinar uns cegos a combater a crise aonda se poderia aceitar.

Quantos anos necessita o português médio para ganhar o que Paulo Bento, com toda a tranquilidade, vai embolsar num mês? Ninguém se questiona? Está tudo bem? A culpa não é do homem tranquilo, mas de quem faz passar para os portugueses que isto é algo de fundamental para a sua sobrevivência, para o progresso do País.

Como futebol e política tocam a mesma partitura aqui vai mais uma farpa.

Recebi um email em que era afirmado que o poeta candidato a PR vai receber uma reforma por uns meses que trabalhou na RDP entre 1974 e 1975 de mais de 3.000 euros/mês.

Diz o poeta que nem se lembra dessa reforma mas que continuou a fazer descontos. Descontos? Sobre que vencimento?

Não sei qual a veracidade desse email, se alguém souber que o diga, pois também, no mesmo email, era argumentado, de forma reaccionária, fazendo um apelo dramático aos Portugueses, que o candidato tinha sido daqueles que tinha fugido à Guerra Colonial, o que não é verdade, infelizmente digo, porque se todos tivessem recusado participar naquele famigerado conflito tinham-se evitado muitos erros. É fácil criticar o que aconteceu, mais difícil é ter a lucidez de ver o que teria acontecido se a descolonização tivesse sido feita a tempo.

Seja como for o poeta deverá, na minha opinião e em nome da ética, esclarecer este assunto e recusar esta reforma, caso a notícia seja verdadeira.

Quando não tomamos as decisões no tempo certo nunca se tomam as decisões de modo acertado, até porque tantas coisas se acumularam que dificilmente existe discernimento para o fazer como deve ser e, à posteriori, não há mais capacidade nem entendimento para corrigir o mal que foi feito.

O mal menor nunca funciona na vida.
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