domingo, 31 de maio de 2009

Entrevista a Camilo Mortágua

CAMILO MORTÁGUA é homem da liberdade. Homem que incessantemente a procurou e lutou por ela. Um homem que valoriza as suas raízes, “o seu ponto de partida”. Muito do seu percurso, é um acto de contínua solidariedade com quem mais necessita.

Escreveu agora “Andanças para a Liberdade”, onde relata o que fez para a procurar. Nascido na Beira Litoral, saiu aos 12 anos com os pais para Lisboa e, revoltado com a falta de LIBERDADE e de perspectivas para singrar na vida, aos 17 anos parte para a Venezuela.

Aí, colaborou no derrube da ditadura venezuelana e com a revolução cubana. Realizou durante anos diversos programas de rádio para a Empresa “Ecos de Portugal” por si fundada.

O seu baptismo como militante político foi na “Junta Patriótica Portuguesa de Caracas ” uma organização antifascista onde predominava a “Doutrina do Socialismo Científico”, ali se encontrou com Henrique Galvão, com quem poucos dias antes de fazer 27 anos, ocupou o paquete Santa Maria ou Santa Liberdade.

JOÃO BRITO E SOUSA (JBS): Fernando Pessoa disse que, se em determinada altura da sua vida tivesse virado à esquerda em vez de ter virado direita, a sua vida tinha sido diferente. O senhor acha que no seu percurso de vida virou para o lado certo e na hora certa? Quero dizer, agrada-lhe o percurso de vida que teve?

CAMILO MÓRTÁGUA (CM): Os nossos percursos de vida são definidos por acontecimentos e influências que nem sempre controlamos. Os obstáculos ou facilidades que se nos deparam, as dificuldades ou facilidades de realização dos nossos mais fortes anseios é que vão balizando os caminhos a percorrer. O Berço e o tempo em que se nasce, são importantes “empurrões” para a escolha inicial. Sinto-me bem, por não ter abandonado o lado em que nasci. As acções com que fui balizando o meu percurso estão a ser contadas nas “Andanças para a Liberdade”.

JBS:
O seu desempenho político ao serviço de uma organização política de esquerda é conhecido. Gostou desse trabalho? Entendeu-o como necessário fazê-lo? Alcançou os objectivos? Valeu a pena?

CM: Mesmo quando actuei politicamente integrado numa Organização política, nunca o fiz ao serviço duma organização. Foi sempre ao serviço da procura do caminho para a LIBERDADE, do caminho para a libertação das pessoas, “ lato senso”. Uma das singulares características do meu percurso é a de quase sempre ter sido “revolucionário por conta própria” por conta própria mas sempre conjuntamente com outros companheiros que, como eu, gostam de pensar pela própria cabeça.

Quando se luta pela LIBERDADE, pelo aperfeiçoamento das relações de harmonia e respeito entre as pessoas, os objectivos nunca estão alcançados, mas nem por isso, podemos deixar de caminhar para eles, sob pena de nos afastarmos irremediavelmente da mobilizadora possibilidade de os alcançar.

JBS: A injustiça social sempre o incomodou e preocupou?

CM: Sempre estive ao lado dos mais desfavorecidos. As injustiças, todas elas, é que fizeram de mim o que sou. Sem a arbitrária violência do regime salazarista, é provável que eu fosse um anónimo cidadão deste país.

JBS: Esteve disponível para o combate político. A família saiu prejudicada?

CM: É difícil responder objectivamente a essa pergunta, por vezes o prejuízo material é o de menor importância. Segundo a consciência de cada pessoa, prejuízos objectivos e compensações subjectivas, podem pesar para um lado ou para o outro com efeitos por vezes irreparáveis. Quando nos entregamos convictamente à luta por uma causa, palavras como: “o meu, o nosso, tranquilidade, segurança etc.” têm pouca importância.

JBS: Descreva um grande momento de alegria que sentiu na sua intervenção política.

CM: Passear na Av. da Liberdade sem olhar para trás na manhã do dia primeiro de Maio de 1974.

JBS: O momento político actual? O que tem a dizer?

CM: Enquanto a chamada “competitividade” depender substancialmente da exclusão das pessoas dos processos de produção, sem garantir aos excluídos dignas condições de vida, este mundo vive em “pecado civilizacional” e caminha para a barbárie.

JBS: Os seus pais e avós ou alguém da sua família estiveram de algum modo ligados à política? E o senhor sentiu essa necessidade como? Como surgiu isso se o senhor teve uma infância feliz em Oliveira de Azeméis.

CM: A resposta a essa pergunta encontra-se detalhada nas páginas do Livro que acabo de publicar - Andanças para Liberdade.

JBS: Andanças para a Liberdade, a sua obra, ensina? Educa? O que é que pretende com a publicação do livro?

CM: Pretendo que os leitores desfrutem de algumas horas de boa disposição e agradável leitura, ficando a conhecer factos e ambientes porventura seus desconhecidos. A cada leitor competirá dizer o que conseguiu extrair da narrativa, como agora se diz, um livro também é aquilo que o leitor consegue perceber dele.

Também pretendo demonstrar que os ditos “revolucionários” não são seres excepcionais, nem extra-terrestres. São pessoas absolutamente idênticas a todos nós, apenas colocadas em circunstâncias de vida propiciadoras de acções excepcionais.

Entrevista conduzida por João Brito e Sousa e publicada no jornal algarvio BRISAS do SUL

Douro Blues 2009

Burkowski Trio

[Burkowski Trio]



John Lee Hooker JR

[John Lee Hooker JR Band - Bass (sorry but I don't remember your name) - Drums (Mike)]



Fantastic!

Gaia, 30 de Maio de 2009

Intervenção de Guilherme Rietsch Monteiro no lançamento do livro de Camilo Mortágua, "Andanças para a Liberdade"

Não conhecia o Camilo até hoje, nem tive ainda a oportunidade de ler o livro, por isso, o que me trás aqui?!

Para melhor explicar, vou ler-vos o último capítulo de "O Estranho Caso do Cadáver Sorridente", do Miguel Miranda:

"- Deixa cair o corpo sobre a cama, e concentra-te apenas na minha voz...

Viajo na voz de Ofélia, com a pressa de quem deixou algo por fazer. Voz de mel, língua de veludo que me percorre o corpo que se entrega à sua hipnose húmida. Quero regressar ao passado, a ver se ainda vou a tempo. Desta vez, não vamos falhar. Não sei se acerto na espira certa do tempo, estas coisas da hipnose não sei se acontecem à medida dos desejos. Ofélia, ajuda-me a regressar àquela noite do vinte e cinco de Novembro, onde estávamos todos reunidos numa cave. Tu não sabes, Ofélia, nunca poderás saber a força que nos unia, eu, o Gato, o Alegria, o Mau Tempo, o Quim Comandos, o Professor, a Adélia, o Cofres, o Tono da Viela, o Leonel, a Lisa, a Elsa, o Dílio Bailarino, o Hiroxima, o Vagamente, o Beto Doutor, o Poeta, espalhados em silêncio esperando pelas armas pesadas que vinham de Lisboa. Tu nunca poderás ter a noção de como foi dura a espera, como a nossa força se transformou em desespero, pela madrugada dentro, quando nos convencemos de que as armas não chegariam nunca.

- Concentra-te na minha voz, tu tens muito sono...

Sim, sinto uma vontade irresistível de adormecer, e acordar noutro tempo. Desta vez nada vai falhar, iremos a Maceda buscar os arsenais de reserva, não ficaremos eternamente à espera. Cortaremos a Ponte da Arrábida e o Viaduto de Santo Ovídio na noite de vinte e quatro para vinte e cinco, abriremos caminho à bala e à granada, morreremos se preciso for, para que a noite não acabe. Para não voltarmos a acordar de manhã com os sonhos todos desfeitos. Revolução ou morte, será o nosso grito. Talvez ainda haja tempo para fazer com que não tenha acontecido o que aconteceu. Talvez possamos salvar a Revolução, repito vezes sem conta, enquanto escorrego na voz de Ofélia direito ao passado com a certeza de ter uma missão a cumprir. Como se caísse num poço sem fundo, sem certeza de regresso.

Desta vez, nada vai falhar."

E foi exactamente nesta noite, ou nas imediatamente a seguir, que os meus pais, companheiros de luta quer do Camilo, quer das personagens do texto que acabei de ler, me amaram pela primeira vez, e me trouxeram para a luta (uma vez que nasci 9 meses depois), porque de facto, a história e aquela noite ainda não acabaram.

Com 15 anos, em 1991, deixo-me fascinar pelo Francisco Louçã e pela campanha do PSR. 5 anos mais tarde tornava-me militante, no Porto, tendo chegado a ser dirigente nacional dos jovens do PSR, e tendo participado em movimentos anti-racistas, anti-praxe e nas lutas estudantis que se viveram no final da década de 90, do século passado. É por isso pois, que tenho o maior orgulho de, em 1999 ter tido a oportunidade de me pronunciar, e ter respondido afirmativamente quanto à construção do Bloco de Esquerda. Hoje, mais afastado da militância partidária, mas não totalmente desligado, continuo a lutar por aquilo em que acredito e actualmente, sou dirigente de uma associação de Comércio Justo.

Por isso, quer a minha simples existência, quer aquilo que hoje sou, devo-o a este passado, aos meus pais e a estas pessoas, Camilo Mortágua, Palma Inácio, e outros, que felizmente com eles se cruzaram.

Para terminar, as palavras do Luís Represas (que com o Manuel Faria, do Trovante, também andou pela LUAR):

“Fecho a fronteira p’ra lá de mim
olho-me em ti p’ra me ver
juro que a paz não faz parte de um sonho
espero por ti p’ra vencer”

Guilherme Rietsch Monteiro

sábado, 30 de maio de 2009

Camilo Mortágua no Porto





Antes de mais quero pedir desculpa pela fraca qualidade destes dois pequenos vídeos. Foram feitos com uma simples máquina fotográfica e ainda tive de cortar duas ou três pequenas sequências, devido ao ruído dos famigerados telemóveis.

Mas se os vídeos são de fraca qualidade o mesmo não se poderá dizer da personalidade do "carregador de pianos" que ousa tocar com mestria as teclas do piano que carrega.

Obrigado Companheiro!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

É JÁ AMANHÃ!


Será lançado no Porto, no dia 28 de Maio de 2009, pelas 18h 30m na Cooperativa Árvore, o Volume I do livro de Camilo Mortágua, "Andanças para a Liberdade", editado pela Esfera do Caos.


Intervenções de:

  • Guilherme Monteiro
  • Elisabete Neves
  • Jorge Velhote
  • Camilo Mortágua.


TRAZ OUTRO AMIGO TAMBÉM!


Manifestação de Professores

No próximo dia 30 de Maio irá, mais uma vez, realizar-se uma grandiosa manifestação nacional de professores pelas ruas de Lisboa.

Não pretendo desmobilizar ninguém e estou solidário com todos os colegas que irão estar presentes, mas eu não vou.

Não vou por causa de afazeres pessoais, mas também porque estou cansado de ver participar largos milhares de professores e depois ver desbaratada, desperdiçada mesmo, esta mobilização de professores, quase unânime, em relação às políticas educativas deste e de anteriores ministérios.

Faz-se uma primeira manifestação com cerca de 100 mil professores e no dia seguinte os sindicatos estão a assinar um protocolo com o ministério. Mais para o final do ano realizam-se duas manifestações, uma delas com mais de 120 mil professores, em vez de se realizar uma única. Divide-se e contam-se espingardas onde se devia unir e pressionar o ministério.

Depois destas grandiosas manifestações realizam-se duas greves simbólicas de um dia em vez de avançar imediatamente para uma paralisação total até às últimas consequências, isto é, trata-se com paninhos quentes quem nos enxovalha no dia-a-dia.

Anuncia-se agora mais uma manifestação e uma greve parcial repartida por tempos lectivos. Criam-se ilusões.

Claro que participarei nas paralisações, estou solidário com todos os colegas que ainda acreditam que é desta forma que se alcançam os nosso objectivos.

A minha luta não é simbólica, por isso tento colocar pedras na engrenagem onde elas devem ser colocadas: no local de trabalho.

Este modelo de avaliação está derrotado, apenas sobrevive à custa de ilusões, não é um modelo que valoriza a profissão docente, mas que estabelece cotas para a progressão na carreira.

Mais papel, menos papel, este processo de avaliação é em tudo idêntico ao anterior, apenas impede que 25% dos professores, mesmo que avaliados com excelente ascendam ao topo da carreira, e acentua desigualdades, pois numa escola pode haver cotas suficientes para a progressão e na escola ao lado não, o que permitirá, por exemplo, que numa determinada escola professores avaliados com Muito Bom ou Bom progridam e, na escola vizinha, professores avaliados com Excelente fiquem impedidos de progredir, porque as cotas de progressão foram insuficientes.

Não se pode dialogar com quem nos enxovalha diariamente e não dialoga. Ao silêncio, responde-se com o silêncio.

Depois das manifestações de rua é necessário que se aumente a mobilização, lutando na escola, radicalizando posições, sem medos.

Não me importo de perder dinheiro, mas recuso perder a dignidade.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Guernica de Picasso

NOVO RICO, ARROGANTE, SEM VERGONHA E PAROLO



José Sócrates é um dos clientes da mais exclusiva (e cara) loja de Beverly Hills onde só entra um cliente de cada vez, com hora marcada e todo o staff de empregados à sua disposição.

É o primeiro-ministro do país mais atrasado da Europa e de um governo que ainda o atirou mais para o fundo do poço desse atraso.

É um primeiro-ministro dandy, com laivos de tiques e toques e com corte de fato a condizer.

Sabe-se agora, pelo jornal online i que é um cliente de uma das lojas mais prestigiadas do mundo da moda dos famosos, do dinheiro e do ... cosmopolitismo, para dizer assim.

O primeiro ministro português, declaradamente um teso que só ganha 5 mil euros por mês, tem o nome posto na montra da loja de novos ricos de Rodeo Drive, Beverly Hills, Califórnia.

Assim, como a foto mostra, numa parolice que incomoda um cidadão deste país, o nome que lá vem, José Sócrates, tem o desgraçado acrescento de... Prime Minister of Portugal.

Mas porque raio não lhe puseram antes o título de "engenheiro pela universidade Independente"? Sempre deixava Portugal inteiro, de fora desta vergonha.

Portugal, vejam só, chegou a este ponto!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Bravo, Mário Crespo!

O desordenado

António Marinho Pinto está para o PS de Sócrates como o estão Vitalino Canas, Augusto Santos Silva ou Pedro Silva Pereira. É um indefectível. Tal como Sócrates, Marinho Pinto vê em tudo o que o prejudica uma urdidura de travestis do trabalho informativo. Tal como Sócrates, o Bastonário dos Advogados vê insultos nos factos com que é confrontado. E reage em disparatado ultraje e descontrolo, indigno de quem tem funções públicas. Marinho Pinto na TVI foi tão sectário como Vitalino Canas ou Santos Silva e conseguiu o prodígio de ser mais grosseiro numa entrevista do que Sócrates foi na RTP e Pedro Silva Pereira na SIC. É obra. Marinho Pinto não tem atenuantes.

Bravo, Mário Crespo!

domingo, 24 de maio de 2009

TETRACAMPEÕES!



O IV CAMPEONATO SEGUIDO DE UM TOTAL DE 24

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PARABÉNS PORTO!



PARABÉNS FC PORTO!



PARABÉNS JESUALDO!



The End

quinta-feira, 21 de maio de 2009

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Lançamento no Porto do "Andanças para a Liberdade"

Por coincidência de datas, será lançado no Porto no próximo dia 28 de Maio, o 1º volume do livro de Camilo Mortágua, Andanças para a Liberdade.

Em 1926, uma coluna militar, saída de Braga e comandada por Gomes da Costa, marchou sobre Lisboa, derrubou o regime democrático da 1º República e instaurou em Portugal uma ditadura que viria a durar 48 anos.

O Povo ficou calado e indiferente à manobra militar. O Povo estava cansado de golpes e contra-golpes, de revoluções e contra-revoluções, de oportunismos e favoritismos, por isso não reagiu ao golpe de Estado. O Povo mergulhou na letargia, deixou-se envolver pelo obscurantismo, adormeceu.

Durante a longa noite de 48 anos, teve alguns momentos em que pareceu despertar (as campanhas de Norton de Matos e de Humberto Delgado), mas, num ápice, uma oposição que não era capaz de se unir por muito tempo em torno de um objectivo comum (o derrube da ditadura), criava objectivamente condições para que o Povo permanecesse dormente.

Na madrugada de 25 de Abril de 1974, o Povo, finalmente, acordou e, de um golpe com fortes características corporativas na sua génese, fez uma autêntica revolução.

Durante cerca de dois anos, o Povo, que tinha acordado de longo pesadelo, pareceu despertar para o sonho. O sonho de construir uma nova realidade, um País diferente, onde todos poderíamos olharmo-nos olhos nos olhos e acreditar no Homem Novo, no Homem Livre.

Mas... de repente... o Povo adormeceu de novo.

Aqueles que sempre estiveram no poder, vestindo as mais variadas roupagens do mundo bi-polar que se vivia, não podiam admitir uma alternativa, uma terceira e autêntica via ao status quo mundial e, cedo, se encarregaram de domesticar as massas, criando-lhes a ilusão de liberdade e democracia para se perpetuarem no poder.

Hoje, estamos de novo adormecidos por uma ilusão de democracia que mais não é do que uma oligarquia onde prolifera o nepotismo.

Até quando?

Foi neste contexto histórico e social que surgiram algumas vozes alternativas, da qual Camilo Mortágua e outros companheiros são exemplos vivos. Pessoas que não se conformaram, que tantas e tantas vezes puseram de parte a sua vida pessoal para lutarem pelo valor mais nobre a que um homem pode aspirar: a LIBERDADE.

O caminho não é fácil, está mesmo cheio de ratoeiras, mas a liberdade não se dá, conquista-se. A liberdade não se impõe, busca-se.

A liberdade começa em nós próprios, não como seres egoístas, mas sim como seres solidários e altruístas.

A Liberdade conquista-se localmente e depois, pelo exemplo, vai-se alargando, sem desânimo nem ânsia, mas com paciência e determinação.

No livro Andanças para a Liberdade, Camilo Mortágua mostra-nos, pelo seu exemplo e pelas suas vivências, que há muito caminho a percorrer, mas que nunca, mas mesmo nunca, podemos deixar de acreditar na liberdade e combater por ela.

Quanto maior for a liberdade dos outros, maior será a nossa liberdade!

No próximo dia 28 de Maio de 2009, pelas 18h 30m, será lançado, na Cooperativa Árvore, Porto, o Volume I do livro de Camilo Mortágua, "Andanças para a Liberdade", editado pela Esfera do Caos.

Intervenções a cargo de: Guilherme Monteiro, Elisabete Neves, Jorge Velhote e Camilo Mortágua.

TRAZ OUTRO AMIGO TAMBÉM!

Evidências

terça-feira, 19 de maio de 2009

Desassombrado artigo de Mário Crespo

OS BONS E OS MAUS

Já há mais jornalistas a contas com a justiça por causa do Freeport do que houve acusados por causa da queda da ponte de Entre-os-Rios. Isto diz muito sobre a escala de valores de quem nos governa.

Chegar aos 35 anos do 25 de Abril com nove jornalistas processados por notícias ou comentários com que o Chefe do Governo não concorda é um péssimo sinal. O Primeiro-ministro chegou ao absurdo de tentar processar um operador de câmara mostrando que, mais do que tudo, o objectivo deste frenesim litigante é intimidar todos os que trabalham na comunicação social independentemente das suas funções, para que não toquem na matéria proibida. Mas pode haver indícios ainda piores. Se os processos contra jornalistas avançarem mais depressa do que as investigações do Freeport, a mensagem será muito clara. O Estado dá o sinal de que a suspeita de haver membros de um governo passíveis de serem corrompidos tem menos importância do que questões de forma referentes a notícias sobre graves indícios de corrupção. Se isso acontecer é a prova de que o Estado, através do governo, foi capturado por uma filosofia ditatorial com métodos de condicionamento da opinião pública mais eficazes do que a censura no Estado Novo porque actua sob um disfarce de respeito pelas liberdades essenciais. Não havendo legislação censória está a tentar estabelecer-se uma clara distinção entre "bons" e "maus" órgãos de informação com advertências de que os "maus" serão punidos com inclemência. O Primeiro-ministro, nas declarações que transmitiu na TV do Estado, fez isso clara e repetidamente. Pródigo em elogios ad hominem a quem não o critica, crucifica quem transmite notícias que lhe são adversas. Estabeleceu, por exemplo, a diferença entre "bons jornalistas", os que ignoram o Freeport, e os "maus jornalistas" ou mesmo apenas só "os maus", os que o têm noticiado. Porque esses "maus" não são sequer jornalistas disse, quando num exercício de absurdo negou ter processado jornalistas e estar a litigar apenas contra os obreiros dos produtos informativos "travestidos" que o estavam a difamar. E foi num crescendo ameaçador que, na TV do Estado, o Chefe do Governo admoestou urbi et orbi que, por mais gritantes que sejam as dúvidas que persistem, colocar-lhe questões sobre o Freeport é "insultuoso", rematando com um ameaçador "Não é assim que me vencem". Portanto, não estamos face a um processo de apuramento de verdade. Estamos face a um combate entre noticiadores e noticiado, com o noticiado arvorando as armas e o poder que julga ter, a vaticinar uma derrota humilhante e sofrida aos noticiadores. Há um elemento que equivale a uma admissão de culpa do Primeiro-Ministro nas tentativas manipulatórias e de condicionamento brutal da opinião pública: a saída extemporânea de Fernanda Câncio de um painel fixo de debate na TVI sobre a actualidade nacional onde o Freeport tem sido discutido com saudável desassombro, apregoa a intolerância ao contraditório.

Assim, com uma intensa e pouco frequente combinação de arrogância, inabilidade e impreparação, com uma chuva de processos, o Primeiro Ministro do décimo sétimo governo constitucional fica indelevelmente colado à imagem da censura em Portugal, 35 anos depois de ela ter sido abolida no 25 de Abril.

Mário Crespo
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Liberdade de expressão e informação

1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações.

2. O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura. (Artigo 37.º da Constituição da República Portuguesa)

domingo, 17 de maio de 2009

Aeroporto Internacional de Fátima


O Director do Aeroporto Internacional de Fátima, o Engenheiro Louva-a-Deus, confessou-nos que depois de ter recebido durante anos mosquitos, melgas, moscas e outros insectos alados, finalmente este aeroporto irá receber o seu primeiro avião.

Revelando sentido de oportunidade A Cova do Lobisomem registou esse sublime momento. Para os mais cépticos o repórter no local confirmou que a aterragem foi suave e que o avião foi recebido com entusiasmo por uma autêntica e fervorosa multidão sedenta de experimentar altos voos.

Noite no Museu - Serralves

Sabias que?...

SE VOTAREM EM BRANCO, ou seja, não escreverem absolutamente nada no boletim de voto, tem mais consequências que se riscarem (anularem) o boletim de voto?

Nenhum político fala disto porquê?

Porque se a maioria da votação for de votos em branco eles são obrigados a anular as eleições e fazer novas, mas com outras pessoas diferentes nas listas.

Imaginem só a bronca !

A legislação eleitoral tem esta opção para correr com quem não nos agrada, mas ninguém fala disso.

Se os votos forem riscados, serão anulados e não contam para nada.


quinta-feira, 14 de maio de 2009

Ruína de Mim



Estou cego de um olho
E não consigo ver do outro.

Tenho a minha vista toldada!

Sinto o peito esmagado
Por uma liberdade irreal.

Tenho a minha vida arruinada!

Abro a boca em desespero
Tentando absorver a eternidade.

Tenho a minha vida estrangulada!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Andanças para a Liberdade

Através da memória do autor ficamos a conhecer andanças de desespero e esperança, e algumas das estórias dos combates contra a ditadura, num inesperado contributo para a História da luta dos portugueses pela Liberdade e pela Demo­cracia.

Volume I: 1934-1961 | De Estarreja ao Santa Maria
Volume II: 1962-1977 (no prelo) | Do Santa Maria ao 25 de Abril… e o que aconteceu depois

Partindo de uma aldeia portuguesa da Beira litoral, estas “Andanças” atravessarão mares e continentes, em viagens de ida e volta. Nos dois volumes desta obra dá-se conta, nomeadamente: do derrube da ditadura venezuelana e das solidariedades com a revolução cubana; da concepção, prepa­ração e execução do assalto ao Santa Maria; da ascensão e queda de Jânio Quadros e da implantação da ditadura militar no Brasil; do assalto ao quartel de Beja e da campanha de Humberto Delgado para a Presidência da República; de certos «mistérios» relacionados com os primórdios da guerra colonial; da preparação e execução da operação VAGÓ (desvio do avião da TAP a partir de Marrocos); das misérias e dos desânimos de quem não se conformava, e das traições entre militantes; da oposição do PCP à luta armada; da preparação e exe­cução do assalto ao Banco da Figueira da Foz e do subsequente apa­recimento da LUAR; dos percursos de muitos dos nossos “líderes” de hoje nesses tempos de Medo e Resistência…

SOBRE O LIVRO:

“Estas «Andanças» de Camilo Mortágua, para além de nos oferecerem uma visão global dos tempos da Ditadura Salazarista, remetem-nos para três valências (3Ms) que no contexto da obra assumem especial relevância: 1) A Metáfora das raízes: não há cultura válida sem ligação às origens; 2) A Mestria da arte de contar: pelo expressivo visualismo que se traduz numa escrita feita de oralidade; 3) O Mito das utopias: daquelas que afinal se tornam possíveis e realizáveis…”, José Rabaça Gaspar

SOBRE O AUTOR:

Camilo Mortágua

Entre os inimigos de Salazar que lutaram de armas na mão contra o Estado Novo destacam-se dois homens: Camilo Mortágua e Hermínio da Palma Inácio ― os últimos revolucionários românticos. A eles se devem os golpes mais espectaculares que abalaram a ditadura. Mas a história da acção directa contra o regime há-de reservar a Camilo Mortágua um capítulo muito especial: participou na Operação Dulcineia, em Janeiro de 1961, comandada pelo capitão Henrique Galvão e inspirada pelo general Humberto Delgado ― o desvio do paquete português «Santa Maria», que seria o primeiro acto de pirataria dos tempos modernos. Mais tarde, com Palma Inácio e outros companheiros, fundaria a LUAR.
Nos últimos anos tem trabalhado na concepção e implementação de programas e projectos de desenvolvimento local, assim como na mobilização de pessoas e grupos socialmente desprotegidos e na animação e organização de comunidades em risco de exclusão.
Presidente da DELOS Constellation, Association International pour le Developpement Local Soutenable (1994-2002). Presidente da APURE, Associação para as Universidades Rurais Europeias. Grande Oficial da Ordem da Liberdade da República Portuguesa.

Este livro foi publicado com o apoio de:
ADRACES – Associação para o Desenvolvimento da Raia Centro-Sul
APURE – Associação para as Universidades Rurais Europeias
Câmara Municipal de Alvito
Câmara Municipal de Estarreja

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Será lançado no Porto, no próximo dia 28 de Maio de 2009, pelas 18h 30m na Cooperativa Árvore, o Volume I do livro de Camilo Mortágua "Andanças para a Liberdade", editado pela Esfera do Caos.

TRAZ OUTRO AMIGO TAMBÉM!

13 de Maio

Werewolf
Neste 13 de Maio não vás à Cova da Iria, fica mesmo pela Cova do Lobisomem.

Não tens de fazer sacrifícios, não tens de pagar, não tens de aturar os vendilhões do templo, ninguém te dá receitas, ninguém vai exigir nada de ti e ainda podes exprimir livremente as tuas opiniões, sentimentos e crenças.

Tom Waits


segunda-feira, 11 de maio de 2009

Insustentável Leveza do Ser



Quantos de nós vivem uma vida inteira na ilusão de que é sustentável a leveza do ser?

Quantos de nós pensam que basta um beijo para ultrapassar os conflitos do dia-a-dia?

Quantos de nós vivem amargurados pensando que outros não nos amam com a mesma intensidade com que nós os amamos, simplesmente porque pensamos ser sustentável a leveza do ser?

Não basta amar, é preciso saber amar!

Alguns de nós conseguimos despertar para a realidade quando temos consciência de que perdemos algo único, irrepetível, ao ponto de nos detestarmos pela pessoa que somos. Chegamos mesmo a atingir pontos de ruptura inimagináveis, procuramos afundarmo-nos cada vez mais, vitimizando-nos constantemente pelo que somos, pelo que fizemos. Procuramos uma desesperada e angustiante fuga para a frente.

A solução parece estar sempre no abismo.

Muitos não conseguem encontrar alternativas e assumem os seus erros como uma imposição do destino, perdem a capacidade de lutar contra a adversidade por si próprios criada. Outros têm a sorte, ou a força, de vislumbrar uma pequena luz quando estão bem no fundo do poço e, a partir dessa luz, ou fogacho, refazerem a sua esperança de lutar contra o destino e a adversidade. É a sorte do acaso.

O acaso está sempre onde nós estamos, porque está dentro de nós próprios, é a nossa força interior, simplesmente muitos de nós, cegos pela mágoa e auto-comiseração, não o vemos.

Podemos nunca mais recuperar o que perdemos, principalmente porque a vida não se repete, mas podemos, e devemos, encontrar um novo modo de nos relacionarmos connosco e com os outros.

O ser não é leve, ou ligeiro e, mesmo para quem o possa pensar, chegará um momento em que se tornará insustentável continuar a viver com essa ligeireza.

Um beijo pode ajudar, mas não resolve os problemas. Um beijo pode ser um ponto de partida, nunca de chegada.

domingo, 10 de maio de 2009

O MEDO



É com a imposição do medo e alimentando o terror que os "donos" do Mundo acentuam as desigualdades, impõem a obediência explorando a ignorância e o fanatismo dos povos, e mantêm o poder enriquecendo à custa do empobrecimento e da exploração da Humanidade.

Liberta-te dos grilhões do MEDO!

sábado, 9 de maio de 2009

Muros



Altos muros construímos em volta de nós. Assentamos pedra sobre pedra sem darmos conta da ligeireza do acto.

Um dia a consciência desperta e iniciamos o processo de demolição da barreira inconsciente que construímos.

Se foram leves as pedras que colocamos inconscientemente, são muito mais pesadas as que demolimos conscientemente, têm acrescidas o peso da inconsciência.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Lugares e Pessoas



Há lugares que nos trazem recordações de memórias que julgávamos apagadas.

São lugares que exerceram sobre nós um fascínio único, mas as memórias voltam não pelo lugar em si, por mais belo que seja, mas pelas pessoas com quem partilhamos o momento.

Não interessa onde esta imagem foi tirada, se estive ou não aqui com alguém.

O meu lugar é um lugar por mim criado, resultado dos muitos que visitei, ou dos que ainda vou visitar, das pessoas com que estive ou daquelas com que vou estar.

O meu lugar é uma ilusão, uma miragem, que ganha forma sempre que algo desperta dentro de mim, mas esse lugar vale pelo vivido ou pelo que se imagina poder viver nele e não por si só.

É um lugar onde se vislumbram os claros e escuros da vida, um lugar das nossas aberturas e bloqueios, das nossas verdades e mentiras, das nossas certezas e dúvidas.

É o lugar das nossas contradições!

É um lugar que não existe por si, mas sim pelas pessoas com quem o partilhamos ou com quem o iremos partilhar.

Não é um lugar estático, é um lugar de liberdade vivida ou imaginada.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Os Blues saiem de dentro de de cada um de nós. Os Blues são um estado de espírito





Eu Exijo!


O pai do Sr. Sócrates nos tempos em que andava pelos arrozais da Cova da Beira

Eu exijo que o pai do Sr. Sócrates peça desculpa aos Portugueses pelas asneiras que o seu filho anda a fazer.

PS (salvo seja): Sr. Sócrates eu não sou, nem nunca fui militante do PCP, nem de nenhum outro partido político, sou apenas um simples cidadão.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Hoje recebi flores!... Não é o meu aniversário ou nenhum outro dia especial; tivemos a nossa primeira discussão ontem à noite e ele me disse muitas coisas cruéis, que me ofenderam de verdade. Mas sei que está arrependido e não as disse a sério, porque ele me enviou flores hoje. E não é o nosso aniversário ou nenhum outro dia especial.



Ontem ele atirou-me contra a parede e começou a asfixiar-me. Parecia um pesadelo, mas dos pesadelos acordamos e sabemos que não são reais. Hoje acordei cheia de dores e com golpes em todos lados. Mas eu sei que ele está arrependido, porque me enviou flores hoje. E não é Dia dos Namorados ou nenhum outro dia especial.



Ontem à noite bateu-me e ameaçou matar-me. Nem a maquiagem ou as mangas compridas
poderiam ocultar os cortes e golpes que me ocasionou desta vez. Não pude ir ao emprego hoje porque não queria que percebessem. Mas eu sei que está arrependido porque ele me enviou flores hoje. E não era Dia das Mães ou nenhum outro dia especial.



Ontem à noite ele voltou a bater-me, mas desta vez foi muito pior. Se conseguir deixá-lo, o que é vou fazer? Como poderia eu sozinha manter os meus filhos? O que acontecerá se faltar o dinheiro? Tenho tanto medo dele! Mas dependo tanto dele que tenho medo de o deixar. Mas eu sei que está arrependido, porque ele me enviou flores hoje.



Hoje é um dia muito especial: É o dia do meu funeral. Ontem finalmente conseguiu matar-me.Bateu-me até eu morrer.



Se ao menos eu tivesse tido a coragem e a força para deixá-lo... Se tivesse pedido ajuda profissional... Hoje não teria recebido flores!

Por uma vida sem violência!!!

PARA QUE SE TENHA RESPEITO PARA COM A MULHER, COM AS CRIANÇAS, COM O IDOSO, ENFIM CAROS AMIGOS... QUE SE TENHA RESPEITO COM O PRÓXIMO, SEJA QUEM FOR!!! DENUNCIEM A VIOLÊNCIA....!!!

domingo, 3 de maio de 2009

Dia da Mãe


Eu e a minha Mãe (aqui com 88 anos) em 2 de Setembro de 2002.
A minha Mãe morreu faltava cerca de um mês para completar 90 anos.


A minha mãe está sempre comigo e em mim, não preciso de um dia especial para a recordar nem para lhe dizer:

OBRIGADO MÃE! AMO-TE!

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Para partilhar convosco algo que herdei da minha mãe, para além do carinho e do amor, mas isso é algo que só poderei dar tentando seguir o seu exemplo, deixo-vos aqui a receita da Bôla de Bragança, tal como a minha mãe a fazia.

BÔLA DE BRAGANÇA

Ingredientes:

• 1 Kg de farinha de trigo
• 7/8 ovos
• Azeite qb (pouco)
• 30 g de fermento padeiro
• Sal a gosto, mas atenção não é necessário muito porque as carnes já são salgadas
• Carnes variadas de preferência desossadas (fêveras de porco, peito de frango, enchidos e fumeiro, presunto, carne de caça, etc)
• 1 forma sem buraco, pode ser um tacho sem asas de plástico.

Modo de fabrico:

Amornam-se 8 ovos levemente. Põe-se um pouco de azeite a amornar. Numa tigela desfaz-se cerca de 30 g. de fermento de padeiro em água morna.

Num alguidar, junta-se 1 kg. de farinha com o fermento e amassa-se. Juntam-se os ovos um a um, e vai-se amassando sempre. Junta-se o azeite. Junta-se o sal. Pode haver necessidade de juntar mais farinha, sabe-se que tem a farinha necessária quando a massa deixa de se agarrar às mãos. Amassa-se muito, muito bem.

Faz-se uma bola, cobre-se com um pano quente, mas antes faz-se uma cruz na massa.

Fica a levedar enquanto se preparam as carnes.

Fêveras fritas, frango estufado, fatias finas de toucinho fumado, linguiça, chouriço, paio, presunto. E tudo o mais que se quiser.

Aquece-se a forma, levemente, e unta-se com azeite. Forra-se a forma com massa e vai-se recheando às camadas intercaladas de carnes e massa. Vai ao forno.

Maria Luísa Strecht Rietsch Monteiro

Clica na imagem para ler.

Cidadãos informados são cidadãos livres e conscientes.

Usa a tua voz para desmascarar os corruptos que vão beneficiar deste investimento, enquanto a maioria da população não vai tirar nenhum benefício deste investimento megalómano, quando há alternativas mais baratas e mais amigas do ambiente.

Revolta-te! Não te cales!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Ao que isto chegou

Composição de aluno do 9º ano "O Pipol e a Escola"

Se não entenderem à 1ª tentem uma 2ª vez que está de mais!!!!!!!!

[Texto verídico retirado de uma prova livre de Língua Portuguesa, realizada por um aluno do 9º ano, numa Escola Secundária das Caldas da Rainha (para ler, estarrecer e reflectir...!!!)]


REDAXÃO

'O PIPOL E A ESCOLA'

Eu axo q os alunos n devem d xumbar qd n vam á escola. Pq o aluno tb tem Direitos e se n vai á escola latrá os seus motivos pq isto tb é perciso ver q á razões qd um aluno não vai á escola. Primeiros a peçoa n se sente motivada pq axa q a escola e a iducação estam uma beca sobre alurizadas.

Valáver, o q é q intereça a um bacano se o quelima de trásosmontes é munto Montanhoso? Ou se a ecuação é exdruxula ou alcalina? Ou cuantas estrofes tem um cuadrado? Ou se um angulo é paleolitico ou espongiforme? Hã?

E ópois os setores ainda xutam preguntas parvas tipo cuantos cantos tem 'os Lesiades''s, q é u m livro xato e q n foi escrevido c/ palavras normais mas q no aspequeto é como outro qq e só pode ter 4 cantos comós outros, daaaah.

Ás veses o pipol ainda tenta tar cos abanos em on, mas os bitaites dos profes até dam gomitos e a Malta re-sentesse, outro dia um arrotou q os jovens n tem abitos de leitura e q a Malta n sabemos ler nem escrever e a sorte do gimbras foi q ele h-xoce bué da rapido e só o 'garra de lin-chao' é q conceguiu assertar lhe com um sapato. Atão agora aviamos de ler tudo qt é livro desde o Camóes até á idade média e por aí fora, qués ver???

O pipol tem é q aprender cenas q intressam como na minha escola q á um curço de otelaria e a Malta aprendemos a faser lã pereias e ovos mois e piças de xicolate q são assim tipo as pecialidades da rejião e ópois pudemos ganhar um gravetame do camandro. Ah poizé. Tarei a inzajerar?

Parabéns Milu! Continua a trabalhar para as estatísticas e depois diz que a culpa é dos professores.