Domingo, 28 de Junho de 2009

PKP Michael Jackson



O Michael Jackson foi um gajo que renegou a sua raça, logo é um racista da pior espécie.

Que cada um de nós olhe para si próprio e para os que o rodeiam. Morreu simplesmente mais um gajo que, como pessoa, não valia grande coisa.

O epitáfio dele deveria ser: aqui jaz Michael Jackson, egocêntrico, racista e muito provavelmente pedófilo.

Deixemos as vedetas, os ídolos com pés de barro, os verdadeiros ídolos, os verdadeiros heróis, são aqueles que lutam dia-a-dia para sobreviver.

Abomino racistas!

Tempo de Serviço dos Professores



Os Professores devem recusar qualquer "negociação" com o ME, enquanto não lhes for contada a totalidade do tempo de serviço (dois anos e meio) que nos foi roubado pelo Governo PSD e perpetuado pelo Governo PS.

É vê-los agora a assobiar para o lado, os primeiros porque querem que não nos lembremos e os segundos porque nos querem fazer esquecer.

PS e PSD são as duas faces da mesma moeda e, como diz José Mário Branco, para esse peditório nós já demos.

Não é com cedências que se alcançam as vitórias, é necessário ousar lutar, sobretudo quando do outro lado da barricada está um bando de moucos arrogantes.

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

História do Socialismo em Imagens

Sábado, 20 de Junho de 2009

O Homem



O HOMEM é,
por desgraça, uma solidão:
Nascemos sós, vivemos sós e morremos sós.

Miguel Torga

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

Os "Inúteis"

É com enorme prazer que ajudo a divulgar a carta dirigida a MST por uma "inútil" Professora de Barcelos.

----------------------------------------------------------------

Sobre os Professores

É do conhecimento público que o senhor Miguel de Sousa Tavares considerou 'os professores os inúteis mais bem pagos deste país.' Espantar-me-ia uma afirmação tão generalista e imoral, não conhecesse já outras afirmações que não diferem muito desta, quer na forma, quer na índole. Não lhe parece que há inúteis, que fazem coisas inúteis e escrevem coisas inúteis, que são pagos a peso de ouro? Não lhe parece que deveria ter dirigido as suas aberrações a gente que, neste deprimente país, tem mais do que uma sinecura e assim enche os bolsos? Não será esse o seu caso? O que escreveu é um atentado à cultura portuguesa, à educação e aos seus intervenientes, alunos e professores. Alunos e professores de ontem e de hoje, porque eu já fui aluna, logo de 'inúteis', como o senhor também terá sido. Ou pensa hoje de forma diferente para estar de acordo com o sistema?

O senhor tem filhos? - a minha ignorância a este respeito deve-se ao facto de não ser muito dada a ler revistas cor-de-rosa. Se os tem, e se estudam, teve, por acaso, a frontalidade de encarar os seus professores e dizer-lhes que 'são os inúteis mais bem pagos do país.'? Não me parece... Estudam os seus filhos em escolas públicas ou privadas? É que a coisa muda de figura! Há escolas privadas onde se pagam substancialmente as notas dos alunos, que os professores 'inúteis' são obrigados a atribuir. A alarvidade que escreveu, além de ser insultuosa, revela muita ignorância em relação à educação e ao ensino. E, quem é ignorante, não deve julgar sem conhecimento de causa. Sei que é escritor, porém nunca li qualquer livro seu, por isso não emito julgamentos sobre aquilo que desconheço. Entende ou quer que a professora explique de novo?

Sou professora de Português com imenso prazer. Oxalá nunca nenhuma das suas obras venha a integrar os programas da disciplina, pois acredito que nenhum dos 'inúteis' a que se referiu a leccionasse com prazer. Com prazer e paixão tenho leccionado, ao longo dos meus vinte e sete anos de serviço, a obra de sua mãe, Sophia de Mello Breyner Andersen, que reverencio. O senhor é a prova inequívoca que nem sempre uma sã e bela árvore dá são e belo fruto. Tenho dificuldade em interiorizar que tenha sido ela quem o ensinou a escrever. A sua ilustre mãe era uma humanista convicta. Que pena não ter interiorizado essa lição! A lição do humanismo que não julga sem provas! Já visitou, por acaso, alguma escola pública? Já se deu ao trabalho de ler, com atenção, o documento sobre a avaliação dos professores? Não, claro que não. É mais cómodo fazer afirmações bombásticas, que agitem, no mau sentido, a opinião pública, para assim se auto-publicitar.

Sei que, num jornal desportivo, escreve, de vez em quando, umas crónicas e que defende muito bem o seu clube. Alguma vez lhe ocorreu, quando o seu clube perde, com clubes da terceira divisão, escrever que 'os jogadores de futebol são os inúteis mais bem pagos do país.'? Alguma vez lhe ocorreu escrever que há dirigentes desportivos que 'são os inúteis' mais protegidos do país? Presumo que não, e não tenho qualquer dúvida de que deve entender mais de futebol do que de Educação. Alguma vez lhe ocorreu escrever que os advogados 'são os inúteis mais bem pagos do país'? Ou os políticos? Não, acredito que não, embora também não tenha dúvidas de que deve estar mais familiarizado com essas áreas. Não tenho nada contra os jogadores de futebol, nada contra os dirigentes desportivos, nada contra os advogados.

Porque não são eles que me impedem de exercer, com dignidade, a minha profissão. Tenho sim contra os políticos arrogantes, prepotentes, desumanos e inúteis, que querem fazer da educação o caixote do (falso) sucesso para posterior envio para a Europa e para o mundo. Tenho contra pseudo-jornalistas, como o senhor, que são, juntamente com os políticos, 'os inúteis mais bem pagos do país', que se arvoram em salvadores da pátria, quando o que lhes interessa é o seu próprio umbigo.


Assim sendo, Sr. Miguel de Sousa Tavares, informe-se, que a informaçãozinha é bem necessária antes de 'escrevinhar' alarvices sobre quem dá a este país, além de grandes lições nas aulas, a alunos que são a razão de ser do professor, lições de democracia ao país. Mas o senhor não entende! Para si, democracia deve ser estar do lado de quem convém.

Por isso, não posso deixar de lhe transmitir uma mensagem com que termina um texto da sua sábia mãe:

'Perdoai-lhes, Senhor Porque eles sabem o que fazem.'


Ana Maria Gomes
Escola Secundária de Barcelos

Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

Andanças para a Liberdade

Andanças

Camilo Mortágua lançará o seu livro "Andanças para a Liberdade" em Salreu, Estarreja, no próximo dia 20 de Junho na Junta de Freguesia de Salreu às 19 horas.

A apresentação do livro estará a cargo do escritor Jorge Velhote.

Pobres dos Ricos

Terça-feira, 16 de Junho de 2009

Perguntas


É tão difícil perceber e perceber-me.

Porque será que tenho um cérebro, se esse cérebro não me serve para nada?

Porque será que quando tento dizer uma coisa, é sempre entendido o oposto?

Porque será que me sinto constantemente a ser julgado e condenado por pecados que não cometi, ou que imagino não ter cometido?

Quem é que eu sou?

Serei assim tão abominável? Tão incapaz? Tão grunho? Tão sem interesse? Serei uma pessoa tão inútil? Tão sem graça?

Porque é que eu não me entendo? Porque não sei lidar com a vida? Porque não sei lidar comigo?

Porque é que a vida, para mim, é tão pesada?

Porque é que amar é tão complicado?

Porque será que tenho de pensar no amanhã, quando a felicidade está no hoje?

Não posso viver o hoje sem pensar no amanhã?

Porque amamos quem não queremos e não amamos quem merece?

Onde está a minha alma gémea?

Tantas perguntas, tão poucas respostas.

Waltzing Matilda

Eu quero Morrer de Amor



(...)
Não é por ser Lua Cheia,
Que a Lua mais alumia.
(...)
Quem ama, de amor não cansa
E se morrer é de amor.
(...)


Zeca Afonso


Que Amor não me Engana

Emboscadas

Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

Professores Unidos - Tantos e Tão Poucos



O tal vídeo que dizem estar bloqueado no Youtube.

Essa coisa é que é linda...




Realização: Siritwolf
Pinturas: Sabão (F'Santos)

Domingo, 14 de Junho de 2009

Inquietações

Vejam Bem!


Vejam bem como a música e a poesia não têm fronteiras.

Balada de Outono


O último concerto de Zeca Afonso, 29 de Janeiro de 1983, Coliseu de Lisboa.

Sábado, 13 de Junho de 2009

Noites do Porto

Sexta-feira, 12 de Junho de 2009

La Fregeneda - Barca D'Alva ou Porto-Paris

Troço da antiga linha de comboio entre o Porto e Paris: 17Km, 13 pontes, 20 túneis

Um mundo maravilhoso que urge recuperar, nem que seja somente para fins turísticos.

Discute-se muito a obra megalómana do TGV, quando se mantém há vários anos interrompida a ligação ferroviária do Porto a Paris.

Actualmente o Porto tem apenas activa uma ligação directa ao estrangeiro, a ligação a Vigo (Galiza).

Fruto do centralismo e de interesses mesquinhos, Portugal e Espanha estão dispostos a gastar milhões no TGV, quando podem, por custos muito mais baixos, reactivar e modernizar antigas linhas de comboio que estão encerradas total ou parcialmente há vários anos.

Relativamente à linha Porto-Paris, talvez fosse necessário introduzir algumas alterações de percurso, por exemplo uma passagem por Madrid, de forma a rentabilizar a linha.

Para o Governo Espanhol pode não ser muito importante a reactivação desta linha, mas para nós Portugueses e sobretudo Portuenses e habitantes da Região Norte, é absolutamente fundamental, mas os sucessivos Governos, desde o encerramento desta ligação, têm ignorado completamente este assunto.

Como sempre, os "governantes" fecham os olhos à Região Norte e focam-se na Região da Grande Lisboa a qual, para eles, é o único ponto de estratégico de Portugal, ignorando tudo o resto, com a sua política de terra queimada.

Além do parolismo e do novo-riquismo dos nosso políticos, também existem outros interesses ocultos, como o das companhias de aviação e de camionagem.

Mais do que recuperar um pequeno troço de caminho-de-ferro entre La Fregeneda e Barca D'Alva, o que está verdadeiramente em causa é a ligação da Região Norte de Portugal à Europa por um meio de transporte moderno e alternativo.

É hora das pessoas começarem a despertar para o que é importante e esquecerem a transferência multi-milionária do CR7 para o Real Madrid, a qual, sendo escandalosa, nada acrescenta à felicidade e bem-estar das pessoas.

É hora de deixarem de viver do sonho e das falsas ilusões, das aparências e do supérfluo e começarem a preocupar-se com o que de facto é importante.

Presos por uma corrente de Ar


Tive a oportunidade de assistir, no passado dia 10 de Junho, ao espectáculo de abertura do Festival das Companhias Descentralizadas, "Presos por uma corrente de Ar", pelo Teatro do Montemuro.

A peça foi encenada por José Carretas ao bom estilo panfletário e representada pelo grupo de Teatro do Montemuro (Campo Benfeito).

Basicamente, estão lá representados os mitos de uma pequena povoação de interior: o presidente da câmara; a rotunda; o empreiteiro; os trabalhadores imigrados; o padre; os compadrios e oportunismos; a mulher recalcada, beata e a rebentar de libido pelas costuras.

Todos os ingredientes são misturados com mestria para, de forma simples, bem humorada e directa, desmascarar o que se passa por essas autarquias fora, desde as mais pequenas às maiores. Tudo é uma questão de dimensão, mas os oportunistas são os mesmos.

Teatro simples, directo e bem humorado, que descreve uma situação de todos conhecidos, mas que os compadrios ocultam e aqui se desmascaram.

Um aplauso muito grande para esta iniciativa e uma forte chamada de atenção para o bom trabalho cultural que se faz em muitas localidades do interior do país, a maior parte das vezes longe dos holofotes das televisões, das parangonas dos jornais e dos iluminados intelectuais das grandes cidades do litoral.

Encenação José Carretas Direcção Musical António Pedro Cenografia Kevin Plumb Interpretação Abel Duarte, Eduardo Correia, Paulo Duarte, Daniela Vieitas, André Rocha, Marco Freire e Giovanni Lourenço.



FESTIVAL DAS COMPANHIAS DESCENTRALIZADAS
10 a 14 de Junho de 2009
3ª Edição

Locais de Apresentação: Campo Benfeito, Lamego e Castro Daire



TEATRO do MONTEMURO

Terça-feira, 9 de Junho de 2009

Emboscadas


Foste como quem me armasse uma emboscada
ao sentir-me desatento
dando aquilo em que me dei
foste como quem me urdisse uma cilada
vi-me com tão pouca coisa
depois do que tanto amei

Resgatei o teu sorriso
quatro vezes foi preciso
por não precisares de mim
e depois, quando dormias
fiz de conta que fugias
e que eu não ficava assim
nesta dor em que me vejo
do nos ver quase no fim

Foste como quem lançasse as armadilhas
que se lançam aos amantes
quando amar foi coisa em vão
foste como quem vestisse as mascarilhas
dos embustes que se tramam
ao cair da escuridão

Resgatei o teu carinho
quatro vezes fiz o ninho
num beiral do teu jardim
e depois, já em cuidado
vi no espelho do passado
a tua imagem de mim
e esta dor em que me vejo
de nos ver quase no fim

Foste como quem cumprisse uma vingança
que guardavas às escuras
esperando a sua vez
foste como quem me desse uma bonança
fraquejando à tempestade
de tão frágil que se fez

Resgatei o teu ciúme
quatro vezes deitei lume
ao teu corpo de marfim
e depois, como uma espada
pousei na terra queimada
o meu ramo de alecrim
e esta dor em que me vejo
de nos ver quase do fim.

Sérgio Godinho

ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL DOS HOMENS COMPROMETIDOS (A.I.H.C.)

A Associação Internacional dos Homens Comprometidos, que engloba namorados, noivos, casados, etc., vem a público com o objectivo de tentar diminuir a burocracia existente no relacionamento homem-mulher. Sendo este um problema de origem feminina, em virtude da sua natureza de interpretações equivocadas e de um pseudo-complexo de inferioridade, e com o objectivo de economizar tempo, dinheiro e evitar discussões inócuas e sem sentido, comunicamos o seguinte manifesto:

QUERIDAS MULHERES:

1. Se pensas que estás gorda, é bem provável que estejas. Não me perguntes. Não responderei!

2. Se não te vestes como as modelos de roupa íntima, não esperes que eu me comporte como os galãs das novelas!

3. Se queres algo, precisas de pedir. Deixemos isto bem claro: as indirectas subtis não funcionam; as indirectas directas não funcionam; as indirectas muito óbvias também não funcionam. Diz as coisas tal como são!

4. Se fazes uma pergunta para a qual não queres resposta, não te zangues ao ouvir o que não queres!

5. Às vezes, não estou a pensar em ti. Nada está a acontecer. Por favor, acostuma-te a isto. Não me perguntes no que estou a pensar, a menos que estejas pronta para falar de temas como política, economia, futebol ou carros desportivos!

6. Domingo é dia de churrasco, amigos e desportos na TV. É como a lua cheia ou a maré. Não pode ser evitado!

7. Ir às compras não é divertido. E nunca o vou considerar dessa maneira!

8. Quando temos que ir a algum lado, qualquer coisa que vestires está bem. VERDADE!!!

9. Tens roupa suficiente. Tens sapatos demais. O choro é chantagem!

10. A maioria dos homens tem três pares de sapatos. O que te faz pensar que eu sirvo para decidir qual dos TRINTA pares que tens fica melhor com aquele vestido?!

11. Um simples SIM ou NÃO são respostas perfeitamente aceitáveis para qualquer pergunta!

12. Fala-me dos teus problemas somente se quiseres ajuda para resolvê-los. Para isto sirvo. Não me peças empatia como se eu fosse uma das tuas amigas!

13. Uma enxaqueca que dura 17 meses é um problema. É melhor ires ao médico!

14. Se alguma coisa que eu disse puder ser interpretado de várias formas e uma delas te deixou triste ou zangada, a minha intenção era dizer a outra!

15. Todos nós, HOMENS, não vemos mais do que 16 cores. O salmão é um peixe, não uma cor!

16. Se eu tiver comichão, coço-me. Não importa quando, onde, nem à frente de quem!

17. A cerveja emociona-nos. Tanto como as carteiras a vocês!

18. Se eu perguntar o que é que se passa e a tua resposta for «nada», a minha reacção será como se NADA estivesse a acontecer!

19. Que diabos é a cor fúcsia??? E [WINDOWS-1252?]mais... como diabos se escreve?!

20. Não me perguntes: «Amas-me?». Tem a certeza que, se não te amasse, não estaria contigo!


POR FAVOR, DISTRIBUAM ESTE MANIFESTO AO MAIOR NÚMERO POSSÍVEL DE MULHERES.

ASSIM, TALVEZ ENTENDAM OS HOMENS DE UMA VEZ POR TODAS!

DISTRIBUAM-NO TAMBÉM A TODOS OS HOMENS QUE CONHEÇAM, PARA QUE ELES SAIBAM QUE NÃO ESTÃO SOZINHOS NESTA LUTA!

MUITO OBRIGADO.

Convite


Vem daí...
Almoçar comigo um dia
Num restaurante qualquer
duma cidade, ao acaso

Vem daí comigo!...
Beber o vinho amargo da solidão

Vem daí comigo!
e traz nos teus olhos as borboletas
com que em pequeno sonhavas
e não esqueças...
traz também contigo as estrelas
que o teu sorriso outrora
roubou ao universo

Vem daí comigo!
sem preconceitos
sem falsos pudores

Vem daí comigo!
Hoje
Sempre
e juntos afogaremos a solidão

Vem daí comigo!...
Mas antes...
Ouve o meu apelo

Traz o coração contigo!...

Grão de Areia

Segunda-feira, 8 de Junho de 2009

Quero é Viver



Os "HUMANOS" interpretam António Variações.

Domingo, 7 de Junho de 2009

Europeias 2009


O PS de Sócrates perdeu as Eleições Europeias!

Esta é a principal conclusão que se pode tirar dos resultados eleitorais de hoje, mesmo que só tenham votado cerca de 38% dos cidadãos portugueses eleitores.

Quem trouxe para o primeiro plano da discussão política o julgamento do Governo, ou como eufemisticamente disse José Sócrates (JS), julgamento da Oposição, foi o PS.

Neste contexto, não é legítimo que JS venha agora afirmar que estas eleições não podem ser extrapoladas para as Legislativas de Setembro próximo, não esquecendo que pelo meio ainda temos as Autárquicas.

Foi hilariante ver JS nervoso, sem postura de homem de Estado, birrento, amuado (tal como o famoso CR7) e, como sempre, autista.

Muitos clamam vitória mas, quanto a mim, só têm direito a clamar vitória partidária aqueles que, apesar da grande abstenção, ainda conseguiram aumentar , em valor absoluto, os seus resultados eleitorais, comparando com outras eleições onde a abstenção foi muito menor.

Há de facto uma força nova que está a emergir, uma força nova, uma força de esquerda, diferente e verdadeira, que merece o benefício da dúvida.

Quanto ao PS de JS, perde votos sobretudo à esquerda para o BE e o PCP; quanto à direita, nada de novo: são simples partidos que diferem do PS apenas do ponto de vista formal, porque, ideologicamente, não há grandes diferenças, não fazem qualquer ruptura com o poder económico.

O PS de JS, o PSD e o PP fazem parte da mesma casta, daqueles que têm enterrado os deserdados, os mais pobres. Este partidos, nos quais incluo o PS de JS, têm desprezado os que mais sofrem, criam sistematicamente injustiças sociais. Faltam-lhes valores, imaginação e criatividade, porque o seu principal objectivo é perpetuar a casta política ou politiqueira no poder.

Chegou a hora dos "carregadores de piano" fazerem ouvir a sua voz. Não imitando os outros, porque são diferentes, mas mostrando, na prática, que há outra via para além daquela que nos impingem há 30 anos e, evidentemente, diferente daquela que nos impingiram durante 48 anos.

Os Portugueses estão de parabéns, derrotaram o PS de JS. Só podemos estar orgulhosos por derrotar um bando de maltrapilhos. Por isso, neste momento, não interessa realçar as diferenças, porque o objectivo era mostrar a nossa discordância e repulsa para com JS.

Chegou a hora de acordar!

Sábado, 6 de Junho de 2009

Vida vs Viver


Vida... Viver...

Vive-se a vida vivendo.
Estraga-se a vida estragando.

Encontra-se a vida... Perde-se a vida...

Vive-se para estragar.
Estraga-se para viver.

Viver é um acaso,
Perdido no alto de uma montanha.

A vida é a ilusão,
De que se ama e se é amado.

À minha Flor tão Frágil


Era um fim de tarde em Setembro,
Ao teu lado ouvi o teu primeiro grito.
Acabada de chegar ao nosso Mundo,
E já ansiavas pela santa liberdade!

Nas primeiras palavras, nos primeiros passos…
Nem sempre soube estar ao teu lado!
Nas primeiras letras e lengalengas…
O nosso caminho ainda está a começar!

Maio de 2009

Publicidade não solicitada (telemóveis e e-mails)


A partir de hoje passa a ser possível fazer-se o registo em lista de âmbito nacional, de quem não pretende recepcionar comunicações publicitárias, evitando o excesso de sms, mms, toques, imagens, jogos e publicidade, provenientes de subscrições móveis não pedidas, que podem ser fatais para o saldo do telemóvel.

Posso-vos dizer que de há uns tempos para cá, existem mensagens aparentemente com o indicativo das Operadoras, que somos levados a abrir e que mesmo sem responder levam a que fiquemos disponíveis para nos sacarem dinheiro do saldo.

Como as reclamações foram mais que muitas, foi criada junto da Direcção-Geral do Consumidor uma lista de âmbito nacional, onde se podem inscrever as pessoas que não querem receber e se sentem lesadas com este tipo de publicidade.

A centralização desta lista, facilita ao consumidor o exercício do seu direito de oposição, preservando a privacidade dos seus dados pessoais.

Assim acede ao site www.consumidor.pt e faz (como eu já fiz) também o teu registo.

Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

Incompetentes! Prepotentes! Arrogantes!


No passado dia 30 de Maio, desfilou pelas ruas de Lisboa um número significativo de Professores. Não interessa se foram 80 ou 60 mil. Foram muitos!

Ainda há um número significativo de professores que manifesta a sua indignação em relação a uma reforma do ensino que tem como último objectivo formar cidadãos amorfos, para mais tarde serem facilmente manipuláveis pelo poder. Um ensino que cria falsas expectativas aos alunos e aos encarregados de educação.

Assente no facilitismo, esta reforma não é mais do que uma forma inteligente de perpetuar esta casta política no poder. Casta política que será formada, na sua esmagadora maioria, em escolas privadas com diplomas passados aos domingos.

A degradação interessa ao poder. Ilude-se a aprendizagem com efeitos especiais (computadores e afins), que a maioria dos alunos usa para jogos nada didácticos como, por exemplo, dar tiros na cabeça de um suposto inimigo, quando muitos nem um texto são capazes de digitar. Isto é, começa-se a casa pelo telhado em vez de construir alicerces sólidos.

Claro que os filhos das elites vão saber aproveitar as oportunidades, seja na escola pública, seja na privada. E os outros?

Esta reforma do ensino é uma reforma travestida. Elegeu-se um alvo e é contra esse alvo que se atiram as farpas, esquecendo que o alvo escolhido não é nem mais nem menos do que o alicerce do sistema de ensino, ou melhor de instrução.

Mas, quanto a mim, não é só o Governo que fica mal na fotografia, também os Sindicatos não têm sabido gerir o descontentamento dos Professores.

Primeiro, a mobilização começou tarde e muitos Professores não compreenderam que era o Estatuto da Carreira Docente o cerne da questão. Por medo uns, por ambição outros e ainda alguns porque não pensaram no alcance do novo Estatuto dos Professores, foram a correr concorrer a Professores Titulares, colocando os carris que MLR precisava para pôr o seu projecto autista em andamento. Se ninguém tivesse concorrido a Professor Titular esta Reforma não tinha pernas para andar e obrigava o Ministério a negociar com os Professores.

Depois da manifestação de 8 de Março de 2008, os Sindicatos desmobilizaram os Professores indo a correr assinar um protocolo com o Ministério. Seguiu-se um período de informação e contra-informação, muita dela oriunda dos próprios Sindicatos. Uns afirmando que nada poderia acontecer aos Professores que não entregassem objectivos, outros amedrontando os Professores, dando voz ao Ministério e fazendo o trabalho sujo. Até parece que alguns Sindicatos entraram na luta para não perder cotizações ou para boicotar a luta dos Professores.

Em 8 de Novembro do mesmo ano, fez-se nova manifestação, a qual, ao não ser simultânea com a proposta por organismos autónomos de Professores, contribuiu para alguma fractura e confusão no seio da classe docente.

Quanto a esta última, assistiu-se a um discurso demasiado partidarizado, dando os argumento de que o Governo precisava para menorizar a luta dos Professores.

Já era altura de terminarem os tiques controleiros. Os Professores sabem bem o que querem e que a sua luta contribuirá decisivamente para a perda da maioria absoluta deste Governo.

Eu, por mim, dispenso os discursos partidários que apenas se dirigem para o exterior e desfocaliza a luta dos Professores.

As manifestações são importantes como meio mobilizador e de incentivo à verdadeira luta que se trava dia-a-dia nas Escolas. As manifestações são um meio, não um fim.

Sabemos bem onde está o principal responsável pelo estado a que as coisas chegaram, mas eu já perdi a inocência há muito tempo. Por isso, recuso ser usado por quem quer que seja.

A luta contra a incompetência, prepotência e arrogância tem de ser travada todos os dias na escola e não sujeita a calendários político-partidários do Governo ou de mesmo de alguns Sindicatos.

O meu lado é só um, o dos professores. Eu sei quem é o inimigo, mas não quero os falsos amigos.

A reforma do ensino é um problema muito complexo que necessita da reflexão e colaboração de todos e não de guerras político-partidárias entre os envolvidos no processo ensino-aprendizagem.

A Educação tem de ser transversal à sociedade, tem de ser integradora e não um campo de batalha entre todos os elementos envolvidos.

Não à incompetência, prepotência e arrogância!

Domingo, 31 de Maio de 2009

Entrevista a Camilo Mortágua

CAMILO MORTÁGUA é homem da liberdade. Homem que incessantemente a procurou e lutou por ela. Um homem que valoriza as suas raízes, “o seu ponto de partida”. Muito do seu percurso, é um acto de contínua solidariedade com quem mais necessita.

Escreveu agora “Andanças para a Liberdade”, onde relata o que fez para a procurar. Nascido na Beira Litoral, saiu aos 12 anos com os pais para Lisboa e, revoltado com a falta de LIBERDADE e de perspectivas para singrar na vida, aos 17 anos parte para a Venezuela.

Aí, colaborou no derrube da ditadura venezuelana e com a revolução cubana. Realizou durante anos diversos programas de rádio para a Empresa “Ecos de Portugal” por si fundada.

O seu baptismo como militante político foi na “Junta Patriótica Portuguesa de Caracas ” uma organização antifascista onde predominava a “Doutrina do Socialismo Científico”, ali se encontrou com Henrique Galvão, com quem poucos dias antes de fazer 27 anos, ocupou o paquete Santa Maria ou Santa Liberdade.

JOÃO BRITO E SOUSA (JBS): Fernando Pessoa disse que, se em determinada altura da sua vida tivesse virado à esquerda em vez de ter virado direita, a sua vida tinha sido diferente. O senhor acha que no seu percurso de vida virou para o lado certo e na hora certa? Quero dizer, agrada-lhe o percurso de vida que teve?

CAMILO MÓRTÁGUA (CM): Os nossos percursos de vida são definidos por acontecimentos e influências que nem sempre controlamos. Os obstáculos ou facilidades que se nos deparam, as dificuldades ou facilidades de realização dos nossos mais fortes anseios é que vão balizando os caminhos a percorrer. O Berço e o tempo em que se nasce, são importantes “empurrões” para a escolha inicial. Sinto-me bem, por não ter abandonado o lado em que nasci. As acções com que fui balizando o meu percurso estão a ser contadas nas “Andanças para a Liberdade”.

JBS:
O seu desempenho político ao serviço de uma organização política de esquerda é conhecido. Gostou desse trabalho? Entendeu-o como necessário fazê-lo? Alcançou os objectivos? Valeu a pena?

CM: Mesmo quando actuei politicamente integrado numa Organização política, nunca o fiz ao serviço duma organização. Foi sempre ao serviço da procura do caminho para a LIBERDADE, do caminho para a libertação das pessoas, “ lato senso”. Uma das singulares características do meu percurso é a de quase sempre ter sido “revolucionário por conta própria” por conta própria mas sempre conjuntamente com outros companheiros que, como eu, gostam de pensar pela própria cabeça.

Quando se luta pela LIBERDADE, pelo aperfeiçoamento das relações de harmonia e respeito entre as pessoas, os objectivos nunca estão alcançados, mas nem por isso, podemos deixar de caminhar para eles, sob pena de nos afastarmos irremediavelmente da mobilizadora possibilidade de os alcançar.

JBS: A injustiça social sempre o incomodou e preocupou?

CM: Sempre estive ao lado dos mais desfavorecidos. As injustiças, todas elas, é que fizeram de mim o que sou. Sem a arbitrária violência do regime salazarista, é provável que eu fosse um anónimo cidadão deste país.

JBS: Esteve disponível para o combate político. A família saiu prejudicada?

CM: É difícil responder objectivamente a essa pergunta, por vezes o prejuízo material é o de menor importância. Segundo a consciência de cada pessoa, prejuízos objectivos e compensações subjectivas, podem pesar para um lado ou para o outro com efeitos por vezes irreparáveis. Quando nos entregamos convictamente à luta por uma causa, palavras como: “o meu, o nosso, tranquilidade, segurança etc.” têm pouca importância.

JBS: Descreva um grande momento de alegria que sentiu na sua intervenção política.

CM: Passear na Av. da Liberdade sem olhar para trás na manhã do dia primeiro de Maio de 1974.

JBS: O momento político actual? O que tem a dizer?

CM: Enquanto a chamada “competitividade” depender substancialmente da exclusão das pessoas dos processos de produção, sem garantir aos excluídos dignas condições de vida, este mundo vive em “pecado civilizacional” e caminha para a barbárie.

JBS: Os seus pais e avós ou alguém da sua família estiveram de algum modo ligados à política? E o senhor sentiu essa necessidade como? Como surgiu isso se o senhor teve uma infância feliz em Oliveira de Azeméis.

CM: A resposta a essa pergunta encontra-se detalhada nas páginas do Livro que acabo de publicar - Andanças para Liberdade.

JBS: Andanças para a Liberdade, a sua obra, ensina? Educa? O que é que pretende com a publicação do livro?

CM: Pretendo que os leitores desfrutem de algumas horas de boa disposição e agradável leitura, ficando a conhecer factos e ambientes porventura seus desconhecidos. A cada leitor competirá dizer o que conseguiu extrair da narrativa, como agora se diz, um livro também é aquilo que o leitor consegue perceber dele.

Também pretendo demonstrar que os ditos “revolucionários” não são seres excepcionais, nem extra-terrestres. São pessoas absolutamente idênticas a todos nós, apenas colocadas em circunstâncias de vida propiciadoras de acções excepcionais.

Entrevista conduzida por João Brito e Sousa e publicada no jornal algarvio BRISAS do SUL

Douro Blues 2009

Burkowski Trio

[Burkowski Trio]



John Lee Hooker JR

[John Lee Hooker JR Band - Bass (sorry but I don't remember your name) - Drums (Mike)]



Fantastic!

Gaia, 30 de Maio de 2009

Intervenção de Guilherme Rietsch Monteiro no lançamento do livro de Camilo Mortágua, "Andanças para a Liberdade"

Não conhecia o Camilo até hoje, nem tive ainda a oportunidade de ler o livro, por isso, o que me trás aqui?!

Para melhor explicar, vou ler-vos o último capítulo de "O Estranho Caso do Cadáver Sorridente", do Miguel Miranda:

"- Deixa cair o corpo sobre a cama, e concentra-te apenas na minha voz...

Viajo na voz de Ofélia, com a pressa de quem deixou algo por fazer. Voz de mel, língua de veludo que me percorre o corpo que se entrega à sua hipnose húmida. Quero regressar ao passado, a ver se ainda vou a tempo. Desta vez, não vamos falhar. Não sei se acerto na espira certa do tempo, estas coisas da hipnose não sei se acontecem à medida dos desejos. Ofélia, ajuda-me a regressar àquela noite do vinte e cinco de Novembro, onde estávamos todos reunidos numa cave. Tu não sabes, Ofélia, nunca poderás saber a força que nos unia, eu, o Gato, o Alegria, o Mau Tempo, o Quim Comandos, o Professor, a Adélia, o Cofres, o Tono da Viela, o Leonel, a Lisa, a Elsa, o Dílio Bailarino, o Hiroxima, o Vagamente, o Beto Doutor, o Poeta, espalhados em silêncio esperando pelas armas pesadas que vinham de Lisboa. Tu nunca poderás ter a noção de como foi dura a espera, como a nossa força se transformou em desespero, pela madrugada dentro, quando nos convencemos de que as armas não chegariam nunca.

- Concentra-te na minha voz, tu tens muito sono...

Sim, sinto uma vontade irresistível de adormecer, e acordar noutro tempo. Desta vez nada vai falhar, iremos a Maceda buscar os arsenais de reserva, não ficaremos eternamente à espera. Cortaremos a Ponte da Arrábida e o Viaduto de Santo Ovídio na noite de vinte e quatro para vinte e cinco, abriremos caminho à bala e à granada, morreremos se preciso for, para que a noite não acabe. Para não voltarmos a acordar de manhã com os sonhos todos desfeitos. Revolução ou morte, será o nosso grito. Talvez ainda haja tempo para fazer com que não tenha acontecido o que aconteceu. Talvez possamos salvar a Revolução, repito vezes sem conta, enquanto escorrego na voz de Ofélia direito ao passado com a certeza de ter uma missão a cumprir. Como se caísse num poço sem fundo, sem certeza de regresso.

Desta vez, nada vai falhar."

E foi exactamente nesta noite, ou nas imediatamente a seguir, que os meus pais, companheiros de luta quer do Camilo, quer das personagens do texto que acabei de ler, me amaram pela primeira vez, e me trouxeram para a luta (uma vez que nasci 9 meses depois), porque de facto, a história e aquela noite ainda não acabaram.

Com 15 anos, em 1991, deixo-me fascinar pelo Francisco Louçã e pela campanha do PSR. 5 anos mais tarde tornava-me militante, no Porto, tendo chegado a ser dirigente nacional dos jovens do PSR, e tendo participado em movimentos anti-racistas, anti-praxe e nas lutas estudantis que se viveram no final da década de 90, do século passado. É por isso pois, que tenho o maior orgulho de, em 1999 ter tido a oportunidade de me pronunciar, e ter respondido afirmativamente quanto à construção do Bloco de Esquerda. Hoje, mais afastado da militância partidária, mas não totalmente desligado, continuo a lutar por aquilo em que acredito e actualmente, sou dirigente de uma associação de Comércio Justo.

Por isso, quer a minha simples existência, quer aquilo que hoje sou, devo-o a este passado, aos meus pais e a estas pessoas, Camilo Mortágua, Palma Inácio, e outros, que felizmente com eles se cruzaram.

Para terminar, as palavras do Luís Represas (que com o Manuel Faria, do Trovante, também andou pela LUAR):

“Fecho a fronteira p’ra lá de mim
olho-me em ti p’ra me ver
juro que a paz não faz parte de um sonho
espero por ti p’ra vencer”

Guilherme Rietsch Monteiro

Sábado, 30 de Maio de 2009

Camilo Mortágua no Porto





Antes de mais quero pedir desculpa pela fraca qualidade destes dois pequenos vídeos. Foram feitos com uma simples máquina fotográfica e ainda tive de cortar duas ou três pequenas sequências, devido ao ruído dos famigerados telemóveis.

Mas se os vídeos são de fraca qualidade o mesmo não se poderá dizer da personalidade do "carregador de pianos" que ousa tocar com mestria as teclas do piano que carrega.

Obrigado Companheiro!

Quarta-feira, 27 de Maio de 2009

É JÁ AMANHÃ!


Será lançado no Porto, no dia 28 de Maio de 2009, pelas 18h 30m na Cooperativa Árvore, o Volume I do livro de Camilo Mortágua, "Andanças para a Liberdade", editado pela Esfera do Caos.


Intervenções de:

  • Guilherme Monteiro
  • Elisabete Neves
  • Jorge Velhote
  • Camilo Mortágua.


TRAZ OUTRO AMIGO TAMBÉM!


Manifestação de Professores

No próximo dia 30 de Maio irá, mais uma vez, realizar-se uma grandiosa manifestação nacional de professores pelas ruas de Lisboa.

Não pretendo desmobilizar ninguém e estou solidário com todos os colegas que irão estar presentes, mas eu não vou.

Não vou por causa de afazeres pessoais, mas também porque estou cansado de ver participar largos milhares de professores e depois ver desbaratada, desperdiçada mesmo, esta mobilização de professores, quase unânime, em relação às políticas educativas deste e de anteriores ministérios.

Faz-se uma primeira manifestação com cerca de 100 mil professores e no dia seguinte os sindicatos estão a assinar um protocolo com o ministério. Mais para o final do ano realizam-se duas manifestações, uma delas com mais de 120 mil professores, em vez de se realizar uma única. Divide-se e contam-se espingardas onde se devia unir e pressionar o ministério.

Depois destas grandiosas manifestações realizam-se duas greves simbólicas de um dia em vez de avançar imediatamente para uma paralisação total até às últimas consequências, isto é, trata-se com paninhos quentes quem nos enxovalha no dia-a-dia.

Anuncia-se agora mais uma manifestação e uma greve parcial repartida por tempos lectivos. Criam-se ilusões.

Claro que participarei nas paralisações, estou solidário com todos os colegas que ainda acreditam que é desta forma que se alcançam os nosso objectivos.

A minha luta não é simbólica, por isso tento colocar pedras na engrenagem onde elas devem ser colocadas: no local de trabalho.

Este modelo de avaliação está derrotado, apenas sobrevive à custa de ilusões, não é um modelo que valoriza a profissão docente, mas que estabelece cotas para a progressão na carreira.

Mais papel, menos papel, este processo de avaliação é em tudo idêntico ao anterior, apenas impede que 25% dos professores, mesmo que avaliados com excelente ascendam ao topo da carreira, e acentua desigualdades, pois numa escola pode haver cotas suficientes para a progressão e na escola ao lado não, o que permitirá, por exemplo, que numa determinada escola professores avaliados com Muito Bom ou Bom progridam e, na escola vizinha, professores avaliados com Excelente fiquem impedidos de progredir, porque as cotas de progressão foram insuficientes.

Não se pode dialogar com quem nos enxovalha diariamente e não dialoga. Ao silêncio, responde-se com o silêncio.

Depois das manifestações de rua é necessário que se aumente a mobilização, lutando na escola, radicalizando posições, sem medos.

Não me importo de perder dinheiro, mas recuso perder a dignidade.

Terça-feira, 26 de Maio de 2009

Guernica de Picasso

NOVO RICO, ARROGANTE, SEM VERGONHA E PAROLO



José Sócrates é um dos clientes da mais exclusiva (e cara) loja de Beverly Hills onde só entra um cliente de cada vez, com hora marcada e todo o staff de empregados à sua disposição.

É o primeiro-ministro do país mais atrasado da Europa e de um governo que ainda o atirou mais para o fundo do poço desse atraso.

É um primeiro-ministro dandy, com laivos de tiques e toques e com corte de fato a condizer.

Sabe-se agora, pelo jornal online i que é um cliente de uma das lojas mais prestigiadas do mundo da moda dos famosos, do dinheiro e do ... cosmopolitismo, para dizer assim.

O primeiro ministro português, declaradamente um teso que só ganha 5 mil euros por mês, tem o nome posto na montra da loja de novos ricos de Rodeo Drive, Beverly Hills, Califórnia.

Assim, como a foto mostra, numa parolice que incomoda um cidadão deste país, o nome que lá vem, José Sócrates, tem o desgraçado acrescento de... Prime Minister of Portugal.

Mas porque raio não lhe puseram antes o título de "engenheiro pela universidade Independente"? Sempre deixava Portugal inteiro, de fora desta vergonha.

Portugal, vejam só, chegou a este ponto!

Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

Bravo, Mário Crespo!

O desordenado

António Marinho Pinto está para o PS de Sócrates como o estão Vitalino Canas, Augusto Santos Silva ou Pedro Silva Pereira. É um indefectível. Tal como Sócrates, Marinho Pinto vê em tudo o que o prejudica uma urdidura de travestis do trabalho informativo. Tal como Sócrates, o Bastonário dos Advogados vê insultos nos factos com que é confrontado. E reage em disparatado ultraje e descontrolo, indigno de quem tem funções públicas. Marinho Pinto na TVI foi tão sectário como Vitalino Canas ou Santos Silva e conseguiu o prodígio de ser mais grosseiro numa entrevista do que Sócrates foi na RTP e Pedro Silva Pereira na SIC. É obra. Marinho Pinto não tem atenuantes.

Bravo, Mário Crespo!

Domingo, 24 de Maio de 2009

TETRACAMPEÕES!



O IV CAMPEONATO SEGUIDO DE UM TOTAL DE 24

----------------------------------------------------------------------------

PARABÉNS PORTO!



PARABÉNS FC PORTO!



PARABÉNS JESUALDO!



The End

Sábado, 23 de Maio de 2009

High Hopes

Sexta-feira, 22 de Maio de 2009

CONVITE



TRAZ OUTRO AMIGO TAMBÉM!

Quinta-feira, 21 de Maio de 2009

Festa na Baixa (Porto)

Ver aqui o programa completo das actividades deste evento.


Quarta-feira, 20 de Maio de 2009

Lançamento no Porto do "Andanças para a Liberdade"

Por coincidência de datas, será lançado no Porto no próximo dia 28 de Maio, o 1º volume do livro de Camilo Mortágua, Andanças para a Liberdade.

Em 1926, uma coluna militar, saída de Braga e comandada por Gomes da Costa, marchou sobre Lisboa, derrubou o regime democrático da 1º República e instaurou em Portugal uma ditadura que viria a durar 48 anos.

O Povo ficou calado e indiferente à manobra militar. O Povo estava cansado de golpes e contra-golpes, de revoluções e contra-revoluções, de oportunismos e favoritismos, por isso não reagiu ao golpe de Estado. O Povo mergulhou na letargia, deixou-se envolver pelo obscurantismo, adormeceu.

Durante a longa noite de 48 anos, teve alguns momentos em que pareceu despertar (as campanhas de Norton de Matos e de Humberto Delgado), mas, num ápice, uma oposição que não era capaz de se unir por muito tempo em torno de um objectivo comum (o derrube da ditadura), criava objectivamente condições para que o Povo permanecesse dormente.

Na madrugada de 25 de Abril de 1974, o Povo, finalmente, acordou e, de um golpe com fortes características corporativas na sua génese, fez uma autêntica revolução.

Durante cerca de dois anos, o Povo, que tinha acordado de longo pesadelo, pareceu despertar para o sonho. O sonho de construir uma nova realidade, um País diferente, onde todos poderíamos olharmo-nos olhos nos olhos e acreditar no Homem Novo, no Homem Livre.

Mas... de repente... o Povo adormeceu de novo.

Aqueles que sempre estiveram no poder, vestindo as mais variadas roupagens do mundo bi-polar que se vivia, não podiam admitir uma alternativa, uma terceira e autêntica via ao status quo mundial e, cedo, se encarregaram de domesticar as massas, criando-lhes a ilusão de liberdade e democracia para se perpetuarem no poder.

Hoje, estamos de novo adormecidos por uma ilusão de democracia que mais não é do que uma oligarquia onde prolifera o nepotismo.

Até quando?

Foi neste contexto histórico e social que surgiram algumas vozes alternativas, da qual Camilo Mortágua e outros companheiros são exemplos vivos. Pessoas que não se conformaram, que tantas e tantas vezes puseram de parte a sua vida pessoal para lutarem pelo valor mais nobre a que um homem pode aspirar: a LIBERDADE.

O caminho não é fácil, está mesmo cheio de ratoeiras, mas a liberdade não se dá, conquista-se. A liberdade não se impõe, busca-se.

A liberdade começa em nós próprios, não como seres egoístas, mas sim como seres solidários e altruístas.

A Liberdade conquista-se localmente e depois, pelo exemplo, vai-se alargando, sem desânimo nem ânsia, mas com paciência e determinação.

No livro Andanças para a Liberdade, Camilo Mortágua mostra-nos, pelo seu exemplo e pelas suas vivências, que há muito caminho a percorrer, mas que nunca, mas mesmo nunca, podemos deixar de acreditar na liberdade e combater por ela.

Quanto maior for a liberdade dos outros, maior será a nossa liberdade!

No próximo dia 28 de Maio de 2009, pelas 18h 30m, será lançado, na Cooperativa Árvore, Porto, o Volume I do livro de Camilo Mortágua, "Andanças para a Liberdade", editado pela Esfera do Caos.

Intervenções a cargo de: Guilherme Monteiro, Elisabete Neves, Jorge Velhote e Camilo Mortágua.

TRAZ OUTRO AMIGO TAMBÉM!

Evidências

Terça-feira, 19 de Maio de 2009

Desassombrado artigo de Mário Crespo

OS BONS E OS MAUS

Já há mais jornalistas a contas com a justiça por causa do Freeport do que houve acusados por causa da queda da ponte de Entre-os-Rios. Isto diz muito sobre a escala de valores de quem nos governa.

Chegar aos 35 anos do 25 de Abril com nove jornalistas processados por notícias ou comentários com que o Chefe do Governo não concorda é um péssimo sinal. O Primeiro-ministro chegou ao absurdo de tentar processar um operador de câmara mostrando que, mais do que tudo, o objectivo deste frenesim litigante é intimidar todos os que trabalham na comunicação social independentemente das suas funções, para que não toquem na matéria proibida. Mas pode haver indícios ainda piores. Se os processos contra jornalistas avançarem mais depressa do que as investigações do Freeport, a mensagem será muito clara. O Estado dá o sinal de que a suspeita de haver membros de um governo passíveis de serem corrompidos tem menos importância do que questões de forma referentes a notícias sobre graves indícios de corrupção. Se isso acontecer é a prova de que o Estado, através do governo, foi capturado por uma filosofia ditatorial com métodos de condicionamento da opinião pública mais eficazes do que a censura no Estado Novo porque actua sob um disfarce de respeito pelas liberdades essenciais. Não havendo legislação censória está a tentar estabelecer-se uma clara distinção entre "bons" e "maus" órgãos de informação com advertências de que os "maus" serão punidos com inclemência. O Primeiro-ministro, nas declarações que transmitiu na TV do Estado, fez isso clara e repetidamente. Pródigo em elogios ad hominem a quem não o critica, crucifica quem transmite notícias que lhe são adversas. Estabeleceu, por exemplo, a diferença entre "bons jornalistas", os que ignoram o Freeport, e os "maus jornalistas" ou mesmo apenas só "os maus", os que o têm noticiado. Porque esses "maus" não são sequer jornalistas disse, quando num exercício de absurdo negou ter processado jornalistas e estar a litigar apenas contra os obreiros dos produtos informativos "travestidos" que o estavam a difamar. E foi num crescendo ameaçador que, na TV do Estado, o Chefe do Governo admoestou urbi et orbi que, por mais gritantes que sejam as dúvidas que persistem, colocar-lhe questões sobre o Freeport é "insultuoso", rematando com um ameaçador "Não é assim que me vencem". Portanto, não estamos face a um processo de apuramento de verdade. Estamos face a um combate entre noticiadores e noticiado, com o noticiado arvorando as armas e o poder que julga ter, a vaticinar uma derrota humilhante e sofrida aos noticiadores. Há um elemento que equivale a uma admissão de culpa do Primeiro-Ministro nas tentativas manipulatórias e de condicionamento brutal da opinião pública: a saída extemporânea de Fernanda Câncio de um painel fixo de debate na TVI sobre a actualidade nacional onde o Freeport tem sido discutido com saudável desassombro, apregoa a intolerância ao contraditório.

Assim, com uma intensa e pouco frequente combinação de arrogância, inabilidade e impreparação, com uma chuva de processos, o Primeiro Ministro do décimo sétimo governo constitucional fica indelevelmente colado à imagem da censura em Portugal, 35 anos depois de ela ter sido abolida no 25 de Abril.

Mário Crespo
_____________________________

Liberdade de expressão e informação

1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações.

2. O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura. (Artigo 37.º da Constituição da República Portuguesa)

Domingo, 17 de Maio de 2009

Aeroporto Internacional de Fátima


O Director do Aeroporto Internacional de Fátima, o Engenheiro Louva-a-Deus, confessou-nos que depois de ter recebido durante anos mosquitos, melgas, moscas e outros insectos alados, finalmente este aeroporto irá receber o seu primeiro avião.

Revelando sentido de oportunidade A Cova do Lobisomem registou esse sublime momento. Para os mais cépticos o repórter no local confirmou que a aterragem foi suave e que o avião foi recebido com entusiasmo por uma autêntica e fervorosa multidão sedenta de experimentar altos voos.

Noite no Museu - Serralves

Sabias que?...

SE VOTAREM EM BRANCO, ou seja, não escreverem absolutamente nada no boletim de voto, tem mais consequências que se riscarem (anularem) o boletim de voto?

Nenhum político fala disto porquê?

Porque se a maioria da votação for de votos em branco eles são obrigados a anular as eleições e fazer novas, mas com outras pessoas diferentes nas listas.

Imaginem só a bronca !

A legislação eleitoral tem esta opção para correr com quem não nos agrada, mas ninguém fala disso.

Se os votos forem riscados, serão anulados e não contam para nada.


Sábado, 16 de Maio de 2009

Como Circular nas Rotundas