A Nova Ministra da Educação celebrizou-se com os seu contos juvenis "Uma Aventura".
É bem mais simpática do que a anterior e, para já, mostra-se mais dialogante. No entanto eu já estou habituado a estas coisas, por isso só acredito quando vir o preto no branco.
Desejo-lhe as maiores felicidades e, sobretudo, não desejo vir a fazer-lhe críticas ferozes como fiz à sua antecessora, a qual era perfeitamente incapaz e incompetente para o lugar que ocupava.
O primeiro e decisivo passo que a nova Ministra tem de fazer é rever o ECD, acabar com a divisão na carreira docente.
Fico a aguardar os novos episódios desta trágico-cómica telenovela.
Por iniciativa da Biblioteca Museu República e Resistência de Lisboa, vão realizar-se, ao longo dos próximos meses, várias conferências/debate subordinadas ao tema "Os Filhos Pródigos da Liberdade - A Oposição Democrática no Estrangeiro".
No próximo dia 29 de Janeiro de 2010, realizar-se-á uma destas conferências/debate, com o apoio da Escola EB 2/3 de Campo (Valongo), na Biblioteca Municipal de Valongo e fazendo parte do Plano Anual de Actividades daquela Escola, a conferência/debate dedicada aos emigrantes portugueses na Venezuela nos anos 60, com a presença de Camilo Mortágua.
Para quem tem memória curta e ainda não percebeu que há coisas que são imutáveis, infelizmente, deixo aqui este belíssimo texto de Guerra Junqueiro escrito em 1896.
"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta (...)
Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados (?) na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira a falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro (...)
Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do país, e exercido ao acaso da herança, pelo primeiro que sai dum ventre - como da roda duma lotaria. A justiça ao arbítrio da Politica, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.
Dois partidos (...), sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes (...) vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se amalgamando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar (...)"
A nova equipa técnica do Sporting será liderada pela devota Maria de Lurdes Rodrigues, ex-Ministra da Educação, que trará para Alvalade, como adjuntos, o seu núcleo duro do tempo que passou no ME, Walter Lemos e Companhia.
Nas primeiras palavras que prestou à imprensa, agora como líder da equipa técnica do Sporting Clube de Portugal, Maria de Lurdes afirmou que irá exigir o máximo trabalho dos seus jogadores e que, para concretizar o seu trabalho o Sporting terá de ser uma equipa de excelência. Para tal irá dividir a carreira do jogador de futebol do Sporting em duas: Jogador Titular e Jogador.
Para ascender à categoria de Jogador Titular, limitada ao número de onze, o candidato terá de ter, pelo menos, 20 anos de carreira, e preencher uma grelha em que serão avaliados vários parâmetros atingidos pelo candidato nos últimos sete anos, a saber: número de namoradas, quantidade de vezes que vai à casa de banho durante o dia, quantidade de golos que marcou (ou sofreu no caso dos guarda-redes), passes bem sucedidos, remates para as proximidades da baliza, número de cruzamentos para a área, dias de férias gozados, faltas cometidas, número de cartões amarelos e vermelhos vistos, agressões a adversários, agressões a colegas de equipas, gestos feios feitos para as bancadas, reposições de bola em jogo pela linha lateral, recuperações de bola, número de faltas ditas cirúrgicas, pontapés de baliza, pontapés de saída, número de jogos a que assistiu nas bancadas e/ou viu na televisão, número de vezes que cospe para o chão durante o jogo, número de entrevistas aos órgãos da comunicação social, discussões com os árbitros e o número de vezes que assistiu às séries televisivas "Serviço de Urgência" e "Hospital Central".
Os jogadores terão ainda de apresentar um portefólio semanal pormenorizando tudo o que fizeram durante as 24 horas de cada um dos dias da semana incluindo uma auto-avaliação do seu desempenho.
Acrescentou ainda que os candidatos escolhidos para a categoria de Jogador Titular terão de elaborar grelhas de observação e de avaliação dos profissionais da categoria Jogador, pelo que durante os treinos a sua missão será a de estar em permanente observação e avaliação da carreira secundária, a de Jogador.
Em função da avaliação feita pelos Jogadores Titulares a equipa técnica escolherá os eleitos para o próximo jogo.
A equipa técnica estará presente nos relvados sempre que se realizar um jogo comemorativo para dar o pontapé de saída.
O Presidente do Sporting mostrou-se muito satisfeito com a escolha que fez, tendo afirmado que esta era uma equipa técnica para toda a vida e a defenderia até à última gota de sangue.
Este Governo apresentou um programa em tudo igual ao anterior.
Aparentemente parece que ainda não se apercebeu que a realidade hoje é diferente e que não pode fazer alianças à esquerda e à direita sem perder ainda mais credibilidade.
Continua autista? Não!
Só os inocentes podem pensar desse modo.
A estratégia está há muito delineada. Sócrates sabe que este Governo não tem força, que este Governo é mais uma farsa, por isso a única preocupação do Primeiro-Ministro e dos seus comissários políticos é a da vitimização.
Dentro de cinco ou seis meses a situação será insustentável e a culpa será da oposição que será acusada de sistematicamente boicotar o programa e as boas intenções do Governo.
Sócrates e seus lacaios vão tentar fazer passar a imagem de que não conseguem governar porque a malvada da oposição não deixa. Porque a oposição não aprova as suas leis, porque está ali só para prejudicar o pobre coitado do Governo e a sua pessoa em particular.
Como vítima Sócrates ganhará apoiantes, os portugueses têm sempre pena dos coitadinhos, e em eleições antecipadas poderá ganhar nova maioria absoluta.
Esta sim é a realidade, o resto é uma história da carochinha.
A origem do halloween remonta às tradições dos povos que habitaram a Gália, a Grã-Bretanha e a Irlanda, entre os anos 600 a.C. e 800 d.C.
Originalmente, o halloween não tinha relação com bruxas. Era um festival do calendário celta da Irlanda, o festival de Samhain, celebrado entre 30 de Outubro e 2 de Novembro e marcava o fim do Verão (samhain significa literalmente "fim do verão").
Entre o pôr-do-sol do dia 31 de Outubro e o nascer-do-sol de 1 de Novembro, ocorria a noite sagrada (hallow evening, em inglês), acredita-se que assim se deu origem ao nome actual da festa: Hallow Evening -> Hallowe'en -> Halloween.
Rapidamente se conclui que o termo "Dia das Bruxas" não é utilizado pelos povos de língua inglesa, sendo essa uma designação apenas dos povos de língua (oficial) portuguesa.
Hoje, na Antena 1, no programa "Vidas que Contam" de Ana Aranha, depois das 16 horas, entrevista com Camilo Mortágua e depoimentos de alguns companheiros e amigos.
Há coisas que se ouvem e vêm que não podemos deixar de registar e também de partilhar com os outros.
Deixo-vos aqui estas pequenas reflexões, das quais desconheço o autor, por isso sofreram apenas uma ou outra pequena alteração para se enquadrarem mais no meu modo de ver e pensar as coisas. -----------------------------------------------
Hoje a minha vida começa.
Passei toda a minha vida sozinho, não passava de um miúdo fala-barato.
Hoje torno-me um Homem.
Hoje torno-me responsável para com outra pessoa que não eu, seja ela qual for, um filho, um amigo, um colega, um aluno, qualquer pessoa…
Hoje torno-me responsável para com o futuro, para com todas as possibilidades que ele me possa oferecer.
Aconteça o que acontecer, estarei preparado para qualquer coisa, para tudo.
Para enfrentar a vida.
Para enfrentar o amor.
Para enfrentar a possibilidade e a responsabilidade.
Hoje começa a minha vida e mal posso esperar.
Nunca sabemos que o grande dia da nossa vida é o grande dia, só quando está a acontecer.
Nunca reconhecemos o grande dia da nossa vida, só quando estamos a vivê-lo.
O dia em que nos comprometemos com algo ou com alguém.
O dia em que nos partem o coração.
O dia em que conhecemos a nossa alma gémea.
O dia em que percebemos que não há tempo suficiente, porque queremos viver para sempre.
São esses os grandes dias. Os dias perfeitos.
Passamos a vida preocupados com o futuro.
A planear o futuro. A tentar prever o futuro.
Como se saber pudesse aparar o golpe, mas o futuro está sempre a mudar.
O futuro alberga os nossos maiores receios e as nossas maiores esperanças.
Mas uma coisa é certa, quando por fim se revela, o futuro, nunca é como o imaginamos.
É o sistema filosófico ensinado por Epicuro de Samos, filósofo ateniense do século IV a.C., e seguido depois por outros filósofos, chamados epicuristas.
Epicuro propunha uma vida de contínuo prazer como chave para a felicidade, esse era o objectivo de seus ensinamentos morais. Para Epicuro, a presença do prazer era sinónimo de ausência de dor, ou de qualquer tipo de aflição: a fome, a abstenção sexual, o aborrecimento, etc..
A finalidade da filosofia de Epicuro não era teórica, mas sim bastante prática. Buscava sobretudo encontrar o sossego necessário para uma vida feliz e aprazível, na qual os temores perante o destino, os deuses ou a morte estavam definitivamente eliminados. Para isso fundamentava-se numa teoria do conhecimento empirista, em uma física atomista e em uma ética hedonista.
No antigo mundo da zona Mediterrânea, a filosofia epicurista conquistou grande número de seguidores. Foi uma escola de pensamento muito proeminente por um período de sete séculos.
Depois da morte do fundador. Posteriormente, o epicurismo, quase se relegou ao esquecimento devido ao início da Idade Média, período em que se perderam a maioria dos escritos deste filósofo grego.
A ideia que Epicuro tinha, era que para ser feliz o homem necessitava de três coisas: Liberdade, Amizade e Tempo para meditar. Na Grécia antiga existia uma cidade na qual, em um muro na frente de um mercado, tinha escrito toda a filosofia da felicidade de Epicuro, procurando consciencializar as pessoas que comprar não as tornaria mais felizes como elas acreditavam.
Lá para os fins do século XIV A Europa andava metida em confusões Guerras, guerras e tropeções Que duraram mais de 100 anos. Mas aqui, no extremo ocidental Desta Europa maluca Havia um pequeno povo Que sonhava com grandes feitos.
Os Tugas sabem navegar yo! Os Tugas sabem sonhar, yo!
Os Tugas estavam em paz Procuraram novas aventuras Primeiro foi o rei João I Que em 1415 conquistou Ceuta. Os Mouros bem que a queriam, Mas os Tugas foram mais fortes Apesar da conquista Os lucros não apareceram Porque os Tugas ficaram com Ceuta Mas os Mouros com os arredores. O rei tinha filhos que estudaram e viajaram, Filhos, que sabiam sonhar. Um deles, um tal Henrique Organizou as descobertas E assim Portugal iniciou a aventura. Tinham de lutar contra lendas e monstros Mas o tal Henrique convenceu os seus homens.
Os Tugas sabem navegar yo! Os Tugas sabem sonhar, yo!
Em 1419 descobriram a Madeira Em 1425 chegaram aos Açores Para onde mandaram gente Povoar e colonizar Conquistando os mares Começaram a obter lucros Mas agora o grande desafio Era passar o cabo Bojador Todos os barcos que lá chegavam Não conseguiam regressar Mas um homem de coragem A mando do Infante Um tal Gil Eanes Conseguiu ultrapassar o Cabo em 1434
Os Tugas sabem navegar yo! Os Tugas sabem sonhar, yo!
Para lá do Bojador ficava um imenso continente Os Tugas começaram a navegar mais para Sul, Chegaram a Cabo Verde E também à Serra Leoa, Mesmo à entrada do Golfo da Guiné. E em Arguim uma feitoria fundaram Daqui veio o primeiro ouro. Mas em 1460 morreu o Infante. O seu tio Afonso V Era amigo da Nobreza Optou por mais conquistas Alugando a exploração Da costa africana a um comerciante, Um tal Fernão Gomes. O Golfo da Guiné explorou Foi até S. Tomé e Príncipe. Na Mina construíram uma nova feitoria, E os lucros dos Tugas começaram a aumentar. Afonso V conquistou Tânger, Arzila e Alcácer-Ceguer.
Os Tugas sabem navegar yo! Os Tugas sabem sonhar, yo!
No reinado seguinte, um tal João II Decidiu que os Tugas deviam chegar à Índia Nem todos concordavam Sobretudo os Espanhóis. Mas o rei português é que liderava o pelotão Mandou Diogo Cão procurar a passagem do Índico, Mas este só chegou a Angola e à Namíbia. Em 1487 o bravo Bartolomeu Dias Conseguiu passar as Tormentas e descobriu o Índico. Mas o esperto João II mudou o nome do cabo Chamou-lhe da Boa Esperança Porque abria as portas da Índia.
Os Tugas sabem navegar yo! Os Tugas sabem sonhar, yo!
Foi aqui que apareceu Um tal Cristóvão Colombo O Colombo disse ao rei… Se navegasse para ocidente Chegaria até à Índia. O rei recusou E o Colombo foi pedir Ajuda aos Espanhóis. Estes coitados Deram-lhe uns barquitos Para neles navegar Em 1492 o Colombo chegou a umas ilhas Pensou que tinha chegado à tão desejada Índia, Mas na verdade tinha acabado De descobrir um novo continente.
Os Tugas sabem navegar yo! Os Tugas sabem sonhar, yo!
João II sabia que Colombo estava enganado, Mas para garantir a posse da Índia Negociou com os Espanhóis. Em 1494 assinou um tratado em Tordesilhas. Que dividiu o Mundo entre os dois países. As terras a oriente eram dos Tugas E a ocidente dos Espanhóis.
O rei morreu antes de preparar a viagem. Foi o seu sucessor, Manuel I, que conquistou essa honra. Em 1498, o valente Gama chegou à Índia. Em 1500 o bravo Cabral achou o Brasil Mais tarde o grande Magalhães, Tuga ao serviço de Espanha, Provou que a terra era redonda.
Os Tugas sabem navegar yo! Os Tugas sabem sonhar, yo!
Depois é que vieram os problemas. Havia que consolidar a aventura. Os Tugas eram poucos, Mas tentaram impor aos outros a sua vontade. A sua cultura e a sua fé. Combateram e mataram, Roubaram e escravizaram. Tudo em nome de Deus… Hoje os tempos são outros. Sabemos que a nossa liberdade É maior quanto maior for a dos outros, Mas ainda há por aí, Muita gente com falinhas mansas, Que contraria a nossa esperança.
Os Tugas sabem navegar yo! Os Tugas sabem sonhar, yo!
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Este texto surgiu de um só jorro depois de na semana anterior, numa das minhas aulas, a propósito de já não sei quê ter brincado com os alunos inventando uma música de Rap , de acordo com a matéria que estava a leccionar. A partir daqui amadureci a ideia de dar uma aula sobre os descobrimentos portugueses motivando-os através de uma música Rap.
O texto é o que acabaram de ler, a música será aquela que me sair quando "cantar" esta aula na próxima semana, mas deixo aqui um pequeno desafio: será que alguém quer musicar esta letra, sei que provavelmente terei de fazer uma ou outra alteração, por causa do ritmo e do tempo, mas a ideia manter-se-á a mesma.
Volver a los 17, después de vivir un siglo es como descifrar signos sin ser sabio competente. Volver a ser de repente, tan frágil como un segundo, volver al sentir profundo como un niño frente a Dios. Eso es lo que siento yo, en este instante fecundo.
Se va enredando, enredando, como en el muro la hiedra y va brotando, brotando, como el musgito en la piedra.
Mi paso ha retrocedido cuando el de ustedes avanza. El arco de las alianzas ha penetrado en mi nido, con todo su colorido se ha paseado por mis venas y hasta la dura cadena con que nos ata el destino, es como un diamante fino que alumbra mi alma serena.
Se va enredando, enredando, como en el muro la hiedra y va brotando, brotando, como el musgito en la piedra.
Lo que puede el sentimiento no lo ha podido el saber, ni el más claro proceder, ni el más ancho pensamiento. Todo lo cambia el momento cual mago condescendiente, nos aleja dulcemente de rencores y violencias. Sólo el amor con su ciencia nos vuelve tan inocentes.
El amor es torbellino de pureza original, hasta el feroz animal susurra su dulce trino. Detiene a los peregrinos, libera a los prisioneros. El amor con sus esmeros al viejo lo vuelve niño. Y al malo sólo el cariño, lo vuelve puro y sincero.
De par en par la ventana, se abrió como por encanto, entró el amor con su manto como una tibia mañana. Al son de su bella diana, hizo brotar el jazmín, volando cual serafín al cielo le puso aretes, y mis años en 17, los convirtió el querubín.
Se va enredando, enredando, como en el muro la hiedra y va brotando, brotando, como el musgito en la piedra.
No entanto quero afirmar que não concordo nem me revejo, como português, na bandeira republicana, tal como Guerra Junqueiro e outros portugueses de mérito, que na altura discordaram das novas cores da bandeira republicana, acho que as cores da Bandeira Portuguesa deviam ter sido mantidas, porque eram aquelas cores que sempre se identificaram com os Portugueses e com Portugal desde a sua fundação.
A única coisa que simbolizava a monarquia era a coroa, por isso bastava que fosse retirada a coroa.
Laico, ateu e anarquista mas, apesar de tudo, viva a República!
A vida será eterna naqueles cinco minutos que imagino passar contigo quando te encontrar, quando nos encontrarmos.
O tempo vai parar e a vida será eterna, porque nada mais contará.
A vida é eterna porque toda ela, por mais longa que seja, se pode reduzir a um momento. Nada mais tem qualquer valor do que aquele momento, mas só no fim da nossa vida saberemos qual foi o momento que nos deu a eternidade.
Quando deixarmos de procurar esse momento é porque sabemos que já o vivemos ou porque já estamos mortos. Deixamos de acreditar.
Cada um de nós vê aquilo que quer e pode ver. O Tempo dita quando e como podemos ver o que sempre esteve debaixo dos nossos olhos, mas somente se abdicarmos da nossa autenticidade.
Ultrapassar o Tempo ou julgá-lo não passa de um anacronismo histórico, de uma ilusão.
A evolução do Homem não é uma evolução linear, muito menos global. É uma evolução com avanços e recuos, com saltos e mutações genéticas. É uma evolução a várias velocidades. Muitas vezes estamos a recuar com a ilusão que estamos a avançar. É, muitas vezes, uma evolução de falsas necessidades.
Os Povos não evoluem todos da mesma maneira, nem ao mesmo ritmo e, muito menos, a Humanidade, porque os povos são compostos pela individualidade e a “maçã-de-adão”, ou melhor, a noção de propriedade individual e os medos, transformou-nos em seres egoístas.
O pensamento grego é a base da dita Civilização Ocidental. Mas a sociedade ocidental podia ter evoluído de outra forma se, por artes de magia ou outro qualquer anacronismo, os Gregos tivessem feito outra opção, porque a base do conhecimento já estava nas suas mãos.
Se os Gregos tivessem rejeitado a escravatura, os objectos falantes, isto é, a mão-de-obra escravizada e tivessem sentido a necessidade de construir máquinas que lhes fizessem as tarefas do dia-a-dia, que lhes satisfizessem as suas necessidades básicas ou, no mínimo, lhes aligeirassem o cumprimento de tarefas comezinhas, num regime de igualdade, de modo a que pudessem continuar a dedicar-se ao pensamento, a Humanidade seria hoje muito diferente do que é.
O Tempo, sempre o Tempo. O Tempo não pára, subjuga-nos. O Tempo não nos cura, destrói-nos, porque aquilo que nós pensamos ou idealizamos hoje, sim nós, os marginais do Tempo, só poderá ser realizável depois de entrarmos num novo Tempo.
Até hoje, nesta sociedade que muitos julgam globalizada, vivemos a vários tempos.
A lógica da Civilização actual minada pela globalização política e económica, cria-nos a ilusão de liberdade e bem-estar, mas rouba-nos o sonho. Hoje vive-se, dia-a-dia, aquilo que nós, cabeças pensantes de ilusões efémeras, acreditamos que seria um desfasamento evolutivo: a nova escravatura e a exploração do trabalho, com novos meios encapotados e refinados de perpetuar a exploração do homem pelo homem.
Não podemos estar preocupados com o que a Humanidade poderia ter sido, mas sim com o que é, porque o que poderia ter sido não existe.
Não sei se agora é ou não o tempo de fazer, mas sei que nunca será o tempo de impor ou rejeitar, será sempre o tempo de busca da harmonia. Nunca será tempo de preconceitos e julgamentos. É tempo de arriscar, é tempo de sonhar!
Ver sempre mais além, este sim, é o nosso verdadeiro desafio.
Não é a esperança que é a última a morrer, mas sim o sonho. É o sonho que nos levará cada vez mais longe. A felicidade é possível, a felicidade constrói-se no dia-a-dia, mas o sonho é o único caminho.
Uma Produção Panmixia Associação Cultural em parceria com a Camaleão Associação Cultural
A partir do conto de Rudyard Kipling, ‘The eye of Allah’, a peça fala da viagem de John de Burgos, monge inglês, pintor de iluminuras, que vai até ao sul da Península Ibérica, em busca de ervas medicinais para o Convento e de tintas para a sua arte. No regresso do mundo árabe, traz com ele um pequeno instrumento a que chamavam Olho de Alá, o primeiro microscópio. Esta pequena maravilha permite ver seres extraordinários até numa simples gota de água, inspirando John de Burgos a criar fantásticos demónios para as ilustrações do seu Evangelho de S. Lucas. Quando Roger Bacon visita o Convento, fascinado perante tal avanço da Ciência, saúda o progresso: daqui a duzentos, trezentos anos todos passarão a usar este instrumento. Porém, o Abade do Convento tem sérias dúvidas acerca do herético e perigoso Olho de Alá. Afinal, será prudente antecipar assim o futuro?
Ficha Artística e técnica
Texto - José Carretas, José Geraldo Encenação - José Carretas Música Original - Telmo Marques Concepção Plástica - José Carretas, Margarida Wellenkamp e Nuno Lucena Elenco – Helena Faria, João Melo, José Geraldo, Linda Rodrigues, Pedro Estorninho, Rui Damasceno, Rui Queirós de Matos
Datas: De 17 de Setembro a 17 de Outubro de 2009, todos os dias, excepto segunda-feira, às 22h
Local: Garagem da Panmixia - Cace Cultural do Porto
Anda por aí meio mundo preocupado com a Gripe A, mas toda a gente parece esquecer uma gripe que está aí mesmo ao virar da esquina e que atingirá o seu ponto mais alto entre meados de Setembro e meados de Outubro: a Gripe P.
Está certo que se elaborem planos de contingência para a Gripe A. Está certo que quando alguém liga para a linha de emergência (808 24 24 24), aparece uma ambulância com um médico vestido com um fato "espacial", o suspeito é levado para o hospital, de seguida fazem-lhe uns exames e recolhem sangue para análise, mas como os resultados só serão conhecidos, na melhor das hipóteses, no dia seguinte, o suspeito é mandado para casa de táxi...
É para rir, previne-se a montante, mas tolera-se o contágio a jusante.
Enquanto se elaboram planos de contingência para prevenir a luta contra a propagação da Gripe A, a qual só deverá atacar em massa a partir de Novembro, nada se faz prevenir o contágio da Gripe P, a qual está bem mais próxima e provavelmente será de longa duração, porque andaremos contagiados pelo menos nos próximos 4 anos.
Mas afinal o que é a Gripe P?
A Gripe P é a gripe da politiquice.
Mas perguntam vocês: e quais são os principais sintomas?
Náuseas, falta de memória, tendência para acreditar no Pai Natal e no salvador que chegará numa manhã de nevoeiro, acreditar que cada um de nós está a escolher a construção do nosso futura, fé inabalável na casta política, tendência para aceitar que os outros decidam por nós, reconhecimento da nossa incapacidade para alterar o rumo dos acontecimento, aumento do preconceito, tendência para ouvir e aceitar o que nos transmitem sem espírito crítico, acreditar na bondade da casta política, imaginar que enquanto dormimos há um punhado de gente sabedora que está a tratar dos nossos problemas e dos da nossa sociedade, etc.
Quais as consequências mais graves?
Definhamento de longa duração, depressão após um período de euforia que não dura mais de 5/6 meses, esquecimento, reconhecimento da nossa incapacidade de alterar seja o que for e, após um período de 4 anos voltar a acreditar em tudo o que foi dito sobre os sintomas.
Antes de pensar no caos que poderá provocar a Gripe A, o qual será controlável, pensem em proteger-se da Gripe P, porque esta, ao contrário da outra, não tem prazo marcado.
Proteger-te contra a Gripe P está exclusivamente nas tuas mãos.
As telas que se seguem são todas de autores diferentes e foram realizadas na tarde do passado dia 26 de Agosto. Algumas são de artistas, outras são de curiosos da pintura.
Hermínio da Palma Inácio que morreu no passado dia 14 no lar da Associação Casapiana de Solidariedade, em Lisboa, onde há tempos vivia, tendo o seu corpo sido velado na sede do Partido Socialista, foi opositor incansável e indómito do regime autocrático que Oliveira Salazar chefiou com mão de ferro durante quase quarenta anos e o movimento militar derrubaria, levando ao restabelecimento da democracia parlamentar em Portugal. A 25 de Abril de 1974 Palma Inácio estava no Forte de Caxias de onde, a 26, seria o último preso a ser libertado, pois mesmo depois da revolução triunfar havia autoridades, civis e militares, a quererem tratá-lo como criminoso de delito comum. Era o seu terceiro encarceramento político desde 1947.
Coragem - a única virtude que, dizia Napoleão, não se pode imitar - tinha ele a rodos e também indignação profunda perante a injustiça social que a política do Estado Novo promovia e perpetuava. E revolta era a sua resposta natural ao atentado à liberdade de cada um que o regime incarnava.
Trazia dentro dele o gosto da aventura. Algarvio de origem modesta alistara-se na aviação, arma que ganhara na guerra de 14-18 imagem romântica de combate individual, não conspurcada por bombardeamentos generalizados de civis ou, mais tarde, por alvos e trajectos determinados por computadores. Como não era oficial não pôde ser piloto da Força Aérea, ficando sargento navegador, embora obtivesse o brevet de piloto civil. (As barreiras entre oficiais, sargentos e praças eram muito maiores do que são agora - como haviam sido na Europa toda até ao fim da guerra de 39-45). O avião iria dar-lhe uma menção no grande livro da História.
A 10 de Novembro de 1961, nas vésperas de eleições em Portugal - como sempre, durante o Estado Novo, nem livres nem limpas -, Palma Inácio, acompanhado por mais cinco conspiradores (entre os quais uma mulher de esperanças), embarcou em Casablanca num Super Constellation da TAP destinado a Lisboa e, já sobre Portugal, apontou uma pistola à cabeça do comandante e mandou-o voar baixo para poderem ser deitados sobre Lisboa e outras cidades panfletos exortando o povo à revolta. O comandante tentou dissuadi-lo com argumentos técnicos que Palma Inácio rebateu. Concluída a operação, o Super Constellation foi aterrar a Tanger. Os assaltantes - e a tripulação - tinham evitado assustar os outros passageiros que só nessa altura perceberam o que acontecera. Marrocos recusou-se a extraditar Palma Inácio. Em Lisboa o incómodo das autoridades foi tão grande quanto a admiração divertida da população: o desvio do avião fora uma première internacional, não houvera mortos nem feridos e os assaltantes haviam-se portado como cavalheiros.
Em 1967, praticou o seu segundo feito célebre. Para financiar a oposição armada a Salazar assaltou com três companheiros a delegação do Banco de Portugal na Figueira da Foz. Levaram 30.000 contos, fugiram de avião e depois de automóvel até Paris onde as autoridades também se recusaram a extraditá-los. Durante dias, carros haviam sido revistados em vão do norte ao sul do país. Perto de Évora, um cabo da GNR que inspeccionava o meu 2 cavalos desabafou: "Isto só pondo uma patrulha da Guarda à porta de cada banco!" O regime sentiu-se de novo desfeiteado e ridículo.
Outras iniciativas audazes de Palma Inácio acabaram mal. Em 1947, participação em golpe militar falhado - primeira prisão, fuga e exílio. Poucos anos depois da Figueira, tentativa gorada de conquista da Covilhã - outra vez prisão, fuga e exílio. Em 1973, entrado em Portugal para mais uma operação, a PIDE prende-o em Caxias.
Homem elegante e encantador, ajudara a deitar abaixo um poder ilegítimo e não fora tentado por benesses do poder legítimo que o substituíra. Além de coragem física e moral, possuía dois dons também raros entre nós: gostava da vida em vez de se queixar dela e preferia fazer coisas a falar de coisas. Indiferente a luxos e honrarias, morreria mais pobre ainda do que nascera.
Texto de José Cutileiro in"Expresso" (29 de Julho de 2009)
O fazedor do caos aparece agora travestido de salvador da Pátria.
Mas olha Sócrates, nós vivemos numa República e por isso já não há possibilidade do regresso do rei numa manhã de nevoeiro, além disso, com o calor que tem feito, as possibilidades de aparecer um nevoeiro que esconda a tua arrogância, autismo e as tramóias em que andaste metido são nulas.
Apenas poderás contar com os teus amorfos seguidores, mas cuidado que muitos deles, tal como os ratos, já abandonaram o teu barco que anda à deriva e perdido no oceano do caos por ti criado.
Em Setembro vais olhar para o lado e não vais ver ninguém.
Cena passada numa sessão de formação sobre o Siadap para directores e adjuntos. Actores: uma rapariga, recém saída do Instituto Superior de Economia e Gestão, portadora de cartão do PS e com um longo currículo na JS; directores e adjuntos dos directores.
Depois de a rapariga perorar sobre a modernização da administração pública, teve lugar a apresentação de exemplos sobre como recolher evidências para avaliar os funcionários da escola.
A rapariga exemplifica: "Tragam sempre no bolso ou na carteira um bloco de notas. Sempre que identificam alguma omissão, erro ou má prática de um funcionário, façam a respectiva anotação no caderno. Descrevam a situação e coloquem a data e a hora. Depois, vão ter com o funcionário responsável pela omissão, erro ou má prática e procedam à leitura da ocorrência. Por fim, digam ao funcionário para dizer que tomou conhecimento e assinar. Reúnam todas as evidências e utilizem-nas na fase final do processo de classificação de serviço".
A rapariga disse isto sem corar. Pior: nenhum dos directores e adjuntos presentes foi capaz de dizer à rapariga que o conselho que ela deu faz dos directores e adjuntos vulgares bufos e tem como consequência a criação de um clima de ódio no local de trabalho. Ora digam lá se correr com esta gente dos gabinetes e corredores do Poder não é uma medida de bom senso sanitário?
Esta música foi-me enviada em formato pps por um amigo. Transformei-a em vídeo e publiquei no Youtube, penso que o Gabriel terá todo o interesse em que esta música seja divulgada em todo o mundo e muito principalmente no Brasil. Mas as editoras discográficas têm muito poder. Vamos ver até que ponto o Youtube irá resistir à tentativa de censura se for alvo dela.
Vem do Brasil, mas serve para Portugal e para a Europa. Por sorte há Internet, pois jamais seria ouvida, sem este meio!!!
Isto enquanto o poder não poder controlar a Internet.
NEM QUE SEJA SÓ PARA CONHECER, VALE A PENA OUVIR.
Essa música é do Gabriel o Pensador e foi proibida (censurada). O cara não pode colocá-la no seu novo CD.
Ainda bem que existe Internet onde podemos ter acesso a tudo que eles tentam esconder...
Portanto, espalhem à vontade essa música... Mas, censura não era só na época da ditadura?
Será que o Lula já sofreu a metamorfose do polvo?
Será que o Brasil é uma democracia ou uma demoniocracia?
Quando é que a Humanidade vai acordar e dar um chuto nos chulos do poder?
A caricatura, ou não, aqui feita pelo Gabriel, não é exclusiva do Brasil, mas serve a toda a Humanidade e, por isso, particularmente a Portugal. Em Portugal, como praticamente em todo o Mundo, temos uma justiça que protege os políticos e os poderosos, há duas justiças tal como acontecia na Idade Média Europeia.
Sou uma pessoa apaixonada e amante da liberdade, tento ser frontal e autêntico, comigo e com os outros, mas tenho consciência que não sou infalível, sou um ser humano, por isso erro.
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