sexta-feira, 30 de novembro de 2012

A Casa do Desgoverno

Na Casa do Desgoverno existem três famílias, ou melhor, três clubes. Um é azul, outro laranja e o terceiro rosa.

Estes clubes têm os jogadores e treinadores mais caros e exercem grande influência sobre a arbitragem. Contam ainda com a complacência do presidente da federação. São os que conseguem alienar a maioria dos adeptos.

O clube azul, joga duplo, tanto apoia o clube laranja, como o clube rosa, tudo depende daquele que lhe dá mais garantias de disputar as competições europeias.

Um deles gosta de criar a ilusão de que tanto está no jogo, como critica os árbitros, os treinadores e jogadores dos outros e até, numa ou outra ocasião, consegue o apoio do presidente da federação, mas continua a disputar o mesmo jogo. Assim é o clube rosa.

Os do clube rosa gostam de se intitular o principal clube da oposição e, com este argumento, conseguem confundir os adeptos que, mais preguiçosos ou melhor manipulados, acreditam que estes ainda podem ser alternativa àqueles.

Fora da Casa do Desgoverno existem outros clubes, os da segunda divisão, um é vermelho e o outro vermelho também, mas às vezes usa uns calções pretos. Dizem estes, e com alguma razão, que essa história de principal clube da oposição não passa de uma falácia, pois não é o número de adeptos que dita esse princípio, mas sim a coerência de jogo.

Moral da história: o que está mal neste campeonato é o sistema de jogo.
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