quarta-feira, 27 de abril de 2011

ADD

Sou Professor e defendo a existência de uma avaliação do desempenho docente, não o modelo de avaliação que nos tem sido imposto nos últimos anos, mas um modelo novo, feito com os professores e cuja finalidade seja a melhoria do desempenho docente e não, tal como acontece agora, um modelo cujo único objectivo é economicistas e que joga, de forma suja, com a ignorância das pessoas, numa tentativa de virar a pinião pública contra os professores, acusando-os de corporativistas e elitistas que apenas pretendem privilégios.

Já aqui escrevi muito sobre o modelo que defendo, ou pelo menos tentei dar alguma achegas para a criação de um modelo de avaliação docente justo e desburocratizado. Não, para já voltar a falar no assunto.

Hoje pretendo apenas denunciar o joguete político de que têm sido vítimas os professores, as escolas, os alunos e os encarregados de educação por causa de calendários político-partidários.

O PSD teve oportunidade, na altura certa, de rejeitar o modelo de avaliação docente ainda em vigor, mas não o fez. "Acordou" tarde, mas acordou, mas o que fez não passou de uma manobra político-partidária com fins eleitoralistas, porque quando o devia ter feito, não o fez. Não também não acreditamos nos cristãos-novos, nos convertidos de última hora.

A juntar a todo este imbróglio o Presidente da República fez aquilo que convinha ao PSD, mandou a revogação aprovada na Assembleia da República para o Tribunal Constitucional. Assim, caso este órgão venha a anular a decisão da Assembleia da República, prestará ao PSD o serviço que este partido pretende, isto é, aparecer como paladino da revogação do perverso diploma e podendo deitar as culpas da sua não revogação para o TC e, com esta manobra de malabarismo hipócrita lavar as suas mãos de todo este processo, pensando que, desta forma, conseguiu enganar mais alguns incautos.

A ajudar a todo este processo o PR, o homem dos tabus, parece ter justificado o envio daquele diploma, aprovado na AR,  para o TC com o argumento ridículo de que os Sindicatos não foram consultados.

Parece que este facto é verdadeiro, por isso era bom que jornalistas e, sobretudo os Sindicatos, denunciassem este facto caso ele seja, como tudo indica, verdadeiro.
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