terça-feira, 6 de novembro de 2007

Poema para a Morte


Beijo o vento com minha boca de flor.
É leve a brisa até se transformar em vento-forte,
carrega por ruas algo que se pode ver apenas
suspenso no ar, perto das estrelas, caindo nada...

Mas não te alcança o vento, e nem o sussurro,
porque é longe a tua presença e perto a falta...
Esta boca não abriu para a passagem do tempo
ou sequer se aproximou do céu ou levaram as ondas.

Voltou à terra e ficou roxa, a mesma flor
que nunca ninguém viu, nunca ninguém plantou.



Poema original de Isaias Zuza Junior (Brasil) publicado iniciamente no se blog A Lanterna Mágica.
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