quinta-feira, 13 de novembro de 2008

O Rei vai Nu

Ouvi esta manhã no noticiário que o Senhor José Sócrates afirmou que os Professores não querem ser avaliados.

Fiquei estupefacto. O rei da demagogia e do populismo serôdio, o príncipe da casta política, tenta atirar com poeira para os olhos dos Portugueses. Já não bastava termos de aturar uma Dona Maria de Lurdes que, completamente baralhada das ideias pede, em plena Assembleia da República, desculpa aos Professores, mas nada faz para emendar o seu erro. Sim porque só se pede desculpa quando se reconhece que se errou e as desculpas servem para emendar o erro, não para o acentuar.

Quem não quer ser avaliado é o senhor engenheiro de pacotilha, cuja licenciatura já foi amplamente glosada a seu tempo.

Os Professores nunca disseram que não queriam ser avaliados, bem pelo contrário, querem sim uma avaliação testada no terreno, desburocratizada, justa, equilibrada, objectiva, formativa e que acrescente algo à qualidade do ensino. Nada disto é o que está descrito no actual diploma sobre a avaliação dos Professores.

Os Professores querem ser parte activa e não agentes passivos da avaliação. Os Professores querem ser cidadãos.

Os Professores lutam por um Estatuto da Carreira Docente que dignifique a profissão docente. Lutam por uma avaliação honesta porque despida de factores subjectivos tanto quanto possível e regida por princípios pedagógicos e científicos e não economicistas. Lutam por uma escola apetrechada e equipada para os novos desafios do desenvolvimento. Lutam por uma Escola que ande à frente e não a reboque da sociedade. Lutam pela melhoria da qualidade do ensino em geral e pela formação de cidadãos, não de seres acríticos e facilmente manipuláveis pelo poder.

A ignorância e o obscurantismo tem os dias contados o futuro será dos que se orgulharão de ser cidadãos de corpo inteiro.

Este, ao contrário do outro Sócrates, só sabe que tudo sabe. Este é o protótipo da arrogância, da demagogia. Este usa a oratória de forma exímia com o fim último de politicamente enganar, ludibriar, tal como qualquer menino mimado que não gosta de ser contrariado, julga-se mais esperto do que os outros porque consegue que eles façam aquilo que ele pretende.

Não, o Senhor Sócrates não conseguirá continuar a enganar os Portugueses. Já dizia Churchill: "há quem consiga enganar muita gente durante muito tempo, mas ninguém consegue enganar toda a gente durante todo o tempo".

Já lá vejo ao longe o cavalo branco, em cima dele cavalga o rei mas, ao contrário do que pensa, o rei vai nu.
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