quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Quem tem... não tem medo!

Não sou homofóbico, nem coisa que se pareça, sou até bastante tolerante e aceito muito bem as diferenças.

Esta pequena introdução é só para que não tirem conclusões que não correspondem à minha maneira de pensar. Nada me move contra o movimento gay, nem contra qualquer outra minoria, não sou dono da verdade. Aceito as diferenças como me aceito a mim próprio.

O curioso desta imagem, para mim, não é a própria imagem em si, mas o facto de a ter recebido de uma amiga que, descomplexada, brincando, diz coisas muito sérias.

De facto o amor, como tudo na vida, deve ser vivido sem complexos, nem tabús, com paixão, emoção e sentimento, independentemente do sexo e raça de cada um.

Pois que cada um de nós faça um bom uso do que tem e da forma que lhe dê mais prazer.

Não quero com isto dizer que todos devemos fazer tudo, seja em que circunstância for, estaria a instituir um novo padrão e os padrões são castradores. Quero dizer que todos temos direito à nossa individualidade, a sermos nós próprios, sem termos necessidade de nos escondermos ou enquadrarmos-nos, de aceitar os outros como tal e de sermos aceites como somos, sem preconceitos, mas com verdade e autenticidade.

Nenhum de nós é um modelo a seguir, um santo no altar. Todos temos direito a uma relação dialéctica e verdadeira aceitando as particularidades de cada um sem impor o nosso ponto de vista como sendo o mais correcto.

Homens ou mulheres todos temos o direito a usar o nosso corpo como muito bem nos apetecer, sem tabus ou preconceitos.

Sem verdade nem autenticidade, qualquer relação entre seres "pensantes" está destinada ao fracasso, à infelicidade, à dor e à mágoa dos próprios e dos que os rodeiam. Uma vida assim só conduz ao desperdício de uma vida.
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