domingo, 7 de setembro de 2008

Perguntas


Até onde somos capazes de ir? Até onde vai a nossa resistência? Até que ponto somos capazes de aceitar os outros e as suas idiossincrasias? Somos intrinsecamente maus e capazes da maldade?

Dizia Gandhi com a sua imensa sabedoria e tolerância, mas também com um certo lirismo: os únicos demónios que existem são os que vivem no nosso coração. É um facto que a mudança começa em nós mesmos, mas mesmo que não nos sirva de conforto, ou de justificação, temos de reconhecer que somos imperfeitos, mas é nossa obrigação lutar contra os nossos demónios.

Mas como é que os outros entendem o que se passa à sua volta? Quem nos percebe a nós? Como é que nós percebemos os outros?

O caminho da tolerância e da compreensão passa pelo diálogo, nunca pelo fechar de portas ou construção de muros intransponíveis, mas para os derrubar é necessário que dos dois lados se inicie a demolição, não apenas de um.

Citando ainda Gandhi quando afirmava que, para quem conhecia a História, a via do amor e da verdade sempre venceu sobre a via do ódio e da mentira.

Mas como podemos nós encontrar esse caminho, essa via, quando a prepotência não tem limites? Todos temos obrigação de dar passos em direcção à tolerância e ao entendimento, mas se o outro lado os não dá o que devemos fazer? Dar ainda mais passos? Fazer como Cristo, isto é, dar a outra face?

Se não fosse Humano tinha já a resposta na ponta da língua, mas sou-o e como Humano, sei que devemos dar esse passo e esperar que a inteligência faça o resto.

Para mudar o Mundo temos de começar por mudar nós próprios, mas será que somos capazes? No mínimo temos a obrigação de tentar.

De uma coisa tenho a certeza, quando nos recusamos a fazer aquilo a que nos obrigam prepotentemente estamos a ser livres.


De uma coisa tenho a certeza quando nos recusamos a fazer aquilo a que nos obrigam prepotentemente estamos a ser livres.
Enviar um comentário