sexta-feira, 12 de junho de 2009

Presos por uma corrente de Ar


Tive a oportunidade de assistir, no passado dia 10 de Junho, ao espectáculo de abertura do Festival das Companhias Descentralizadas, "Presos por uma corrente de Ar", pelo Teatro do Montemuro.

A peça foi encenada por José Carretas ao bom estilo panfletário e representada pelo grupo de Teatro do Montemuro (Campo Benfeito).

Basicamente, estão lá representados os mitos de uma pequena povoação de interior: o presidente da câmara; a rotunda; o empreiteiro; os trabalhadores imigrados; o padre; os compadrios e oportunismos; a mulher recalcada, beata e a rebentar de libido pelas costuras.

Todos os ingredientes são misturados com mestria para, de forma simples, bem humorada e directa, desmascarar o que se passa por essas autarquias fora, desde as mais pequenas às maiores. Tudo é uma questão de dimensão, mas os oportunistas são os mesmos.

Teatro simples, directo e bem humorado, que descreve uma situação de todos conhecidos, mas que os compadrios ocultam e aqui se desmascaram.

Um aplauso muito grande para esta iniciativa e uma forte chamada de atenção para o bom trabalho cultural que se faz em muitas localidades do interior do país, a maior parte das vezes longe dos holofotes das televisões, das parangonas dos jornais e dos iluminados intelectuais das grandes cidades do litoral.

Encenação José Carretas Direcção Musical António Pedro Cenografia Kevin Plumb Interpretação Abel Duarte, Eduardo Correia, Paulo Duarte, Daniela Vieitas, André Rocha, Marco Freire e Giovanni Lourenço.



FESTIVAL DAS COMPANHIAS DESCENTRALIZADAS
10 a 14 de Junho de 2009
3ª Edição

Locais de Apresentação: Campo Benfeito, Lamego e Castro Daire



TEATRO do MONTEMURO

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