às vezes o nosso amor adora morrer p´ra voltar e voltar a correr às vezes o nosso amor evapora, ora parece que o ar do lar o devora às vezes o nosso amor tropeça só para que o chão lhe peça – “levanta-te depressa”
às vezes o nosso amor adora sangrar p´ra esvair e voltar a estancar às vezes o nosso amor adora lamber a cicatriz que insiste em conceber às vezes o nosso amor desflora só para que o céu lhe peça – “Benze-te depressa”
às vezes o nosso amor acalora para que a água estale a pele a ferver às vezes o nosso amor decora, ora parece que o ar do lar o estupora às vezes o nosso amor descola só para que peça a peça se junte numa peça
o nosso amor adora suster o ar que inspira e sorve só p’ra verter às vezes o nosso amor demora a crescer parece que tem medo de não caber, de não caber...
Andas aí a partir corações como quem parte um baralho de cartas cartas de amor escrevi-te eu tantas às tantas, aos poucos às tantas, aos poucos eu fui percebendo às tantas eu lá fui tacteando às cegas eu lá fui conseguindo às cegas eu lá fui abrindo os olhos
E nos teus olhos como espelhos partidos quis inventar uma outra narrativa até que um ai me chegou aos ouvidos e era só eu a vogar à deriva e um animal sempre foge do fogo e eu mal gritei: fogo! mal eu gritei: água! que morro de sede achei-me encostado à parede gritando: Livrai-me da sede! e o mar inteiro entrou na minha casa
E nos teus olhos inundados do mar eu naveguei contra minha vontade mas deixa lá, que este barco a viajar há-de chegar à gare da sua cidade e ao desembarque a terra será mais firme há quem afirme há quem assegure que é depois da vida que a gente encontra a paz prometida por mim marquei-lhe encontro na vida marquei-lhe encontro ao fim da tempestade
Da tempestade, o que se teve em comum é aquilo que nos separa depois e os barcos passam a ser um e um onde uma vez quiseram quase ser dois e a tempestade deixa o mar encrespado por isso cuidado mesmo muito cuidado que é frágil o pano que veste as velas do desengano que nos empurra em novo oceano frágil e resistente ao mesmo tempo
Mas isto é um canto e não um lamento já disse o que sinto agora façamos o ponto e mudemos de assunto sim?
Andas aí a partir corações como quem parte um baralho de cartas cartas de amor escrevi-te eu tantas às tantas, aos poucos às tantas, aos poucos eu fui percebendo às tantas eu lá fui tacteando às cegas eu lá fui conseguindo às cegas eu lá fui abrindo os olhos
E nos teus olhos como espelhos partidos quis inventar uma outra narrativa até que um ai me chegou aos ouvidos e era só eu a vogar à deriva e um animal sempre foge do fogo e eu mal gritei: fogo! mal eu gritei: água! que morro de sede achei-me encostado à parede gritando: Livrai-me da sede! e o mar inteiro entrou na minha casa
E nos teus olhos inundados do mar eu naveguei contra minha vontade mas deixa lá, que este barco a viajar há-de chegar à gare da sua cidade e ao desembarque a terra será mais firme há quem afirme há quem assegure que é depois da vida que a gente encontra a paz prometida por mim marquei-lhe encontro na vida marquei-lhe encontro ao fim da tempestade
Da tempestade, o que se teve em comum é aquilo que nos separa depois e os barcos passam a ser um e um onde uma vez quiseram quase ser dois e a tempestade deixa o mar encrespado por isso cuidado mesmo muito cuidado que é frágil o pano que veste as velas do desengano que nos empurra em novo oceano frágil e resistente ao mesmo tempo
Mas isto é um canto e não um lamento já disse o que sinto agora façamos o ponto e mudemos de assunto sim?
Com a devida vénia ao blog"Luar de Janeiro" e à sua autora, transcrevo para aqui o comentário que, na devida altura, fez ao filme "As Pontes de Madison County".
Quando, em 30 de Outubro de 1995, vi pela primeira vez o filme "As Pontes de Madison County", escrevi uma curta reflexão, que vou transcrever tal como me saiu, há quase 12 anos atrás.
Tendo como protagonistas principais Clint Eastwood e Meryl Streep, o filme conta a história dum amor impossível, entre um fotógrafo da "National Geographic" e uma dona-de-casa rural do Iowa. É uma visão lúcida do amor. Um grande amor impossível e eterno. Impossível, porque não se pode abandonar marido e filhos, de repente, provocando sofrimento e dor a alguém que nos ama; porque não se pode ser feliz sobre a destruição e a mágoa dos outros, tendo como alicerces sentimentos de culpa e a condenação da nossa própria consciência. Eterno, precisamente por ser impossível. O quotidiano é o pior inimigo do amor. Vai corroendo, lenta mas inexoravelmente, o que, de início, nos parecia indestrutível.
Um filme lindo, duma lucidez tremenda; um tanto amargo mas..., quem sabe?, talvez mostrando o caminho para colocar o amor no seu verdadeiro lugar: o reino da utopia. O amor é uma nesga de sublime, de perfeição e de infinito que conseguimos vislumbrar. Só que a nossa pequenez, a nossa mediocridade, nos impede de alcançá-lo. Ainda mal lhe tocámos e já o conspurcámos e já o destruímos. Somos demasiado fracos e imperfeitos para aguentar a grandeza desse sentimento tão forte e generoso. Parece que temos de matá-lo, rapidamente, para regressarmos ao equilíbrio da nossa mediania.
Não sei quem é o autor, ou autores, mas estes pensamentos chegaram-me por e-mail, gostei deles e, por isso, resolvi partilhá-los aqui convosco. Aqui ficam:
"É difícil dizer adeus quando se quer ficar. É difícil sorrir, quando se quer chorar, mas é difícil ter que se esquecer quando se quer amar." "Não há amor humano que não decepcione, pois ele não é mais do que uma porta para que o amor se torne maior."
"Amar não é aceitar tudo. Aliás onde tudo é aceite, desconfio da falta de amor."
"A ausência diminui as paixões medíocres e aumenta as grandes, assim como o vento apaga as velas, mas atiça as fogueiras."
"Faz da tua ausência, o bastante para que sinta a tua falta, mas não a prolongues a ponto de me acostumar a viver sem ti."
"Dizer que te amo é pouco... e tudo ao mesmo tempo. "
Espero que tenham gostado e que, pelo menos, sirva para alguma reflexão.
Muitas vezes a vida parece-nos um desperdício. Um beco escuro e fedorento de onde não podemos sair.
Quando estamos no auge do desespero sem encontrar sentido nem saída para a vida, pode acontecer algo de extraordinário. Umas vezes é simplesmente a sorte outras um olhar diferente que nos revela o que sempre esteve ali e a que nós não demos a devida atenção.
É então que no meio do entulho surge uma bela flor. Até a maior merda pode gerar algo de belo e consistente. De repente aquilo que nos parecia vazio, sem sentido, um desperdício, transforma-se no nosso motor e dá-nos a força para encontrarmos um novo sentido para a vida.
Muitas vezes o que há de melhor na vida está ali mesmo ao pé de nós mas, cegos, olhamos sem ver. Lá diz o velho ditado popular: "o pior cego é aquele que não quer ver".
"Dez Coisas A Fazer" foi o alerta lançado pelo Oceanário para ajudar a combater o aquecimento global:
01 - Mudar uma lâmpada - substituir uma lâmpada normal por uma lâmpada florescente poupa 68 Kg de carbono por ano;
02 - Conduzir menos - caminhar, andar de bicicleta, partilhar o carro ou usar os transportes públicos com mais frequência. Poupará 0,5 Kg de dióxido de carbono por cada 1,5 Km que não conduzir!
03 - Reciclar mais - pode poupar 1.000 Kg de dióxido de carbono por ano reciclando apenas metade do seu desperdício caseiro;
04 - Verificar os pneus - manter os pneus do carro devidamente calibrados pode melhorar o consumo de combustível em mais de 3 %. Cada 4 litros de combustível poupado retira 9 Kg de dióxido de carbono da atmosfera!
05 - Usar menos água quente - aquecer a água consome imensa energia. Usar menos água quente instalando um chuveiro de baixa pressão poupará 160 Kg de CO2 por ano e lavar a roupa em água fria ou morna poupa 230 Kg por ano;
06 - Evitar produtos com muita embalagem - pode poupar 545 Kg de dióxido de carbono se reduzir o lixo em 10 %;
07 - Ajustar o termostato - acertar o termostato apenas dois graus para baixo no Inverno e dois graus para cima no Verão pode poupar cerca de 900 Kg de dióxido de carbono por ano;
08 - Plantar uma árvore - uma única árvore absorve uma tonelada de dióxido de carbono durante a sua vida;
10 - Espalhe a mensagem! - incentive os amigos a ver "Uma Verdade Inconveniente.
Antes de imprimir qualquer documento, pense se é mesmo necessário. Para produzir 1 tonelada de papel são necessárias 10 a 20 árvores, 10.000 litros de água e 5MW/hora de energia. Em média, por ano, uma família gasta em papel o equivalente ao abate de seis árvores. A protecção do ambiente deve ser uma preocupação de todos nós.
É estranho, mas acontece. Frequentemente uma relação a dois transforma-se num negócio, isto é, ambos mantêm-se unidos por meros interesses “comerciais”. Outras vezes, quando não há propriamente um dominado e um dominador bem demarcado, essa relação descai no compromisso entre os interesses, ou motivações, de um e os do outro, sendo sempre o mais forte que impõe as "regras" do casamento. Finalmente, penso que, nos casos mais raros, essa relação baseia-se realmente no amor verdadeiro e, por isso, nenhum tem necessidade de impor ao outro a sua perspectiva, um compromisso de entendimento ou um contrato de vida.
São raros estes últimos casos, mas também são os mais belos e autênticos.
O negócio nem me merece qualquer comentário de tão execrável que é. Manter uma relação pelo simples interesse economicista é do mais ordinário e falso que pode existir numa relação. Também manter esse mesmo casamento por motivações sociais leva a uma falsa aparência de bem-estar que para além de iludir os outros, ilude principalmente os protagonistas.
No primeiro caso enquanto se mantiverem as motivações económicas mantêm-se o casamento independentemente de existir, ou não, amor entre os dois.
No segundo caso o casamento mantém-se enquanto se mantém a ilusão, que muitas vezes não é premeditada, ou enquanto o casal sentir alguma forma de amor entre si ou, no mínimo, algum prazer em partilhar algumas coisas. Mas as ilusões não duram para sempre, sobretudo quando são premeditadas por um ou por ambos os membros do casal e, mais tarde ou mais cedo, esta relação termina.
Quanto ao compromisso pode ser uma boa saída para casais que se amam, mas que partilham ideias diferentes quando à relação a dois, à família, aos amigos, à vida em sociedade, etc. Neste tipo de compromisso impõem-se muito diálogo e, sobretudo, a aceitação de diferenças de ideias e fraquezas de parte a parte.
Tentar compreender o outro ponto de vista é mais importante do que impor o seu ponto de vista, por isso é uma tarefa difícil. Aceitar o outro e as suas diferenças é uma tarefa hercúlea, mas se o casal se ama de facto consegue sempre ultrapassar estas dificuldades. Se não se ama o compromisso não funciona, pois não deixa de, mais tarde ou mais cedo, chegar o dia das acusações, dos ajustes de contas, das recriminações, das desilusões. Muitas vezes estas situações não são compreendidas por ambos em simultâneo, mas isso só atrasa a solução do problema que deverá de ser inevitavelmente a separação.
Neste último caso, quando um dos parceiros continua a viver na ilusão e se recusa a ver a dura realidade, a que eu chamo a fase D. Quixote, a separação será mais dolorosa quanto mais longo for o período quixotiano. É urgente que cada um mate o Cavaleiro da Triste Figura que existe dentro de si.
Todos temos ilusões e, das duas uma, ou aceitamos que estas são o que são e então temos de constantemente estar a construir uma utopia e viver com elas e reinventando-as para manter a chama viva (caso exista amor), não rejeitando, mas sim tentando aproximar ilusões; ou então vivemos eternamente na ilusão, a qual se transforma para nós em realidade e não nos permite deixar de ser o Cavaleiro da Triste Figura, o D. Quixote que julga ver perigosos gigantes onde só estão moinhos, ou acredita que a sua Dulcineia o ama. Esta situação deve ser ultrapassada tão rapidamente quanto possível, pois é capaz de gerar atitudes absurdas, muitas vezes dementes, pensando que está a ser feito o que é certo para recuperar o que ainda julga ser o seu amor.
Matemos o D. Quixote que está dentro de cada um de nós.
Ao longo da minha vida passei por praticamente todas as situações descritas anteriormente, tirando a relação economicista e o amor mútuo e verdadeiro (embora nesta última situação tenha pensado, nalguns casos, que existia. A verdade é que acabei por verificar, mais ou menos dolorosamente, que se enquadrava no amor ilusão o que me arrastou para situações quixotescas). Todas essas relações tiveram situações boas e más, em nenhuma delas prevaleceram as boas, isto sem acusações ou julgamentos, pois evidentemente sei que tenho responsabilidades em todas as relações que tive e as quais não soube preservar, independentemente de ter casado ou não com qualquer das protagonistas. Todas as relações que iniciei me pareceram, à partida, sólidas, mas na verdade ou se revelaram aparências ou ilusões ou então deixou de existir amor, isto sem qualquer ordem cronológica, pois normalmente tudo se somou para o seu fim e não posso atribuir o seu fracasso a uma só causa ou pessoa.
Uma relação a dois só pode manter-se se houver amor, sentimentos, emoções, partilha, lealdade, honestidade e uma preocupação em dar sem esperar nada em troca, pois se existe amor essa troca não deixará de acontecer, porque o amor assim o exige e se não acontece é claramente um sinal de alerta.
Houve alturas da minha vida em que trocava o melhor do que estava a viver pelo passado, hoje não troco o melhor do passado pelo que me está a acontecer, isto é, a descoberta de mim próprio e a minha evolução para uma pessoa melhor. Ainda acredito que, mais tarde ou mais cedo, irei descobrir o amor da minha vida, aquele em que seremos capazes de viver a eternidade no tempo que nos resta de vida.
A defesa e a manutenção da diversidade biológica é uma causa incontornável. A pressão demográfica o desenvolvimento industrial e a falta de consciencialização do Homem causou, ao longo do século XX danos irreversíveis na diversidade biológica, danos esses que, caso não sejam travados, podem por em risco a vida na Terra a médio prazo.
Felizmente, hoje em dia, a defesa da diversidade biológica já não é exclusivo de biólogos e ambientalistas, também os políticos e os cidadãos em geral têm demonstrado nas últimas décadas uma maior consciencialização na defesa da diversidade das espécies.
Corpo, Como um mapa sagrado, Em ti desenho o pecado. Escrevo o mundo no meu Corpo, Com um toque divino, Faço da pele o destino. Sente nas mãos este meu Corpo, Uma estátua ardente, E a cada toque teu,
Até a passerelle devagar Se vai abrir por ti, E toda a música que ouvires Irá ser por existires Sempre que digo:
Uhuuu, tenho o Diabo no Corpo, Uhuuu, tenho o Diabo no Corpo.
Leva o meu Corpo, Por um momento eterno, Fazes-me a vida um inferno. Escondo um louco no meu Corpo, Um infinito prazer, Por isso: "Qu'est-ce qu'on va faire?". Só tenho tempo para o meu Corpo, Como uma sombra inquieta, E nessa voz discreta,
Até a passerelle devagar Se vai abrir por ti, E toda a música que ouvires Irá ser por existires Sempre que digo:
Uhuuu, tenho o Diabo no Corpo, Uhuuu, tenho o Diabo no Corpo.
Letra: Pedro Abrunhosa Intérpretes: Pedro Abrunhosa e Lenine
Alguém tem de descer de divisão, é a lei do campeonato, desejamos um rápido regresso ao convívio entre os grandes ao Aves e Beira-Mar.
Saudamos a subida à I Divisão de dois clubes com grandes tradições no futebol português: o Leixões (depois de uma prolongada ausência de 17/18 anos) e o Guimarães.
Ser grande ou pequeno está ao alcance de um pequeno gesto.
É tão difícil e ao mesmo tempo tão fácil, basta um pouco de atenção, perceber que não somos os detentores de verdades absolutas, saber que existe sempre outro lado e tentar compreendê-lo. Ter a capacidade de nos pormos, por momentos, no lugar do outro para compreender aquilo que nos parece incompreensível.
Estou feliz, bati no fundo, mas encontrei saída para os problemas que me atormentaram nos últimos meses.
Mesmo nos dias mais negros
Em tempo de solidão
Há sempre que procurar
Uma saída p'rá nossa ilusão
Muitas vezes a cortina do amor não nos deixa ver com clareza a realidade que nos rodeia, muitas vezes temos de bater no fundo, rondar a demência, mas há sempre uma saída.
Agora que pousas a cabeça na almofada e respiras satisfeito quero o teu amor sem sentido nem proveito
Agora que repousas lentamente sigo a curva do teu peito procuro o segredo do teu cheiro
Juntos fomos correndo lado a lado Juntos fomos sofrendo ter amado Amas a vida e eu amo-te a ti
Conta-me histórias daquilo que eu não vi... Conta-me histórias daquilo que eu não vi... Conta-me histórias daquilo que eu não vi... Conta-me histórias daquilo que eu não vi...
Logo acordas e pedes-me um cigarro que eu não fumo sonho planos do futuro
Logo juntas a tua roupa e dizes que a vida está lá fora passou a minha hora... passou a minha hora...
Juntos fomos correndo lado a lado Juntos fomos sofrendo ter amado Amas a vida e eu amo-te a ti
Conta-me histórias daquilo que eu não vi... Conta-me histórias daquilo que eu não vi... Conta-me histórias daquilo que eu não vi... Conta-me histórias daquilo que eu não vi…
Ouvi dizer que o nosso amor acabou... Pois eu não tive a noção do seu fim! Pelo que eu já tentei, eu não vou vê-lo em mim: se eu não tive a noção de ver nascer um homem.
E ao que vejo, tudo foi para ti uma estúpida canção que so eu ouvi! E eu fiquei com tanto para dar! Agora não vais achar nada bem que eu pague a conta em raiva!
E pudesse eu pagar de outra forma... E pudesse eu pagar de outra forma... E pudesse eu pagar de outra forma...
Ouvi dizer que o mundo acaba amanhã, e eu tinha tantos planos p'ra depois! Fui eu quem virou as páginas na pressa de chegar até nós, sem tirar das palavras seu cruel sentido...
Sobre a razão estar certa, resta-me apenas uma razão: e um dia vais ser tu e um homem como tu como eu não fui um dia vou-te ouvir dizer:
E pudesse eu pagar de outra forma... E pudesse eu pagar de outra forma... E pudesse eu pagar de outra forma...
Sei que um dia vais dizer: E pudesse eu pagar de outra forma... E pudesse eu pagar de outra forma... E pudesse eu pagar de outra forma...
A cidade está deserta e alguém escreveu o teu nome em toda a parte: nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas. Em todo o lado essa palavra, repetida ao expoente da loucura! Ora amarga, ora doce... Para nos lembrar que o amor é uma doença, quando nele julgamos ver a nossa cura...
Eu sei que eu tenho um jeito Meio estúpido de ser E de dizer coisas que podem magoar e te ofender Mas cada um tem o seu jeito Todo próprio de amar e de se defender Você me acusa e só me preocupa Agrava mais e mais a minha culpa Eu faço, e desfaço, contrafeito O meu defeito é te amar demais Palavras são palavras E a gente nem percebe o que disse sem querer E o que deixou pra depois Mas o importante é perceber Que a nossa vida em comum Depende só e unicamente de nós dois Eu tento achar um jeito de explicar Você bem que podia me aceitar Eu sei que eu tenho um jeito meio estúpido de ser Mas é assim que eu sei te amar
Só pra dizer que te Amo, Nem sempre encontro o melhor termo, Nem sempre escolho o melhor modo. Devia ser como no cinema, A língua inglesa fica sempre bem E nunca atraiçoa ninguém. O teu mundo está tão perto do meu E o que digo está tão longe, Como o mar está do céu. Só pra dizer que te Amo Não sei porquê este embaraço Que mais parece que só te estimo.
E até nos momentos em que digo que não quero E o que sinto por ti são coisas confusas E até parece que estou a mentir, As palavras custam a sair, Não digo o que estou a sentir, Digo o contrário do que estou a sentir.
O teu mundo está tão perto do meu E o que digo está tão longe, Como o mar está do céu.
E é tão difícil dizer amor, É bem melhor dizê-lo a cantar. Por isso esta noite, fiz esta canção, Para resolver o meu problema de expressão, Pra ficar mais perto, bem mais de perto. Ficar mais perto, bem mais de perto.
Poema: Carlos Tê Canção interpretada por Manuela Azevedo (Clã)
Tardou tanto o dia caer Aquela tarde de Outono. Facer o equipaje e decir adeus As vezes faz entristecer. Levame lonxe à outra beira Que o dia ja vai caer tardo em xegar.
Emilio Cao (cantautor Galego)
Nota: provavelmente este pequeno poema não está escrito em galego correcto, porque o copiei ouvindo a música. Se alguém tiver conhecimento das letras das músicas de Emilio Cao agradeço que me informem, pois já procurei na net e não encontrei nenhuma.
A uma jornada do fim do Campeonato Nacional da I Divisão apenas uma decisão está tomada: a permanência da Académica na I Divisão. Estão de parabéns os adeptos da Briosa e, em particular, o meu amigo Neves da Voz do Seven.
Também aproveito para saudar o regresso à I Divisão do Leixões (ao fim de 18 anos) e do Guimarães.
Só por existir Só por duvidar Tenho duas almas em guerra E sei que nenhuma vai ganhar Só por ter dois sóis Só por hesitar Fiz a cama na encruzilhada E chamei casa a esse lugar
E anda sempre alguém por lá Junto à tempestade Onde os pés não têm chão E as mãos perdem a razão
Só por inventar Só por destruir Tenho as chaves do céu e do inferno E deixo o tempo decidir
E anda sempre alguém por lá Junto à tempestade Onde os pés não têm chão E as mãos perdem a razão
Só por existir Só por duvidar Tenho duas almas em guerra E sei que nenhuma vai ganhar Eu sei que nenhuma vai ganhar
Assim é o amor, uma partilha, consciente ou inconsciente, entre dois seres. Partilha essa que é desinteressada, focada no outro e que se estabelece sem nenhuma regra pré-concebida.
O amor acontece, não se faz, mas alimenta-se. Uma relação a dois está sujeita a um terrível desgaste, quer seja causado pelo dia-a-dia dos próprios amantes, quer seja pela acção consciente ou inconsciente de terceiros, ou até porque o casal deixa, sem ter consciência disso, que os filhos (caso existam) ocupem um lugar entre ambos. Este factores podem influenciar a relação isoladamente ou interagir em simultâneo.
Quero dizer que o amor é delicado e está sujeito a muitas pressões. A vida entre dois amantes é uma luta constante entre manter a chama acesa e a luta contra a rotina e a monotonia. Nem sempre esta luta é fácil e na maioria dos casos as situações de rutura surgem sem que nenhum dos dois tenha sequer tido consciência das causas dessa ruptura.
Quando se atinge o limite só há uma coisa a fazer: verificar se ainda há amor entre ambos e, se há, então ambos têm a obrigação de procurar uma solução em vez de partirem para acusações mútuas que só agravam a situação e que mais tarde podem ter consequências desastrosas. Mas se não existe mais amor por parte de um ou de ambos, então mais vale por ponto final numa vida amargurada e de recriminações, sejam elas mútuas ou unilaterais.
Quando a falta de amor é unilateral a sittuação é mais complicada, porque o lado que ama não sabe como lidar com ela. Neste caso e para preservar a sua sanidade mental, só resta ao que ama transformar o seu sentimento no oposto, pois de outra forma afunda-se na vida.
No entanto há que combater o desânimo, pois é nas situações mais graves que se devem encontrar os novos rumos.
Nelson Mandela foi eleito em 1994 presidente da África do Sul, tornando-se no primeiro negro a assumir a chefia daquele país.
Mandela liderou a transição do regime de minoria branca, o apartheid, para um regime de maioria democrática. Lutador incansável pelos direitos humanos na África do Sul e a nível internacional, Nelson Mandela é uma das figuras mais importantes da história contemporânea.
Em 1963, após doença súbita morre, no Hospital da CUF. Aquilino Ribeiro tinha 78 anos. Comemoravam-se os 50 anos de actividade literária do autor e, nessa mesma data, a censura comunicava à imprensa que não podia falar das homenagens de que estava a ser alvo Aquilino Ribeiro.
Escritor português natural de Carregal de Tabosa, concelho de Sernancelhe, Beira Alta, onde nasceu a 13 de Setembro de 1885.
Aquilino Ribeiro é um dos autores portugueses que está injustamente esquecido, muito lido em vida a sua obra foi sendo sistematicamente esquecida após a sua morte.
Está na altura de recuperar este grande vulto da literatura portuguesa do século XX.
Deixo-vos aqui alguns links com dados biográficos sobre Aqulino Ribeiro:
A vida vai sendo construída passo a passo. O nosso passado está repleto de acções e vivências com as quais temos de lidar no nosso dia-a-dia. Vivemos coisas boas ou más, mas sempre da nossa responsabilidade e das interacções que estabelecemos com os outros: os que amamos, os que desprezamos ou os que nos são indiferentes. Muitas vezes esta relação estabelece-se também com nós próprios, o que nos pode levar ao egocentrismo ou à vitimização.
O passado tem o peso que tem no nosso presente, mas não é o passado que podemos transformar. O passado apenas serve de reflexão para permitir que nos tornemos pessoas melhores. Infelizmente, devido a um certo facilitismo, consciente ou inconsciente, nem sempre aquele nos ajuda nessa reflexão. Desta forma o vivido fica mascarado e a evolução do individuo perde-se. Para que essa reflexão se dê é necessário viver situações limite que nos abalem ao ponto de nos obrigar a fazer uma auto-crítica séria e, a partir daí, construir uma nova realidade.
Não nego que o acaso tenha um papel relevante na construção do futuro, mas os principais agentes da construção da realidade somos nós próprios. Construamos pois um futuro sem certezas nem verdades absolutas, mas baseado na dialética e no amor.
Estamos sempre a tempo de mudar a nossa realidade.