sexta-feira, 4 de maio de 2007

Encruzilhadas

A vida vai sendo construída passo a passo. O nosso passado está repleto de acções e vivências com as quais temos de lidar no nosso dia-a-dia. Vivemos coisas boas ou más, mas sempre da nossa responsabilidade e das interacções que estabelecemos com os outros: os que amamos, os que desprezamos ou os que nos são indiferentes. Muitas vezes esta relação estabelece-se também com nós próprios, o que nos pode levar ao egocentrismo ou à vitimização.

O passado tem o peso que tem no nosso presente, mas não é o passado que podemos transformar. O passado apenas serve de reflexão para permitir que nos tornemos pessoas melhores. Infelizmente, devido a um certo facilitismo, consciente ou inconsciente, nem sempre aquele nos ajuda nessa reflexão. Desta forma o vivido fica mascarado e a evolução do individuo perde-se. Para que essa reflexão se dê é necessário viver situações limite que nos abalem ao ponto de nos obrigar a fazer uma auto-crítica séria e, a partir daí, construir uma nova realidade.

Não nego que o acaso tenha um papel relevante na construção do futuro, mas os principais agentes da construção da realidade somos nós próprios. Construamos pois um futuro sem certezas nem verdades absolutas, mas baseado na dialética e no amor.

Estamos sempre a tempo de mudar a nossa realidade.
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